sábado, 25 de junho de 2016

STF manda para Justiça de Brasília denúncia contra Lula

Pelo menos em um caso, petista se livrou do juiz Sergio Moro e terá acusações de obstrução analisadas pela Justiça de Brasília

Por: Laryssa Borges, de Brasília - Atualizado em
O ex-presidente Lula, participa de evento com líderes sindicais, contra a privatização de empresas estatais brasileiras e contra o presidente da República em exercício, Michel Temer, no Rio de Janeiro (RJ) - 06/06/2016
O ex-presidente Lula, participa de evento com líderes sindicais, contra a privatização de empresas estatais brasileiras e contra o presidente da República em exercício, Michel Temer, no Rio de Janeiro (RJ) - 06/06/2016(Yasuyoshi Chiba/AFP)
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira o envio para a Justiça Federal de Brasília da denúncia em que o ex-presidente Lula é acusado de obstrução à justiça por atuar para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. São alvo da mesma denúncia o pecuarista José Carlos Bumlai, o filho dele, Maurício Bumlai, o ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e o banqueiro André Esteves, ex-CEO do BTG Pactual.
A peça havia sido apresentada ao STF pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot porque Delcídio do Amaral ainda era senador e, por isso, tinha direito a foro privilegiado. Com sua cassação pelo plenário do Senado, nenhum dos investigados tinha a prerrogativa de ser julgado pela corte máxima do país.
As investigações contra Lula neste caso ganharam força com os depoimentos de delação premiada do próprio Delcídio, que afirmou que tentou comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a pedido do ex-presidente petista. Com as informações, disse o chefe do Ministério Público, "se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Maurício Bumlai atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e a André Esteves". Na avaliação do procurador-geral, outros elementos, como depoimentos do acordo de delação premiada de Cerveró, "deixam evidente que a intenção dos articuladores do silêncio de Nestor era esconder fatos ilícitos envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai, André Esteves, Delcídio do Amaral, além de outras pessoas que possivelmente também integram a organização criminosa".
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Gravações feitas pelo filho de Cerveró, Bernardo Cerveró, mostram Delcídio negociando o pagamento de 50.000 reais mensais à família do ex-dirigente e até a fuga do ex-diretor para fora do país. Paralelamente, investigadores atribuíram ao banqueiro André Esteves o papel de bancar a mesada à família de Cerveró e pagar outros 4 milhões de reais ao advogado Edson Ribeiro, que atuava na defesa do ex-diretor e trabalhava para impedir a delação premiada. Os depoimentos do senador em colaboração com a Justiça, porém, apresentaram uma nova versão para os pagamentos. Foi a partir dessas revelações que os indícios contra o ex-presidente Lula ficaram mais robustos.
Em sua decisão, o ministro Teori Zavascki rejeitou argumentação do MP e disse que a denúncia não tem relação direta com as "fraudes no âmbito da Petrobras", tema de alçada do juiz Sergio Moro, em Curitiba, e, por isso, deveria tramitar onde ocorreram as conversas gravadas por Cerveró e onde Delcídio atuava na maior parte do tempo, ou seja, em Brasília. "Tais fatos não possuem relação de pertinência imediata com as demais investigações relacionadas às fraudes no âmbito da Petrobras. Na verdade, dizem respeito à suposta prática de atos, pelos investigados, com a finalidade de impedir e aviltar colaboração premiada entre Nestor Cerveró e o Ministério Público, a qual se voltava a um plexo de investigações", disse Teori. "Nesse contexto, evidencia-se, em princípio, a inexistência de vínculo nem exclusivo nem preponderante com os processos em trâmite na 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba [onde atua Sergio Moro]", completou o magistrado. "Defendemos em petição que este caso não tem relação com a Lava Jato e o ministro mandou para Brasília", disse ao site de VEJA o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que atua na defesa de André Esteves.
Em sua delação premiada, Delcídio afirmou que Lula tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu pessoalmente para barrar as investigações, ordenando que o ex-diretor da Petrobras fosse silenciado com propina. Também em delação, o senador atribuiu à presidente Dilma Rousseff pleno conhecimento dos problemas da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, transação permeada pelo pagamento de propinas, além de ter tentado aparelhar o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para garantir a liberdade de grandes empreiteiros presos por ordem do juiz Sergio Moro.

Vacas produzem mais de 12 mil kg de leite e valem uma BMW

Valores

Maior evento da pecuária de leite do país reúne rebanho top com preços que atingem R$ 141 mil


PUBLICADO EM 25/06/16 - 03h00
Ela veio lá de São Pedro dos Ferros, na Zona da Mata, para ser leiloada por R$ 141 mil na Megaleite, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte. Com o mesmo preço de uma BMW 320i, a vaca Imagem, da raça Gir, é um dos destaques dos leilões da feira que, até amanhã, deve movimentar R$ 18 milhões em negócios. E ela não é a única a custar mais de R$ 100 mil. “A Lavínia, que dá 12 mil kg de leite por ano, foi vendida por R$ 108 mil e a Noele foi comprada por um venezuelano, por R$ 135 mil”, diz o dono da fazenda Brasília, Flávio Peres.

De acordo com o presidente a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Jônadan Ma, o evento vai movimentar o dobro em relação à edição do ano passado, que aconteceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro. “Estamos estimando cerca de R$ 8 milhões nos oito leilões e nas vendas diretas aqui na feira, mais cerca de R$ 10 milhões com vendas de máquinas, equipamentos e serviços”, afirma.

Jônadan Ma destaca que, embora os números sejam positivos, o setor não tem passado incólume à crise econômica. “O custo de produção subiu muito e afetou bastante. Mas, como o agronegócio trata de alimento, a crise é menor, pois as pessoas podem reduzir os gastos, não deixam de comer”, avalia.

Em relação aos demais setores, a agropecuária mineira é a única que cresceu no primeiro trimestre, de acordo com os dados do Produto interno Bruto (PIB), medidos pela Fundação João Pinheiro (FJP). Enquanto a indústria mineira caiu 13,1% e o comércio encolheu 8,8%, o agronegócio registrou crescimento de 13,1% em relação ao último trimestre do ano passado.

Hoje, Minas Gerais tem 23,7 milhões de cabeças de gado. Com 11,2% do rebanho nacional, fica em segundo lugar, atrás apenas do Mato Grosso. O analista da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Walisson Fonseca, ressalta que os custos de produção subiram 26,4% nos últimos 12 meses. “A saca de milho, que custava R$ 22,29 em junho do ano passado, agora custa R$ 48,59. Esse aumento intimida o produtor a investir, mas esperamos que os preços devam cair no segundo semestre”, avalia.
Hoje, haverá um leilão Divas Girolando, com 27 vacas. “Cada novilha não sai por menos de R$ 20 mil e as vacas custarão no mínimo R$ 30 mil”, estima o assessor de leilão Paulo Cerântolo.

Negócios
R$ 18 mi volume esperado de negócios nesta Megaleite
100% crescimento em relação a feira realizada em 2015
R$ 5 mi são esperados só com os oito leilões até domingo
R$ 13 mi esperados com máquinas, serviços e vendas diretas

sexta-feira, 24 de junho de 2016

COMANDANTE NOMEIA CORONEIS E AFAGA TROPAS PARA APAZIGUAR POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

24/06/16 - 11h35

Dois movimentos na cúpula da PM estão apaziguando os coronéis da corporação e mudando o clima interno. Nesta terça, tomou posse da chefia do Estado Maior o Cel André Leão (à esquerda) e do policiamento especializado, o Cel  Schubert (direita), ambos com excelente trânsito nas tropas operacionais (Rotam, Gate, Batalhão de Choque, etc). A paz dos coronéis é uma grande notícia: reduziu-se muito o risco de rebeliões policiais no estado.

VIRANDO O JOGO

O duplo movimento foi articulado pelo comandante-geral Cel Bianchini, que revelou no episódio suas habilidades políticas. Visto como “grande intelectual”, ele assumiu sob o fogo amigo de tropas operacionais e coronéis reformados que falam por colegas da ativa. Agora, com a nova cúpula, o comandante da PM começou a virar o jogo e a atrair essa turma da rua para o seu lado.

RECADO ÀS TROPAS

O comandante-geral fez mais que nomear os coroneis certos. No ato das novas posses, Bianchini mandou às tropas operacionais uma mensagem precisa para ganhar a confiança da turma: disse que Rotam, Gate e Choque são o “braço forte do comandante-geral da corporação”. 
ICÔNICO

À posse do Cel Schubert apareceram todos os coronéis da cúpula. O cara é admirado nas tropas pela carreira e formação. Dizem que tem treinamento até para sobrevivência na selva. E possui bom entrosamento com colegas de fardas. Aos olhos de muitos na PM, ele seria o tipo do policial na vida real que mais se aproxima do imaginário Capitão Nascimento.  
Fonte: http://www.otempo.com.br/blogs/blog-raquel-faria-19.116/comandante-nomeia-coroneis-e-afaga-tropas-para-apaziguar-pm-19.794604

Para promotor, decisão do STF vai legalizar 'profissão de traficante'

Estadão Conteúdo
24/06/2016 - 08h21 - Atualizado 08h53

A decisão que reduziu a punição a réu primário por tráfico de drogas pôs promotores e defensores em lados opostos. Para Marcelo Barone, promotor criminal de São Paulo e professor de Direito Penal da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a decisão do STF tem como "único objetivo esvaziar as prisões" no País e vai na contramão da política de combate ao tráfico de outros países. "O que o Supremo fez foi legalizar a profissão de traficante e promover o aumento da quantidade de pessoas recrutadas pelo tráfico. Isso é ruim, ainda mais neste momento de crise econômica."

Ele afirma que a medida deve reduzir em mais da metade o período de encarceramento de traficantes ou estimular a adoção do regime aberto. "Hoje, o traficante, não importante a quantidade de drogas, já fica, em média, um ano na cadeia. Com essa decisão, a pena dele cairá para três meses. Isso se a condenação não for ao regime aberto ou pena alternativa. Essa decisão vai aumentar o tráfico assustadoramente no País."

Já para o coordenador do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo, Bruno Shimizu, há no País uma deliberada política de encarceramento, agravada em 2006 com a nova Lei de Drogas (11.343). Ele cita especificamente o problema feminino, usando dados do Infopen: houve aumento de prisões de 313,5% no número de acusadas por tráfico entre 2005 e 2014, de 4.228 para 17.483. Somente em São Paulo, o crescimento foi de 460,4% no mesmo período - de 1.432 (2005) para 8.025 (2014).

Para o defensor público paulista, o País prioriza a construção de presídios e pratica uma política "de enxugar gelo" para atender ao clamor social. "O sistema carcerário brasileiro já foi até condenado pela ONU (Organização das Nações Unidas), que considerou situação de genocídio", disse. "Temos 40% dos presos em prisão provisória, aguardando julgamento."

Para Shimizu, é necessário revisar essa legislação, como se fez inicialmente ontem, porque ela colocou o Brasil como o terceiro país do mundo (atrás apenas de Estados Unidos e China) em encarceramento. Ele usa como exemplo o parágrafo 4.º da Lei de Drogas. Para ele, ali não se veda o indulto, uma das ferramentas usadas no mundo para "desencarceramento" - como acontece na Rússia. Segundo ele, o que a lei veda é o instituto da graça (perdão concedido ao preso por mérito). "O Brasil prende muito, mal e ilegalmente."

Ele questionou ainda os custos do preso no sistema carcerário. "Nesses dados são incluídos de gasto com construção de presídio a salário dos servidores e do secretário." Segundo o defensor, um preso custa mensalmente cerca de R$ 200 com comida e R$ 17 com produtos adicionais. "Quem mantém o preso é a família", disse.

Juízes

Para Bruna Angotti, coordenadora do núcleo de pesquisas do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), a decisão do Supremo deve ainda "reduzir o peso da caneta dos juízes nas decisões" e contribuir para que mulheres presas por tráfico tenham direito ao indulto, em Natal e Dia das Mães. "Isso provoca um terrível efeito dominó extramuro, tanto no cuidado com os filhos como no sustento do lar."

Justiça autoriza Dilma a usar aviões da FAB desde que pague

novo parecer

No pedido, juíza diz ser ilegal o parecer da Casa Civil do governo interino de Michel Temer que proibia a presidente afastada de voar em jatos da FAB se não fosse para visitar sua família na capital gaúcha


Dilma
Dilma foi autorizada a usar os aviões da FAB desde que pague pela viagens

PUBLICADO EM 24/06/16 - 11h31
A Justiça Federal do Rio Grande do Sul autorizou que a presidente afastada Dilma Rousseff utilize os aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) para além do trecho entre Brasília e Porto Alegre desde que pague pelas viagens.
A decisão é da juíza Daniela Cristina Pertile, da 6ª Vara Federal de Porto Alegre, que acolheu recurso apresentado pelo ex-marido de Dilma, o advogado Carlos Araújo.
No pedido, ela diz ser ilegal o parecer da Casa Civil do governo interino de Michel Temer que proibia a presidente afastada de voar em jatos da FAB se não fosse para visitar sua família na capital gaúcha.
"Defiro parcialmente o pedido de antecipação dos efeitos da tutela para (a) autorizar a parte autora a usar as aeronaves da FAB, fora do trecho Brasília/Porto Alegre/Brasília, desde que haja o ressarcimento de custos pela própria presidente afastada ou pelo partido político a que esteja vinculada, consoante aplicação analógica do art. 76, da Lei no 9.504/97", diz a decisão da juíza, que alegou necessidade de garantir a segurança pessoal de Dilma.
O governo interino de Temer afirma que irá, inicialmente, acatar a decisão da Justiça e, após ter acesso aos detalhes da decisão, estudar se cabe recurso.
Supresa
Auxiliares da presidente afastada foram surpreendidos com a notícia na manhã desta sexta-feira (24).
Dilma já viajou a Porto Alegre, Campinas (SP), João Pessoa (PB), Salvador (BA) e Recife (PE) para divulgar a tese de que é "vítima de um golpe" e, segundo assessores, pretende fazer novas viagens até o julgamento final de seu impeachment, em agosto.

Gleisi Hoffmann critica prisão do marido

Declaração

Em nota, senadora disse que objetivo da operação é desviar o foco do atual governo interino; parlamentar também questionou motivos para que ação fosse feita neste momento


PUBLICADO EM 24/06/16 - 03h00- O Tempo
Brasília. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou ontem que a operação Custo Brasil, que levou à prisão de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, em seu apartamento, em Brasília, foi realizada pela Polícia Federal para o “desvio de foco da opinião pública deste governo claramente envolvido em desvios”, em alusão ao presidente interino Michel Temer (PMDB).

Em uma nota em tom pessoal, a senadora disse que “garantir o impeachment” é tudo o que “mais interessa neste momento” ao atual governo.

No texto, publicado em sua página no Facebook e lido no plenário do Senado pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi contou parte das ações da polícia em sua casa e diz que foi um dia “muito triste” em sua vida “como mulher, como política e, sobretudo, como mãe”.

Gleisi também saiu em defesa de Paulo Bernardo e disse que o marido foi injustiçado com a prisão. “Conheço o pai dos meus filhos. Sei das suas qualidades e do que não faria, por isso, sei da injustiça que sofreu nesta manhã (ontem). Mais de dez pessoas estranhas entraram em minha casa com ordem de busca e apreensão. Trouxeram também uma ordem de prisão preventiva contra o Paulo”, escreveu.

A petista afirmou que seu marido sempre esteve à disposição da Justiça e questionou então os motivos para que a operação fosse deflagrada neste momento, já que o processo contra Paulo Bernardo foi iniciado há mais de um ano. “Prisão preventiva para prevenir o quê? Uma fuga? Um conluio? Qual risco representa ele?”, questionou.

“Desde que esse processo começou, Paulo se colocou inúmeras vezes à disposição da Justiça, sempre esteve totalmente disponível, tem endereço conhecido. Vieram coercitivamente buscá-lo em casa, na presença de nossos filhos menores. Um desrespeito humano sem tamanho, desnecessário. Não havia nada em nossa casa que poderia ser levado. Mesmo assim, levaram o computador do meu filho adolescente. Fiquei olhando meu menino e pensei sobre a dor que sentia com aquela situação”, disse.

“Quem nos conhece sabe que não fizemos fortuna, não temos conta no exterior. Levamos uma vida confortável, porém modesta. O patrimônio que temos, parte financiado, foi comprado com nossos salários”, completou.

A senadora deveria ter participado ontem da reunião da Comissão Especial do Impeachment, em curso no Senado, mas não compareceu. Ela estava em casa no momento em que a Polícia Federal chegou ao seu apartamento e lá permaneceu por quase o dia todo.

Na comissão, a ausência de Gleisi Hoffmann não interferiu na abertura dos trabalhos e no seguimento da sessão, já que a senadora, que é parte da tropa de choque de Dilma Rousseff, já havia deixado de participar de outras reuniões ao longo da semana em razão de compromissos fora do Senado.
Ação alivia pressão sobre Michel Temer
Brasília. Na avaliação de assessores presidenciais, a prisão de Paulo Bernardo, ex-ministro da presidente afastada Dilma Rousseff, alivia parte da pressão que o governo interino de Michel Temer vem sofrendo e melhora o clima no Palácio do Planalto.

Apesar de lamentarem a prisão – já que Paulo Bernardo é visto como uma voz moderada dentro do PT e disposto a dialogar –, os assessores destacaram que a ação causou fragilização na tropa de choque de Dilma na Comissão Especial do Impeachment no Senado, já que a mulher de Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann (PT-PR) é uma das vozes mais ativas contra a saída da presidente afastada, protagonizando debates e defendendo a narrativa de que o processo é um golpe de estado.

Agora, dizem os assessores, Gleisi terá que se dividir entre os debates sobre o processo e a defesa pessoal e de seu marido.

Já o presidente interino, Michel Temer, rebateu as acusações de que a prisão de Paulo Bernardo teria sido influenciada por seu governo e ressaltou que não há a “menor possibilidade” de interferência na Lava Jato. Ele garantiu que o Poder Executivo não irá invadir a competência do Poder Judiciário.

O peemedebista afirmou que a gestão interina sempre dará apoio verbal às investigações e que, pelo princípio da separação das atividades governamentais, o Poder Executivo não deve se envolver no assunto.

“Não haverá a menor possibilidade de interferência na Lava Jato. Ao contrário, o que deve haver sempre é o apoio, mas um apoio verbal, não de ação. Colocar o Poder executivo trabalhando nessa matéria seria a invasão de uma competência que é, na verdade, do Judiciário”, disse.
Dilma
Espera. A presidente afastada Dilma Rousseff estaria querendo saber o “fundamento” da prisão preventiva de seu ex-ministro das Comunicações antes de sair em defesa dele.
Lindbergh defende senadora
Brasília. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a prisão de Paulo Bernardo ontem teve o objetivo de atingir a mulher do ex-ministro, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

“Fizeram para atingi-la, sabiam que se tivessem que envolvê-la, teriam que passar pelo Supremo Tribunal Federal. Estou desconfiadíssimo das motivações políticas desse caso”, disse.

“É difícil pensar numa pessoa mais honesta e íntegra do que a Gleisi Hoffmann aqui no Senado. Ela não tem conta no exterior, não tem nada com isso”, ressaltou.

Segundo o senador, um dos intuitos da operação da Polícia Federal, batizada de Custo Brasil, que prendeu Bernardo, é enfraquecer a base de apoio de Dilma no processo de impeachment. Gleisi integra a comissão especial sobre o tema na Casa.

Lindbergh Farias avisou que ela não deixará o colegiado. “Não vamos mudar em nada a nossa linha. A senadora Gleisi vai voltar aqui, é uma das nossas principais pessoas. Mas acho que há um claro intuito de constranger, porque essa operação Custo Brasil é um espetáculo que foi feito, é um processo de criminalização da política”, disse o senador.

Farias disse que a bancada do PT manterá a sua atuação. “Nossa postura aqui não muda um centímetro. Quem acha que a gente vai baixar o tom aqui está muito enganado”.
‘Interferência é lenda urbana’
Brasília. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou ontem que “não é possível” que nenhum governo interfira no andamento da operação Lava Jato. “Isso de que poderia haver interferência de governo ou que essas investigações dependeram da boa vontade ou não de governo é uma lenda urbana”, disparou.

Ele reforçou que as instituições brasileiras são independentes, citando o Ministério Público e a Polícia Federal.
Ministro acusa governo anterior
Acusação. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou ontem que o governo da presidente afastada Dilma Rousseff “jamais apoiou institucionalmente a Lava Jato”, que investiga um esquema de corrupção envolvendo desvios da Petrobras.

Influência. Moraes deu as declarações ao comentar uma possível influência entre sua visita à força-tarefa de Curitiba e a operação de ontem, que prendeu o ex-ministro petista Paulo Bernardo. “Não há nenhuma relação com a minha visita, que foi institucional. O governo anterior jamais apoiou a operação, porque jamais apoiou o combate à corrupção”, disse.

Rebate. A declaração foi rebatida pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. “Moraes poderia ouvir os áudios em que pessoas, lideranças, falam exatamente que Dilma tinha que sair porque a sangria tinha que parar”.

Combustíveis: Dificuldade para abastecer seguirá até segunda, mesmo com fim da greve

Greve dos transportadores terminou nesta quinta-feira (23), mas escassez nos postos ainda dura uns dias; em apenas três dias de paralisação, R$ 110 milhões deixaram de ser vendidos

PUBLICADO EM 24/06/16 - 03h00
A greve dos transportadores de combustíveis terminou nesta quinta-feira (23), mas a dificuldade para abastecer na região metropolitana de Belo Horizonte deve continuar até segunda-feira, segundo o diretor do sindicato dos postos (Minaspetro), Bráulio Chaves. O movimento começou na madrugada de terça-feira e, na tarde de quarta-feira já faltava combustível. As perdas foram muito além do inconveniente de não conseguir encher o tanque. Em apenas três dias de paralisação, cerca de R$ 110 milhões de etanol, gasolina e diesel deixaram de ser vendidos. A estimativa considera a média diária de litros comercializados e o preço médio em Minas Gerais, segundo dados da Agência Nacional de petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).
“Centenas de postos foram fechados no Estado porque ficaram sem estoque. Vai voltar aos poucos, mas ainda demora até segunda-feira para normalizar totalmente”, afirma Chaves.
Ontem, os postos que ainda tinham algo para vender, ficaram lotados. O designer gráfico Thiago Nascimento Diniz foi a sete postos, em regiões diferentes de Belo Horizonte. “Quatro estavam fechados e os outros estavam com filas enormes”, conta ele, que só abasteceu na sétima tentativa.
Quando ainda tinham combustível para vender, a orientação dada aos clientes, na maioria dos postos era praticamente padrão. “Aproveita para encher o tanque, porque está acabando”, falavam os frentistas.
Alívio. Ontem, os tanqueiros se reuniram com representantes do Estado e das distribuidoras. “Com a abertura das negociações, a manutenção da greve não se faz necessária, evitando o desabastecimento e, consequentemente, prejuízos à população”, afirma a diretoria do Sinditanque.
O fim da greve dos tanqueiros foi um alívio para consumidores em geral e para todos os setores. Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) informou que já enfrentava sérias dificuldades manter a frota integralmente em circulação.
O presidente do Sindicato da União Brasileira de Caminhoneiros, José Natan, disse que com mais dois dias de greve, o abastecimento de todos os produtos estaria gravemente comprometido.

O que deixou de ser comercializado em 3 dias de paralisação

R$ 54,4 mi
Custo dos 18,2 milhões de litros de diesel não vendidos.

R$ 45,4 mi
Custo de 12,3 milhões de litros de gasolina não vendidos.
R$ 9 mi
Custo de 3,6 milhões de litros de etanol não vendidos.

Arroz segue a trajetória do feijão e deve subir até 40% ao longo deste ano

Bruno Moreno
bmoreno@hojeemdia.com.br
24/06/2016 - 06h00 - Atualizado 07h41
O brasileiro terá que desembolsar mais para manter um tradicional hábito da alimentação tupiniquim. Não bastassem os aumentos sucessivos do feijão, o arroz já está mais caro na gôndola e vai ficar ainda mais, elevando o custo da refeição básica ao preço de um banquete.

A projeção da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) é a de que a saca de 50 kg do grão feche o ano com aumento na casa dos 40%. Entre março e este mês, a saca ao produtor já saltou de R$ 39,50 para R$ 47,50, alta de 20%.

De acordo com o superintendente do grupo Supernosso, Rodolfo Nejem, o arroz tem chegado ao varejo entre 10% e 20% mais caro, dependendo da marca. “Diminuímos a margem e repassamos apenas metade ao consumidor”, diz. Segundo integrante da dupla, o feijão carioca acumula alta de 41,62% ao consumidor em 2016. O governo zerou ontem o imposto de importação de feijão para países de fora do Mercosul. A medida, no entanto, deve ter pouco efeito, pois o feijão-carioca, tipicamente brasileiro, praticamente não é encontrado para a importação em outros países. A cotação do dólar também não favorece a importação. 

No campo

No caso do arroz, o principal problema é a menor produtividade (influenciada pelo excesso de chuvas no Rio Grande do Sul). “Além disso, houve aumento no custo de produção da safra passada, que teve a energia elétrica como o principal vilão”, aponta o presidente da Federarroz, Henrique Dornelles.

A lavoura de arroz utiliza a energia elétrica para o funcionamento das bombas de água que mantêm a irrigação. No Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, segundo Dornelles, 100% dos arrozais são irrigados, e têm a energia elétrica como importante componente do custo. Além disso, como muitos insumos utilizados na plantação são importados, como fertilizantes e defensivos, o aumento dos custos também foi influenciado pelo dólar, que na época do plantio chegou perto da casa dos R$ 4.

De acordo com Charbel Felipe Silva, da Charbel Representações, especializada em commodities, a elevação dos preços ganhou força neste mês. “No Rio Grande do Sul – maior produtor do país –, o preço médio ponderado do arroz em casca ao produtor atingiu os R$ 46,75 por saca de 50 Kg. A alta em sete dias foi de 3,2%. Em 30 dias, os preços subiram 10%”, relata. 

Negociação

Na próxima terça-feira, representantes dos produtores de arroz se reúnem com o governo federal para pleitear a dilatação do pagamento de dívidas. A expectativa é de um parecer positivo em relação à renegociação do prazo de vencimento dos débitos de crédito rural vencidos e a vencer, correspondentes a custeio e investimento. (Colaborou Tatiana Moraes)



Cameron anuncia que deixará cargo de primeiro-ministro do Reino Unido em outubro

Estadão Conteúdo
24/06/2016 - 07h39 - Atualizado 08h16
David Cameron ladeado por sua esposa Samantha fala com a imprensa no centro de Londres
David Cameron ladeado por sua esposa Samantha fala com a imprensa no centro de Londres
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que irá deixar o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, após o país ter votado pela saída da União Europeia em plebiscito histórico realizado ontem.

Cameron afirmou que poderá permanecer no posto pelos próximos três meses, deixando a cadeira em outubro, quando acontece a conferência anual de seu partido.

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"Eu irei fazer tudo que puder como primeiro-ministro para firmar o navio durante as próximas semanas e meses, mas eu não acho que seria certo para mim tentar ser o capitão que orienta nosso país para seu próximo destino", disse em pronunciamento, acrescentando que irá participar da cúpula da União Europeia na próxima semana para explicar sua decisão.

Ele ainda destacou que o plebiscito foi um "exercício gigante de democracia" e que a vontade do povo britânico deve ser respeitada. "Não pode haver dúvidas sobre o resultado do plebiscito", pontuou. "Há momentos em que é certo perguntar para as pessoas o que elas querem."

A economia britânica, segundo Cameron, é forte. Ele ainda ressaltou que será assegurado aos britânicos que vivem na União Europeia e aos europeus no Reino Unido nenhuma mudança a princípio. Fonte: Dow Jones Newswires.

Sem dinheiro, Dnit vai desligar todos os radares instalados nas rodovias do país

Alessandra Mendes
amfranca@hojeemdia.com.br
24/06/2016 - 06h00
FALTA VERBA – Segundo dados do Dnit, só em Minas Gerais serão 242 equipamentos desligados nas BRs 040, 050, 262 e 153
COM PLÁSTICOS – Aparelhos na BR-040, no sentido Sete Lagoas, já estão desligados
FALTA VERBA – Segundo dados do Dnit, só em Minas Gerais serão 242 equipamentos desligados nas BRs 040, 050, 262 e 153 COM PLÁSTICOS – Aparelhos na BR-040, no sentido Sete Lagoas, já estão desligados
Sem dinheiro para manter os contratos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) resolveu desligar todos os radares sob responsabilidade do órgão localizados em rodovias federais concedidas. Ao todo, 660 equipamentos serão desligados no país, sendo que mais de 30% em Minas Gerais. A ordem para a retirada dos aparelhos que fazem o controle de velocidade nas estradas foi dada no mês passado e até a semana que vem todos estarão inoperantes.
Os contratos do Dnit com as empresas que fazem a manutenção dos radares vão até dezembro de 2016. São 6.909 equipamentos eletrônicos em toda a malha rodoviária do país, estradas concedidas ou não. Mas o número de faixas teve que ser reduzido para caber no orçamento. Os cortes foram feitos estrategicamente nas rodovias que já estão sendo administradas pela iniciativa privada.
De acordo com o órgão, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê cerca de R$ 120 milhões para custeio do serviço, valor suficiente para manter os aparelhos funcionando apenas até este mês. Sendo assim, foi aberto um pedido de crédito suplementar no valor de R$ 74,6 milhões visando a continuidade dos serviços. Mas nem isso é capaz de garantir o funcionamento de todos os radares.
Dnit vai desligar todos os radares nas estradas do país
COM PLÁSTICOS – Aparelhos na BR-040, no sentido Sete Lagoas, já estão desligados
“Mesmo que aprovado, o orçamento continuará insuficiente para a continuidade dos serviços até o final deste ano nas rodovias do Dnit, o que culminou em decisão para o desligamento dos equipamentos de controle de velocidade das rodovias sob gestão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, explicou o Dnit por meio de nota.
O órgão ainda informou que “a interrupção do serviço nos trechos concedidos, por meio do desligamento dos equipamentos, foi solicitada às empresas em dois momentos: 1º de maio e 1º de junho”. Como os contratos são por área e não por rodovias, todas as contratadas continuam prestando o serviço de fiscalização de faixas de trânsito em outros trechos.
O departamento, que avalia que a fiscalização “ajuda os motoristas a se manterem na velocidade permitida em cada rodovia, aumentando a segurança da via”, afirma que já abriu uma licitação para uma nova etapa de prestação dos serviços a partir de 2017. Estão previstas 7.947 faixas fiscalizadas, com investimento de R$ 2,9 bilhões em cinco anos.
Impacto local
Em Minas, o Dnit opera 242 radares nas BRs 040, 050, 262 e 153, todas elas concedidas à iniciativa privada. Na BR-040, tanto no sentido Rio de Janeiro quanto no sentido Brasília, os aparelhos já estão desligados. Segundo dados do órgão, 205 deles ficarão inoperantes só na 040. Muitos já não estão funcionando, conforme constatou a reportagem do Hoje em Dia.
Na BR-262, 20 aparelhos ficarão inoperantes, assim como outros 11 na BR-153 e seis na BR-050. A única rodovia concedida à iniciativa privada que continuará contando com a operação de radares de controle de velocidade é a BR-381. O trecho que liga Belo Horizonte a São Paulo é administrado pela Autopista Fernão Dias, que já cuida da operação dos radares, como prevê o contrato de concessão.
Em rodovias concedidas, as administradoras devem instalar e fazer a manutenção dos radares, sendo que os processamentos de infrações de trânsito, bem como a arrecadação proveniente das penalidades, permanecem sob a responsabilidade dos órgãos públicos da fiscalização: a ANTT e o Departamento da Polícia Rodoviária Federal (DPRF)
Concessionárias foram avisadas que seriam responsáveis pelo serviço a partir de 2017
A escolha do Dnit pelo desligamento dos radares em rodovias concedidas à iniciativa privada passa pelo entendimento do órgão de que essa é uma função que deve ser exercida pelas concessionárias. “As rodovias terceirizadas ou concedidas contam com a cobrança de pedágio justamente para que todos os serviços ligados à qualidade da via e segurança dos usuários sejam efetuados pela empresa que assumiu o trecho específico”.
Isso realmente está previsto nos contratos de concessão, mas deveria ocorrer apenas no ano que vem, segundo o próprio governo. De acordo com as empresas, elas foram informadas por meio de ofício de que o departamento operaria os equipamentos até dezembro.
Em nota, a Via 040, responsável pela BR-040, informou que “o Dnit antecipou, unilateralmente, um procedimento previsto para ocorrer daqui a seis meses, o que ocasionará o desligamento do sistema de controle de velocidade da rodovia”.
Dnit vai desligar todos os radares nas rodovias do país
APAGADO – Controle de velocidade também inoperante no sentido Rio de Janeiro da BR-040
A MGO Rodovias, que administra o trecho da BR-050 em Minas, disse que não foi informada do desligamento dos radares em maio e junho. A concessionária alega que foi avisada apenas que o Dnit seria responsável pelo serviço até o fim do ano.
De ambas, foram solicitados pela ANTT estudos referentes à localização e implantação de novos equipamentos controladores de velocidade sob gestão das concessionárias, de forma a mitigar o impacto que a retirada dos aparelhos operados pelo Dnit poderá ocasionar.
Por meio de nota, a Concebra, responsável por trechos mineiros das BRs 262 e 153, ressaltou que “o Dnit não informou à companhia quantos aparelhos seriam desligados e que a ANTT deu prazo até janeiro de 2017 para que sejam feitos estudos técnicos e a empresa assuma a substituição das lombadas que serão operadas pela Polícia Rodoviária Federal”.
As três concessionárias já enviaram à ANTT os estudos pedidos e aguardam um posicionamento da agência. Ainda é preciso que haja o aval do Departamento da Polícia Rodoviária Federal (DPRF) para que a liberação seja feita.
Com os equipamentos eletrônicos inoperantes, a fiscalização nas rodovias federais em Minas Gerais e em todo o país fica agora a cargo da Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Dnit vai desligar todos os radares nas rodovias do país

Comandante de batalhão da PM (RJ) pode ser punido por apoiar Jair Bolsonaro

Por: Fabiana Paiva em
O comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Fernando Salema, poderá ser punido por declarar apoio à família Bolsonaro em um evento sobre segurança pública no município, realizado Clube Português, no dia 27 de maio.
Fardado, o oficial chama o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) de "nosso presidente", antes de presenteá-lo com uma camisa do Botafogo e número do partido. O comandante também homenageia o deputado estadual Flavio Bolsonaro, pré-candidato à Prefeitura do Rio.
"Nosso grande presidente já, né? Vamos profetizar", disse Salema, ao entregar o presente ao deputado federal.

Bolsonaro mostra presente de Coronel Salema (ao fundo)
Bolsonaro mostra presente de Coronel Salema (ao fundo)
Os cinco deputados estaduais do PSOL na Assembleia do Rio enviaram uma representação contra o coronel à Secretaria de Segurança, à Ouvidoria da Polícia Militar e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A bancada pede que os fatos sejam apurados e que o comandate sofra as "medidas disciplinares cabíveis".
Os parlamentares ressaltam que o comandante infringiu o Estatuto dos Policiais Militares do Rio, que proíbe o uso de uniforme em reuniões ou manifestações de caráter político-partidário.
Pela participação dos Bolsonaro no mesmo evento, o coordenador estadual da fiscalização de propaganda, juiz Marcello Rubioli, pediu que o Ministério Público Eleitoral abra processo por propaganda eleitoral antecipada.
Procurada, a Polícia Militar ainda não se manifestou sobre a representação contra o coronel Salema.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

CONTRA O ATRASO E PARCELAMENTO DE SALÁRIO

REFORMA ADMINISTRATIVA DO ESTADO DEVE INTRODUZIR O TCO  COMO MEDIDA DE EFICIENTIZAÇÃOO deputado federal Subtenente Gonzaga cobrou do governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o compromisso feito com a segurança pública, em sua campanha para Governador, que foi a de valorizar a Segurança Pública e seus agentes, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa. "A realização de mais um ato, hoje numa audiência audiência pública, significa envolver o governo e a assembleia nesse processo. Essa audiência é um esforço de que a Assembleia Legislativa, enquanto poder, assuma de fato um processo de solução. Fizemos o enfrentamento, acompanhamos todas as mobilizações e hoje estamos cobrando que o governo nos respeite e que cumpra o compromisso com a nossa classe. É bom que fique claro que temos pressa, mas não cansamos. Nossa luta somente se encerra com a vitória". disse o deputado.
Ainda segundo o deputado Subtenente Gonzaga, os problemas da segurança pública podem gerar uma crise institucional. "Tem duas pessoas que fizeram a Polícia Militar parar: Eduardo Azeredo e Aecio Neves. O próximo pode ser o Pimentel. Essa situação pode sim gerar uma crise institucional. Temos disposição para trabalhar, mas temos também a mesma disposição para lutar pelos nossos direitos", afirmou. Ameaça Nacional De acordo com o deputado federal Subtenente Gonzaga, está sendo acumulado, ainda, mais um problema: ameaça no plano federal em relação à previdência social.
"Temos que lutar intransigentemente, sem tréguas, para garantir nossas conquistas", ressaltou. A audiência pública foi requerida pelo deputado estadual Sargento Rodrigues e contou com a participação de diretores das entidades de classe e dos profissionais de segurança pública, além de representantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e do Secretário de Defesa Social, Sérgio Menezes, que ressaltou "estar a pouco tempo no cargo e que levará as demandas para a Seplag".
Fonte: Assessoria de Comunicação do Deputado Federal Subtenente Gonzaga

Veja como Policiais treinam radicalmente suas manobras (com Toyota SW4)!

Postado por - Incríveis, SUVs

Vídeos de perseguições policiais sempre costumam despertar grande interesse. Quando vemos pessoalmente os carros da polícia em ação, da mesma forma, normalmente paramos e prestamos atenção. Mas você já parou para pensar em como os policiais são treinados para realizar essas proezas ao volante?
Para matar qualquer curiosidade, o vídeo a seguir é extremamente interessante. Trata-se de uma ótima matéria mostrando uma sessão de treinamento de policiais, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que foi realizada no kartódromo localizado na cidade de Itu.
O objetivo das orientações e testes na pista é de melhorar as técnicas de dirigibilidade dos policiais. Como você poderá ver, há orientações sobre a posição ideal de dirigir, além de uma série de manobras de contorno de obstáculos, tomada de curvas, acelerações e frenagens.
Esse teste foi realizado com viaturas Toyota SW4, que historicamente não são um primor no quesito estabilidade. Por isso, o vídeo se torna ainda mais interessante ao mostrar a grande habilidade de condução dos agentes.
Vamos então ao vídeo. Você acha que teria condições de passar nesse teste, com uma SW4?
PS: Se você curte assistir perseguições, veja o caso em que um Fiat Palio 1.4 teve que fazer milagre para perseguir um Honda New Civic roubado.

"ATRASADOS" COMEÇAM A SER PAGOS EM AGOSTO (PMMG/OUTROS)




O Diretor de Recursos Humanos (DRH) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Cel Cícero Leonardo da Cunha, informou que a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) garantiu o inicio dos pagamentos atrasados em agosto, logo após o pagamento do abono vestimenta à Polícia Civil e aos servidores da Secretaria de Defesa Social (Seds). Segundo o diretor, serão pagos as diárias, a ajuda de custo e as férias-prêmio de exercícios anteriores e de 2014, da PM. 

O anúncio foi feito durante audiência pública conjunta realizada pelas Comissões de Administração Pública e Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) destinada a cobrar do Governo do Estado, um posicionamento quanto ao pagamento dos salários no 5º dia útil, ao pagamento das férias-prêmio, à diferença de promoções, ao abono vestimenta, da publicação de reforma e aposentadoria dos militares, entre outros assuntos.


A reunião, que contou com a presença de cerca de 200 servidores da segurança pública, entre eles, militares reformados do interior, de representantes de associações de classe da PM, do BM, da Polícia Civil e dos Agentes de Segurança Penitenciário e Socioeducativo e do Secretário de Defesa Social (Seds) - Delegado Federal Sérgio Barboza Menezes, aconteceu no Plenário da ALMG.

De acordo com o Cel Cícero, o pagamento dos atrasados, que será feito dos mais antigos para os mais modernos, está garantido depois de sensibilizar o governo da necessidade de pagar o que a classe vem cobrando. De acordo com o diretor da DRH, a reunião entre a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e a Secretaria de Fazenda aconteceu no início de junho. Ele afirmou ainda que os ''atrasados'' de 2015 estão em fase de negociação. "Seria bom que tudo estivesse em dia, até para facilitar nosso trabalho", argumentou. 

Já o Cel Orlando José Silva, da Diretoria de Recursos Humanos do CBM, disse que não há uma previsão de pagamento dos atrasados dos militares da instituição, mas que o Comando está ''fazendo uma gestão'' junto à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e à Secretaria de Fazenda para que em breve tudo seja regularizado.

Durante o debate, vários militares questionaram a diferença entre os valores das diárias pagas aos oficiais e as diárias pagas aos praças. Além disso, questionaram também o porquê dessas mesmas diárias serem pagas com atraso apenas para os praças. 

Para o Deputado CABO JÚLIO, Vice-Líder do Governo, o justo é padronizar o valor pago das diárias, pois seria melhor para todos. "Não consigo entender por que o almoço de um oficial é dez vezes mais caro que o almoço de um praça", questionou. Ele argumentou ainda que diária não é um segundo salário, mas um ajuda de custo para cobrir despesas. ''É preciso coragem para discutir esse assunto assim como discutimos e conseguimos padronizar o valor do abono fardamento'', disse.  

Crise Nacional - O Vice-Líder do Governo disse que o Estado vai deixar de pagar até o final do ano, R$ 480 milhões, depois de negociar com o Governo Federal, a prorrogação da dívida com a União, assim como fizeram os outros Estados. CABO JÚLIO lembrou que a medida vai possibilitar que a administração coloque as contas em ordem. 

IPSM e 101%  - Durante o debate, o Deputado lembrou que sempre foi um lutador dos direitos e das reivindicações da classe, independentemente, de ser base ou oposição. Quando cogitou-se a possibilidade de mexer no Instituto de Previdência dos Militares (IPSM), por exemplo, ele foi o primeiro a protestar. "Eu disse que se mexerem no nosso instituo, haveria sangue e que 97 ficaria pequena", afirmou. 

Em 2011, juntamente com as entidade de classe, a conquista do aumento escalonado de 101% gerou críticas. CABO JÚLIO lembrou que, hoje, todos perceberam a importância da negociação. "Quase fomos linchados naquela época por termos aceitado um parcelamento de três anos", lembrou.

Pagamento em Julho  - CABO JÚLIO desmentiu ainda o boato de que o Governo não vai pagar o salário em julho. Ele afirmou que o problema são as redes sociais, ambiente em que cada um reproduz informações como se fossem verdade. 

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Estado do Rio paga R$ 6 milhões para 'bico oficial' de policiais militares, civis e bombeiros

A informação foi publicada no boletim da PM

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Empréstimo federal será usado para reforçar o efetivo policial na cidade - Marcelo Piu / Agência O Globo

RIO - O Estado do Rio pagou, nesta quarta-feira, R$ 6 milhões de Regime Adicional de Serviço (RAS) a policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários. A informação foi publicada no boletim da Polícia Militar.
Para reforçar o patrulhamento da cidade durante os Jogos Olímpicos, a secretaria de Segurança do Rio planeja mobilizar um efetivo extra de cerca de 25 mil policiais civis, militares e bombeiros no RAS, a um custo de cerca de R$ 42 milhões. O dinheiro para pagar a hora extra dos policiais virá de aporte de R$ 2,9 bilhões que o governo federal prometeu repassar ao estado como forma de amenizar a grave crise financeira. Na sexta-feira, o governador do Rio, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública.
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O RAS, conhecido também como “bico oficial”, foi criado em julho de 2012, para remunerar policiais que trabalhem nas suas horas de folga, melhorando o patrulhamento ostensivo. Em março, com os constantes atrasos nos repasses, das 18 mil vagas oferecidas por mês, apenas 360 estavam sendo efetivamente preenchidas. A Secretaria de Segurança garantiu que a situação foi normalizada e os pagamentos regularizados. — O que não temos garantidos hoje são os recursos para pagar o RAS Olímpico, que vai por mais 25 mil policiais nas ruas e custar cerca de R$ 42 milhões — afirmou uma fonte da Polícia Militar ao GLOBO.
No início do ano, a Polícia Militar revelou que apenas 2% das vagas que eram oferecidas aos policiais no Regime Adicional de Serviço (RAS). A crise financeira no estado tem sido responsabilizada pelo aumento dos índices de criminalidade no estado, levando o governo à solicitar reforço das Forças Armadas para patrulhar ruas da cidade durante as Olimpíadas, o que inicialmente não estava previsto. O município do Rio deverá contar com cerca de dois mil a três mil homens das Forças Armadas patrulhando vias expressas e outras áreas consideradas de risco.
A presença do Exército, da Marinha e da Aeronáutica nas ruas deverá ser formalizada nos próximos dias, com a assinatura de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelo presidente interino Michel Temer e pelo governador em exercício Francisco Dornelles. Os militares das Forças Armadas devem sair de um contingente que inicialmente ficaria exclusivamente nos quartéis, para ser empregado em situação de colapso das forças de segurança do Rio.
GLO é um dispositivo constitucional que delega às Forças Armadas poder de polícia em determinadas regiões do país, desde que haja autorização do presidente da República. No Rio, o dispositivo já foi usado durante as ocupações dos complexos da Penha, do Alemão e da Maré. Uma vez assinada a GLO, a região passa ao comando das Forças Armadas, e os crimes ali cometidos são julgados com base no Código Penal Militar.
A operação de segurança para a Olimpíada e a Paralimpíada, que deve contar com até 85 mil agentes, está sendo considerada a maior e mais complexa da história do país. Serão 47 mil homens das forças de segurança (integrantes das polícias Civil, Militar e Federal, da Força Nacional e da Defesa Civil) e 38 mil das Forças Armadas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/estado-do-rio-paga-6-milhoes-para-bico-oficial-de-policiais-militares-civis-bombeiros-19563029#ixzz4CQaLM1jN
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Para PT, busca na sede nacional do partido é 'desnecessária' e 'midiática'

Operação derivada da Lava Jato investiga desvio de R$ 100 milhões.
Ex-ministro Paulo Bernardo e secretário da prefeitura de SP foram presos.

Do G1, em Brasília -
23/06/2016 14h50 - Atualizado em 23/06/2016 15h01

A Comissão Executiva Nacional do PT classificou como "desnecessária" e "midiática" a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na sede do partido em São Paulo nesta quinta-feira (23), no âmbito da Operação Custo Brasil, desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato. A ação investiga o desvio de R$ 100 milhões de um serviço de gestão do crédito consignado a funcionários públicos.
A busca na sede do PT contou com a participação de cerca de dez agentes do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). Eles usavam roupas camufladas porque são considerados policiais de elite da Polícia Federal. Um agente de informática participou do ato e apreendeu um disco rígido de computador.
"Em meio à sucessão de fatos e denúncias envolvendo políticos e empresários acusados de corrupção, monta-se uma operação diversionista na tentativa renovada de criminalizar o PT", diz a nota.
No texto, a legenda ressalta ainda ser preciso garantir o amplo direito de defesa e o princípio de presunção de inocência aos filiados que são alvo de acusações, e finaliza informando que o partido está à disposição das autoridades para  prestar esclarecimentos (veja a íntegra da nota abaixo).
A bancada do PT no Senado também emitiu nota, na qual classifica de "abuso de poder" e "invasão" o cumprimento de mandados de busca e apreensão realizadas na residência da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ex-ministro Paulo Bernardo, um dos presos na operação.
Secretário de Haddad também é preso
Ex-titular do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, Bernardo é acusado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter recebido cerca de R$ 7 milhões entre 2010 e 2015 por meio de esquema investigado na operação.
Além de Bernardo, o secretário de Gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), em São Paulo, Valter Correia, também foi preso. Há ainda um mandado de prisão preventiva para o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que, condenado na Lava Jato, está preso desde 2015. Outro ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, marido da ex-ministra do Desenvolvimento Social no governo Dilma, Tereza Campelo, é considerado foragido.
Leia a íntegra da nota divulgada pela direção nacional do PT:
O Partido dos Trabalhadores condena a desnecessária, midiática, busca e apreensão realizada na sede nacional de São Paulo.
Em meio à sucessão de fatos e denúncias envolvendo políticos e empresários acusados de corrupção, monta-se uma operação diversionista na tentativa renovada de criminalizar o PT.
A respeito das acusações assacadas contra filiados do partido, é preciso que lhes sejam assegurados o amplo direito de defesa e o princípio da presunção de inocência.
O PT, que nada tem a esconder, sempre esteve e está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.
São Paulo, 23 de junho de 2016.
Comissão Executiva Nacional do PT

Justiça mineira determina que policiais civis retornem ao trabalho

Após quatro dias

Decisão entende que greve da Polícia Civil é ilegal; para cada dia de descumprimento da determinação, haverá uma multa no valor de R$ 350 mil

PUBLICADO EM 23/06/16 - 12h01

Uma decisão da Justiça Mineira determina que policiais civis retornem imediatamente ao trabalho por entender que a greve da Polícia Civil é ilegal. Na decisão, o tribunal alega que foi desencadeada uma greve sem nem mesmo estabelecer qualquer cronograma de negociação. O órgão também entende que o movimento trouxe inúmeros prejuízos.

A decisão do final da tarde desta quarta-feira (22) partiu de um pedido encaminhado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) pela Advocacia Geral do Estado. A Justiça ainda declarou que, em caso de descumprimento da determinação, o sindicato terá que pagar uma multa diária no valor de R$ 350 mil.

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG) ainda não foi notificado e, por enquanto, a greve continua. A Polícia Civil também não foi notificada oficialmente.
O TJMG marcou uma audiência de conciliação para 14h da próxima quarta-feira (29) no Palácio da Justiça.
Aguarde mais informações

Fraude envolvendo o ex-ministro Paulo Bernardo chegou a mais de R$ 100 milhões em cinco anos

Estadão Conteúdo
23/06/2016 - 12h36 - Atualizado 13h28
O ex-ministro Paulo Bernardo e sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann, são alvos da 31ª fase da  Operação 'Lava Jato'.
O ex-ministro Paulo Bernardo e sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann, são alvos da 31ª fase da Operação 'Lava Jato'.
Os desvios apurados pela Operação Custo Brasil chegaram a mais de R$ 100 milhões entre os anos de 2010 e 2015, informou nesta quinta-feira (23), a Polícia Federal, em entrevista coletiva concedida na sede da instituição, em São Paulo, para explicar essa operação.

A fraude ocorreu no âmbito do Ministério do Planejamento por meio do gerenciamento e controle do sistema de crédito consignado para servidores e envolveu o ex-ministro da pasta Paulo Bernardo, preso nesta manhã, bem como pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com o delegado regional da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo de Campos Costa, a empresa Consist Software foi contratada no final de 2009 para gerenciar o sistema de crédito consignado para servidores públicos federais. "O custo do gerenciamento seria de R$ 0,30 por operação, mas a Consist cobrava cerca de R$ 1,00", explicou o delegado, informando que esse valor extra era dividido entre os operadores do esquema.

De acordo com a PF, a Consist foi contratada pela intervenção do ex-ministro da Previdência Carlos Gabas, cuja residência foi alvo de busca e apreensão. O tesoureiro do PT entre 2005 e 2010, Paulo Ferreira, alvo da operação da PF de hoje, e João Vaccari Neto atuaram juntos pela contratação da empresa.

Do total destinado à propina pela Consist, os valores eram distribuídos entre diversas empresas de fachada que faziam contratos fictícios, que repassavam o dinheiro para funcionários do Ministério do Planejamento e políticos.

De acordo com a PF, cerca de 20% ficavam com o Partido dos Trabalhadores, por meio de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro da sigla. Cerca de 10% eram direcionados a um escritório de advocacia ligado ao ex-ministro Paulo Bernardo. "As evidências apontam que um escritório de advocacia recebia os valores e ficava com 20%. Os 80% restantes iriam para Paulo Bernardo", afirmou Costa.

Custo Brasil

De acordo com o superintendente regional da Receita Federal em São Paulo, Fabio Ejchel, o nome da operação se deve ao "aumento de custos" aos servidores públicos. "Isso prejudica a população. A corrupção é irmã gêmea da sonegação. Atuação conjunta dos órgãos é fundamental", destacou.

O procurador da República Andrey Borges, que participa da força-tarefa, destacou o trabalho em conjunto da própria procuradoria, da PF e da Receita Federal. "Não é só Curitiba que faz investigações, mas esta é uma meta de todas as instituições aqui presentes. As investigações vão continuar onde quer que seja", disse.

O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal para que a documentação arrecadada na 18ª fase da Lava Jato, conhecida como Pixuleco II, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

Polícia Federal apreende computador na Sede do PT em SPPolícia Federal apreendeu computador na Sede do PT em São Paulo


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Depoimento de Valério cita tucanos ligados a Aécio

Orion Teixeira / 23/06/2016 - 06h00- Hoje em Dia
Orion Teixeira Orion Teixeira é jornalista político. Escreve de terça-feira a domingo neste espaço.
O vazamento das primeiras informações sobre o depoimento do ex-empresário e ex-publicitário Marcos Valério deixou o meio político em polvorosa, especialmente o ninho tucano e aliados. Para muitos, o desgaste maior é o da reputação já que, judicialmente, as eventuais acusações já teriam perdido a validade, referindo-se a fatos ocorridos em 1998. Ainda assim, Valério terá que provar e sustentar o que disse antes que sua intenção vire delação aceita pelo Ministério Público e homologada pela Justiça estadual.
Em sua intenção, ele citou cerca de 20 pessoas, entre elas vários tucanos ligados, direta ou indiretamente, ao senador Aécio Neves (presidente nacional do PSDB), como seu ex-secretário de Governo Danilo de Castro e sua irmã, Andrea, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa Mauri Torres (hoje conselheiro do Tribunal de Contas de Minas). E há erros no depoimento, como incluir o nome do ex-presidente da mesma Assembleia Dinis Pinheiro (PP), que não era filiado ao PSDB à época.
“Não tenho nenhum envolvimento com Marcos Valério e nem o conheço. Ele não me citou, mas se o fizer é porque é mais bandido do que já é. E se me envolver, vou processá-lo”, avisou Pinheiro, desafiando-o a apontar o envolvimento de seu nome no esquema que ficou conhecido como mensalão do PSDB mineiro, criado por Valério para financiar a frustrada campanha de reeleição do ex-governador Eduardo Azeredo, em 1998.
Danilo de Castro e Mauri Torres não foram localizados. Andrea Neves também não se manifestou. Os nomes de Danilo e de Mauri Torres já tinham sido denunciados por Valério à época da CPI dos Correios e a do Mensalão do PT, em 2006, vinculando-os a empréstimos junto ao Banco Rural, núcleo financeiro do esquema. Apesar das denúncias, Valério não apresentou as provas, razão pela qual o Ministério Público está cauteloso com sua boa intenção em receber, somente agora, benefícios penais.
A intenção dos promotores é checar as informações com os ex-sócios de Valério nas agências SMP&B e DNA, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, igualmente condenados, mas a pena de 20 anos em média, por terem participado de todas as operações das duas empresas. Valério já tem condenação a 37 anos pelo mensalão do PT e é réu nesse outro processo (mensalão tucano), que já tramita há mais de 10 anos na Justiça mineira.
Até o momento, apenas o ex-governador Eduardo Azeredo foi condenado, em primeira instância, a 20 anos, mas recorre à segunda instância em liberdade. Valério pretende reduzir sua pena ou, pelo menos, trocar de penitenciária. Hoje, ele está detido na Nelson Hungria (Contagem) e pede transferência para o modelo apaquiano (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados – Apac) em Santa Luiza, também na Grande BH.
Valério se sentiu estimulado a tentar nova delação depois que o ex-senador petista Delcídio Amaral fez a sua, citando o senador Aécio Neves. De acordo com o ex-petista, o tucano, na época governador, teria participado de suposta maquiagem em dados do Banco Rural. Embora tenha sido presidente da CPI dos Correios, Amaral não conseguiu comprovar a denúncia. Seus advogados, então, teriam estimulado Valério a abrir o bico.
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