domingo, 1 de maio de 2016

Dilma e Lula comandam patuscada golpista neste domingo

A presidente que vai cair porque atentou contra a Lei Fiscal resolve, num de seus atos derradeiros, atentar contra a... Lei Fiscal!

Por: Reinaldo Azevedo
Dilma Rousseff e Lula discursam neste domingo no Vale do Anhangabaú, num ato liderado pela CUT. A pauta, como se sabe, é uma só: os golpistas do PT vão protestar contra a democracia e o estado de direito, que eles chamam de “golpe”. Os organizadores esperam reunir 100 mil pessoas. Que fossem 500 mil ou um milhão. E não se mudaria a natureza indigna do evento.
“Indigna por quê? Então petistas não podem se reunir?” 
Ora, é claro que sim! Ocorre que essa é uma manifestação claramente contrária à aplicação da Constituição e das leis. Não se trata só de um ato de solidariedade a uma moribunda. Nada disso! O que se vai anunciar no Anhangabaú, mas uma vez, é a disposição de um partido, de uma central sindical e de lideranças políticas de sabotar um governo que será constitucionalmente erigido, segundo as regras da democracia vigente no país.
Publicidade
E isso ainda não retrata a indignidade por inteiro. Dilma deve anunciar a correção no Bolsa Família, com variação de 6% a 9,5%, e um reajuste de cerca de 5% na tabela de Imposto de Renda.
Atenção! As duas decisões foram tomadas ao arrepio da área econômica, sem nenhum planejamento ou estudo consistente sobre o impacto das medidas nas contas públicas. Para ser preciso, apelou-se a Dilma que não fizesse isso agora. Mas ela não está nem aí.
Digam-me: não foi isso o que a ainda presidente fez continuamente ao longo de pouco mais de cinco anos de governo? Ela toma decisão e pronto! Que se danem as vozes contrárias. E, desta feita, além da irresponsabilidade costumeira, há a decisão explícita de criar dificuldades para o sucessor. Ao tomar essa decisão, Dilma pretende opor o seu suposto “governo social” ao suposto “governo neoliberal” de Temer. É um lixo moral!
Essa é a presidente que pedalou. Essa é a presidente que quebrou o setor elétrico. Essa é a presidente que quebrou a Petrobras. Naquele que será um de seus atos derradeiros, vai atuar com a insensatez de sempre. E, certamente, vai reiterar em crimes de responsabilidade outros, que não estão na denúncia que chegou ao Senado. Ou alguém duvida que o ato de logo mais da CUT, com Lula e Dilma no palanque, será uma afronta ao Legislativo e ao Judiciário? Mais: dada a forma como a presidente tomou sua decisão, estamos também diante de um ataque à probidade administrativa.
Dilma está se tornando uma caricatura de si mesma. A presidente que vai cair porque atentou contra a Lei Fiscal decide, num dos seus “atos de resistência”, atentar contra… a Lei Fiscal!

sábado, 30 de abril de 2016

Papa pede às forças de segurança que promovam a reconciliação e a paz

francisco

"As forças da ordem, militares e polícias, têm por missão garantir um ambiente seguro para que cada cidadão possa viver em um ambiente de paz e segurança", disse o pontífice

papa
O extenso texto do papa publicado na sexta-feira dedica apenas dois parágrafos à homossexualidade

PUBLICADO EM 30/04/16 - 13h03
O papa Francisco apelou hoje (30) às forças militares e de segurança para que ajudem a construir uma sociedade baseada "na verdade e na justiça" e as encorajou a "ser elementos de reconciliação e semeadores de paz".
"As forças da ordem, militares e polícias, têm por missão garantir um ambiente seguro para que cada cidadão possa viver em um ambiente de paz e segurança", disse o pontífice na audiência jubilar, no Vaticano, dedicada às forças da ordem.
Por essa razão, acrescentou, as forças de segurança não têm só por missão ajudar a solucionar conflitos, mas também contribuir para a "construção da uma ordem baseada na verdade, na justiça, no amor e na liberdade".
Participaram da audiência centenas de representantes das Forças Armadas e de segurança de vários países, como a Argentina, Bolívia, Colômbia, o Equador, a Espanha, Guatemala, o Peru, México e a República Dominicana.

CRAFs serão liberados pelas Regiões Militares


O Comando Logístico do Exercito publicou a Portaria de nº 26 - COLOG, no último dia 19 de abril de 2016, que delega competência aos Comandantes de Regiões Militares, na forma da legislação em vigor, para autorizarem a aquisição de armas de fogo, de uso restrito e permitido, e respectivas munições para as seguintes categorias profissionais:
1. Militares do Exército;
2. Policiais federais;
3. Policiais rodoviários federais;
4. Policiais civis;
5. Policiais militares e bombeiros militares;
6. Auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal.

Policiais e bombeiros militares esperavam por até dois anos pelo Certificado de Registro de armas de Fogo (CRAF), um dos motivos seria a centralização das liberações em Brasília. No último dia 6 de o deputado federal Subtenente Gonzaga e pelo presidente da Aspra/PMBM, sargento Marco Antônio Bahia, protocolaram junto ao diretor de produtos contratados, o General de Brigada, Ivan Ferreira Neiva Filho, Diretor de Fiscalização de Produtos Controlados, um ofício solicitando urgência na liberação dos Certificados de Registro de Armas de Fogo (CRAF) e solicitando a descentralização das liberações.
Na ocasião, o General Ivan Neiva afirmou que até julho os estados que possuem região militar fariam a liberação dos CRAFs: “A publicação desta portaria vem ao encontro de uma reivindicação antiga dos policiais e bombeiros militares inativos que necessitam portar armas de fogo para a sua defesa e de seus familiares devido aos altos riscos da profissão. Parabenizamos ao Comando Logístico do Exército que entendeu a importância desta demanda e prontamente atendeu ao nosso pedido. Acreditamos que a liberação dos CRAFs pelas regiões militares trará grandes benefícios para estes militares” afirmou sargento Bahia.
Renata Pimenta

Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”

Às vésperas da votação do impeachment, o vice arregaça as mangas e toma as primeiras decisões: vai demitir todos os ministros de Dilma, caso não peçam demissão, promete reduzir o número de ministérios, monta um pacote de privatizações e escala Meirelles e Serra para atrair o capital externo

Por: Robson Bonin e Daniel Pereira - Atualizado em
ALIANÇAS: O vice-presidente já escolheu os nomes que comandarão os principais ministérios
ALIANÇAS: O vice-presidente já escolheu os nomes que comandarão os principais ministérios(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Eram 13 horas da quinta-­feira passada quando o vice-presidente da República, Michel Temer, cortou um pedaço do queijo branco sobre a mesa de reuniões da antessala de seu gabinete no Anexo II do Palácio do Planalto. Prestes a se tornar presidente da República, o peemedebista mal tem tempo para se alimentar e já perdeu 2 quilos e meio. Enfrenta uma maratona diária de reuniões com políticos, conselheiros, antigos aliados e candidatos a novos amigos, todos dispostos a ocupar um lugar de destaque em seu governo. A pauta dessa roda-viva é a montagem do ministério, uma equação complicada diante da quantidade de partidos a atender e dos interesses em jogo. Temer não externa angústia nem entusiasmo ao traçar cenários, ainda tem muitas dúvidas e uma ambição certeira. Diz o vice: "Eu quero entrar para a história". Ele acha que conquistará um lugar no panteão da República se encerrar o ciclo de recessão, viabilizar os investimentos privados e estimular a geração de empregos. É a sua grande aposta. É a sua grande largada.
Advogado constitucionalista que escreve poemas, Temer admite conhecer pouco de economia. Por isso, a raposa política com décadas de experiência na vida pública delegará o comando dessa área a um nome testado e aprovado pelos meios políticos, financeiros e empresariais: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no governo Lula. Esnobado por Dilma, que se recusou a nomeá-lo para chefiar sua equipe econômica, Meirelles assumirá o Ministério da Fazenda no eventual governo Temer com carta branca para escolher o presidente do Banco Central e ressuscitar o PIB. Na semana passada, o vice fez questão de deixar escapar a preferência por Meirelles para avaliar a receptividade ao nome. Considerou positiva a reação do mercado e deu ao futuro subordinado um dever de casa: analisar um documento entregue por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. O documento propõe um monumental corte de despesas e a venda de parte das estatais para reforçar o caixa. Temer e Skaf se reuniram no Palácio do Jaburu, no domingo 24. O convidado soou como sinfonia de Bach aos ouvidos do anfitrião.
Skaf disse a Temer que é possível reduzir "a zero" o déficit do governo em 2016, estimado em 96,6 bilhões de reais pelo governo Dilma Rousseff, sem contar os gastos com o pagamento de juros da dívida. Skaf também garantiu a Temer que é possível zerar o déficit mesmo sem ressuscitar a CPMF, o imposto do cheque. O vice encarregou Meirelles de ver quanto pode aproveitar das sugestões da Fiesp. Quer que o futuro ministro feche uma proposta econômica que enterre de vez a CPMF e reduza drasticamente o déficit projetado.
Publicidade
A ideia de Temer é levar a nova meta fiscal ao Congresso no seu primeiro dia como presidente da República. Será seu ato inaugural. Um ato de compromisso com o reequilíbrio das contas públicas e de afago aos contribuintes. "Li o plano e gostei. Zerar o déficit sem recorrer a aumento de impostos me agrada", diz Temer. "Eu preciso mudar a meta fiscal de 2016 até para não começar meu mandato cometendo pedaladas fiscais", acrescenta, referindo-se à acusação que embasou o impeachment contra Dilma.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ar polar domina o Brasil

29/04/2016 às 00:40
por Josélia Pegorim - http://www.climatempo.com.br/noticia/2016/04/29/ar-polar-domina-o-brasil-1353
Atualizado 29/04/2016 às 07:45

Os meteorologistas que fazem previsão do tempo, que analisam diariamente as altas e baixas pressões atmosféricas, onde estão as frentes frias, as subidas e descidas da temperatura estão abismados com a situação meteorológica do fim de abril de 2016, aliás com todo este abril. É raro ver uma massa de ar polar tão extensa como esta que atua sobre o Brasil.
O ar polar literalmente dominou o Brasil! É o que se conclui quando se observa a queda da temperatura nos últimos quatro dias sobre o país. A grande e forte massa de ar polar que avançou sobre a América do Sul já está no limite entre as Regiões Norte, Sudeste e Nordeste do Brasil e pelo interior do Amazonas atingiu a linha do Equador. Só massas polares de grande extensão e força conseguem alcançar o Norte do Brasil, mas em geral a porção mais ao sul da Região. Poucas massas polares chegam ao extremo norte do país.




Quase todo o Amazonas passou a quinta-feira imerso no ar polar e que causou uma queda de temperatura muito acentuada, uma friagem realmente forte. Cidades do sul do Amazonas registraram até 15°C, um valor muito baixo em qualquer época do ano.  Na maior parte do estado, a temperatura nesta quinta-feira não passou dos 27°C. Em São Gabriel da Cachoeira, que está a apenas 0,12° abaixo a linha do Equador, a temperatura entre os dias 27 e 28 de abril caiu 5°C. A mesma coisa aconteceu em Manaus, onde o ar polar também foi sentido o dia todo. No dia 27 a temperatura chegou aos 34°C e na quinta, 28, o termômetro parou nos 29°C. O que impressiona é queda brusca da temperatura em 24 horas, o que não é comum nesta região. Áreas no sul do Pará e do Tocantins também sentiram o vento frio da enorme massa polar.



A friagem que atingiu Rondônia e o Acre foi intensa. Nesta quinta-feira, Rio Branco e Porto Velho registraram recordes de madrugada mais fria e de tarde mais fria do ano.
A sexta-feira amanhece fria no centro-sul do Amazonas, Acre e em Rondônia. O ar polar se afasta devagar e ainda será sentido à tarde, mantendo a temperatura amena, para os padrões da Região Amazônica. A temperatura retorna à normalidade no fim de semana.

Mais ar polar
Um segundo centro de ar polar (A2), também forte, era observado nesta quinta-feira no sul da Argentina. Esta nova massa polar também avança em direção ao centro-norte da Argentina e dará um reforço à forte massa polar (A1) que já domina o Brasil. Isto vai prolongar a atuação do ar polar sobre o país.  A diminuição do frio só deve realmente ocorrer no fim da próxima semana.

A promessa de parar o Brasil

Editorial / 29/04/2016 - 06h00- Jornal HD

Editorial1A presidente Dilma Rousseff deu, nos últimos dias, mostras concretas de que não estava blefando quando declarou que deixaria um eventual governo Temer “à mingua”. Um dos episódios foi a declaração de Ricardo Berzoini – um de seus principais aliados – de que o PT tornará impraticável o processo de transição, sonegando deliberadamente informações gerenciais à equipe do Vice. Outro episódio, relatado nesta edição do Hoje em Dia, foi a decisão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) de suspender obras nas principais rodovias do país. 
A autarquia diz que não tem como honrar os compromissos oficiais feitos com as empreiteiras e sugere a paralisação de projetos licitados – que já andavam lentamente após o corte de R$ 21 bilhões no orçamento de 2016, anunciado em março.
Ao todo, a medida vai afetar 61 contratos de obras em onze estados. Dentre elas está a tão esperada duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Parece mentira, mas quem mora ao longo da “Rodovia da Morte” ou é obrigado a passar com frequência pelo trecho não deve se assustar tanto com mais esse adiamento.
A vontade de tornar a BR-381 norte uma estrada em condições mais humanas de tráfego vem atravessando gerações e já acompanhou inúmeras trocas de gestão pública em todos os níveis, sem que jamais fosse levado a cabo. Há dois anos, a intenção começou a virar realidade, mas desde sempre o projeto foi assombrado por incontáveis denúncias de má gestão, ameaças judiciais e inabilidade política.
Com o anúncio da paralisação a sociedade civil será obrigada, mais uma vez, a se mobilizar intensamente para exigir da União que não abandone o que começou a tão duras penas. Há esqueletos de viadutos, trechos com terraplanagem por terminar, desvios improvisados e toda a sorte de “indícios de obras” espalhados pelos lotes já entregues às empreiteiras. Esforço que pode ser perdido ou exigir retrabalho quando a consciência e a responsabilidade retornarem às cabeças que governam esse país.
A insatisfação de Dilma e do PT com a forma como o processo de impeachment está sendo conduzido não pode e não deve ser justificativa para que se imponha tão pesada vingança, que tem mais potencial para prejudicar à população brasileira do que a Michel Temer ou ao PMDB.
O Brasil já está à mingua e não merece ser soterrado com o que resta da dignidade do atual governo, que pode estar de saída.

Nomeação agita oposição e embaraça aliado na ALMG

Orion Teixeira / 29/04/2016 - 06h00- Hoje em Dia
Orion Teixeira é jornalista político. Escreve de terça-feira a domingo neste espaço.
Orion TeixeiraApesar das prerrogativas do governador Fernando Pimentel (PT), a nomeação da primeira-dama Carolina Oliveira para a Secretaria de Trabalho e Ação Social alvoroçou a oposição e embaraçou a base aliada, especialmente o chamado bloco intermediário. Guardadas as devidas proporções, a comparação com o episódio envolvendo a fracassada nomeação do ex-presidente Lula (PT) para o Ministério da Casa Civil foi inevitável. Para a oposição, é nítido o desvio de função e improbidade administrativa, sob o argumento de blindá-la perante eventuais processos judiciais.
Com o objetivo de provocar o mesmo desfecho da situação nacional, a oposição vai acionar a Justiça Comum para suspender o ato de posse de Carolina, que, como o governador, também é investigada por suposto envolvimento em irregularidades eleitorais pela Operação Acrônimo da Polícia Federal. Já os aliados consideram ato normal, segundo o qual o governador pode escolher quem quiser para compor a equipe. Tecnicamente, a maioria admite que se trata de estratégia processual, ou seja, se consumar a posse, ela não poderá ser processada na primeira instância, somente no Tribunal de Justiça (foro privilegiado).
As especulações cresceram ainda mais após nota divulgada pelo governo, vinculando o ato à ampla reforma política e administrativa, que teria objetivo dar maior eficiência à máquina. Nos bastidores, dizem que o presidente da Cemig, Mauro Borges, alvo da mesma operação, seria transferido para a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), estatal que ganharia status de secretaria na reforma administrativa.
Deputados do PSD, da base governista, estranham a informação da mesma nota de que “as conversas estariam adiantadas” para que o partido integrasse o secretariado. Caso aconteça seria mais da cota pessoal do que partidária. Cotado para secretário, o deputado Fábio Cherem disse que não tem nada definido. Com as mudanças, Carolina acumulará a secretaria com a presidência do Servas, cargo que ocupa; o deputado estadual André Quintão deixa a pasta do Trabalho e reassume o mandato. Seu suplente, professor Neivaldo, deixa a Assembleia e assume a Secretaria de Desenvolvimento Agrário. Glênio Martins, que hoje responde por essa secretaria, assumirá outra posição.
Modo Brasília
Antes do início das duas reuniões do governador com líderes da base aliada na Assembleia e a bancada estadual do PMDB, respectivamente, na terça (26) e quarta (27), uma elegante assessora do Palácio da Liberdade solicitou que todos deixassem os celulares do lado de fora, para que ninguém fosse perturbado. Foi plenamente atendida, apesar do constrangimento de alguns.
João Leite sobe no telhado
A candidatura a prefeito de Belo Horizonte do deputado João Leite (PSDB) subiu no telhado e corre o risco de não decolar. Após encontro que teve com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, na terça (26), João Leite voltou desanimado, apesar do apoio político do tucano maior. Escaldado em outras batalhas malsucedidas pela mesma prefeitura, o pré-candidato sonhava com céu de brigadeiro: ter apoio de Aécio e do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Na dúvida, preferiu fazer as malas e passar 15 dias nos Estados Unidos.

Entrevista de Dilma à CNN prova que a democracia é uma estranha para ela

A ainda presidente dá mostras de desconhecer a essência da Constituição do país que ela governa: atropela os fatos e a lógica

Por: Reinaldo Azevedo
A presidente Dilma Rousseff, coitada, não sabe nada de democracia. E, creio, a esta altura, mais nada pode aprender. Sua compreensão do assunto é ainda mais precária do que seu governo. Nesta quinta, foi ao ar a entrevista que ela concedeu a Christiane Amanpour, da CNN. E olhem que a dita-cuja tem sempre um olhar compreensivo com a esquerda latino-americana. Mas até Christiane deve ter ficado espantada.
Indagada se iria renunciar, Dilma disse uma coisa do balacobaco: “Meu mandato pertence aos 54 milhões de votos que me foram dados e aos 110 milhões que participaram [da eleição]”.
Bem, está tudo errado. Infelizmente, Dilma não é presidente só de quem votou nela. Nem mesmo apenas dos que “participaram do processo”. Ela preside, para nossa pouca alegria, todos os brasileiros. Seu mandato não pertence ao eleitor, mas à Constituição da República Federativa do Brasil.
Se o mandato fosse propriedade dos eleitores, ainda que incluindo os de oposição, não seria o Supremo (no caso de crime comum) ou o Senado (no caso de crime de responsabilidade) a julgar um presidente. A Presidência da República e o mandato presidencial pertencem ao arcabouço institucional brasileiro. Fosse como quer Dilma, um presidente da República só seria deposto por um recall. Há mais: se essa notável pensadora tivesse razão, mesmo cometendo os crimes mais hediondos, um mandatário seguiria no cargo se essa fosse a vontade dos eleitores.
Dilma disse, obviamente, uma bobagem.
Negou, claro!, que tenha cometido crime de responsabilidade, e já me dispenso de evidenciar o contrário, tão escandaloso é o atentado que cometeu à Lei Fiscal. Mais uma vez, tentou transformar o impeachment numa obra de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente da Câmara, e disse que os que comandam o processo respondem por acusações.
Alguns respondem mesmo, é verdade. Dilma obteve 367 votos contra ela e 137 a favor. Pergunta óbvia de resposta não menos: entre os que se alinharam com ela, há ou não pessoas enroladas na Lava Jato? Mais do que isso: delatores acusam a participação direta de Edinho Silva, um de seus homens fortes, na cobrança de propina, repassada na forma de doação legal. Se Cunha é ilegítimo para o primeiro ato de aceitação da denúncia — e notem que a Câmara poderia lhe ter dito “não” —, por que teria legitimidade para recusar a denúncia?
Dilma nunca foi um primor de lógica, como seu raciocínio revela. E, como se vê, nada entende de democracia, o que também é compreensível. Antes de aderir ao brizolismo, ela tinha pertencido às hostes da VAR-Palmares, um grupo terrorista. Saiu do brizolismo para o petismo. Vale dizer: terrorismo, caudilhismo e populismo de esquerda. Democracia não é coisa que caia do céu, não é? Como é que ela iria aprender alguma coisa nessa área?
É evidente que quem espera ficar no cargo não concede entrevistas a veículos estrangeiros satanizando todo o sistema político e judicial de seu país, como faz esta senhora. Embora possa parecer o contrário, a entrevista é a de quem já entregou os pontos.
O que Dilma faz agora é insistir na tese do golpe para que ela e seus companheiros possam se dedicar à sabotagem do futuro governo.

"Vingança" de Dilma começa pelas rodovias; medida do DNIT atinge 101 contratos e obras devem parar

Obras em rodovias devem parar

Bruno Moreno e Giulia Mendes
primeiroplano@hojeemdia.com.br
29/04/2016 - 06h00 - Atualizado 07h20
BR-381 - A duplicação da 'rodovia da morte' sofreu também com suspensão de obras em vários trechos
A crise e o corte no orçamento do governo federal devem atingir em cheio as obras das principais rodovias no país. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) decidiu suspender 40 contratos de supervisão e 61 contratos de obras, incluindo a duplicação da BR-381 Norte, que liga a capital mineira a Governador Valadares, no Leste do Estado (Veja fac-símile).
A determinação para a paralisação foi tomada por unanimidade, na última terça-feira, pela Diretoria Colegiada do Dnit. No dia seguinte, o Palácio do Planalto e a cúpula do PT anunciaram decisão de não fazer qualquer tipo de transição de governo, em caso de um eventual governo de Michel Temer . A ordem para todos os ministérios controlados pelo PT é deixar o peemedebista “à míngua”.
Para que as obras sejam suspensas faltam apenas trâmites burocráticos que devem ser realizados nos próximos dias.
O Hoje em Dia teve acesso à ata da Diretoria Colegiada do Dnit. De acordo com o documento, serão atingidas obras em BRs que cortam os estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Piauí, Paraná, Pará e Pernambuco.
Apesar da existência do documento, o Dnit não confirmou se haverá a suspensão das obras.
No entanto, na ata, assinada pelo diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira, e pelo diretor de Infraestrutura Rodoviária, Luiz Antonio Heret Garcia, o argumento usado foi o de que o contingenciamento orçamentário realizado neste ano foi determinante para que essa ação fosse tomada.
O documento faz referência ao Decreto 8.700, de 30 de março deste ano, em que foram cortados R$ 21,2 bilhões do orçamento do poder Executivo, ao qual o Dnit está subordinado.
Oito dias antes, no dia 22 de março, a autarquia tinha disponível para todo o ano de 2016 R$ 6,8 bilhões, incluindo obras do Programa de de Aceleração do Crescimento (PAC).
De acordo com a ata da reunião do colegiado, cabe agora à Diretoria de Infraestrutura Rodoviária tomar as providências para que as empresas sejam comunicadas e parem os serviços.
O documento não informa qual o valor dos contratos vigentes nem quanto as empreiteiras ainda têm a receber. Em relação ao prazo de suspensão, não há menção de quando os trabalhos devem ser retomados.

Pacote de bondades
Ontem, para fazer um aceno efetivo à base social do PT e um contraponto ao vice Michel Temer, que pretende fazer um pente-fino em programas sociais, a presidente Dilma Rousseff pediu à equipe econômica que estude medidas,classificadas como “pacote de bondades”, para serem anunciadas no Dia do Trabalhador. Entre elas, segundo apurou a “Folha de São Paulo”, estão a correção da tabela do Imposto de Renda na Fonte e um possível aumento para os benefícios do Bolsa Família.
Ainda de acordo com a Folha, o governo enfrenta uma das piores crises fiscais da história recente. Apenas nos três primeiros meses do ano, o rombo já alcança R$ 18 bilhões.

Duplicação da ‘rodovia da morte’ já estava em ritmo lento
Só na BR-381, em Minas Gerais, os contratos em andamento que serão suspensos somam mais de R$ 1,5 bilhão. As obras que receberam ordem de paralisação já estavam em ritmo lento.
Para se ter ideia, o orçamento deste ano para as intervenções na rodovia, inicialmente era de R$ 135 milhões. No entanto, com os cortes determinados pelo governo federal, sobraram somente R$ 65 milhões para a realização das obras no Estado. É o que explica o coordenador-geral do movimento Nova 381, Luciano Araújo.
“Por causa do corte de R$ 70 milhões, todas as obras já estavam num ritmo muito lento. Fomos surpreendidos com o documento do Dnit sugerindo a paralisação das obras rodoviárias de infraestrutura mais importantes do país, entre elas a BR-381”, disse.
Araújo, que também é presidente da regional Vale do Aço da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), contou que as entidades envolvidas e empreiteiras estavam priorizando o lote sete, que fica próximo a Caeté, onde está sendo construído um viaduto.
O local é considerado um dos trechos mais críticos da BR-381 em Minas, com alto índice de acidentes. “Esta semana recebemos a notícia de que a obra do viaduto poderia parar devido a uma autorização pendente dos órgãos ambientais para supressão de Mata Atlântica remanescente. Mas a Justiça Federal concedeu liminar autorizando o término. Agora recebemos esta notícia”.
Segundo ele, o Nova 381 trabalha agora na mobilização de políticos e da sociedade civil para pressionar o governo federal a voltar atrás na decisão.
Obras

Saúde Dengue é epidêmica em 12 Estados; Minas tem situação mais grave

Saúde

Dengue já é epidêmica em 12 Estados e no Distrito Federal

Entre os estados, o que tem a situação mais preocupante é Minas, que já acumula 278 mil registros e índice de 1.332 casos por 100 mil habitantes. Só em Belo Horizonte, já foram notificadas 79,7 mil infecções

DENGUE
Entre todos os estados brasileiros, o que tem a menor taxa de incidência da doença é o Rio Grande do Sul
PUBLICADO EM 29/04/16 - 07h45
Pelo menos 12 estados e o Distrito Federal já atingiram níveis epidêmicos de dengue neste ano, segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. A alta de infectados nessas unidades da federação fez o país também entrar em situação de epidemia, quando o índice de incidência da doença ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.
Considerando dados de 1º de janeiro a 2 de abril, os últimos disponíveis, já são 802,4 mil registros de dengue no país, 13% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando 705,2 mil pessoas ficaram doentes. Com o volume de casos, o país chegou ao índice de 392,5 casos por 100 mil habitantes.
A epidemia se instaurou com duas semanas de antecedência em comparação com o ano passado. Hoje, a taxa de incidência da doença ultrapassou esse nível na 13ª semana epidemiológica. Em 2015, isso havia ocorrido na 15ª semana.
Entre os estados, o que tem a situação mais preocupante é Minas, que já acumula 278 mil registros e índice de 1.332 casos por 100 mil habitantes. Só em Belo Horizonte, já foram notificadas 79,7 mil infecções, o que coloca a capital mineira como a cidade com a maior taxa de incidência da doença entre os municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes.
Em seguida na lista de estados com epidemia de dengue aparece o Rio Grande do Norte, com 857 casos por 100 mil habitantes.
Fazem parte também da lista de unidades da federação com surto da doença Acre, Rondônia e Tocantins, na Região Norte; Paraíba e Pernambuco, no Nordeste; Espírito Santo, no Sudeste; Paraná, no Sul; e todas as unidades da federação do Centro-Oeste: Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Entre todos os estados brasileiros, o que tem a menor taxa de incidência da doença é o Rio Grande do Sul, com 2.436 casos e índice de 21,7 registros por 100 mil habitantes.
Risco
São Paulo está a poucos casos de entrar em situação de surto. Já são 126,4 mil registros e taxa de incidência de 284,9 casos por 100 mil pessoas. O número, no entanto, é muito inferior ao registrado no ano passado, quando o Estado viveu a pior epidemia de dengue da sua história. No mesmo período de 2015, São Paulo já tinha 433 mil notificações da doença e índice de 977 casos por 100 mil habitantes.
Apesar da alta de registros de dengue neste ano no País, o número de pessoas que desenvolveram a forma grave da doença é menor do que o de 2015. Nas 13 primeiras semanas deste ano, foram 244 casos do tipo, ante 731 no mesmo período do ano passado. O número de mortes também caiu, de 427 para 140.
O maior número de óbitos de 2016 foi registrado em Minas, com 40 vítimas, seguido por São Paulo (28), Paraná (25) e Mato Grosso do Sul (11). No total, 18 Estados registraram mortes pela doença: dois no Norte, seis no Nordeste, quatro no Sudeste, dois no Sul e quatro no Centro-Oeste.

Estradas sem conserto. Para conter gastos, Dnit pretende parar obras na BR-381

Infraestrutura

Para conter gastos, Dnit quer parar 61 obras em rodovias 

Cinco intervenções são em Minas, inclusive a BR–381; demais estão em outros 11 Estados


145_0O6CYGSI
381. Obras já enfrentam problemas; na última semana, Justiça autorizou a continuidade de trabalhos em viaduto no trecho de Caeté (foto)
PUBLICADO EM 29/04/16 - 03h00
Os cortes no Orçamento do governo federal podem provocar a paralisação de todas as 61 obras do programa de construção de rodovias federais. Cinco delas estão em Minas, inclusive a duplicação da BR–381, conhecida como Rodovia da Morte. A diretoria colegiada do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aprovou uma proposta de suspensão das intervenções, que abrangem 29 rodovias, em 12 Estados. A justificativa é a falta de verba diante do contingenciamento de recursos destinados ao órgão. Agora, caberá aos ministérios dos Transportes, do Planejamento e da Casa Civil decidir se vão seguir a sugestão.

Em reunião na última terça-feira, os diretores do Dnit aprovaram um estudo interno que aponta falta de capacidade de manter essas obras com o limite orçamentário atual. No documento ao qual O TEMPO teve acesso, a diretoria de Infraestrutura Rodoviária aponta que mais da metade do orçamento do órgão já está comprometido.

Do limite de R$ 6,8 bilhões para investimentos, R$ 1,7 bilhão está reservado para emendas impositivas de deputados e senadores. Outros R$ 2,5 bilhões são restos a pagar de investimentos do ano passado. Restam R$ 2,6 bilhões para saudar obras já encampadas que, somadas, chegam a R$ 19 bilhões.

Topo do ranking. Se ela ocorrer de fato, Minas será um dos Estados mais afetados pela paralisação, com cinco rodovias na lista. Apenas o Rio Grande do Sul tem mais estradas nessa situação, com seis no total. Além da duplicação da BR–381, em Minas ainda seriam afetadas a pavimentação da BR–135, no Norte do Estado, a duplicação da BR–365 e a pavimentação da BR–154, ambas no Triângulo Mineiro, além da adequação da travessia da BR–440, na Zona da Mata.

O coordenador do Movimento Nova 381, Luciano Araújo, que acompanha o andamento das obras, vê com preocupação a decisão do Dnit. Ele lembra que a duplicação da chamada Rodovia da Morte é uma demanda histórica, que custou a começar e que já enfrenta diversos problemas, inclusive com licitações fracassadas em alguns lotes.

“Não pode simplesmente parar algo que já está adiantado. Tem viaduto que está no meio do caminho da construção, como abandonar isso? Esperamos a duplicação completa da rodovia há anos, e agora querem parar os trechos em andamento? Isso não tem cabimento”, reclamou.

Em nota, o Dnit informou que sua decisão não paralisa nenhuma obra imediatamente e que os contratos continuam vigentes. Segundo o texto, a intenção é levar o tema para discussão dos ministérios responsáveis: “Trata-se de um plano, inserido em um contexto amplamente conhecido de redução da disponibilidade de recursos orçamentários, que ainda passaria necessariamente pela avaliação dos órgãos superiores de decisão”.
Mais cortes
Supervisão
. Além das 61 obras, também podem ser suspensos 40 contratos de supervisão de obras, quando é feita a checagem se a execução dos trabalhos segue o que foi previsto nos projetos.
Saiba mais
Trâmite. O Dnit informou que, para efetivar a paralisação de um contrato, é necessário notificar a empresa contratada, lavrar um termo de compromisso e, posteriormente, publicar a decisão no “Diário Oficial da União”. Até agora, nenhum desses atos foi realizado, e os contratos estão vigentes.

Esplanada. O Ministério dos Transportes informou que ainda não recebeu oficialmente a decisão do Dnit sobre a suspensão dos contratos de obras e de supervisão de intervenções.
Defensores de duplicação ameaçam ir à Justiça

Os representantes do Movimento Nova 381 não descartam recorrer à Justiça para garantir o andamento das obras. O coordenador do movimento, Luciano Araújo, destacou que ainda não há motivos para judicialização, mas informou que essa é uma saída caso a paralisação se torne realidade.

“Ainda podemos buscar a reversão dessa medida. Como não houve nenhuma suspensão de contrato, as empresas não foram comunicadas, nesse momento não há necessidade de uma ação judicial. Podemos reverter essa situação, mas nossos técnicos estão acompanhado e, se houver necessidade, podemos pensar em uma ação”, destacou.

Entraves. Todas as estradas sob risco tinham obras em execução. No caso da 381, vários problemas já foram enfrentados. Um exemplo foi o viaduto no trecho de Caeté, na região metropolitana, liberada na última semana pela Justiça. Ela havia sido paralisada porque havia a necessidade de corte de vegetação de Mata Atlântica.
‘Economia de agora pode virar despesa maior no futuro’

Caso as obras em estradas sejam mesmo paralisadas, a economia de agora pode se transformar em um gasto muito maior no futuro, na opinião do presidente do Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias de Engenharia (Ibape) em Minas, Clemenceau Saliba. Ele afirma que o custo da desmobilização e de uma nova mobilização do canteiro de obras é muito alto e que uma saída para a crise seria reduzir os trabalhos em vez de paralisá-los completamente.

“Tem que demitir todo mundo e depois recontratar todo o pessoal. Além disso, a terraplenagem pode se perder completamente. As estruturas de concreto vão precisar de monitoramento para não se inutilizarem. O melhor seria reduzir os trabalhos, o que também tem impactos, mas menores”.

Além do custo financeiro, Saliba destaca um alto custo social: “É uma intervenção que chega com mais de 20 anos de atraso para atender uma demanda reprimida. Agora você vai ter que conviver mais tempo com a estrada na situação atual”. Ele pontua ainda que desvios provisórios foram criados por causa das obras e que eles deverão se tornar permanentes e em situação pior que a anterior.

No documento do Dnit que propõe a paralisação, a diretoria de Infraestrutura Rodoviária do órgão afirma que a escassez de recursos não permite que as obras ocorram em ritmo “adequado ou minimamente satisfatório”.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Jornalista americano diz que governo Dilma patrocina atos de vandalismo do MST

nytimesjornalista

Um jornalista do New York Times publicou [em sua rede social] uma nota sobre os protestos do MTST que estão ocorrendo hoje pelo país

Grupos ligados ao MTST decidiram protestar em grande parte do país na manhã de hoje (28). Manifestantes estão bloqueando as vias das principais cidades brasileiras e ateando fogo em pneus. [leia mais aqui]
A postagem do jornalista, que já está correndo o mundo, faz uma análise coerente sobre os atos de ‘vandalismo’ que o MTST está praticando nas principais capitais do Brasil:
confira um trecho:
“Qualquer país que tenha um governo que saiba manter a ordem não pode tolerar esse tipo de abuso. Cidadãos de bem estão sendo prejudicados por grupos que se auto-intitulam movimentos sociais. A polícia deveria agir nesses tipos de manifestações. O trânsito está sendo prejudicado, pessoas estão se atrasando para o trabalho, motoristas correm o risco de causar sérios acidentes. De acordo com fontes, os tais movimentos são patrocinados pelo próprio governo da presidente Rousseff, que sofre a maior rejeição da história do Brasil e tem grandes chances de ser afastada do cargo.”

Até quando o Brasil fica frio? O calor vai voltar?

27/04/2016 às 23:14
por Josélia Pegorim
Fonte: http://www.climatempo.com.br/noticia/2016/04/27/ate-quando-o-br-fica-frio-o-calor-vai-voltar--1275
Atualizado 28/04/2016 às 01:04
Foram três semanas de calor muito acima do normal para abril, até que finalmente uma enorme e poderosa massa de ar frio polar conseguisse avançar sobre a América do Sul causando intenso resfriamento. O frio desta massa polar veio tão forte que foi capaz de fazer nevar em áreas do centro da Argentina, onde normalmente nem é comum nevar no inverno.
Depois do abril mais calorento em pelo menos 50 anos, em muitas áreas do Brasil, o mês termina imerso no frio desta enorme massa de ar polar, com capacidade para produzir outros recordes nos últimos dias de abril, só que de frio. A queda de neve na região serrana de Santa Catarina verificada em 27 de abril não é comum.
Além da força da pressão desta massa de ar polar, o que a tornou muito mais especial foi o fato de ter se deslocado em grande parte pelo interior do continente, sobre o território argentino e tendo pouco contato com a umidade oceânica. Isto fez com que o ar polar chegasse ao norte da Argentina preservando as características secas e muito frias originais que tinha na Antártica.




O centro de uma massa polar é sua região mais fria. Ao fazer este caminho continental, este centro polar chegou ao Brasil com maior potencial de frio. O fato de o centro polar ter chegado ao norte da Argentina facilitou a entrada deste ar polar com muita força não apenas sobre o Sul do Brasil, mas possibilitou a entrada do frio intenso sobre Centro-Oeste e sobre o Norte do Brasil.




O frio mais intenso sobre o Brasil provocado por esta grande massa polar ocorre na madrugada de 28 de abril de 2016. A tarde do dia 28 ainda será muito fria no centro-sul do país e o ar polar refresca o sul do Tocantins, o norte de Minas Gerais e o Espírito Santo. O dia 29 de abril ainda será frio, mas não como o dia 28. O ar polar ainda será sentido de maneira fraca entre o Tocantins, o sul da Bahia, Minas Gerais e o Espírito Santo.
Embora muito forte e extensa, o frio desta massa polar não chega com a mesma força em todos os lugares. Quem está mais próximo do centro da massa polar sente o ar frio com mais intensidade e de forma mais prolongada.
Confira o comentário da meteorologista Josélia Pegorim



O calor vai voltar?
Esta massa polar quebrou um bloqueio atmosférico, mudou a circulação dos ventos e o padrão de pressão sobre a América do Sul que impediam que as massas polares conseguissem chegar ao norte da Argentina, ao Paraguai e ao Brasil. Daqui para frente, outras massas polares vão chegar ao Brasil, nem sempre fortes e grandes como esta e nem sempre continentais.
O importante é que não há mais expectativa de que o bloqueio volte. Então, o calorão não vai voltar mais? Como este que tivemos em abril, tão fora do normal e por tantos dias consecutivos, não.
Mas é preciso entender que a atmosfera nunca para, o movimento do ar é contínuo. Assim,  o ar frio intenso aos  poucos se mistura com um ar mais quente e naturalmente se aquece. É o que vai acontecer a partir do dia 30 de abril. Esta forte massa polar já estará menos fria e nos primeiros dias de maio, o centro-sul do Brasil já não estará gelado como nestes últimos dias de abril.
O calorão descomunal de abril não volta, mas ainda teremos neste outono tardes quentes em muitas áreas do Sul e do Sudeste.

Frente fria causa queda de temperatura em Minas a partir de quinta

Previsão

No Sul do Estado, mínima será de 8ºC; pode chover ainda esta semana

Ontem, na capital, deu para retirar casaco do armário
Calor começa a diminuir

PUBLICADO EM 25/04/16 - 09h52
As temperaturas em Minas Gerais devem começar a cair a partir desta quinta-feira (28). De acordo com o Centro de Climatologia TempoClima PUC Minas, uma frente fria que está no Sul do Brasil vai avançar pelo Sudeste, trazendo chuva e uma massa de ar frio polar, que provocará a queda dos termômetros.
As regiões mais afetadas do Estado serão Sul de Minas, Campo das Vertentes e Zona da Mata. Em Monte Verde, na região Sul, a temperatura deve variar entre 8ºC e 18ºC.
Na capital, nesta segunda (25) e terça-feira (26), o tempo se mantém ensolarado e quente, com termômetros marcando entre 17ºC e 30ºC. Contudo, a partir de quinta há previsão de chuva, até o fim de semana, com a mínima podendo chegar aos 15ºC e a máxima diminui para 26C.

Senadores entregam carta com pedido de renúncia de Dilma e novas eleições

Estratégia foi combinada com o ex-presidente Lula; Jaques Wagner recebeu o documento

por
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), após reunião com o ministro Jaques Wagner - Givaldo Barbosa / Agência O Globo

BRASÍLIA - Um grupo de senadores entregou nesta quinta-feira uma carta destinada à presidente Dilma Rousseff pedindo que ela aceite renunciar à parte do seu mandato e apoie uma proposta de emenda constitucional com o objetivo de convocar novas eleições para um mandato tampão de dois anos em outubro, ou ainda que mande ao Congresso uma proposta de plebiscito sobre o fim do governo, que viabilize novas eleições para driblar a impossibilidade constitucional. Em encontro com senadores autores da PEC nesta quarta, o ex-presidente Lula pediu que entregassem a carta, na qual apelam para um gesto de “grandeza e coragem” da presidente. A carta é assinada por senadores do PMDB, PSB, Rede, PDT, PSD, PC do B e PT.
Randolfe Rodrigues (REDE-AP), Telmário Mota (PDT-RR) e Angela Portela (PT-RR) se reuniram no Palácio do Planalto com Jaques Wagner (Gabinete Pessoal), que prometeu abordar o tema com a presidente ainda nesta quinta-feira.
- A presidente ainda é Dilma Rousseff e, por isso, entendemos a legitimidade dessa proposta - declarou Randolfe Rodrigues, que pediu um aceno da presidente "o quanto antes" para "solucionar a crise".
O senador também disse acreditar que a possibilidade de novas eleições terá clamor popular.
- Eu tenho certeza que o clamor para novas eleições não virá somente do Congresso. Assim como teve um clamor das ruas pelo impeachment, haverá um clamor das ruas para que neste ano o povo resolva a crise
A carta cita alternativas para que haja eleições presidenciais neste ano, sugerindo que elas sejam simultâneas aos pleitos municipais, em outubro. Além da PEC, os senadores pontuam que a própria presidente pode tomar a iniciativa de propor um plebiscito, por meio de um Projeto de Decreto Legislativo (PDC), a ser votado pelo Congresso.


“É do mais alto cargo da República que deve vir o apoio decisivo a essa proposta – a ideia da realização de nova eleição presidencial ainda em 2016", diz o documento.
APOIO DE LULA
No início da semana, o assunto foi tema de conversa entre Dilma, Jaques Wagner e Lula, em almoço no Palácio da Alvorada. Segundo relatos, Jaques Wagner já está convencido de que esta seria a melhor alternativa para o PT e o governo neste momento. A avaliação é que uma nova eleição é a melhor alternativa neste momento, um contragolpe que daria discurso à militância e às bases sociais.
“A gravidade do momento porque passa a Nação brasileira só será superada com atos de grandeza e coragem de nossas lideranças e nossas instituições políticas”, diz o texto da carta, completando que a crise não se resolverá com o impeachment. “Apelamos em favor de uma saída altiva de apoio a uma saída da crise pelo voto popular”, pedem os senadores, invocando ainda que Dilma “se coloque a disposição do povo brasileiro”.
A estratégia foi combinada por Lula com um grupo de senadores ontem pela manhã na casa da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), uma das autoras da PEC das novas eleições e que é contra o impeachment. Depois do encontro com Lula alguns dos autores da PEC se encontraram com Marina Silva (Rede) e com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG).
No encontro, Aécio sustentou a inviabilidade constitucional de novas eleições e reafirmou apoio exclusivo ao impeachment da presidente Dilma.
- Sempre defendi eleições pelas vias constitucionais. A não ser que o TSE tome a decisão pela impugnação da chapa de Dilma e Temer, não há hoje caminho constitucional que leve a novas eleições antes de 2018 - disse Aécio ontem.
- Essa carta pode dar à presidente Dilma uma saída pela porta da frente da História e abrir uma janela para a solução da crise. Ela pode mandar para o Congresso uma proposta de plebiscito para acontecer junto com a eleição de outubro sobre a continuidade de seu governo e de Temer. Se o povo aprovar o fim do governo, pode-se realizar novas eleições, sanando a não previsão constitucional - explicou Randolfe Rodrigues.


Segundo Randolfe, a proposta de plebiscito tem tramitação mais rápida do que a PEC, com votação por maioria simples nas duas Casas.
Walter Pinheiro (Sem partido-BA) não assinou a carta e não foi ao encontro de Dilma, por considerar que qualquer iniciativa fora da PEC tem que ser espontânea por parte da presidente. Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ser quase impossível aprovar a PEC.
O documento foi entregue com dez assinaturas. Além de Randolfe, Telmário e Angela, manifestaram apoio escrito os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Otto Alencar (PSD-BA), João Capiberibe (PSB-AP), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), Paulo Paim (PT-RS) e Jorge Viana (PT-AC).

Pimentel garante foro privilegiado à mulher, alvo da Acrônimo

Com a nomeação para secretária de Estado do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Carolina passa a ter foro na segunda instância da Justiça

- Atualizado em
O governador mineiro Fernando Pimentel e a primeira dama Carolina de Oliveira: laços financeiros com o empresário Benedito de Oliveira
O governador mineiro Fernando Pimentel e a primeira dama Carolina de Oliveira(Luiz Costa/Jornal Hoje em Dia/VEJA)
Investigada na Operação Acrônimo, a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, foi nomeada nesta quinta-feira secretária de Estado do Trabalho e do Desenvolvimento Social. A decisão foi tomada pelo marido dela, o governador Fernando Pimentel (PT). Com a nomeação, Carolina agora passa a ter foro na segunda instância da Justiça.
A nomeação ocorre enquanto se aguarda a homologação do acordo de delação premiada da empresária Danielle Fonteles, dona da agência Pepper, que forneceu detalhes do esquema de corrupção apurado na operação. Carolina é suspeita de ser uma sócia informal da Pepper. Em breve, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode oferecer denúncia contra os envolvidos.
Publicidade
Leia também:
Sócia da agência Pepper deve confirmar irregularidades em campanhas petistas
Em delação, dona da Pepper arrasta braço-direito de Dilma para o centro do petrolão
Os inquéritos relativos à Acrônimo estão em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pois o governador tem foro na corte. Carolina e os demais implicados também são, ao menos por ora, investigados nessa instância. Porém, existe a possibilidade, mesmo que improvável, de que o processo seja desmembrado, o que faria com que o caso da primeira dama fosse enviado para a primeira instância da Justiça Federal. Com a nomeação, se isso ocorrer, ela terá de ser processada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Carolina e Pimentel são suspeitos de receber vantagens indevidas de empresas que mantêm relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior. O petista comandou a pasta de 2011 a 2014, quando se desvinculou para disputar as eleições ao Palácio Tiradentes.
(Com Estadão Conteúdo)

Ódio para emprestar - (Charge)

PT articula paralisações de categorias para dia de votação do afastamento de Dilma

Sindicatos ligados à CUT tentarão mobilizar trabalhadores na data, que ainda não foi definida por senadores

NONATO VIEGAS- Época
27/04/2016 - 11h29 - Atualizado 27/04/2016 11h29
Ato no Instituro Lula convocado pela CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC neste domingo dia 16 de Agosto. O ato foi organizado em  contraponto aos atos contra o Governo da Presidente Dilma Rousseff que acontecem em São Paulo e muitas outras cidades n (Foto: Rogério Canella/ÉPOCA)
O PT tentará, para o dia da votação do processo de admissibilidade do impeachment de Dilma no Senado, 11 de maio, organizar paralisações por todo o país. Será a primeira investida da legenda no sentido de promover um dia de greve desde o início do processo de afastamento da presidente. A ideia é utilizar a influência que o partido tem em sindicatos ligados à CUT.

Seria um prenúncio do que Temer terá de enfrentar? Líderes sindicais já disseram que Temer não terá um só dia de paz se assumir a Presidência da República.

O dia da votação do afastamento ainda não foi definido.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Deputados do Bloco de Oposição cobram explicações do Governador de Minas e do Comandante-Geral da PMMG

IMG 4056 optDurante a reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira, 26/4/2016, o deputado Sargento Rodrigues relatou para os parlamentares presentes os fatos ocorridos, em Ouro Preto, no dia 21 de abril, quanto a tentativa de entrar para a solenidade de entrega da medalha da Inconfidência na Praça Tiradentes, quando foi atingindo por jatos de gás lacrimogênio junto com os representantes das entidades de classe da polícia e bombeiro militar.
O deputado Sargento Rodrigues, Presidente da Comissão, destacou que está desde o dia 21 de abril sem compreender a atitude do Chefe do Gabinete Militar do Governador, Coronel Helbert Figueiró de Lourdes, que deu a ordem para que ele e os presidentes das associações de classe não entrassem ao evento. “O que nos deixou estarrecido é todos sabiam que estávamos exercendo o direito de ir e vir, que é cláusula pétrea, que não pode ser suplantado, mas o pior foi assistir os militantes do MST e da CUT, cerca de 2 mil, passarem, na nossa frente, sem identificação, sem absolutamente nenhum tipo de retenção pela mesma tropa da polícia militar”, disse. Rodrigues lembrou, ainda, que o Governador estava a menos de 200 metros falando de liberdades democráticas, enquanto cidadãos ouro-pretanos não tiveram acesso as próprias casas. “Senhores e senhoras que foram proibidos de adentrarem a praça. A gente se encontra com uma indignação que ainda não acabou”, afirmou.
Na ocasião, o deputado João Leite estendeu sua solidariedade ao deputado Sargento Rodrigues. “Sou colega do deputado Sargento Rodrigues há cinco mandatos e testemunha do trabalho incansável que ele realiza pela população de Minas Gerais, notadamente na área de segurança pública. Ele é autor de 44 leis que dão direitos aos policiais, suas famílias e merece o respeito de seus pares nesta Casa. É impensável e inaceitável o que aconteceu no dia 21 de abril com o deputado Sargento Rodrigues e seus colegas que representam os policiais militares de Minas Gerais em Ouro Preto”, ressaltou.
Ainda segundo João Leite, o bloco de Oposição da Assembleia Legislativa de Minas Gerais tomará medidas sérias contra os fatos ocorridos. “É inaceitável o que o comando da PMMG fez com o deputado Sargento Rodrigues e com os representantes da polícia militar e do corpo de bombeiros”, disse.
Também solidarizando ao deputado Sargento Rodrigues, o deputado Antônio Carlos Arantes, enfatizou que da forma que trataram Sargento Rodrigues em Ouro Preto, Fernando Pimentel mostra que seu governo não tem como dar certo. “Coronel Bianchini, que decepção! Você está manchando sua história e a da polícia. Isto não é coisa da PMMG! Isto é coisa de meia dúzia de puxa saco do desgoverno Pimentel que está preocupado apenas com a segurança dele. Ele disse que o governo dele seria para ouvir o povo e que em Ouro Preto a praça seria do povo. Em 2015, a praça foi aberta e foi homenageado o João Pedro Stédile, líder do MST, que prega a anarquia”, afirmou.
A deputada Ione Pinheiro ressaltou que ficou muito chateada porque o Sargento Rodrigues é um deputado muito atuante, que defende muito a polícia, a segurança do Estado, que defende cada um de nós. “Antes de qualquer coisa ele é representante do povo mineiro. Ele tem legitimidade. Ele ser barrado em um evento que é patrocinado pelo Governo de Minas? Temos que começar a chamar a responsabilidade dos nossos governantes. Será que é este governo que nós queremos? Porque se a polícia atuou desta forma, com gás lacrimogênio, é porque recebeu ordens e, com certeza, nós temos que chamar é o governador, que é o representante de Minas, na responsabilidade”, explicou.
Ione Pinheiro explicou, ainda, que a Assembleia Legislativa, através do Presidente, tem que tomar uma atitude. “Quando o deputado Sargento Rodrigues foi atingido, atingiu a mim e a cada um de vocês, porque ele representa os mineiros”, disse.
“Eu sou reconhecidamente deputado classista e faço questão de deixar isto claro, mas em hipótese alguma, eu admitiria que um 1º Tenente da Polícia Militar de Minas Gerais agredisse qualquer parlamentar com jato de gás lacrimogênio. Todos que estavam ali sabiam que eu sou deputado estadual e que estou em pleno exercício do mandato. Se fizeram isso com um deputado, eu não sei o que seriam capaz de fazer com outra pessoa a mando do Governador. Enquanto estamos aqui discutindo segurança pública de Baldim e região, o Governador baixou um decreto ampliando sua segurança pessoal, mantendo manifestações populares distantes”, explicou o deputado Sargento Rodrigues.
DEPUTADOS FAZEM MANIFESTAÇÃO DE REPÚDIO CONTRA ATO OCORRIDO EM OURO PRETO
P 20160421 100708 optJá na reunião ordinária de Plenário desta terça-feira, 26/4/2016, os parlamentares foram solidários em relação aos fatos ocorridos com o deputado Sargento Rodrigues no dia 21/4/2015 em Ouro Preto. O deputado Carlos Pimenta, do PDT, prestou sua solidariedade e do seu partido e pediu que a Assembleia apure os fatos. “Sargento Rodrigues estava presente com outros militares, que estavam à paisana e tentaram entrar para participar e fazer uma manifestação legítima e ordeira, mas foram absolutamente barrados pela própria polícia militar, de uma maneira truculenta, com jatos de spray de pimenta. Queria repudiar os critérios usados naquele dia, quando as pessoas que portavam bandeiras do MST entravam tranquilamente. Sargento Rodrigues foi agredido. Portanto, esta Casa foi agredida. Peço que apure os fatos. Nunca vi, na minha vida, um deputado ser impedido de entrar em um ato público por ordem do Governador”, solicitou.
Segundo o deputado Gustavo Correa, não há justificativa pela agressão sofrida pelo deputado Sargento Rodrigues por algum membro da Polícia Militar de Minas Gerais. “Aqueles que tiveram oportunidade de acompanhar todo o procedimento, conseguiram analisar que nada demais ali pleiteavam, sobretudo na condição de parlamentar, o mesmo deveria ter sido tratado da mesma forma com que os outros convidados. Eu pude acompanhar pelas imagens que determinados representantes de entidades do MST, que ali estavam para bater palmas para o governador do Estado conseguiram entrar, mas o deputado que queria utilizar o local apenas para fazer sua manifestação, fazer a cobrança, o que eu tenho certeza que 99,9% dos servidores do Estado teriam feito ao Governador que é a cobrança do pagamento dos salários em dia, não conseguiram entrar porque infelizmente a PMMG, admirada por todos nós, um ou outro membro não teve a postura e o equilíbrio necessário para o exercício das suas atividades e utilizaram gás lacrimogênio”, disse
Para o deputado João Vitor Xavier, é necessário que a mesa da Assembleia Legislativa tome alguma atitude, muito firme, suprapartidária, de defesa do parlamento e dos seus membros. “É impensável que um membro do parlamento mineiro seja impedido de entrar num evento do Governo do Estado de Minas Gerais. Antes de sua posição partidária, Sargento Rodrigues é um membro deste parlamento, eleito de maneira democrática pelo povo de Minas Gerais. No momento em que o membro do parlamento é impedido de participar de uma solenidade do Governo do Estado, nós não temos apenas este membro atingido, nós temos todo o parlamento. Peço ao Presidente que tome as providências cabíveis para que esta seja apenas uma infeliz página e uma exceção na nossa história. Ao cidadão Sargento Rodrigues, ao homem público Sargento Rodrigues, a minha inteira e absoluta solidariedade e, acima de tudo a esta Casa, o meu pedido que ela se respeite e não se coloque de cócaras a outro poder”, pediu.
De acordo com o deputado Gil Pereira, as imagens são claras, o deputado Sargento Rodrigues estava de modo pacífico com os representantes das entidades de classe. “A gente fica triste, em um momento em que se vê tanto falar em liberdade”, disse. Ainda segundo Gil Pereira, ele nunca viu polícia, a mando de alguém, jogar jato de pimenta em um parlamentar.
“Queria dizer que realmente este parlamento foi ofendido de forma dramática, terrível. Não só este parlamento, mas nós tivemos uma ofensa aos princípios basilares da democracia, as liberdades individuais e lamentavelmente não é a primeira vez. Nós precisamos dar um basta nisso. Sargento Rodrigues tem a minha solidariedade”, destacou o deputado Arnaldo Silva.
Na oportunidade, o deputado Glaycon Franco também se manifestou e fez coro as palavras dos outros deputados, quando deixou registrado sua indignação. “Indignação esta que se manifesta em todos os deputados desta Casa. Nós não podemos coadunar e nem aceitar atitudes como esta que ocorreu. Nós não podemos permitir que um deputado como o Sargento Rodrigues, que é referência nesta Casa, tenha os seus direitos tolidos, principalmente no dia 21 de abril, na Praça de Ouro Preto, berço dos movimentos libertários”, enfatizou.
Ainda durante a reunião, o deputado Gustavo Valadares, Líder do Bloco Verdade e Coerência, fez a leitura e protocolou uma manifestação de repúdio em relação aos lamentáveis fatos ocorridos no dia 21 de abril de 2016, em Ouro Preto, quando da solenidade da entrega da Medalha da Inconfidência, solicitando ao Presidente da Assembleia, que publicamente externe, em nome da Casa, o repúdio quanto aos fatos narrados, para que sejam adotadas pelos órgãos competentes as providências legais para que tais eventos lamentáveis não mais se repitam e que se apurem as responsabilidades pela sua ocorrência.
“Entraram na praça aqueles que são a favor da invasão da propriedade privada, que defendem o caos. Já os que prezam pela segurança, pelo bem-estar da população, ficaram de fora. Este é o juízo de valor do governo de Minas Gerais”, destacou o deputado Gustavo Valadares.

Frota provoca José de Abreu: 'vou dar minha cara para você cuspir'

CUSPARADA

Ator criticou seu companheiro de profissão por cuspir nos clientes de um restaurante de comida japonesa, em São Paulo na última sexta-feira (22)

Alexandre Frota e José de Abreu
Alexandre Frota desafia José de Abreu após cusparada: "Tô louco para encontrar contigo"
PUBLICADO EM 26/04/16 - 17h30
O apresentador Alexandre Frota publicou um vídeo nas redes sociais no qual critica e desafia José de Abreu, fazendo alusão ao episódio em que o ator cuspiu no rosto de um casal em restaurante na cidade de São Paulo na última sexta-feira (22).
Na primeira metade do vídeo, Frota adota um tom mais ameno, e até elogia a carreira de quem ele chama de "grande ator". "Você acha que agiu certo? Ainda foi ironizar o pobre casal na sua página do Twitter. Acho que foi um ato covarde seu, Zé", conclui, antes de adotar uma postura mais agressiva.
"Cuspir na cara? Você realmente foi filho da p***. Foi escroto, covarde, babaca, baixo e medíocre", bradou, antes de lançar um 'desafio' ao ator: "Tô louco pra encontrar contigo. Vou te dar minha cara para você cuspir. Eu duvido que você vá cuspir. Tomara que você cuspa. Vou rezar para você cuspir. Tá bom? Esse é o recado que tenho pra você", concluiu.

Mineiros rejeitam nova eleição

Alternativa

Deputados discordam da ideia de convocar nova disputa para a Presidência ainda neste ano

Reginaldo Lopes - (PT-MG)
Possibilidade. Para Reginaldo Lopes (PT), uma nova eleição é ‘melhor que o golpe’ e daria mais legitimidade para quem ocupar a Presidência
PUBLICADO EM 27/04/16 - 03h00
Após a derrota do governo na apreciação do processo de impeachment na Câmara, a ideia de antecipar as eleições presidenciais para outubro deste ano, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Congresso, tem sido vista com desconfiança por parlamentares de vários partidos.

Na bancada mineira, nove de 13 deputados federais ouvidos por O TEMPO já se declararam contrários à proposição. No entanto, o projeto de encurtamento do mandato da chapa da presidente Dilma Rousseff (PT) com o vice Michel Temer (PMDB), seguido pela definição de novos governantes juntamente com o pleito municipal deste ano, ainda pode ganhar força.
Entre os parlamentares ouvidos pela reportagem, tanto oposição quanto governo ponderam que a proposta poderia eventualmente ser considerada estratégia partidária, conforme os rumos do processo de impeachment nos próximos dias. Caso o Senado siga o posicionamento da Câmara, aliados podem aderir à ideia. Por outro lado, se o impedimento não passar, a oposição se mostra favorável a uma nova disputa nas urnas.

“Se o impeachment da presidente Dilma for barrado no Senado, vamos pedir novas eleições.

Senão, não vamos aceitar essa ideia”, admitiu um parlamentar favorável à saída da petista.

“Uma nova eleição é melhor do que o golpe que está em curso. Você teria um presidente com mais legitimidade, já que seria eleito em nome do povo”, considera o deputado Reginaldo Lopes (PT). “Hoje o que temos é uma pessoa que quer ser presidente, mas nunca teve voto nem para deputado federal”, alfineta Lopes.

Apesar do indicativo favorável do petista, a deputada Jô Moraes (PCdoB), da base aliada, que votou contra o impeachment, defende que antecipar as eleições não é legal. “O processo de impedimento não terminou. Logo, não posso fazer uma proposta que possa ser uma variação dele. É preciso esperar a decisão final”.

O deputado Caio Narcio (PSDB) também não concorda com a PEC. “Não dá pra fazer remendo com a história. O Parlamento é uma instituição que tem o dever de fiscalizar o Executivo e fez a fiscalização. O governo caiu. Qualquer tentativa de mudar isso é remendo jurídico”.

CEDO. Para alguns parlamentares, ainda não é hora de se discutir a possibilidade de novas eleições. “Esse tema merece discussão. Mas a pauta de hoje é a decisão do Senado sobre o impeachment”, avalia o deputado Marcus Pestana (PSDB). “O país está numa crise profunda e não pode ficar nessa incerteza. A agenda imediata é decidir o impeachment. Superada essa etapa, aí, sim, será discutido se é viável ou não ter novas eleições”.

Já o deputado Tenente Lúcio (PSB) informou que o partido está discutindo o assunto. “O PT é o grande arquiteto e só está fazendo isso porque perdeu o impeachment e sabe que vai passar no Senado. Essa proposta interessa a vários partidos. Estamos cautelosos e vamos discutir dentro da bancada”, ressaltou.

Deputado federal pelo PMDB, Rodrigo Pacheco preferiu não opinar, alegando que ainda não conhece a proposta em detalhes.
Governo
Dilma. Em entrevista na última segunda-feira, a presidente Dilma sinalizou que a alternativa de convocar novas eleições pode ser considerada. “Mas não estou avaliando isso agora”, disse.
Entenda
Como é
. Atualmente, a lei prevê que, para que ocorram novas eleições antes de 2018, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o vice Michel Temer (PMDB) teriam que perder o mandato, seja por renúncia, impeachment ou cassação.

Pleito. Se a saída da chapa se desse até o fim do ano, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assumiria a chefia do Executivo por 90 dias, e seriam convocadas eleições diretas. Caso a saída ocorresse a partir de 2017, a eleição seria indireta, e Cunha assumiria a Presidência por 30 dias. Nos dois casos, o presidente eleito governaria até 2018.
Proposta dificilmente passa

A realização de novas eleições para presidente, ainda em outubro, pode vir a calhar para alguns partidos e dividir outros, segundo cientistas políticos. Na avaliação dos especialistas, porém, a proposta dificilmente será aprovada, uma vez que pode colocar em risco os próprios parlamentares que se beneficiam com o impeachment da presidente.

“Se for assinalado o afastamento de Dilma, a base governista irá apoiar novas eleições, o que é melhor que o impedimento. Já o PMDB e parte dos partidos da oposição, como o PSDB, não vão querer um novo pleito, pois vão ter ministérios. E se Dilma não sofrer impeachment, o cenário será inverso”, avalia o professor Paulo Roberto Figueira Leal, da Universidade Federal de Juiz de Fora. Contudo, é preciso ponderar que podem ocorrer divergências internas em cada sigla. “Se a presidente for afastada, parte do PSDB, que não apoia o PMDB, pode querer nova eleição”.

Leal acredita que a proposta deve ser considerada. “Esse debate deve ser feito, porque isso é melhor que o atropelamento com que o processo tramitou na Câmara. Foi visível, nos discursos dos deputados, que o tema não era sobre as pedaladas fiscais, que sustentavam o processo, mas outros fatores, pessoais e partidários”.

Problema. Já a professora Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos, pondera que, embora seja possível, a convocação de novas eleições não é saudável. “Como há vários políticos envolvidos em situações ilícitas, inclusive os presidentes da Câmara e do Senado, isso traria para a sociedade um alento. Dentro da atual conjuntura, essa proposta acabou sendo uma saída possível, mas de fato ela é problemática para a democracia, que está em fase de consolidação”.

Maria do Socorro acredita que o projeto não vai para a frente, justamente pelo medo, entre os políticos, do que o eleitor vai dizer nas urnas. “A oposição conseguiu tudo e já não tem esse interesse”.

Loading...
Loading...

Arquivo do blog