quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Após dirigente da CUT, petista da BA fala em pegar em armas por Dilma

protestos

A mensagem foi postada durante as manifestações contra o impeachment da presidente realizada na cidade baiana
PUBLICADO EM 23/08/15 - 13h19
Presidente da Câmara Municipal de Porto Seguro (sul da Bahia), o vereador Élio Brasil (PT) afirmou nesta quinta-feira (20) que, se for preciso, pegará em armas para defender a democracia e o governo Dilma Rousseff (PT). A mensagem, direcionada a um grupo de aliados e eleitores por meio do WhatsApp (aplicativo de celular), foi postada durante as manifestações contra o impeachment da presidente realizada na cidade baiana.

"Se for preciso pegaremos em armas para defender a democracia e o governo eleito democraticamente pelo povo. E só pra lembra [sic] em 64 já fizemos para ter essa democracia que temos hoje", afirmou. Procurado pela reportagem, o vereador confirmou nesta sexta (21) a declaração, mas disse que falou em "pegar em armas" no sentido figurado.

É mais um aliado de Dilma que fala em pegar em arma em menos de dez dias. Em evento com movimentos sociais no palácio do Planalto, o presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, afirmou estar preparado com "armas" e um "exército" para barrar qualquer tentativa de tirar a presidente do poder.

No caso baiano, Brasil disse reiterou ainda, em outra mensagem pelo aplicativo, que pegaria em armas e lembrou que na época da ditadura tucanos como e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador José Serra foram exilados. "É claro que hoje não tem cabimento falar para as pessoas pegarem em fuzis ou metralhadoras. Não estou incentivando os trabalhadores a pegar em armas militares", disse o petista. Além de vereador, Élio é dirigente do sindicato que representa funcionários de hotéis e restaurantes da região e filiado à CUT.

'Figura de linguagem'

No evento em Brasília, o presidente nacional da CUT disse: "somos defensores da unidade nacional, da construção de um projeto de desenvolvimento para todos e para todas. E isso implica, neste momento, ir para as ruas entrincheirados, com armas nas mãos, se tentarem derrubar a presidenta".  Na ocasião, o dirigente também afirmou que usou uma "figura de linguagem" e não teve intenção de incitar a violência.
Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/ap%C3%B3s-dirigente-da-cut-petista-da-ba-fala-em-pegar-em-armas-por-dilma-1.1094540

Dilma se irrita com cerimonial após ser barrada em evento no Planalto

Palácio do Planalto

Vestindo calça preta e blazer rosa claro, Dilma aguardava ser anunciada embaixo da rampa do segundo andar do Palácio

Lula Marques/ agência PT
Um dos cerimonialistas impediu a presidente de prosseguir após seu nome ser chamado
PUBLICADO EM 27/08/15 - 13h42
Faltavam poucos minutos para o meio-dia desta quinta-feira (27) quando o improvável aconteceu: a presidente Dilma Rousseff foi barrada pela equipe do cerimonial do Palácio do Planalto antes de receber os atletas que participaram dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Toronto 2015.
Vestindo calça preta e blazer rosa claro, Dilma aguardava ser anunciada embaixo da rampa do segundo andar do Palácio. Assim que ouviu o chamado -"senhoras e senhores, a presidente da República, Dilma Rousseff"-, apressou-se com passos firmes em direção ao palco.
À sua frente, porém, um dos cerimonialistas a impediu de prosseguir. Com as duas mãos estendidas junto à presidente, pediu que ela esperasse a passagem dos atletas cadeirantes, que haviam recebido os cumprimentos de Dilma momentos antes, em um salão anexo.
Foi o suficiente para a presidente fechar o cenho e discutir com o funcionário. Gesticulava, balançava negativamente a cabeça e dizia que o evento precisava ter sido melhor organizado.
Assessores perceberam que o mau humor da presidente estava chamando a atenção dos presentes e se aproximaram da dupla na tentativa de neutralizar o clima. Dilma deu dois passos para trás e chamou o homem para, mais uma vez, frisar seu descontentamento, aparentando estar um pouco mais calma.
Ouviu então novamente seu nome pelo auto-falante. Voltou a se colocar ao lado do ministro do Esporte, George Hilton, e se encaminhou para o palco após ser anunciada pela segunda vez.
Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/dilma-se-irrita-com-cerimonial-ap%C3%B3s-ser-barrada-em-evento-no-planalto-1.1097570

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Depoimento de tenente reforça suspeitas contra policiais de Osasco

postado em 25/08/2015 09:31
Agência Estado
São Paulo, 25 - O depoimento de um tenente da reserva reforçou as suspeitas contra um grupo de sete policiais que teriam participado da chacina em Osasco e Barueri, no dia 13 de agosto.

O oficial trabalha como segurança de um bar na zona norte da capital paulista e, à Corregedoria, narrou fatos que causaram estranheza: menos de um hora depois da série de mortes na área de atuação desses PMs, eles chegaram simultaneamente ao estabelecimento que não frequentavam há quatro anos.

O grupo composto por um primeiro-sargento, um cabo e cinco soldados da Força Tática do 42.º Batalhão chegou ao bar por volta das 23h. Mesmo integrando a tropa de elite da PM em Osasco, foram liberados do serviço no horário normal.

A praxe, segundo apontou a Corregedoria, seria que esses policiais fossem acionados em ocorrências de gravidade, mesmo estando de folga, como a morte de 18 pessoas naquela noite. Para a Corregedoria, esses PMs estavam tentando montar um álibi.

As informações embasaram o pedido para que a Justiça Militar deferisse mandados de busca e apreensão nas residências dos policiais que estavam naquela noite no bar. O objetivo seria recolher armas de fogo de uso restrito ou permitido, assim como telefones celulares, cartas, peças de roupa e outros objetos que interessassem à investigação. As buscas foram realizadas, mas seus resultados não foram detalhados.

Antes das buscas, os policiais haviam sido convocados a prestar depoimento e confirmaram terem sido liberados na noite da chacina, quando seguiram em conjunto para o bar no Parque São Domingos, zona norte.

Em diligência no local, os investigadores ouviram o tenente responsável pela segurança, que reforçou as suspeitas. Ele declarou que há o costume de os policiais militares fazerem contato prévio quando se deslocam para o bar para qualquer tipo de confraternização, o que não ocorreu naquela noite. O oficial acrescentou que não se recorda de qualquer policial do 42.º Batalhão ter comparecido ao local desde que começou a trabalhar lá.

O tenente disse ter chegado a comentar com os homens que havia ouvido notícias sobre a chacina e disse: "a área de vocês está feia". De um dos policiais, ouviu a resposta resumida: "Tá".

O livro de registro do bar foi apreendido e se constatou que desde 2011 os PMs não iam ao estabelecimento. Na interpretação dos investigadores, o objetivo dos policiais ou era firmar um álibi ou comemorar alguma ação que deu certo. Informações provenientes de um telefonema ao disque-denúncia relatando o mesmo fato no bar despertou a atenção da equipe.

Além desses sete policias, outros 12 PMs e mais um civil tiveram as residências vasculhadas pela Corregedoria no final da semana passada. Na segunda-feira, 24, o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, informou que celulares e documentos foram apreendidos durante as buscas.

Dilma admite que 2016 não será um ano maravilhoso para o Brasil


postado em 25/08/2015 09:49 / atualizado em 25/08/2015 10:20
Agência Estado
São Paulo - A presidente Dilma Rousseff admitiu, na manhã desta terça-feira,  que 2016 "não será um ano maravilhoso" para o Brasil. Em entrevista às rádios Morada de Araraquara e Difusora de Catanduva, região do interior de São Paulo onde cumpre agenda hoje, Dilma culpou novamente a crise internacional, citando especificamente a que atingiu neste início de semana os mercados internacionais, em razão da turbulência no mercado chinês, e disse que não é possível prever os reflexos no mercado brasileiro.

"Espero que a situação melhore no futuro, mas não tem como garantir que 2016 será maravilhoso. Não teremos uma situação maravilhosa em 2016 (no País), mas também não será aquela dificuldade imensa que muitos pintam."

Na rápida entrevista, concedida por telefone do Palácio do Alvorada, antes de seguir viagem para cumprir agenda em quatro cidades, a presidente da República frisou que a economia brasileira é forte, mas como não há controle sobre a economia de outros países, é difícil prever os reflexos de tais crises no País.

"Vivemos um momento de dificuldade, em que temos de fazer ajustes na economia para voltar a crescer e é razoável que as pessoas se sintam inseguras e preocupadas com o futuro", disse. E frisou: "Faço apelo para que a preocupação não se transforme em pessimismo."

Dilma reconheceu que as pessoas estão preocupadas com o emprego e com a alta da inflação "que vem, de fato, crescendo", mas disse que a boa notícia é que os índices inflacionários começam a cair, com um viés de baixa. "As pessoas querem resolver tudo rapidamente, nossa ideia é que as dificuldades sejam superadas o mais rapidamente possível." E alfinetou a oposição: "Mas com gente torcendo pelo 'quanto pior, melhor', vai ser mais lento sair da crise."

A presidente voltou a falar da crise nos mercados internacionais, dizendo que ontem tivemos uma segunda-feira negra nos mercados asiáticos. "As dificuldades não são apenas no Brasil", destacou. E disse que sua administração vem adotando as medidas necessárias para o Brasil voltar a crescer, dizendo que espera que a situação melhore rápido.

No início da entrevista, questionada pelo locutor sobre problemas no Mina Casa Minha Vida na região, Dilma negou que existam falhas neste programa. "O Minha Casa Minha Vida, o qual vamos lançar a fase 3, sempre passa por aprimoramentos, estamos abertos às sugestões." Na entrevista, ela disse ainda que seu governo vai continuar incentivando o setor sucroalcooleiro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Trabalhar mais de 55 horas semanais aumenta risco de infarte

Estudo

Os pesquisadores constataram que a baixa atividade física, o elevado consumo de álcool e o estresse frequente elevam as chances

SUS inclui stent para prevenir infarto em diabéticos
Estudo mostra riscos de doenças cardíacas
PUBLICADO EM 20/08/15 - 09h16
Trabalhar 55 horas ou mais por semana aumenta em 33% o risco de infarte, quando se compara com uma jornada de 35 a 40 horas semanais, mostra estudo divulgado nesta quinta-feira (20).
Com base em investigações envolvendo 528.908 homens e mulheres, seguidos durante 7,2 anos, o aumento do risco de infarto mantinha-se mesmo quando se retirava o consumo de cigarro e álcool e a atividade física.
Publicado pela revista The Lancet, o estudo conclui que, em comparação com pessoas que têm uma semana regular, aqueles que trabalham entre 41 e 48 horas tinham um risco acrescido de 10%, enquanto os que trabalham entre 49 e 54 horas enfrentam risco extra de 27%.
No caso de a pessoa trabalhar 55 horas ou mais por semana, o risco de infarto aumenta 33%, indica o estudo.
Uma longa semana de trabalho também aumenta o risco de doenças cardíacas em 13%, mesmo levando em conta fatores de risco como a idade, o gênero e o nível socioeconômico.
Os pesquisadores constataram que a baixa atividade física, o elevado consumo de álcool e o estresse frequente elevam o risco.
“Os profissionais de saúde deveriam estar conscientes de que trabalhar longas horas está associado a um significativo aumento do risco de infarto e, possivelmente, de doenças cardíacas”, diz ainda o estudo.
Fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/sa%C3%BAde-e-ci%C3%AAncia/trabalhar-mais-de-55-horas-semanais-aumenta-risco-de-infarte-1.1090447

Desinteresse cresce e faltam 170 mil professores na educação básica do país

Baixo prestígio profissional, salários pouco atrativos e problemas sociais nas salas estão entre os fatores que tornam a docência menos atraente. Especialista estima que a reversão do quadro leve 20 anos

postado em 20/08/2015 06:00 / atualizado em 20/08/2015 08:02- E.M

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas 
Baixos salários, falta de progressão na carreira e reflexos de problemas sociais dentro da escola tornam pouco atrativa uma profissão essencial para o desenvolvimento do país: a de professor. A última estimativa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) dá conta de que faltem 170 mil docentes nos níveis fundamental e médio no país. Porém, mesmo quando estão nas salas de aula, muitos deles não têm a qualificação necessária para a formação dos estudantes. Em Minas, cerca de 29 mil professores não têm licenciatura, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Educação. Nas universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de Ouro Preto (Ufop), parte das vagas ociosas decorre do baixo interesse pelos cursos de licenciatura, que formam docentes, principalmente na área de exatas, para disciplinas como matemática, física e química. E recuperar esse tempo perdido pode levar décadas.

Especialistas alertam que não só os baixos salários tornam a docência menos atraente. Além da remuneração, faltam planos de carreira e ainda é preciso lidar com questões como desagregação familiar e agressões em sala de aula, que extrapolam o âmbito da educação. “Vemos um crescente desinteresse pelas áreas de licenciatura e pedagogia. Paga-se mal e as condições são péssimas. Por isso, as pessoas vão para outras carreiras”, diz Fernando Kutova, professor e diretor da Conexa Eventos, empresa especializada na formação de professores da educação básica.

O especialista alerta para a gravidade do problema. “Não teríamos médicos, advogados, sem professor da educação básica. Mas esse profissional vem perdendo o status que tinha”, afirma. Segundo ele, o governo federal deveria fomentar um plano de carreira que pudesse atrair profissionais. Mas não é uma solução de curto prazo. O processo para reverter o quadro levará pelo menos 20 anos, pelos cálculos do especialista. “No Brasil, educação é um problema social. Como se vai conseguir que o professor se interesse, diante dos baixos salários? Soma-se a isso o fato de que os alunos enfrentam diversos problemas sociais. Não adianta apenas falar que o salário vai dobrar”, diz.

Fernando conta como Cingapura, na Ásia, conseguiu melhorar a educação a partir da valorização do docente da educação básica. Houve um aumento na procura pelos cursos de licenciatura depois que o país instituiu um programa de trainee. Os professores faziam uma prova para entrar no projeto e, depois de um ano, o desempenho era medido a partir do aprendizado dos alunos. “Se o educador passasse nessa prova, estaria habilitado a entrar em uma instituição pública. Se, em um ano, os alunos tivessem um nível de proficiência mais elevado, o educador então passaria a fazer parte da categoria e teria salários equiparados aos profissionais liberais”, diz.


DESPRESTÍGIO
Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), a ociosidade de vagas chega a 10%, tendo o desinteresse pelos cursos de licenciatura como uma das causas. “A universidade faz o seu papel, no sentido de mostrar e divulgar os cursos. Mas a carreira de professor ainda é pouco reconhecida. Não tem o destaque que deveria em termos salariais e de prestígio”, pontua o pró-reitor de Graduação, Marcílio Sousa da Rocha Freitas. A universidade oferece 14 cursos de licenciatura.

A falta de professores no ensino básico faz com que muitos profissionais tenham que se desdobrar em mais de duas escolas. É o caso da professora Lídia Gonçalves Soares, de 50 anos, que trabalha nas redes públicas de Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana. Ela lembra que, devido à falta de educadores, até o ano passado não era possível manter o horário de planejamento de aulas. Agora, ela comemora o fato de ter tempo para preparar conteúdo e se capacitar. “Tivemos avanços. Hoje temos bons livros didáticos, a escola em que trabalho tem boa infraestrutura, mas nós, professores da educação básica, não somos reconhecidos. Ainda somos pouco valorizados”, diz.

A PUC Minas oferece 30 bolsas integrais para cada um dos cursos de licenciatura em 10 áreas. Desde o segundo semestre de 2013, foram realocadas, como incentivo, 30 bolsas integrais (de 100%) via ProUni para cada uma das graduações para educadores em física, geografia, história, letras, matemática e pedagogia. “Oferecemos 60 vagas por entrada, então as bolsas cobrem a metade delas”, afirma a diretora do Instituto de Ciências Humanas, Carla Ferretti. Em sua avaliação, desde 2013, quando o governo federal lançou programa para valorização dos professores, houve melhora no quadro, mas ainda há pouco interesse pela área. “É um processo. Ainda vivemos esse quadro, mas com perspectiva de reversão. Senão, a educação no país vai para o fundo do poço”, avalia. Em 2013, diante do baixo interesse pelos cursos de formação de professores, a PUC iniciou programa para torná-los mais atrativos. “Conseguimos reverter a demanda muito baixa que tínhamos. O número de alunos cresceu, mas os cursos não estão plenamente ocupados.”

A coordenadora do curso de letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sueli Coelho, afirmou que há muito interesse pelos cursos de línguas, que permitem que o professor lecione tanto na educação básica quanto em cursos livres de escolas de idiomas. O governo federal implementa, desde 2009, o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor). Neste ano, 51 mil professores frequentam os cursos e 12 mil se formaram.

O idealismo que move carreiras


Apesar dos salários baixos, da falta de planos de carreira e de reconhecimento, há estudantes que não abandonam o sonho com a docência. É o caso dos alunos do ensino médio Helena Arcanjo Tonelli Reis e Guilherme Rodrigues Otoni Alcântara, do Colégio Padre Eustáquio, ambos de 17 anos. Guilherme pretende ser professor de história, e Helena, de português. “Tenho o compromisso com a educação de outras pessoas. Todo mundo precisa passar por um professor para se formar. Só teremos um país melhor com investimento em educação”, diz Helena.

Ela se espelha no professor de redação Adélcio Ferreira Dias. “É o professor que eu gostaria de ser. Ensina coisas que vou levar para o resto da vida.” Outras referências são a avó, Maria da Conceição, que cursou magistério, e a mãe, Cynthia Arcanjo, que, embora engenheira, atuou como professora de física. “A questão salarial não me preocupa. É um problema real, mas o dinheiro não é o mais importante. O que adianta fazer algo que torna a pessoa rica, mas infeliz?”

Guilherme lembra que os cursos de licenciatura não são tão valorizados devido ao fato de que os professores não costumam ser bem remunerados. “Teoricamente, curso bom é o que dá dinheiro. Mas não é o fator mais importante. Se você está feliz com sua profissão, o dinheiro vem, aumentam a chances de ser bem-sucedido”, avalia o jovem. “Para mim, ser professor é ensinar para o aluno como vai ser o futuro. É muito mais importante do que ensinar conteúdo. É ensinar cidadania.”

 

Na véspera de ato de puxa-sacos, presidente do PT-SP vê manifestação nazi-fascista em protesto anti-Dilma

20/08/2015
às 2:34

Emídio de Souza (SP), presidente estadual do PT, precisa tomar Rivotril. Ou, então, voltar aos livros para saber o que é nazi-fascismo. Ou, então, tem de entrar em contato com eles — hipótese em que, espero, ele não os confunda com armas, como faz seu colega de partido, Vagner Freitas, presidente da CUT.
Em entrevista à Folha, este senhor viu, como é mesmo?, um caráter “nazi-fascista” nas manifestações de mais de 600 mil pessoas ocorrida no domingo. E como esse nazifascismo se traduziria?
Segundo ele, no desejo de que Lula seja preso — e eu realmente vi manifestações nesse sentido — e de que Dilma tivesse morrido na ditadura. E isso eu não vi nem ouvi em lugar nenhum.
Mas digamos que um ou outro  tenham dito essa besteira. Certamente gente sem expressão nas manifestações de rua. Nos carros de som, ninguém afirmou tal boçalidade. Já Vagner Freitas pregou, sim, que se pegassem em armas caso Dilma venha a perder o mandato ou Lula a ser processado. E o rapaz disse isso em pleno Palácio do Planalto.
Os petistas mentem quando tentam atribuir um caráter violento às manifestações que pedem o impeachment de Dilma. E isso não é um juízo de valor. Trata-se da mais pura expressão dos fatos. Nós sabemos em que costumam resultar as manifestações de extremistas de esquerda. E vocês viram os desdobramentos dos três maiores protestos do país feitos realmente pelo povo, por pessoas que efetivamente trabalham — o que não é o caso dos nababos de esquerda que estarão nas ruas nesta quinta, em dia útil.
A força que hoje mais atua em favor da queda de Dilma Rousseff é o próprio PT. A cada vez que manifestantes pacíficos são chamados de nazi-fascistas, mais as ruas se inflamam. Souza diz que houve queda no número de manifestantes. Ele está errado. Em relação ao evento de abril, houve crescimento. Desta feita, não havia ambiguidade na agenda. O que se pedia, em uníssono, eram “Fora Dilma”, “Fora Lula” e “Fora PT”.
Em tempo: gritar “fora Dilma” e “cadeia para Lula” é tão nazi-fascista como era pedir “Fora Collor” e “cadeia para Collor”. Ou palavras de ordem como essas só são legítimas quando conduzidas pela esquerda? Ninguém pede “fora Dilma” porque ela abuse de anacolutos e das frases sem sentido. Ninguém pede cadeia para Lula por causa de sua gramática. Nos dois casos, o que se entende é que estão comprometidos com o petrolão. Só isso. Mais: os que advogam a tese do impeachment o fazem de acordo com as leis.
Não adianta! O PT é reacionário demais para entender o peso da realidade. O discurso de Emídio, sim, tem uma natureza eminentemente fascistoide na medida em que busca deslegitimar uma manifestação genuína de setores expressivos do povo brasileiro. Hoje, senhor Emídio, aqueles que o senhor chama “fascistas” e que cobram a saída de Dilma somam dois terços da população.
O fim do PT dará trabalho à democracia. Mas ela vencerá. E o partido vai desaparecer.
Por Reinaldo Azevedo

Dilma e seus ministros já receberam metade do 13º salário — os aposentados, não

No mês passado, o governo federal pagou metade do 13º salário dos servidores da União, mas adiou o adiantamento dos salários dos aposentados, previsto para agosto

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/dilma-e-ministros-ja-receberam-metade-do-13-salario-aposentados-nao

- Atualizado em
A presidente Dilma Rousseff participa da cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Exportações, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (24)
Adiantamento do 13º: aposentados tiveram pagamento adiado, mas não o governo(Bruno Domingos/Reuters)
Enquanto seguram a antecipação de metade do 13º salário dos aposentados, a presidente Dilma Rousseff e os ministros da área econômica já receberam, em julho, 50% de suas remunerações extra. No mês passado, o governo federal pagou metade do 13º salário dos servidores da União, o que inclui a presidente e sua equipe econômica.
Na folha de junho, paga em julho, consta o pagamento de 15.467 de reais a título de gratificação natalina para a presidente, de acordo com dados consultados no Portal da Transparência pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.
O valor corresponde à metade da remuneração bruta da presidente, que é de 30.934 reais mensais. O restante do 13º de Dilma e do funcionalismo deverá ser pago em dezembro. Os mesmos 15.467 reais foram pagos para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a título de gratificação natalina. O ministro é um dos principais opositores à antecipação do pagamento para os aposentados, por conta das dificuldades de caixa enfrentadas pelo governo.
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Responsável pelo orçamento da União, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, recebeu um pouco mais, 15.559 reais, porque acumula o salário de ministro com o de professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, que também é técnico concursado do órgão, ganhou 15.526 reais. Já o ministro do Trabalho, Manoel Dias, que acumula também a remuneração de auditor fiscal, recebeu 16.881 reais de antecipação do 13º salário.
De acordo com o Ministério do Planejamento, o pagamento antecipado de metade do 13º aos servidores da União em junho é previsto em um decreto de 1994, do então presidente Itamar Franco. Segundo o órgão, foram gastos 3,4 bilhões de reais em junho com a antecipação.
No caso dos aposentados da Previdência Social, em 2006 foi feito um acordo entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as centrais sindicais para o pagamento de parte da gratificação natalina em agosto.
Neste ano, porém, o governo havia decidido não fazer o pagamento antecipado por conta das dificuldades enfrentadas para fechar as contas. Recuou por conta do desgaste político e procura uma solução para fazer o pagamento a partir de setembro.
No ano passado, a Previdência gastou 13,9 bilhões de reais para esse pagamento. Ao todo, mais de 27 milhões de beneficiários receberam a antecipação.
(Com Estadão Conteúdo)

10 ideias heréticas para melhorar já a vida do brasileiro. A ‘agenda Brasil’ que aterroriza os políticos


Por: Geraldo Samor
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Para o Brasil mudar, você tem que colocar o dedo na(s) ferida(s).
Não tem outro jeito.
O Governo está trabalhando na “Agenda Brasil”, uma longa pauta econômica pactuada entre o Senador Renan Calheiros e o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
A coluna sugere uma outra agenda, ainda mais ousada, com 10 ideias que o País deveria adotar agora.
Se são ideias heréticas — ou puro bom senso — cabe a você julgar como leitor, eleitor e contribuinte.
1) Fica proibido aos titulares do Executivo Federal, Estadual e Municipal organizar ou participar de cerimônias de inauguração de obras. Primeiro, porque elas quase nunca significam que a obra está pronta — só que o governante está louco para aparecer bem na foto. Segundo, elas custam dinheiro e dão a muitos eleitores a sensação de que o governante lhes fez um favor quando, em realidade, não fez mais que a obrigação. A partir de agora, se a hidrelétrica ficou pronta, liguem as turbinas e vida que segue.
2) Os membros dos três poderes passarão a se referir aos cidadãos brasileiros como “o patrão.” Esta obrigatoriedade valerá para documentos públicos, discursos nas tribunas do Congresso e decisões dos tribunais superiores, onde o ar costuma ser mais rarefeito. Semanticamente, já tentamos o caminho aberto pela Revolução Francesa: a palavra ‘cidadão’ tentou nivelar a todos (governantes e governados), mas nem por isso conseguimos fundar uma ‘Res’ pública. Tentemos agora a perspectiva protestante, anglo-saxã: quem paga a conta é que manda. Os brasileiros trabalham um terço do ano para pagar impostos. Os políticos são seus funcionários. Tá na hora de mostrarem respeito e tratarem o chefe pelo nome.
3) Lei Cristóvam Buarque: Os filhos de todo aquele que conquistar mandato eletivo, se em idade escolar, deverão ser matriculados em escolas públicas e ali permanecer durante todo o exercício do mandato do pai ou da mãe. Não haverá exceções. Guardem o mimimi até que a rede pública esteja a cara de um internato suíço.
4) O Código Penal tipificará como ‘crime contra as finanças públicas’ qualquer empréstimo do BNDES a empresas na lista das 100 maiores do Brasil. É pra elas começarem a usar uma novidade aí… chamada ‘mercado de capitais’.  Coisa fina. (Pra você que não é do ramo: o BNDES é o táxi, e o mercado de capitais é o Uber do dinheiro.) Parágrafo segundo: o BNDES muda de nome e passa a ser o BPME: o Banco da Pequena e Média Empresa, com guichês de atendimento em todos os Estados e análise de crédito centralizada em sua sede na Avenida Chile, no Rio. O banco também criará fundos — o FIP Garagem I, Garagem II e assim por diante — para um grande esforço de investimento em startups e capital semente. Está na hora de oxigenar a economia com inovação e turbinar quem tem talento, não só quem já é grande o suficiente para contribuir nas campanhas.
5) A CVM (o xerife da Bolsa) e o COAF (o xerife da lavagem de dinheiro) terão dotação orçamentária própria, autônoma e não-contingenciável. A remuneração de seus diretores, gerentes e analistas será em linha com salários do setor privado. A quarentena será de dois anos. E como todo xerife precisa impor respeito, a sede da CVM será transferida para um daqueles prédios de granito e mármore na Faria Lima, que os bancos de investimento ocupam para tentar impressionar os clientes. As multas da CVM, cujos valores máximos hoje são fixados, por lei, em reais (e assim ficam defasados com a inflação), passarão a ser atreladas à cota do Fundo Verde.
6) Presidentes e ministros cujos ajustes fiscais atingirem o fornecimento de medicamentos de uso contínuo para pacientes de câncer, AIDS e diabetes serão punidos com exposição direta ao HIV, radiação cancerígena ou doses cavalares de açúcar.
7) Revoga-se a tarifa de importação de servidores, roteadores, desktops e laptops, num empurrão à produtividade do País. Esta reserva de mercado é da época dos militares. Eles foram embora há 30 anos e já há até infelizes aí pedindo a sua volta, mas a reserva de mercado ainda está aí, firme e forte. Ao contrário do que seus defensores esperavam, ela não pariu uma Apple brasileira, mas garantiu que um computador importado custe aqui quase três vezes mais do que lá fora. Quando vamos acabar com esta palhaçada? (Rachid, mata essa no peito, cara!)
8) No mercado de construção pesada, o Governo fará um grande e espetaculoso esforço para atrair empreiteiros internacionais. Vamos recebê-los como os parisienses receberam os americanos em 1945. Faremos uma brochura promocional com as fotos de todos os empreiteiros encarcerados na Lava Jato, mostrando que instauramos a moralidade e prometendo que, como diz a canção, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente.” Os americanos não precisarão ficar de fora do Brasil por temer que uma propina paga aqui os leve à cadeia lá. (Cena cômica: Já imaginaram o Vaccari pedindo um ‘pixuleco’ — em inglês — a um empreiteiro alemão?)
9) Nos três poderes da República, ficam proibidos carros oficiais, garçons nos gabinetes e ascensoristas nos elevadores. Estes benefícios, concebidos para facilitar o trabalho de deputados, senadores, ministros e juízes de tribunais superiores, transformaram-se com o tempo em símbolos do descolamento da realidade, do desalinhamento destes servidores com o interesse público. Ministros, deputados e desembargadores dirigirão seus próprios carros (ou contratarão um motorista com seus salários), e não há motivo algum que impeça alguém de pegar seu próprio café e apertar o andar de destino no elevador (contanto que não seja o “13”. Neste caso, vá de escada.)
10) O haraquiri fica instituído como a saída jurídica preferencial para os ocupantes dos três poderes que traírem o interesse público. A outra é a Papuda.
***
Se você gostou dessas ideias, compartilhe-as no Facebook ou num email para seu deputado ou senador. Só dá pra consertar o Brasil reinventando-o — e questionando tudo, de cima pra baixo.

Desemprego tem a maior taxa para julho desde 2009, diz IBGE


20/08/2015 09h00 - Atualizado em 20/08/2015 09h53

Índice ficou em 7,5% no sétimo mês do ano, após atingir 6,9% em junho.
População desocupada cresceu 56% frente a julho de 2014.

Anay Cury e Cristiane Caoli Do G1, em São Paulo e no Rio
Em julho, a taxa de desemprego chegou a 7,5%, a maior para o mês desde 2009, quando atingiu 8%, segundo divulgou nesta quinta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o índice ficou em 6,9% e, no sétimo mês de 2014, em 4,9%.
DESEMPREGO EM JULHO
em %
20102012,520150246810
Fonte: IBGE
Considerando todos os meses do ano é a maior taxa desde março de 2010, quando bateu 7,6%.
“O que está acontecendo nesse ano é que a taxa vem crescendo e vem crescendo num ritmo mais intenso do que o observado no ano anterior [2014]. O que está chamando a atenção em 2015 é a intensidade do fenômeno, não o fenômeno em si”, analisou Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenação de Rendimento e Trabalho do IBGE.
A população desocupada (pessoas ques estão procurando trabalho) atingiu 1,8 milhão de pessoas, um aumento de 9,4% frente a junho e de 56% na comparação com julho de 2014. De acordo com o IBGE, esse foi maior crescimento anual da população desocupada em toda a série histórica, iniciada em março de 2002.
“É uma procura crescente de trabalho que tanto está sendo influenciado por aquelas pessoas que estão perdendo seu trabalho, mas também influenciado por pessoas que antes estavam na chamada população inativa, e saem dessa população e começam a fazer parte da desocupação [buscam por emprego]”, disse Adriana.
Já a população ocupada ficou estatisticamente estável - em 22,8 milhões de pessoas - em ambas comparações.
O instituto apontou estabilidade da população ocupada por grupamento de atividades. Porém, mostrou queda de 4,2% na construção e de 5,2% na indústria. No setor de educação, saúde e administração pública, houve aumento de 4,2% na população ocupada.
O emprego com carteira no setor privado também caiu. Em julho, o número de trabalhadores caiu 1,5% frente a junho e 3,1% em relação a julho de 2014.
DESEMPREGO MÊS A MÊS
em %
20102012,520150246810
Fonte: IBGE
O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) chegou a 51,9%, recuando 1,1 ponto percentual na comparação anual e não variando na mensal.
Acompanhando a oferta menor de trabalho, os salários também diminuíram. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 2.170,70 - praticamente sem variação frente a junho. No entanto, em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 2,4% - a sexta queda mensal seguida.
Onde o desemprego subiu mais
Na comparação mensal, o desemprego subiu na Região Metropolitana de São Paulo (de 7,2% para 7,9%). Já na comparação com julho do ano passado, a taxa creasceu em Salvador (de 8,9% para 12,3%); São Paulo (de 4,9% para 7,9%); Recife (de 6,6% para 9,2%); Rio de Janeiro (de 3,6% para 5,7%); Belo Horizonte (de 4,1% para 6,0%) e em Porto Alegre (de 4,3% para 5,9%).
Em relação a junho último, os rendimentos subiram em Salvador (2,1%) e no Rio de Janeiro (3,1%), mas caíram no Recife (-2,3%) e em São Paulo (-0,9%) e ficou estável em Belo Horizonte e Porto Alegre.
Na comparação anual, o rendimento caiu em São Paulo (-3,5%), no Recife (-3,0%), em Belo Horizonte (-2,9%) e no Rio de Janeiro (-2,8%) e subiu em Porto Alegre (1,6%) e em Salvador (1,3%).

Britânico bate Ferrari de R$ 1,2 milhão que havia alugado para casamento

20/08/2015 09h22 - Atualizado em 20/08/2015 09h22

Homem colidiu Ferrari contra casa e foi parar debaixo de outro carro.
Esportivo de luxo tinha sido alugado por 850 libras por dia (R$ 4,6 mil).

Do G1, em São Paulo
Um britânico de 29 anos bateu uma Ferrari avaliada em R$ 1,2 milhão que havia alugado para um casamento. O homem colidiu a Ferrari 458 Italia contra uma casa e foi parar debaixo de outro carro na noite de domingo (16) em Luton, na Inglaterra.
Britânico bateu Ferrari avaliada em R$ 1,2 milhão que havia alugado para casamento (Foto: Reprodução/Twitter/Bedfordshire)Britânico bateu Ferrari avaliada em R$ 1,2 milhão que havia alugado para casamento (Foto: Reprodução/Twitter/Bedfordshire)
Ninguém ficou ferido no acidente. No entanto a empresa de alugueis de carros de luxo disse que a Ferrari ficou bastante danificada com a colisão. O esportivo de luxo tinha sido alugado por 850 libras por dia (R$ 4,6 mil).
O homem de 29 anos, cujo nome não foi divulgado, perdeu o depósito de 5 mil libras (R$ 27 mil) que fez no momento da reserva o carro de luxo. "Quando vi o que tinha acontecido, fiquei totalmente devastado", disse o dono da empresa de algueis de carros de luxo.

‘Viagra’ feminino chega às farmácias dos EUA em outubro

A vez delas

Pílula que promete resgatar desejo sexual das mulheres age no sistema nervoso central

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Entre os efeitos colaterais estão náuseas, tontura e até desmaio
PUBLICADO EM 20/08/15 - 03h00
Dezessete anos após o surgimento do remédio que revolucionou a vida sexual dos homens com problemas de ereção, a Food and Drug Administration (FDA), órgão responsável pela regulamentação de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos), aprovou na noite de terça-feira a venda do primeiro medicamento para aumentar o desejo sexual das mulheres.
Diferentemente do comprimido azul, que age na disfunção erétil, a pílula rosa busca elevar a libido da mulher atuando na bioquímica cerebral por meio do uso contínuo. A substância flibanserina, apelidada de “viagra feminino” chega às farmácias dos Estados Unidos em outubro com o nome comercial de Addyi.
Especialistas alertam que o medicamento é indicado apenas para mulheres na fase da pré-menopausa que tenham disfunção sexual adquirida e crônica.
A liberação do Addyi ocorre após a substância ter a sua comercialização negada duas vezes pela FDA. Para liberar a vcomercialização, a agência americana cobrou do laboratório mecanismos para a diminuição dos efeitos adversos da droga, que incluem náusea, sonolência, pressão baixa e até desmaios.
O sexólogo Gerson Lopes, membro da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), participou do projeto de divulgação da droga no Brasil há alguns anos, quando os estudos estavam a cargo do laboratório alemão Boehringer Ingelheim. “Originalmente, o medicamento era usado como antidepressivo”, afirma.
Lopes explica que em 2011 os direitos foram adquiridos pela norte-americana Sprout Pharmaceuticals. De acordo com o laboratório, 11 mil mulheres participaram do estudo, que demonstrou melhora na libido e aumentou o número de eventos sexuais satisfatórios.
“Pode ser que seja apenas um auê grande, mas acredito que representa um avanço para a medicina, especialmente no sentido de abordar a sexualidade feminina pelo lado do prazer”, afirma o sexólogo.
Ele sexólogo acredita que a aprovação pela FDA facilitará a chegada da flibanserina ao Brasil. “Provavelmente algum laboratório brasileiro deve buscar parceria. As medicações aprovadas pelo FDA têm mais facilidade de serem aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.
Contraindicações. A FDA alerta, no entanto, para os possíveis efeitos colaterais da flibanserina, principalmente se o seu uso for associado ao álcool. Nesses casos, a paciente pode apresentar severa queda de pressão e perda de consciência. “Os pacientes e os médicos que o prescreverem devem entender totalmente os riscos associados no uso do Addyi antes de considerar o tratamento”, disse a diretora do Centro para Avaliação e Pesquisas da FDA, Janet Woodcock.
“Como é uma medicação que age no sistema nervoso central, não pode ser usada de qualquer forma. Tem que ter critério e receita médica”, alerta Lopes.
Ecstasy. Para outro especialista, que não quis se identificar, a pílula representa um sério risco. Ele chegou a comparar seus efeitos ao da droga sintética ecstasy, que virou febre por aumentar o bem-estar e a euforia. Segundo ele, a pessoa fica falante, dando a impressão de ser muito sociável. A sensualidade também fica alterada. Para a maioria, aumenta o desejo sexual (para alguns diminui). Mas depois que o efeito passa, o nível de serotonina cai e aí vem a depressão.

Metade delas têm dificuldades

Um estudo publicado recentemente pelo Projeto Sexualidade, da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que metade das brasileiras tem alguma dificuldade sexual persistente. O problema mais comum é a falta de desejo ou excitação, que atinge entre um terço e um quarto das entrevistadas. Em seguida, aparecem a dificuldade de atingir o orgasmo (26,2%) e a dor durante a relação sexual (17,8%).
O Food and Drugs Administration (FDA) aprovou o Addyi especificamente para uma condição conhecida como “distúrbio de desejo sexual hipoativo generalizado adquirido (HSDD na sigla em inglês)”, que provoca a perda súbita e severa da libido, destacou a FDA em um comunicado. 

O distúrbio pode se desenvolver em mulheres sexualmente ativas anteriormente, provocando angústia e problemas de relacionamento, “e não se deve a uma condição médica ou psiquiátrica coexistente, a problemas no relacionamento ou a efeitos de uma medicação ou substância”.

Rebecca Zucconi, professora assistente de ciências médicas da Escola de Medicina Frank H. Netter, da Universidade de Quinnipiac, disse que o distúrbio de desejo sexual hipoativo generalizado adquirido (ou HSDD) é a disfunção sexual mais comumente diagnosticada em mulheres. 
“Até agora, os médicos se limitavam a recomendar educação, aconselhamento, psicoterapia e, em alguns casos, o uso de testosterona e terapia de estrogênio como opções de tratamento para mulheres com HSDD”, disse Zucconi.
 
“A decisão de hoje (anteontem) dá às mulheres preocupadas com seu baixo desejo sexual uma opção de tratamento aprovado”, disse Janet Woodcock, diretora de pesquisas da FDA. 

Adesivo pode ser arma final contra mosquitos

Segredo

Componentes de fabricação não foram revelados por empresa


Fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/adesivo-pode-ser-arma-final-contra-mosquitos-1.1090341
PUBLICADO EM 20/08/15 - 03h00

Nova York, EUA. No Alasca, onde cresci, os mosquitos superam as pessoas numa proporção de 24 milhões para um. Isso faz dele um ótimo lugar para testar as últimas defesas contra os bichinhos.
Em uma visita a minha casa, experimentei os produtos mais recentes do mercado: pulseiras feitas com óleos vegetais, ventiladores com o repelente embutido, roupas tratadas quimicamente e o bom e velho inseticida. Também testei um adesivo de alta tecnologia que só deve ser lançado no ano que vem.
Eu descobri o seguinte: todos os produtos atuais oferecem níveis variados de proteção, mas nada funcionou tão bem quanto o repelente químico tradicional. Nada, isto é, até eu testar o adesivo, que poderia tirar os humanos da cadeia alimentar dos pernilongos para sempre.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os mosquitos permanecem como os animais mais mortais do planeta, transmitindo doenças como a do Nilo Ocidental, chikungunya e malária que matam mais de 1 milhão de pessoas por ano. Qualquer tecnologia nova para repelir de forma eficaz e consistente os pernilongos não vai apenas tornar os verões mais confortáveis – também salvará vidas.

Nova arma. A boa notícia é um adesivo que praticamente cria um campo de força repelente aos pernilongos ao redor do corpo – e pode estar disponível em 2016. Para aprender mais, visitei o Kite, um grande laboratório em Riverside, Califórnia.
Uma equipe de cientistas e empreendedores está dando os toques finais a um adesivo, para ser usado na roupa, que praticamente torna os humanos invisíveis para os pernilongos. Para descobrir se ele funciona, fiz o sacrifício supremo, colocando meu braço desprotegido dentro de uma espécie de aquário cheia de mosquitos. Sim, foi horrível.
A seguir, tentei proteger meu braço com a série de produtos (pulseiras, roupas e aerossol de DEET) que experimentei no Alasca, com resultados similares aos que tive no campo de provas: nada que virasse a mesa.
Então veio o teste com a substância do Kite. O adesivo tinha um cheiro parecido ao de cravo-da-índia, e, assim que inseri meu braço novamente dentro da caixa de vidro, nenhum mosquito pousou perto dele.
Durante minha estada no laboratório, não consegui falar com ninguém que contasse do que é feito o produto, só que uma versão branda a ser lançada em 2016 é feita com odores baseados em plantas, o que não exige aprovação da Agência de Proteção Ambiental. Uma versão mais forte aguarda aprovação regulatória para 2017.

Em teste, o inseticida ainda continua sendo melhor solução

Nova York. Meu primeiro teste contra mosquitos foi com as pulseiras embebidas em óleos vegetais como citronela, capim-limão e hortelã. Tinham cheiro bom e ótimo visual, mas não afastaram os bichos por muito tempo.
Minha família no Alasca confia no Off Clip On – um ventilador do tamanho de um celular encaixado na parte de cima da calça que circula um repelente sem cheiro feito com metoflutrina. Funcionou melhor do que os repelentes naturais, mas é melhor quando a pessoa está parada. 
A seguir, vesti roupa com permetrina, substância sintética que mata insetos quando é perfurada. Embora os mosquitos não a tenham penetrado, eles se mostravam perfeitamente à vontade para voar ao meu redor e, às vezes, pousar em qualquer pedaço de pele nua que encontrassem. 

A única coisa que funcionou bem de verdade é algo que já funcionava bem 40 anos atrás: inseticida. 

Denúncia contra Cunha hoje deve esvaziar impeachment

Orion Teixeira
Orion Teixeira
orionteixeira@hojeemdia.com.br
  

20/08/2015

Tão ou mais importante que a formalização da denúncia a ser feita hoje contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será a reação do acusado. De perfil explosivo e agressivo, Cunha ameaça que “não cairá sozinho”. Quando surgiu o primeiro indício de seu envolvimento, apontado em delação premiada que o acusou de receber US$ 5 milhões de propina, Cunha rompeu com o governo Dilma.
 
Além dele, outras duas dezenas de parlamentares poderão integrar a lista de Janot. Se a denúncia for aceita no Supremo Tribunal Federal, eles passarão a réu e serão julgados por essa Corte. Com isso, Cunha e a própria Câmara perderão a moral para abrir o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Ponto e contraponto
 
O ex-presidente do STF Carlos Veloso abandonou ontem, em Nova Lima (Grande BH), a postura de magistrado para abrir o verbo contra o PT e o governo Dilma. Durante palestra no Conexão Empresarial-Lide, da VB Comunicação, Veloso disse que a renúncia da presidente faria bem ao país e que o PT acabou com a estatal símbolo da soberania nacional por meio da corrupção.
 
No contraponto, o líder petista Durval Ângelo, que não participou do evento, reagiu dizendo que vários ex-diretores da Petrobras envolvidos estavam na companhia desde o governo tucano (1995/2002). E que Veloso há muito não representa mais a magistratura. “Hoje, ele atua como advogado do PSDB”.
 
Insatisfação e rebelião na ALMG
 
A insatisfação na Assembleia Legislativa de parte da bancada governista, especialmente no chamado bloco independente, paralisou o início da votação do projeto que renegocia a dívida ativa do Estado de cerca de R$ 60 bilhões. Deputados aliados se uniram aos oposicionistas e apresentaram emendas apenas para atrasar a tramitação do projeto, num recado indireto ao governo mineiro.
 
A queixa dos deputados refere-se aos secretários Odair Cunha (Governo), José Afonso Bicalho (Fazenda) e Fausto Pereira dos Santos (Saúde), entre outras cobranças, pelo fato de não serem atendidos por eles. Há reclamações de nomeações, regime especial para empresas e atendimento em clínicas especializadas.
 
Para não correr riscos em plenário, as lideranças governistas decidiram suspender os debates e a primeira votação até que o clima se normalize. Na próxima semana, o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (PMDB), e o líder do Governo, Durval Ângelo (PT), irão ao governador Fernando Pimentel (PT) para apagarem o princípio de incêndio. O projeto da renegociação da dívida é considerado “imexível” e, dessa forma, acordo foi conduzido para sua tramitação até mesmo com a oposição.
 
A tendência é Cunha ser enquadrado por corrupção e lavagem de dinheiro

Dilma e a renúncia


20/08/2015

Por: Antônio Álvares da Silva*
O Brasil atravessa, como todo país em algum momento de sua história, uma grave crise. Acúmulo de erros administrativos e uma profunda reforma das instituições políticas, muito falada mas nunca realizada, agora abalam o país como um tumor aberto que precisa ser lancetado até o fim.
 
A democracia é um sistema de governo livre, ágil, aberto às boas e más ideias. Porém uma coisa é certa: não anda nem se revela através de instituições envelhecidas que não permitem o circuito de criações e pensamentos novos. Não aceita o tradicional arranjo de querer colocar o novo sobre mecanismos velhos. Tudo emperra e a máquina sinaliza com crises que pedem mudança.
 
Pretende-se agora resolver a grave situação que vivemos, através de “jeitinhos” bem brasileiros e, como talismã mágico, aponta-se a renúncia da presidente como saída. O poder que Dilma Rousseff detém não provém de um passe de mágica nem de tortuosos meios antidemocráticos que já experimentamos em nossa história. O povo, numa eleição limpa e disputada, colocou-a no mais importante cargo do país. Para destituí-la só com o mesmo instrumento democrático que a levou até lá: o voto popular. Se for de sua vontade, pode exercer o direito unilateral da renúncia. Mas nunca mediante constrangimentos para satisfazer a arranjos e conchavos políticos.
 
O vice-presidente afirma que a nação precisa de um nome que a pacifique e recomponha os elos perdidos da unidade nacional. Mas ele já tem na mão estes instrumentos. Resta saber usá-los com presteza e inteligência. O governo tem, sim, legitimidade porque exerce o poder em nome do povo, segundo a Constituição. É preciso agora empregá-lo na solução de nossos problemas.
 
Se tudo caminha para um pacto nacional, vamos impulsionar esta tendência. A democracia é um sistema aberto. Por isto é que sobrevive a todas as crises. Enchê-la adequadamente com as motivações políticas do momento histórico é a função primordial dos políticos.
 
A crise não é de pessoa, mas estrutural. Vem de longe. Não foi causada pelo atual governo. Os que aí estão, urdindo golpes brancos para ganhar na política aquilo que não obtiveram no voto popular, não têm credenciais que autorizem a pensar que farão melhor do que a presidente. Não se troca de ideias, simplesmente trocando de pessoas ou nomes. Ou mudam-se as estruturas ou o barco naufraga com todos.
 
Se em todo momento de instabilidade fôssemos exigir renúncia de presidentes, nenhum deles teria permanecido no poder. Os presidentes da Câmara e do Senado são acusados de corrupção. Alguém falou em renúncia destes políticos para compor a crise? Pelo contrário, o que se espera deles, enquanto estiverem no poder, é que apresentem propostas e soluções, votando com coragem a reforma de fundo da qual anda tão necessitada a democracia brasileira.
 
Aliás, foi do Senado que veio a primeira proposta que o governo encampou, naturalmente com modificações. Eis aqui o começo do pacto. Sem renúncias forçadas e sem arranhões em nossas instituições. Nada substitui a vontade da nação legitimamente exercida. Está certa a presidente em resistir. Não deve entregar o poder a quem o povo não escolheu pelo voto.
 
Está na hora de se constituir o pacto previsto pelo vice-presidente Temer, mas dentro dos parâmetros democráticos. Por ele todos haveremos de lutar. As dificuldades de uma democracia se curam com mais democracia. Não com arranjos políticos que no fundo querem arrancar das mãos do povo o direito que ele tem de escolher democraticamente seus representantes.
 
*Professor titular da Faculdade de Direito da UFMG

Minas e Bahia vão pesquisar documentos para definir futuro do "mar mineiro"

Após reportagem do EM mostrar que governo de minas adquiriu faixa no litoral baiano em 1910, estados vão a arquivos para esclarecer transação

Postado em 20/08/2015 06:00 / atualizado em 20/08/2015 07:17

Paulo Henrique Lobato /Enviado Especial 
Trecho de 12 quilômetros de largura por 142 quilômetros de extensão vai da atual divisa com o estado vizinho até as praias do sul baiano
Os governos de Minas Gerais e da Bahia vão pesquisar seus arquivos em busca de documentos que esclareçam a negociação que, em 1910, transferiu ao patrimônio mineiro um filete do território baiano, de 12 quilômetros de largura por 142 quilômetros de extensão, mostrada ontem pelo Estado de Minas. Trata-se do que seria o acesso de Minas ao mar, em trecho que vai da divisa entre os dois estados à cidade histórica de Caravelas, incluindo seus dois distritos: Ponta de Areia e Barra de Caravelas.

A reportagem se baseou em matéria publicada na revista O Cruzeiro, em 1973, pelo então repórter Fernando Brant (1946 – 2015), que viria a ser o principal parceiro de músicas de Milton Nascimento. Ele aproveitaria a viagem a trabalho para compor Ponta de Areia, música que trata da extinção da Ferrovia Bahia-Minas.

A curiosa história da abertura mineira para o Atlântico tem início justamente com a ferrovia. A Baiminas, como moradores antigos se referem à linha férrea, ligou Ponta de Areia (BA) a Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. A maria-fumaça começou a apitar no trecho em 1881, na época do Império. Em 1966, o governo militar decidiram desativá-la, pois acreditou que o asfalto garantiria à região progresso melhor do que o conduzido pelos trilhos.

O caminho de ferro foi construído e gerenciado pela Companhia de Estrada de Ferro Bahia e Minas. Para garantir a construção da linha pela iniciativa privada, dom Pedro II (1825-1891) concedeu à empresa a posse de seis quilômetros de terras devolutas em cada uma das margens dos trilhos (total de 12 quilômetros). Já a extensão vai de Ponta de Areia à divisa entre os dois estados (142 quilômetros).

No fim do século 19, a empresa hipotecou as terras ao Banco de Crédito Real do Brasil. Em 1908, já proclamada a República, o banco executou a dívida. Em 1910, porém, a instituição enfrentou dificuldades financeiras e o governo de Minas adquiriu as terras, em escritura de cessão de crédito e transferência de direito.

Na década de 1940, o estado enviou ofício ao governo da Bahia, reivindicando a posse das terras. O governo vizinho não se manifestou sobre o assunto. A atual administração baiana informou que vai consultar os documentos para emitir um parecer. Da mesma forma, o governo de Minas. A Prefeitura de Caravelas não de retorno ao pedido de entrevista.

Parte do terreno que pode ser patrimônio mineiro integra uma área que abrange vários mangues. De acordo com o pesquisador de solos Carlos Hernesto Schaefer, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Sul da Bahia “é composto pelo maior conjunto de manguezais do Nordeste, e um dos maiores do Brasil”.

Testemunho de Brant

“É o fim da nostalgia do mar. Minas Gerais já tem o seu, de direito, desde 1910. O Cruzeiro descobre e mostra documentos e fatos que comprovam: Minas é um estado marítimo. A história começa no segundo Império e se arrasta até hoje (1973), encoberta por inexplicável silêncio. Não se trata do Contestado, motivo de tanta briga, em passado recente, entre mineiros e capixabas. Uma briga inútil, pois, desde 1910, trezentos contos de réis tornaram Minas Gerais proprietário, de direito, de um trecho no extremo Sul da Bahia, que vai dar em Caravelas, Ponta de Areia e Barra de Caravelas. Por mistério da política, o assunto nunca foi devidamente levantado.

As terras marginais da estrada de ferro Bahia-Minas, com extensão de 142 quilômetros por 12 (quilômetros), seis para cada lado da linha férrea, ligando a terra mineira ao Atlântico, abrangendo Caravelas, Barra e Ponta de Areia, pertenceriam ao estado de Minas Gerais. ‘Seria isso verdade?’, perguntará o ansioso mineiro. Será que os pintores, escritores, poetas mineiros perderão este elemento tão inspirador e legendário, a nostalgia do mar?”

Trecho da reportagem “Olha aí o Mar de Minas” de Fernando Brant, em O Cruzeiro de 23 de maio de 1973

A "nossa praia" é sucesso na rede 

O desejo dos mineiros de ter um lugar ao sol à beira do Atlântico não é novidade. Mas o fato curioso de Minas Gerais ter adquirido uma faixa de quase 150 quilômetros pelo território baiano até o litoral aguçou o imaginário dos internautas. Cerca de 800 pessoas compartilharam a reportagem publicada pelo Estado de Minas no Facebook do EM, reivindicando o espaço que seria legitimamente mineiro. Outros 400 usuários da rede curtiram a publicação. Muitos parabenizam Minas pela conquista, que completa 105 anos e que quase ninguém conhecia. Entre os comentários, houve quem fizesse piada, como Hemerson Henrique: “Já que Minas agora tem mar, não vou pro bar”. Confira outras reações à reportagem:

"Agora sim, não falta mais nada neste estado maravilhoso!"
Leandro Rodrigues

"Isso sim é praia do mineiro. Chega de Guarapari!"
Charle Rocha

"Até que cairia bem um pedacinho de mar pra gente..."
Poliana Alves

"Seria muito bom Minas tomar posse da praia, para o futuro dos mineirinhos"
Luciene Breder

"Bem que podia ser verdade mesmo. Ia acabar a zoação contra meu lindo estado."
Thiago Vieira

"E aí, vamos para a praia de Minas?"
Dângelo Silva
 

 

Reportagens

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