terça-feira, 24 de maio de 2016

E agora, governo Temer?

Editorial / 24/05/2016 - 08h16
Editorial1A sustentação do governo de Michel Temer é necessária para se dar tranquilidade ao país na retomada do crescimento. A crise no Brasil não se compara à da Venezuela, onde já faltam alimentos, mas nem por isso o país pode descuidar de empreender tarefas em busca de uma solução imediata. A queda do ministro do Planejamento, Romero Jucá, depois da gravação revelada no dia em que o novo governo explicava ao Congresso Nacional a nova meta fiscal, com o déficit de R$ 170 bilhões, fez muito mal à nova gestão.

Embora sete ministros da administração interina de Michel Temer já tenham começado o trabalho no Planalto como investigados na operação “Lava Jato”, a revelação da conversa de Jucá com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado colocou dúvida sobre o discurso anticorrupão do novo e provisório governo. Certamente os petistas se sentem fortalecidos com esse tipo de revelação, mas, na prática, isso pouco ou nada interfere na situação da presidente Dilma Rousseff, que vai percorrendo o país em busca de apoio. 

Para o líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, as gravações da conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado mostram nitidamente que havia um golpe em curso. Havendo ou não, temos um país desgastado politicamente, interna e externamente. O processo de impeachment de Dilma não é o único fato nessa ebulição que tomou conta de Brasília. Importa que a democracia siga seu caminho, com os Poderes, bem ou mal, funcionamento de forma independente. É bom lembrar que em outros países não há sequer a certeza de cumprimento das decisões do Judiciário. Mas isso não basta, logicamente, para garantir a tranquilidade de que necessita o setor privado, considerando tanto os empresários quanto os empregados. 

A República treme a cada revelação, a cada passo da operação “Lava Jato” – que deve atingir de forma mais aguda o PSDB. Os brasileiros, sejam os que defendem a permanência dos programas sociais e se preocupam com as anunciadas alterações na Previdência Social e nas leis trabalhistas, sejam os que veem nas medidas neoliberais de Michel Temer a única saída possível no momento, ficam mais apreensivos com o vai e vem das denúncias dessa operação da Polícia Federal. 

Dirigir sem farol baixo durante o dia em rodovias dará multa de R$ 85

novas regras

Descumprimento da norma será considerado infração média, com perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação e multa de R$ 85,13

Rodovias
Motoristas serão obrigados a usar farol baixo ao trafegarem de dia em rodovias e túneis sem iluminação no país
PUBLICADO EM 24/05/16 - 12h08
Motoristas serão obrigados a usar farol baixo ao trafegarem de dia em rodovias e túneis sem iluminação no país. Até então, o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) apenas recomendava que as luzes baixas do carro fossem acessas na estrada, independentemente da condição de luminosidade.
A medida foi sancionada pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) e publicada no "Diário Oficial da União" na edição desta terça-feira (24). O descumprimento da norma será considerado infração média, com perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação e multa de R$ 85,13.
O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) também já havia editado uma resolução que recomendava o uso de farol baixo nas rodovias durante o dia. Agora, o Brasil se soma a Argentina e Uruguai, na América Latina, e a países da Europa que já adotam o uso de faróis acesos durante o dia.
Durante a defesa na Câmara, o autor do projeto, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), afirmou que a baixa visibilidade era uma das principais causas de acidentes de trânsito nas rodovias. Segundo Bueno, "os condutores envolvidos continuam relatando que não visualizaram o outro veiculo a tempo para tentar uma manobra e evitar a colisão".
No senado, o relator do projeto José Medeiros (PSD-MT), que atuou como policial rodoviário federal por 20 anos, afirmou que a medida tinha com objetivo aumentar a segurança nas estradas. "O trânsito brasileiro é um dos que mais matam no mundo. São quase cinquenta mil vítimas fatais por ano. Essa proposta, além de não ter custos, pode resultar em menos acidentes", disse José Medeiros, no dia da aprovação do projeto na Casa.
Mortes no trânsito 
O Brasil apresenta uma taxa de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, segundo estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgadas no dia 19 de maio. O país tem o quarto pior desempenho do continente americano atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela -campeã de acidentes na região com 45,1 mortes por 100 mil habitantes.
A OMS também estima que o número de mortos nas estradas em todo o mundo pode chegar a 1 milhão por ano até 2030. De acordo com a organização, essa projeção mundial de vítimas fatais de acidentes automobilísticos tem um peso maior nos países de baixa e média renda, grupo no qual se encontra o Brasil.

Temer bate na mesa e diz que sabe o que fazer no governo: 'Eu tratava com bandidos'

Presidente interino também afirmou que é vítima de uma série de "agressões psicológicas para amedrontar o governo"

Por: Felipe Frazão, de Brasília - Atualizado em
Michel Temer, presidente em exercício
Michel Temer fotografado na vice-presidência antes de assumir o cargo da presidente afastada Dilma Rousseff(Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)
O presidente da República interino, Michel Temer, disse nesta terça-feira a parlamentares de sua base aliada que "não terá compromisso com equívocos" e que os "homens do governo são todos falíveis". Em uma tentativa de demonstrar força, Temer rechaçou ser chamado de "coitadinho", deu um tapa na mesa e disse que já lidou com bandidos quando era secretário da Segurança Pública nos governos dos peemedebistas Franco Montoro e Fleury Filho.
"As pessoas estão acostumadas a quem está no governo não poder voltar atrás, se errou tem que ter compromisso com o erro. Nós somos como JK [Juscelino Kubitschek], não temos compromisso com equívoco. Portanto quando houver algum equívoco, nós reveremos este fato. De modo que... Eu vi aqui, 'ah, bom, mas o Temer está muito frágil, coitadinho, não sabe governar...' Conversa! Eu fui secretário da Segurança Pública duas vezes em São Paulo e tratava com bandidos. Então eu sei o que fazer no governo e saberei como conduzir", disse o presidente. "Agora, meus caros, quando eu perceber que houve um equívoco na fala e na condução do governo, eu reverei essa posição. Não tem essa coisa de não errei, não aceito errar. Posso errar, não tem problema nenhum em errar, mas, se o fizer, consertá-lo-ei."
A fala de Temer ocorreu um dia depois de exonerar o ministro do Planejamento, Romero Jucá, que conversou sobre estancar a Operação Lava Jato com o ex-dirigente da Transpetro Sérgio Machado. Jucá foi a primeira baixa do governo interino depois de apenas doze dias. Ele reassume nesta terça o mandato de senador por Roraima.
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Uma das principais críticas à presidente afastada Dilma Rousseff era que ela, até deixar o cargo provisoriamente, nunca assumiu enfaticamente os erros na condução da economia, no modo de governar ou nas escolhas de ministros. Em vez de demitir, Dilma também manteve no cargo os investigados Edinho Silva (PT), ex-tesoureiro da campanha e ex-ministro da Comunicação Social, e Aloísio Mercadante (PT), ex-titular da Casa Civil e da Educação. Assim como Jucá, Mercadante foi gravado em conversa nebulosa sobre como o governo Dilma poderia interferir na Lava Jato, com um assessor do ex-senador Delcídio do Amaral (MS), delator da operação.
No discurso, Temer também afirmou que é vítima de uma série de "agressões psicológicas para amedrontar o governo", mas que "vai cuidar do país". Na véspera, quando pisou pela primeira vez no Congresso, parlamentares do PT o receberam com gritos de "golpista". No fim de semana, movimentos sociais ligados ao partido haviam ocupado a vizinhança da casa dele em São Paulo. "Não temos que dar atenção a isso, temos que cuidar do país. Aqueles que quiserem esbravejar façam-no o quanto quiserem, mas pela via legal e democrática."
Ele disse que respeita a oposição, mas o clima no país mostra que "todos querem testar as instituições nacionais" e atualmente não permite adiamento nas votações de matérias econômicas no Congresso Nacional, como a revisão da meta fiscal.
"Isso revela, aos olhos de quem vê o país como uma finalidade, e não um governo ou um partido político, a absoluta discordância de uma tranquilidade institucional no país", afirmou. "Não podemos permitir a guerra entre os brasileiros, a disputa quase física."

Policial civil agride noiva, briga com PMs e é detido por desacato no DF

23/05/2016 18h39 - Atualizado em 24/05/2016 08h13

Homem também atacou porteiro na noite deste domingo, diz Polícia Militar.
Ele foi ferido no rosto e nas costas; conflito aconteceu na festa de noivado.

Mateus RodriguesDo G1 DF

Um policial civil do Distrito Federal foi detido na noite deste domingo (23) após se envolver em uma suposta confusão com a noiva, a sogra, o porteiro do prédio e policiais militares. Segundo a PM, a briga começou na festa de noivado do homem, em Águas Claras. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Imagens divulgadas por mensagens de celular mostram que o homem ficou ferido no rosto e nas costas. O G1 não conseguiu contato com os envolvidos na briga até a publicação desta reportagem. Em nota, a PM informou ter usado gás de pimenta, cassetete e "uso progressivo da força" para conter o rapaz.
A corporação diz ter sido acionada no fim da noite para interromper a briga no saguão do prédio. Testemunhas afirmaram à polícia que o homem se descontrolou durante a celebração de noivado e agrediu a noiva, a mãe e a avó da mulher.
Os golpes continuaram no elevador e chamaram a atenção do porteiro, que também foi agredido e ameaçado após alertar a Polícia Militar sobre o que acontecia no prédio. Quando a PM chegou, o homem estava "de cueca, aparentemente fora de si, esbravejando contra todos" segundo a nota da corporação.
O homem também tentou agredir os policiais, mas foi contido e levado à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga). Ele assinou termo circunstanciado e vai responder em liberdade por ameaça, desacato, lesão corporal e resistência à prisão.
A Polícia Civil informou que os PMs envolvidos na ocorrência também assinaram termo circunstanciado e terão a conduta apurada. De acordo com a Polícia Militar, eles agiram "dentro da legalidade" e, por isso, nenhum processo foi aberto na corregedoria para apurar a conduta dos militares.

Temer propõe receber R$ 100 bilhões do Bndes e limitar gastos públicos

24/05/2016 10h38 - Atualizado em 24/05/2016 11h37

Governo divulga nesta terça (24) ações para recuperar a economia brasileira.
Presidente em exercício defendeu aprovação de nova meta fiscal.

Alexandro Martello e Felipe MatosoDo G1, em Brasília


O presidente em exercício, Michel Temer, anunciou nesta terça-feira (24) medidas para tentar conter o crescimento dos gastos públicos e retomar o crescimento da economia brasileira. O anúncio acontece um dia depois de Temer entregar ao Congresso pedido de autorização para que o governo registre em 2016 um rombo recorde de R$ 170,5 bilhões.
A primeira ação proposta pelo presidente em exercício foi a devolução, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), de pelo menos R$ 100 bilhões em recursos repassados pelo Tesouro Nacional nos últimos anos.
De acordo com Temer, os repasses somam mais de R$ 500 bilhões. Eles foram feitos pelo Tesouro Nacional, durante o governo da presidente afastada Dilma Rousseff, para que o Bndes ampliasse empréstimos a empresas com o objetivo de aquecer a economia.
Segundo Temer, a ideia é que sejam devolvidos ao Tesouro Nacional R$ 40 bilhões neste momento e, o restante, no futuro.

A equipe econômica explicou que esses recursos não poderiam ser utilizados como gastos primários (como receita no orçamento). Eles, porém, podem servir para abater a dívida pública e, o seu retorno, diminuiria o pagamento de subsídios pelo governo federal.
Teto para gastos
Outra medida anunciada pelo presidente em exercício, Michel Temer, é a proposta de adoção de um teto para os gastos públicos, proposta semelhante à que foi feita pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff no que ficou conhecida como “reforma fiscal”.
O presidente em exercício disse que a proposta prevê que a alta dos gastos públicos em um ano não poderá ser superior à inflação do ano anterior.
"Vamos apresentar essa PEC [proposta de emenda constitucional] que limitará o crescimetno da despesa primária total. Até a semana que vem, teremos completado esse trabalho", disse Temer, durante a apresentação do plano, no Palácio do Planalto.
"Estamos propondo limite [do crescimento do gasto público] equivalente à inflação do ano anterior. Isso tudo parece ser a melhor forma de conciliar meta para o crescimento da despesa primaria e permitir que o Congresso continue com liberdade absoluta para definir a composição do crescmento do gasto publico", completou.

Exploração do pré-sal
O presidente em exercício disse ainda que apoiará um projeto aprovado pelo Senado Federal que altera as regras de exploração de petróleo do pré-sal.

De autoria do senador José Serra (PSDB), atualmente ministro das Relações Exteriores, o projeto retira da Petrobras a exclusividade das atividades no pré-sal e acaba com a obrigação de a estatal a participar com pelo menos 30% dos investimentos em todos os consórcios de exploração da camada.
O projeto já passou pelo Senado e será agora avaliado pela Câmara dos Deputados. Segundo Temer, se houver concordância entre Executivo e Legislativo, a ideia é levar esse projeto adiante.
Parlamentares ligados ao governo da presidente afastada Dilma Rousseff criticam o projeto. Eles alegam que a alteração entrega o pré-sal ao capital estrangeiro em um momento de desvalorização do valor do petróleo.

Temer também disse que o governo não pretende elevar o volume de subsídios vigentes, como acontecia anteriormente.

"Nenhum ministério irá apresentar proposta que eleve custo nominal, que eleve subsídio do governo. Poderá fazê-lo se houver uma compensação de uma ou outra atividade", disse ele.

Segundo o presidente em exercício, ao tomar essa posição, o impacto fiscal estimado é de uma economia de aproximadamente R$ 2 bilhões por ano.
Fundo soberado
O presidente em exercício também propôs a extinção do chamado fundo soberano, criado em 2008 com a sobra do superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida) que existia naquele momento.

Com isso, os recursos lá depositados, que somam atualmente cerca de R$ 2 bilhões, segundo Temer, deverão retornar aos cofres públicos.

“É uma coisa paralisada [recursos do fundo soberano]. Vamos talvez extinguir o fundo soberano e trazer esses R$ 2 bilhoes para cobrir o endividamento do país”, disse Temer.
Rombo nas contas em 2016
A expectativa do governo é de votar a nova meta fiscal nesta terça-feira. Em referência ao Partido dos Trababalhadores, o presidente em exercício, porém, disse "lamentar" que os partidos que propuseram inicialmente a revisão da meta fiscal (para um valor menor, de R$ 96,6 bilhões), anunciam que vão tentar "tumultuar" os trabalhos e impedir a votação.
"Isso revela aos olhos de que vêem o país como uma finalidade e não um governo com um partido politico absoluta discordância coma  tranquilidade institucional do nosso país. Oposição é sempre construtiva, existe para ajudar a governar", declarou ele, acrescentando, porém, que há momentos em que "todos devem trabalhar pelo bem comum".
O presidente em exercício disse também que "interinidade não significa que o país deve parar". "Devemos fazer atos e fatos para levar o pais adiante", disse.
Em discurso conciliador, Temer afirmou que é preciso "pacificar o país. "Não podemos permitir a guerra entre brasileiros, a disputa quase física. Isso é inadmissível, temos os olhos voltados de toda comunidade internacional", acrescentou.
Sobre a nova meta fiscal, que pode ser votada ainda nesta terça-feira no Congresso Nacional, a equipe econômica explicou, na semana passada, que o rombo proposto, de até R$ 170,5 bilhões para este ano, seria um "teto". Deste modo, o objetivo é que o rombo fiscal seja menor do que este valor em 2016.
"Existem medidas a serem tomadas de curto, médio e longo prazo que não estão mencionadas nesse orçamento. Porque são medidas futuras. Serão, se aprovadas, incorporadas neste e em outros orçamentos", explicou o mininistro da Fazenda, Henrique Meirelles na semana passada.
Contas públicas
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é o aumento da dívida pública e mais pressões inflacionárias. Com o fraco crescimento e contas deterioradas, o Brasil já perdeu, também, o chamado "grau de investimento" - uma recomendação para investir no país - pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).
Para a retomada da confiança na economia brasileira, o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que é importante reequilibrar as contas públicas. Ele já indicou que o ajuste nas contas é um dos principais desafios da economia neste momento.
Meirelles avaliou que a dívida pública não pode continuar subindo na proporção com o PIB e que é importante tentar retomar os superávits nas contas públicas. O ministro da Fazenda tem defendido o “nominalismo” nas contas públicas, isto é, sem aumentos reais – acima da inflação - das despesas públicas.
De acordo com avaliação feita por Meirelles há alguns dias, a melhora das contas seria importante para a volta da confiança dos investidores e consumidores, para o aumento do investimentos e, subsequentemente, para o retorno do processo de crescimento da economia com geração de empregos.
Para atingir esse, Meirelles propôs, entre outras medidas, a reforma da Previdência Social - que teria impacto nas contas públicas no médio prazo. A ideia, nesse caso, seria fixar uma idade mínima de aposentadoria.

A crise na Venezuela piora, e o chavismo usa a violência para ficar no poder

Tempo

Os venezuelanos passam fome e padecem com a inflação, enquanto Nicolás Maduro discursa e reprime manifestantes

RODRIGO TURRER - Época
23/05/2016 - 17h25 - Atualizado 23/05/2016 17h36
Nicolas Maduro presidente da Venezuela (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
As cenas de penúria dos venezuelanos se tornaram corriqueiras nos últimos anos, mas atingiram o ápice na semana passada. A crise de abastecimento deixou as prateleiras dos supermercados totalmente vazias. Nesta segunda-feira (23), até a Coca-Cola anunciou que interrompeu a produção de refrigerantes no país por causa da falta de açúcar no mercado. Nos hospitais, recém-nascidos e doentes crônicos morreram nos corredores por causa da falta de remédios e de equipamentos. Uma epidemia de fome se alastrou no país. Nos últimos dois anos, a crise na Venezuela só piorou. O país sofreu uma implosão rara em países sem guerra: a taxa de mortalidade quadruplicou, a inflação de 180% em 2015 colocou mais de 70% da população na pobreza, uma onda de criminalidade incontrolável obriga as pessoas a ficar trancadas em suas casas.
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Enquanto os venezuelanos agonizam, o presidente do país, Nicolás Maduro, faz a única coisa que sabe: discursa. Enfurnado na bolha imaginária que a cleptocracia chavista criou para tentar se manter no poder, Maduro aparece em rede nacional e sobe no palanque ao menos duas vezes por dia. As políticas do chavismo para contornar a crise histórica seriam cômicas, não fossem trágicas. No começo do mês, Maduro criou a semana de trabalho de dois dias para o funcionalismo público, uma medida para controlar o gasto de energia. Na semana passada, decretou “estado de exceção” para proteger “o povo do golpe em curso promovido por forças externas”. Para recuperar a “capacidade produtiva do país”, determinou a ocupação pelos trabalhadores de quaisquer parques industriais parados.
>>Na Venezuela, Maduro aposta no confronto com a oposição
As soluções mágicas de Maduro não terminam por aí. Na última quarta-feira, dia 18, em seu programa de rádio e TV, En contacto com Maduro, o presidente da Venezuela deu valiosas informações sobre como a população poderia enfrentar a crise de desabastecimento crônica: fazendo em casa farinha de feijão para substituir a farinha P.A.N., uma farinha à base de milho que sumiu dos mercados. A farinha P.A.N. é o insumo básico para produzir um pão típico da Venezuela, a arepa. Só há um problema na ideia de Maduro: o feijão é um dos itens básicos que sumiram dos supermercados.
>>Henrique Capriles: "O silêncio do Brasil dói"
A lista de bravatas de Maduro é infindável. No País Maravilha criado pelo presidente e pelos chavistas, são as forças internacionais que conspiram contra seu governo e instigam a população. A culpa pela hiperinflação que poderá chegar a 720% neste ano não é da distribuição de benesses à custa de impressão ilimitada de dinheiro, mas dos empresários gananciosos. O sumiço dos produtos básicos nada tem a ver com o controle de preços, que se aplica de alimentos e medicamentos vitais a desodorantes, fraldas e papel higiênico. A culpa da escassez é da “guerra econômica” patrocinada pelos Estados Unidos. O chavismo, há 17 anos no poder, nada tem a ver com a pior crise da história do país. “A derrocada da Revolução Bolivariana está ligada ao gigantesco saque do Erário por funcionários, oficiais militares e seus cúmplices bolivarianos”, escreveu o venezuelano Moises Naim, um dos principais analistas políticos internacionais. “Na Venezuela, a cleptocracia disfarçada de ideologia socialista e amor pelos pobres destruiu o Estado.”
>>Eleições na Argentina e na Venezuela enfraquecem o populismo na América do Sul
A situação deverá piorar nas próximas semanas. A crise da saúde é a pior na história da Venezuela. Centenas morreram nos últimos dias por falta de medicamentos. Dezenas de milhares de pacientes HIV positivos só encontram os antirretrovirais com muito custo. Os pacientes com câncer não têm acesso à quimioterapia. Mesmo a malária – que tinha praticamente desaparecido da Venezuela havia uma geração e pode ser tratada com remédios baratos – retornou com resultados mortais. O aumento da temperatura provocado pelo fenômeno El Niño causou uma grave seca. As empresas públicas de água responderam à redução do nível das reservas com medidas de racionamento. Alguns bairros pobres passam semanas sem água corrente. A criação de reservatórios caseiros e água em baldes fez disparar o número de casos de zika, dengue, chikungunya e malária.
>>Como fica o Itamaraty com José Serra ministro das Relações Exteriores
Os apagões são diários: Caracas passa quatro a cinco horas por dia no escuro. Mesmo com as centenas de milhões de dólares supostamente investidos desde 2009 para construir novas usinas de energia movidas a óleo diesel e gás natural. Fora a crise crônica de violência. Bandidos sequestram pessoas diariamente nas grandes cidades, mesmo durante o dia. Enquanto a Guarda Nacional reprime manifestantes, os bandidos atuam livremente. Um estudo feito no ano passado colocou 21 cidades venezuelanas entre as 50 mais violentas do mundo. A capital, Caracas, é a mais violenta, com uma taxa de 119 homicídios para cada 100 mil habitantes.
O nível de alienação de Maduro diante do caos social venezuelano só perde no ranking mundial da sandice para a Coreia do Norte. A diferença é que Kim Jong-un, o líder norte-coreano, é tratado por seu povo como um Deus, alguém intocável, onisciente e onipresente. Maduro não desfruta essa condição. Enquanto Hugo Chávez era vivo, seria impensável que moradores das regiões mais pobres das grandes cidades, os barrios, as favelas venezuelanas, protestassem contra seu governo. Na semana passada, a depauperação da economia venezuelana levou milhares de moradores dos barrios às ruas de Caracas, Guarenas, Maracaibo, Barcelona, as maiores cidades do país. Até há pouco bastiões intransponíveis do chavismo, os barrios foram tomados por pessoas com cartazes dizendo “No hay comida” (Não há comida) e “Tenemos hambre” (Temos fome). Em vários Estados, houve saques e confrontos.
A Venezuela se inflama, e a resposta do chavismo é típica das ditaduras confrontadas com sua incapacidade: violência. Uma marcha realizada pela oposição em Caracas na quinta-feira, dia 19, foi mais uma prova disso. A oposição mobilizara seus apoiadores para se concentrar na Praça da Venezuela, no centro, e de lá partir para a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A repressão da polícia e da Guarda Nacional Bolivariana foi brutal. Os policiais bloquearam os acessos à praça, onde se permitiu apenas a concentração de algumas centenas de chavistas. Em determinados momentos, dezenas de partidários motorizados do governo rodeavam a praça em bloco, em claro sinal de intimidação. A cerca de 1 quilômetro de distância, em um trecho da Avenida Libertador, os opositores foram barrados pela forte presença policial. Houve confrontos. Algumas pessoas ficaram feridas e dezenas foram presas.               
A tensão social crescente indica a iminência de derramamento de sangue. Ao contrário de outras ocasiões, quando os líderes da oposição encerraram o protesto ao menor sinal de confronto, na quinta-feira trataram de seguir adiante, enfrentando bombas de gás lacrimogêneo e disparos de tiros para o alto. “A Venezuela é uma bomba prestes a explodir, e agora todos os ingredientes da bomba estão juntos”, afirma Henrique Capriles, ex-candidato presidencial, principal líder da oposição e incentivador da campanha por um referendo para a revogação do mandato de Maduro. O detonador da bomba está nas mãos de Maduro – e ele não parece nem um pouco interessado em não apertar o botão.

Pastora evangélica provoca polêmica no Canadá após declarar que não acredita em Deus

Gretta Vosper | Foto: Rafael ChachéImage copyright Rafael 
Apesar de popular em sua congregação, pastora vai enfrentar processo que pode resultar no fim de sua carreira religiosa
Numa manhã de frio típica do clima canadense, 90 moradores de Toronto vencem a chuva e o vento cortante para assistir a mais um culto evangélico.
Todos os domingos, o prédio de interior austero é palco de 1h30 de culto, durante o qual o público ouve sermões sobre os dilemas da vida moderna, canta e promove ações comunitárias.
Apesar da rotina comum a qualquer congregação, o local esconde uma improvável rebelião, que pode alterar para sempre a forma como os canadenses lidam com a espiritualidade.
Durante todo o culto, ouve-se a palavra amor 43 vezes. Mas não há qualquer menção a Deus. Isso é assim desde que Gretta Vosper, pastora responsável pela comunidade, assumiu ser ateia.
Todos os objetos religiosos foram removidos dali. A única cruz em seu interior foi escondida por uma série de feixes de pano coloridos, que formam uma espécie de arco-íris suspenso. Também não há mais orações ou citações bíblicas. Apenas uma conversa em que Vosper faz perguntas e convoca seu público a dividir experiências.
"Não vejo qualquer evidência de que Deus exista, especialmente aquela figura benevolente que tem tudo sob seu controle", diz ela à BBC Brasil.
Para ela, Deus é apenas uma metáfora sobre as relações que estabelecemos com o mundo. "Com tantas coisas ruins à nossa volta, não posso aceitar o argumento de que qualquer acontecimento é parte da vontade de Deus", afirma.

Não usarás o nome de Deus em vão

As afirmações de Gretta têm provocado polêmica no país. Isso porque, até o fim de maio, ela deve enfrentar um processo que pode resultar no fim de sua carreira.
A conversão da pastora ao ateísmo começou há 15 anos, de forma gradativa. Primeiro, removeu menções bíblicas de suas falas. Em seguida, deixou de citar todas as entidades sobrenaturais, incluindo Jesus Cristo.
Foto: Rafael ChachéImage copyright Rafael Chache 
Igreja Unida do Canadá reúne quatro correntes protestantes, incluindo a presbiteriana e a metodista
Na sequência, removeu as orações que tradicionalmente iniciam e finalizam o culto protestante. No lugar, uma conversa coletiva discute soluções para problemas que afligem a comunidade.
Em 2013, veio a decisão mais radical. Ao saber que 84 blogueiros de Bangladesh estavam sob ameaça de morte feitas por extremistas islâmicos, Vosper veio a público declarar-se ateia.
Desde então, representantes da comunidade protestante acusam-na de distorcer a função da religião. Também questionam sua legitimidade como líder da chamada Igreja Unida do Canadá.
"Não esperava tamanho impacto, mas não me arrependo de nada do que disse. Tanto Deus quanto a religião são hoje usados por grupos privilegiados, interessados apenas em manter seu status opressor. Eu não quero fazer parte disso", diz.

A tolerância como mandamento

Nascida em 1925, a Igreja Unida do Canadá resulta da junção de quatro correntes protestantes, incluindo a presbiteriana e a metodista. Conta com 2,5 milhões de seguidores, cerca de 7% da população total do país, e perde apenas para o catolicismo em número de fiéis.
Trata-se de uma doutrina reconhecida no país por suas posições progressistas. Admite, por exemplo, pastores homens e mulheres. Na direção oposta às igrejas evangélicas brasileiras, possui líderes declaradamente homossexuais e a união entre casais gays é aceita desde os anos 80.
Mas, ao acreditar no ambiente de total tolerância de ideias da instituição, Gretta talvez tenha ido longe demais.
Instaurado em 2015, o processo de avaliação vai decidir até o próximo mês se ela pode permanecer como membro da entidade. Será uma batalha desgastante, em que 40 membros da Igreja Unida vão interrogá-la e julgar seus conceitos sobre Deus.
Trata-se de um procedimento raríssimo na instituição, que só acontece quando algum de seus membros é alvo de graves acusações.
"O objetivo é investigar a situação, já que os conceitos defendidos por Vosper são alvo de preocupação por parte de nossos membros", diz o reverendo David Allen, secretário-executivo responsável pela região de Toronto.
Foto: Rafael ChachéImage copyright Rafael Chache 
"Passei por diversas religiões e sempre me senti desconfortável com aqueles personagens todos e a representação de Deus. Conheci as ideias de Gretta há sete anos e nunca mais perdi um culto seu. Ela tem uma linguagem moderna e entende nossos problemas", diz a aposentada Joan Grace
"Após ouvi-la, a comissão vai decidir se ela é adequada para continuar a exercer o cargo. Caso não seja, será afastada definitivamente", diz.
Até o momento, Gretta já gastou 60 mil dólares canadenses (R$ 180 mil) na batalha para provar que sua definição de Deus merece ser considerada pelo júri religioso.
Gretta diz acreditar que a crescente polêmica em torno de sua personalidade se deve a uma onda conservadora. Os ataques mais duros começaram somente em 2015, uma década depois de suas primeiras declarações nada ortodoxas.
Um apresentador de uma rádio popular de London, cidade próxima a Toronto, chegou a defender que Gretta permaneça no cargo apenas para manter seu salário e o auxílio-moradia, ambos pagos pela congregação.
Num país em que entidades religiosas exercem pouca influência na sociedade, membros mais progressistas deixaram de frequentar a igreja, restando um público mais resistente a mudanças.
Mas, se o suposto conservadorismo cresceu em outras congregações, a comunidade de West Hill promete unir-se para salvar a pastora da crucificação.
Durante o culto, todos usam um broche em que se lê "minha igreja inclui Gretta Vosper". E já organizam protestos para serem realizados durante o julgamento.
"Já passei pelas por todas as religiões, mas não havia me identificado com nada até conhecer a pastora Gretta", diz Joan Grace, uma aposentada que se tornou fervorosa defensora do ateísmo há sete anos.
"Não poderia mesmo acreditar que o filho de Deus nasceu na Terra e sua mãe era virgem. É um absurdo que isso não possa ser contestado, o que estão fazendo é uma inquisição", dispara.

O milagre de Gretta

Se a Idade Média é evocada como forma de protesto à tentativa de expulsão de Gretta, a pastora defende que sua inclinação nada mais é do que uma tentativa de atualizar a religião para a vida contemporânea.
"Quando se começa a estudar teologia, é normal acreditar naquela mitologia sobrenatural, que é passada de geração para geração. Mas, ao se aprofundar no assunto, é inevitável não questionar como aquilo, nos dias de hoje, ainda é encarado como verdade absoluta", defende.
Foto: Rafael ChachéImage copyright Rafael Chache 
"O mais grave é que sequer nossa congregação foi ouvida. A hierarquia mais alta da igreja quer impor seus conceitos sem nenhum diálogo. Vamos organizar protestos até que nós sejamos ouvidos", diz o aposentado Steve Watson
Gretta acredita que as religiões permanecem estacionadas no passado. Por isso, a tentativa de renovar o discurso é evidente em todos os cultos.
No mais recente, usou o Facebook e o Google para discutir intolerância. Ela explica para a plateia que, ao selecionarmos notícias e atualizações que somente seguem nosso posicionamento, estaríamos mais estridentes e avessos ao debate.
"É muito grave que nossa religião continue a ser usada mais como motivo de divisão do que de união. Hoje, temos disponíveis armas com tecnologia do século 21, mas uma mentalidade ainda presa à Idade Média. É uma mistura explosiva."
Mesmo com a iminente destituição do cargo, Gretta mantém a rotina de trabalhos voluntários, palestras e cultos. A sabatina de entrevistas a que será submetida deve se estender por cerca de um mês. E, se não acredita no poder das orações para salvá-la da demissão, ainda tem fé na generosidade dos homens.
"Não posso crer que uma entidade tão inclusiva, que sempre lutou pelas mulheres, indígenas, homossexuais, pobres e oprimidos vá se tornar um espaço de intolerância", afirma. "Minha vida se passou aqui dentro, não saberia exercer qualquer outra profissão", completa.

Novo governo não tem previsão de tocar obras em Minas Gerais

Mobilidade

Falta de dinheiro é principal argumento da União, apesar de intervenções serem promessas antigas

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BR–381 é única entre grandes intervenções com obras em andamento

PUBLICADO EM 24/05/16 - 03h00
Entre as heranças deixadas pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT) ao presidente interino Michel Temer (PMDB) estão as promessas de uma série de obras de infraestrutura em Minas que se arrastam entre processos burocráticos emperrados, suspeitas de superfaturamento, licitações fracassadas e disputas judiciais. E com um rombo de R$ 170 bilhões no Orçamento de 2016, as perspectivas para a reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, a construção do Rodoanel, a expansão do metrô e a duplicação da BR–381 não são otimistas.

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR), e o ministro-chefe da secretaria do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco (PMDB), disseram não haver verba para obras e que a única saída será a concessão por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP). Porém, nem nesse modelo há garantia de que os investimentos vão sair do papel.

Das promessas feitas pela presidente para Minas, apenas a duplicação da BR–381 está com canteiro de obras aberto. Mesmo assim, em parte. Dos 13 lotes da intervenção, dois já foram concluídos, três estão em andamento, e oito esperam decisões judiciais ou nova licitação, já que não houve interessados na primeira tentativa.

Manutenção. A promessa do novo governo é manter as obras já em andamento, mas não há sinalização de que as demais serão contempladas com recursos diretos ou mesmo com concessões. Moreira Franco afirmou que nada que está em andamento será cancelado, o que atende a 381.

Porém, no levantamento do governo que aponta uma centena de obras de infraestrutura que poderão fazer parte de um plano de concessões até 2018, não estão rodovias mineiras. Na área rodoviária, a previsão é investir R$ 33 bilhões por meio de PPPs.

Cláudio Veras, consultor do Movimento Nova 381, afirma que nos próximos 30 dias deve se encontrar com representantes do governo interino para discutir a situação da duplicação da rodovia. Segundo ele, o movimento já prestou informações sobre a obra ao governo, mas não houve encontro presencial. Ele diz que a continuidade das obras é um alento, mas que o governo precisa definir o modelo adotado para os lotes restantes.

“Entendemos que o mais importante é que a rodovia seja duplicada, seja qual for o modelo adotado. Ela é uma estrada de fundamental importância para o desenvolvimento da região”.

Veras pondera, porém, que é preciso haver viabilidade econômica em uma futura exploração da rodovia, uma vez que o governo Temer já sinalizou que irá conceder mais benefícios para atrair a iniciativa privada, o que pode significar pedágios mais caros. “A concessão tem que ser feita dentro de um modelo viável para evitar que, ao invés de promover o desenvolvimento, o preço do pedágio seja um obstáculo a mais”, finalizou.
Projeto do Anel terá que ser ‘ajustado’
A revitalização do Anel Rodoviário é outra obra bastante prometida, mas que dificilmente sairá do papel na gestão de Michel Temer. O Estado é responsável pelo projeto executivo, e a expectativa é de conclusão até agosto, para então ser licitada pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

Porém, com a troca de governo e a limitação de verba, pode haver novos prazos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que, após a finalização do projeto, ele vai passar por “ajustes, análises e aprovações”, para só depois seguir para licitação.

Na mesma situação está o metrô. O Estado finalizou a maioria dos projetos, mas estava negociando com o governo anterior para assumir a gestão da linha 1, administrada pela CBTU. A condição era a liberação de R$ 7 bilhões, prometidos por Dilma. Agora, as negociações terão que ser reiniciadas. (BM)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Barroso defende fim ou redução do foro privilegiado

Por: Vera Magalhães
"Redução Drástica"
“Redução Drástica”
O ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu durante sua fala no Fórum Veja o fim ou a “redução drástica” do foro por prerrogativa de função.
Disse que o foro privilegiado permite a impunidade. Além disso, segundo ele, o Supremo Tribunal Federal não é a corte adequada para fazer esse tipo de julgamento.
Barroso propôs a criação de uma vara específica em Brasília para julgar autoridades em crimes penais. Esse juiz teria mandato de dois anos e auxiliares para ajudá-lo.
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Em caso de condenação, aí sim caberia recurso aos tribunais superiores.

Lava Jato não foi e não será barrada por ninguém, diz Polícia Federal

Por: Laryssa Borges, de Brasília - Atualizado em
Igor Romário de Paula, chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado de Curitiba
Igor Romário de Paula, chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado de Curitiba(Ivan Pacheco/VEJA)
Delegados da Polícia Federal que atuam na Operação Lava Jato reagiram nesta segunda-feira aos indicativos de que o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), estaria em busca de um "pacto" para paralisar as investigações e afirmaram que a apuração sobre o propinoduto bilionário instalado na Petrobras continuará independentemente da vontade de agentes políticos e da recente ascensão de Michel Temer ao poder.
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira revelou diálogo gravado com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em que Romero Jucá sugere que uma possível mudança no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" feita pela Operação Lava Jato, que investiga ambos. A conversa aconteceu em março, semanas antes da votação pelo impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.
"É preciso tomar cuidado para que a Operação Lava Jato não seja envolvida em um jogo político que não faz parte da atividade policial. Se houver indícios [de tentativa de paralisar as investigações], vão ser apurados no foro adequado. Vamos ter que aguardar para ver se é necessário [tomar] alguma medida aqui [no Paraná, onde tramitam processos de investigados sem foro]. Mas está mais do que claro que a Lava Jato não foi e não será barrada por qualquer pessoa no país", disse o delegado Igor Romário de Paula, um dos coordenadores da Lava Jato.
"Diante do eventual receio de que a gente possa ser prejudicado com eventual intenção do ministro do Planejamento, o que a gente tem notado é que a Lava Jato atingiu um patamar republicano no Brasil e que a Polícia Federal, ao lado do Ministério Público Federal e da Receita Federal, não sofre influências políticas", completou o delegado Luciano Flores, responsável pela 29ª fase da Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje. "Não bastam intenções ou declarações de qualquer governo que seja. A Lava Jato está baseada em indícios e provas contundentes, permitindo que o Ministério Público Federal faça denúncias baseadas em fatos concretos e que o Poder Judiciário possa condenar quem tiver de ser condenado e absolver quem tiver de ser absolvido", declarou.
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Segundo Flores, o apoio popular às investigações sobre o escândalo do petrolão é fator crucial para que a Lava Jato possa continuar em atividade, investigando os mais diversos suspeitos. "Ter apoio popular (...) dá legitimidade para as instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal serem cada vez mais fortes e terem uma autonomia necessária para continuar investigando de maneira imparcial", disse. "Dada a imparcialidade, o fato de os investigadores não terem partidos, de a Polícia Federal não trabalhar para qualquer partido, não damos chance para sofrer esse tipo de influência política".

Moro cobra postura mais ativa do governo contra corrupção: 'Não interferir é obrigação'

Juiz federal afirmou que as reiteradas declarações do governo de que não vai interferir na Justiça são insuficientes

Por: Eduardo Gonçalves - Atualizado em
Juiz Sergio Moro participa do Fórum Veja - "O Brasil que temos e o Brasil que queremos ter"
Juiz Sergio Moro participa do Fórum Veja - "O Brasil que temos e o Brasil que queremos ter" - 23/05/2016(Heitor Feitosa/VEJA.com)
O juiz federal Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância em Curitiba, afirmou nesta segunda-feira, durante o Fórum VEJA, que o governo precisa tomar um posicionamento mais assertivo no combate à corrupção, propondo medidas que endureçam as penas por crimes do gênero e destravem os processos no Judiciário.
"É necessário que o governo tenha uma postura mais propositiva. Dizer que não vai interferir é obrigação. Existem iniciativas que dependem do governo, inclusive leis que podem ser aprovadas com o seu incentivo", afirmou.
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Sistema político brasileiro é como filme de terror, diz Barroso
O juiz afirmou ver como insuficiente as reiteradas declarações do governo de que não vai interferir na Justiça. "Muitas vezes eu ouvia no governo anterior, que ele não interferiria na Justiça. Mas é claro", afirmou. Moro citou a campanha do Ministério Público Federal, das dez medidas contra a corrupção, como um exemplo de "iniciativa mais propositiva". "A atitude mais firme do Judiciário, esse repúdio consensual contra as práticas de corrupção, é preciso que isso se institucionalize, que se transforme em costumes mais duradouros para que resolvamos os problemas atuais e consigamos diminui-lo no futuro", disse Moro. "A corrupção sistêmica tem um custo enorme para o país", resumiu o magistrado.
Moro também afirmou que é um "equívoco" pensar a corrupção em termos político partidários. Segundo ele, as suas decisões são baseadas apenas nos fatos e nas provas, "seja qual for a cor partidária". O ministro do STF Luis Roberto Barroso, que também participava da mesa de debates, completou o argumento dizendo que não existe a corrupção "dos nossos e dos deles". "A corrupção é um mal em si que não pode ser politizado", disse Barroso.
Lado a lado durante o debate, Barroso afirmou que Moro e o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa não seriam considerados "heróis nacionais" se "punir corruptos fosse regra" no Brasil. Moro, por sua vez, aproveitou a ocasião para elogiar a atuação do STF, dizendo que a corte tem o "mérito" pelo trabalho que tem realizado até agora.

Comunicado GOVERNO/MG - SEM NÚMERO DE 08/04/2016 - (PONTO FACULTATIVO ABRIL/MAIO)

Publicado no DOE em 8 abr 2016
Comunica os dias de feriados, dias 21.04 e 01.05 e estabelece os dias de ponto facultativo nos dias 22.04, 26 e 27.05, nas repartições públicas estaduais.
Por determinação do Senhor Governador FERNANDO DAMATA PIMENTEL, o Secretário de Estado de Governo comunica os seguintes dias de feriados e estabelece os dias de ponto facultativo nos meses de abril e maio de 2016, nas repartições públicas estaduais:

- 21 de abril, Dia de Tiradentes (feriado nacional);

- 22 de abril (ponto facultativo);

- 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional);

- 26 de maio, Corpus Christi (ponto facultativo);

- 27 de maio (ponto facultativo);


Ficam ressalvados os serviços de natureza médico-hospitalar, de segurança pública, os das Unidades de Atendimento Integrado - UAI, no âmbito da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, os da Fundação TV Minas Cultural e Educativa e os dos Museus, considerados imprescindíveis a critério das autoridades competentes.

ODAIR JOSÉ DA CUNHA
Secretário de Estado de Governo
Fonte: https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=318587

Como a inteligência artificial vai tornar os aplicativos obsoletos

Maiores empresas de tecnologia do mundo apostam e recrutam programadores para inovações em inteligência digital

PAULA SOPRANA - Época
20/05/2016 - 19h57 - Atualizado 20/05/2016 21h22
"Ninguém quer instalar um novo aplicativo a cada novo serviço que for solicitar", disse Mark Zuckerberg em evento do Facebook para desenvolvedores em abril. Sundar Pichai, presidente do Google, afirmou nesta semana durante o Google I/O que os lançamentos da empresa querem "ajudar você a ter as coisas feitas". No último mês, a IBM liberou um serviço para que outros desenvolvedores possam usar o Watson (tecnologia cognitiva que interpreta a linguagem humana) em seus aplicativos. Aonde, em pouco tempo, o avanço em relação à inteligência artificial vai nos levar?
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Uma das hipóteses é para o fim dos aplicativos, embora seja difícil prever um formato diante de tantas mudanças. A novidade mais aclamada no evento desta semana foi o Google Home, um dispositivo que usa inteligência artificial para funcionar como um mordomo dentro de casa. Além de responder a perguntas de qualquer tipo – como a Siri no iPhone –, ele avalia como está o trânsito, desliga luzes, toca playlists, verifica as tarefas a vencer na agenda, reserva restaurantes e compra bilhetes para o cinema.
O Google Home já é ligado a outras marcas. Ele pode, por exemplo, chamar um Uber para o usuário, sem que este precise utilizar seu celular. Outros aplicativos populares como 99 Táxis, Spotify, WhatsApp, Ticketmaster e Tunein também funcionam em consonância com o assistente digital.
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Basta dizer "Ok Google" e começar a pedir que ele execute as tarefas  (Foto: Google/Divulgação)
O Facebook está testando uma nova versão do seu aplicativo de troca de mensagens que vai muito além da conversação. Ao aprender com os hábitos do usuário, ele torna o conteúdo cada vez mais personalizado. Compras, consumo de notícias e solicitação de qualquer tipo de serviço serão feitos pelo messenger, sem a necessidade de aplicativos.
Zuckerberg usou o exemplo de uma comunicação com a rede de notícias CNN em que o leitor comunica, por mensagem, o tipo de assunto que quer ler. Em outra ocasião, ele está em contato com uma floricultura e escolhe on-line o buquê que pretende comprar, como se conversasse com o próprio lojista. Para essas transações, a empresa também pretende facilitar a vida do usuário, ao tirar a necessidade de que seja preciso fornecer o número do cartão de crédito a cada nova aquisição. Em breve, "username" e senha também ficarão obsoletas.
Serviços serão solicitados via Facebook Messenger (Foto: Facebook/Divulgação)
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Recrutando mão de obra
As maiores empresas de tecnologia do mundo estão precisando de programadores cada vez mais qualificados para inteligência artificial. A Telegram, concorrente do WhatsApp, anuncia em seu site que oferece US$ 1 milhão para que programadores criem bots – computador ou grupo de computadores que interpreta o sentido na conversa entre pessoas – focados em integração, inteligência artificial e processamento de linguagem. Por que agora?
Há poucas décadas, as empresas que tinham computador forneciam acesso para poucos funcionários, pois a ferramenta era muito técnica e cara. Com o barateamento dos aparelhos, a tecnologia adquiriu novas funções e levou startups como (na época) o Google à ascendência. Essas companhias ficaram gigantes, receberam injeções de bilhões para pesquisas e passaram a investir em novas tecnologias. Chegaram a um certo limite de inovação. Agora é preciso diversificar, e uma saída é oferecer plataformas acessíveis para que outras startups criem novos produtos.
Um dos riscos já falados é que as grandes companhias tendem a adquirir as menores e suas inovações, mantendo monopólios tecnológicos no longo prazo. Já do lado positivo, há um caminho aberto para que uma mão de obra altamente qualificada de desenvolvedores promovam o progresso em áreas como a saúde (imagine a inteligência artificial descobrindo a cura do câncer). Para o usuário, a consequência mais impactante é que sua interação com o computador será cada vez mais parecida com Jornada nas Estrelas.

Policial civil é suspeito de homicídio em Poços de Caldas

No Sul de Minas

Segundo a Polícia Militar, o escrivão apresentava sinais de embriaguez; o rapaz que morreu estava acompanhado de um amigo que conseguiu fugir e acionou os militares

PUBLICADO EM 22/05/16 - 18h25
Um escrivão da Polícia Civil foi preso após cometer um homicídio na madrugada deste domingo (22) em Poços de Caldas, cidade localizada no Sul de Minas. O motivo ainda é desconhecido.
De acordo com informações da Polícia Militar, o escrivão que já foi identificado conheceu dois jovens em um bar, na região central do município, e no local consumiram bebidas alcoólicas. Após o fechamento do estabelecimento, os homens seguiram para o apartamento de um deles para continuarem bebendo. Chegando no local, o escrivão teria sacado a arma e atirado contra um dos jovens. O motivo ainda está sendo apurado.
Conforme a Polícia Militar,  após o disparo, um dos jovens conseguiu fugir do local e acionou a polícia e o SAMU. Quando a polícia chegou ao local, a vítima, que levou um tiro no tórax, já estava morta. O policial foi encontrado com sinais de embriaguez ao lado do corpo, e preso em flagrante.
Ainda segundo a PM, a Polícia Civil foi quem realizou o boletim de ocorrência e a perícia, e seguirá investigando o caso. A reportagem tentou, por diversas vezes, contato com a Polícia Civil da cidade, mas as ligações não foram atendidas.

domingo, 22 de maio de 2016

Dilma é SATIRIZADA nos EUA! (Vídeo)


‘Saturday Night Live’ faz piada com afastamento de Dilma: ‘aposentada’

Programa humorístico americano vestiu a atriz Maya Rudolph como uma feliz ex-presidente, que agora planeja curtir a vida

- Atualizado em
Dilma Rousseff é tema de sátira no programa 'Saturday Night Live'
Dilma Rousseff é tema de sátira no programa americano 'Saturday Night Live'(Reprodução/VEJA)
Dilma Rousseff foi tema de uma sátira do popular programa humorístico americano Saturday Night Live. Na esquete, exibida na noite deste sábado, a comediante Maya Rudolph (de filmes como Missão Madrinha de Casamento) surge caracterizada como Dilma para dar entrevista a um jornal sobre o processo de impeachment.
A atriz, com charuto em uma mão e um drink em outra, mistura palavras em inglês, português e espanhol enquanto fala feliz sobre os problemas que ficaram para trás e afirma estar curtindo a "aposentadoria". "Mas você foi afastada, não se aposentou", diz o apresentador. "Cada um chama como quer", responde ela.
Quando o apresentador a chama por "presidente", ela corrige: "Nada disso. Não sou mais presidente. Você agora pode me chamar pelo meu belo nome: Dilma". Ela ainda o ensina a falar com o sotaque correto: "É como se o L estivesse com raiva do resto da boca".
Leia também:
O humor da crise
O humorístico também fez piada com outros temas em voga no país. "No Brasil, nós amenizamos muitos problemas. A economia está em recessão, os rios contaminados com dejetos humanos e também temos o vírus zika em mosquitos", diz a Dilma fake.
"Me afastaram porque disseram que eu sou uma presidente muito ruim. Mas por mim tudo bem, eu vou aproveitar e vou para as praias, vou relaxar, tomar uma caipirinha, um guaraná, moqueca de camarão, feijoada, brigadeiro, bolacha", diz a atriz com o típico português gringo.
Questionada se o país está preparado para receber a Olimpíada no Rio de Janeiro este ano, "Dilma" responde que sim, pois só faltam "umas duas coisinhas" a serem resolvidas: "Tirar um milhão de cocôs dos rios e construir todos os prédios", diz. Para finalizar, ela pontua: "É o que chamamos de traga seu próprio prédio", alusão à expressão em inglês bring your own beer, ou traga sua própria cerveja em português, comum para festas nos EUA.

Policial civil de São José é preso tentando furtar banco em São Paulo

22/05/2016 11h54 - Atualizado em 22/05/2016 12h48

Ele foi encontrado dentro de uma agência bancária em Santo Amaro.
Na delegacia ele afirmou que parou no local para usar o banheiro.

Renato FerezimDo G1 Vale do Paraíba e Região
Policial preso trabalha no Deinter de São José
dos Campos  (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)
Projeto de reforma do Deinter em São José custa R$ 4,3 milhões  (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)Um policial civil, que trabalha na chefia de investigação da polícia de São José dos Campos, foi preso em flagrante por tentar furtar uma agência bancária na noite deste sábado (21) em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Ele tentava sair do local quando foi surpreendido por policiais militares. Ele negou que estivesse furtando o local e alegou que seguia para o litoral quando parou na agência para ir ao banheiro.
Segundo o boletim da ocorrência registrado pela Corregedoria da Polícia Civil, a Polícia Militar foi acionada por volta das 21h30 de sábado, após o alarme de roubo de uma agência ser acionado na Avenida João Dias, em Santo Amaro. Três viaturas foram para o local e cercaram a agência.
Os policiais militares relataram que encontraram um homem bastante nervoso nos fundos da agência. Ele se apresentou como policial. Com ele foi localizada uma pistola da Polícia Civil. Questionado pelos policiais sobre o que estaria fazendo no banco, ele teria dito que "estava com dívidas e resolveu tentar a sorte", informando que estava há 20 minutos dentro do banco.
Dentro da agência os policiais militares encontraram equipamentos e documentos revirados e a porta de acesso a um dos cofres arrombada. Apesar disso, o cofre estava intacto. No andar de cima da agência os policiais encontraram uma mochila com várias ferramentas e dois discos rígidos de computadores, que os policiais acreditam que sejam do circuito interno de câmeras do banco. Foi constatado que os fios do alarme do banco foram cortados.
Problemas psíquicos
O policial detido informou que tem problemas psíquicos e que faz uso de medicamento controlado. Na delegacia ele deu outra versão dos fatos. Ele mora em Taubaté e disse que seguia para o litoral sul de São Paulo e se perdeu quando tentava acessar a Rodovia dos Imigrantes. Ao avistar a agência, alega que parou para ir ao banheiro no saguão dos caixas eletrônicos quando viu uma porta do banco aberta e seguiu até o fundo do prédio.
Ele negou que tenha entrado e revirado o interior da agência e que tenha arrombado uma porta, mas confirmou que era dono da bolsa com ferramentas encontrada pelos policiais, mas que elas eram de uso pessoal. O policial civil foi preso em flagrante por tentativa de furto.
O policial, que tem 40 anos, é carcereiro da Polícia Civil há 21 anos e atualmente trabalha no setor de chefia de investigação do Deinter-1, diretoria regional da Polícia Civil do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo, em São José dos Campos. Antes ele estava na Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE) de Taubaté, onde policiais foram presos no começo deste ano, acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. O policial detido neste sábado não faz parte das acusações do Ministério Público.
Na manhã deste domingo o G1 procurou a diretoria da Polícia Civil no Vale do Paraíba, que informou que aguarda a comunicação da ocorrência pela Corregedoria para analisar quais providências serão adotadas. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também foi procurada para comentar o caso, mas até o momento não se pronunciou.

sábado, 21 de maio de 2016

Marinha, Aeronáutica e clubes militares repudiam resolução do PT

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte
21/05/2016 - 12h18 - Atualizado 12h24
Forças Armadas atuarão nos esquemas de segurança que serão organizados
Forças Armadas atuarão nos esquemas de segurança que serão organizados
A temperatura nos quartéis se elevou ainda mais por conta da resolução do Partido dos Trabalhadores sobre conjuntura política que diz que os petistas foram "descuidados" por não terem modificado os currículos das academias militares e por não terem promovido oficiais que, na avaliação do antigo governo, tinham o que consideram ser compromissos "democráticos e nacionalistas". Na sexta-feira, depois de o Comando do Exército ter apresentado sua "indignação" com a declaração dos petistas, a Aeronáutica e a Marinha também repudiaram as afirmações.

Os presidentes dos Clubes Naval, da Aeronáutica e Militar, em um artigo intitulado "Democratas e nacionalistas", falam do "cuidado que devemos ter ao ler qualquer documento de partidos esquerdistas, pois a linguagem que empregam é, maliciosamente, deturpada para que concordemos com ela".

O trecho contestado por militares da ativa e da reserva diz: "Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação".

A Marinha do Brasil, ao rechaçar o trecho do documento, lembra que, "como uma das instituições permanentes do Estado, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, tem como um de seus princípios basilares o distanciamento de qualquer tipo de ideologia ou ordenamento de caráter político ou partidário". Acrescenta ainda que "mudanças nos currículos das Academias e nos critérios de promoção, dentro do contexto em que foram feitas em documento do PT, só terão como consequências a perda do profissionalismo que caracteriza nosso trabalho e a indesejável politização dos militares".

Já a Aeronáutica, depois de ressaltar que as Forças Armadas são instituições de Estado e que não costuma responder a partidos políticos, disse que "são absolutamente infundadas essas considerações". Para a Força Aérea, "atacar o currículo das escolas militares que tem como base a disciplina e ética, além do profissionalismo, é inaceitável". A Aeronáutica citou também que o currículo das escolas das forças "garante todos os níveis indispensáveis da formação militar, acadêmica, moral e profissional".

A nota do PT, segundo a FAB, "nos atingiu bastante", inclusive no item que trata das promoções porque os critérios da força "são totalmente baseados na meritocracia, em função do desempenho do oficial ao longo da sua carreira, baseado em aspectos profissionais, intelectuais e morais e, acima de tudo, em defesa do Estado brasileiro". Acrescentou ainda que a formação dos militares é "totalmente cercada por critérios muito bem estabelecidos e democráticos".

Um outro integrante do Alto Comando do Exército, "indignado" com a postura petista, questionou: "A pergunta que eu gostaria de fazer ao Rui Falcão (presidente do PT) é se ele quer mudar o currículo das escolas militares para resolver qual problema? Que oficial com compromisso democrático e nacionalista é este que vocês querem? Por acaso nossos oficiais de hoje não são democratas? Não são nacionalistas? O que vocês estão querendo com isso?". Em seguida, o general desabafou afirmando que as escolas militares são reconhecidas no mundo inteiro porque os militares são formados, graduados e aperfeiçoados, fazem cursos de altos estudos e de política estratégica para formar profissionais de Estado. "Nós somos profissionais de Estado. Nós servimos ao Brasil e não a partidos. É lamentável ter essa pretensão. Para mim, isso é fazer proselitismo político", emendou. "Foi uma provocação a todas as instituições de Estado e até à imprensa. É muita pretensão. É inadmissível o que está escrito ali. É uma barbaridade", prosseguiu ele, salientando que os militares, "neste conturbado processo político, permaneceram firmes, serenos, seguros e cumprindo o estrito papel que cabe às Forças Armadas pela Constituição".

Os três Clubes Militares, em nota conjunta, citam que o documento petista "apresenta uma série de chavões esquerdistas, como dizer que o Estado está agora sob a direção de velhas oligarquias, que as mesmas aplicaram um golpe de estado, que estamos adotando o modelo econômico preconizado pelo grande capital, que o impeachment é um golpe casuístico para depor um governo democraticamente eleito".

Em seguida, fala sobre o trecho questionado no texto petista que trata das "possíveis falhas que levaram ao fim do projeto socialista de eternização no poder" e que entre elas aponta a não interferência nas promoções e no currículo da área militar.

Para os presidentes dos três clubes militares, que são porta-voz dos oficiais da ativa, "o parágrafo é particularmente revelador sobre a mentalidade distorcida que domina a esquerda e a insistência em suas teses de dominar instituições que, no cumprimento da lei, impedem a realização de seus sonhos totalitários, que eles denominam democratas, na novilíngua comunopetista".

Os militares criticam ainda o fato de o PT enxergar "uma sabotagem conservadora na ação democrática que os impediu de dominar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, seu objetivo permanente". Ao se referir à questão de reformulação dos currículos das escolas militares, citam que ali é um "reduto de resistência à releitura da História que pretendem, o que fica claro na Base Nacional Comum Curricular proposta pelo MEC, e também nos textos revisionistas constantes dos livros didáticos, particularmente os de História, com que vêm difundindo suas ideias distorcidas e fazendo verdadeira lavagem cerebral em nossos jovens estudantes, há longo tempo". E acrescentam que tudo isso ocorre "sob o olhar complacente e até mesmo sob o aplauso de mestres e pais politicamente corretos".

Depois de condenar a tentativa de "domínio da imprensa por meio do controle das enormes verbas publicitárias que controlam", os presidentes dos clubes dizem que, "quanto à promoção de oficiais com compromisso democrático e nacionalista, isto é o que vem sendo feito desde sempre, pois as Forças Armadas são o maior depósito e fonte de brasileiros democratas e nacionalistas de que a Nação dispõe".

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Forte massa polar chega ao Brasil na segunda-feira

Neste fim de semana, o ar frio intenso de uma massa de ar polar se afasta do Brasil, o que vai facilitar a elevação da temperatura no Sul e no Sudeste. Mas a tendência de aquecimento será por pouco tempo. A partir da tarde do domingo, o ar frio de outra massa polar, de forte intensidade, já estará chegando ao Sul do Brasil e ao Mato Grosso do Sul. Durante a segunda-feira, 23 de maio, esta nova massa polar começa a ter forte influência sobre o Brasil e faz a temperatura despencar novamente.
A meteorologista Josélia Pegorim comenta como será a atuação desta massa polar na semana que vem, que promete ser fria de norte a sul no Brasil.
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