terça-feira, 5 de maio de 2015

Guarda Municipal de BH entra em greve a partir desta terça-feira

05/05/2015 12:11 - Atualizado em 05/05/2015 12:11


Hoje em Dia





Servidores da Guarda Municipal de Belo Horizonte decidiram, em assembleia, entrar em greve a partir desta terça-feira (5), por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), o estopim que gerou a paralisação seria a demora da Prefeitura de BH para agilizar o treinamento e armamento da categoria.

Os trabalhadores se reuniram nesta manhã na Praça da Estação e deliberaram a favor da greve. Em seguida, cerca de 600 guardas marcharam dali até a sede da Guarda Municipal, localizada na avenida dos Andradas.

Além do armamento da guarda e um comandante que não seja militar, que também está na pauta, a categoria reivindica a autorização para fazer o Registro de Eventos de Defesa Social (REDS). O sistema permite o registro dos Boletins de Ocorrência de todos os órgãos de Defesa Social do Estado de Minas Gerais. Atualmente, o guarda municipal necessita acionar a Polícia Militar (PM) quando se depara com um crime.

Em programa, PT fala em expulsar corruptos. E prega o contrário do que faz

Programa do partido que vai ao ar nessa noite coloca a sigla de volta ao discurso de palanque – agora, sem Dilma

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Lula no programa do PT
Lula no programa do PT(Reprodução/VEJA)
O PT liberou nesta terça-feira nas redes sociais o programa do partido que vai ao ar nesta noite em rede nacional de televisão. Sem a participação da presidente Dilma Rousseff, que se recusou a gravar uma mensagem, o programa se apoia em discursos do ex-presidente Lula e do presidente nacional da sigla, Rui Falcão, para atacar os inimigos de sempre - com destaque para a imprensa livre - e utilizar-se de argumentos de palanque para afirmar que o PT "ajudou a reescrever a história do Brasil". Ignorando que tenha fornecido boa parte desses criminosos, o partido afirma que o PT colocou "mais gente importante na cadeia por corrupção do que nos outros governos". E, embora a sigla tenha tratado mensaleiros condenados como "heróis do povo brasileiro", Falcão afirmou que o partido vai expulsar da legenda qualquer petista que tenha cometido malfeitos e for condenado pela Justiça.
Apoiado no discurso de Lula, o partido se colocou contra o projeto que regulamenta a terceirização no país, aprovado pela Câmara dos Deputados. "O país não pode retornar ao que era no começo do século passado. O PT está ao lado do trabalhador e contra a terceirização", afirmou o ex-presidente.
Repetindo o discurso de campanha, o partido culpou a crise mundial pelo grave quadro econômico que o Brasil hoje atravessa - e disse que luta contra o arrocho salarial, a inflação altíssima e o desemprego que afirma terem caracterizado governos anteriores. Em março, a taxa de desemprego no país ficou em 6,2%, a maior desde maio de 2011. Em um ano, o número de desempregados cresceu 23,1%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,32% em março, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2003. No acumulado de doze meses, a inflação está em 8,13%, bem distante do teto da meta do Banco Central, de 6,5%.
O partido ainda se colocou contra a redução dos direitos dos trabalhadores e afirmou que, nas negociações sobre o pacote de arrocho do governo que endurece a concessão de benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego e o abono salarial, defende que as medidas não afetem os mais pobres. Parte do pacote de ajuste desenhado pelo ministro Joaquim Levy deve ser votada nesta terça-feira. O partido defendeu que se passe a taxar as grandes fortunas e grandes heranças.
Ao tratar do tema corrupção, o PT tomou para si os méritos do trabalho de instituições e órgãos de Estado, como a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal. Afirmou que antes do partido não havia Leia da Ficha Limpa e que o MP e a PF não possuíam autonomia para que a corrupção fosse investigada. Voltou também a demonizar o financiamento privado de campanha, apontado pela sigla como grande causa da corrupção no país. Defendeu o fim do financiamento empresarial e conclamou outros partidos a "seguirem seu exemplo" - em sua campanha à reeleição, a presidente Dilma Rousseff recebeu 294 milhões de reais de empresas.
O presidente da sigla encerra afirmando que o partido não é conivente com a corrupção. "Qualquer petista que cometer mal feito e ilegalidades não continuará nos quadros do partido", diz Falcão. Não foi feita menção direta ao escândalo do petrolão. Em nenhum momento a presidente Dilma foi citada ou mostrada.
(Da redação)

Mesmo sem Dilma, redes sociais miram PT em novo panelaço

Ato deve acontecer durante pronunciamento do Partido dos Trabalhadores na TV e já reúne mais de 1000 adeptos

POR 

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RIO - Um novo panelaço está marcado para esta terça-feira, às 20h30, durante o pronunciamento televisivo do PT. Convocado pelas redes sociais, o ato tem mais de 1000 presenças confirmadas em um evento do Facebook, chamado “ O maior panelaço da história”.
Integrantes prometem bater panelas durante 10 minutos, em um protesto contra o governo e o PT. Sem a presença de Dilma, o programa terá como estrela o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em sua fala atacará as novas regras para terceirização aprovadas na Câmara, que a liberam para a atividade-fim. No final desta manhã, o PT divulgou o vídeo do pronunciamento que irá ao ar.
Na página do evento, os usuários postam frases e montagens para convocar outros internautas. “Panelaço, Fora PT, vamos divulgar”, pediu um dos integrantes. “Minha Bandeira do Brasil já está na janela e o panelaço vai ser maior”, escreveu outra.
Um dos principais movimentos contra o governo, o Movimento Brasil Livre divulgou o panelaço em seu Facebook. O “Vem pra Rua Brasil” também postou uma imagem em apoio à iniciativa e fez críticas ao partido:
Mensagem do movimento Vem pra Rua Brasil para divulgar o panelaço - Reprodução Facebook
O primeiro panelaço contra a presidente aconteceu no dia 08 de março deste ano, em seu pronunciamento do Dia Internacional da Mulher na TV. Em bairros nobres como Higienópiolis, em São Paulo, e Barra da Tijuca, no Rio, as pessoas não só bateram panelas, mas também gritaram palavras de baixo calão contra a presidente. Também foram registrados protestos nos mesmos moldes em Brasília e cidades do Nordeste.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/mesmo-sem-dilma-redes-sociais-miram-pt-em-novo-panelaco-16061832#ixzz3ZHWipz00 
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Dia das Mães: Dilma desiste novamente de falar na TV

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Dilma fala sobre reajuste do salário mínimo nas redes sociais após cancelar pronunciamento de 1º de maio
Dilma fala na internet durante o 1º de maio(Reprodução/VEJA)
Assim como fez no Dia do Trabalhador, a presidente Dilma Rousseff vai usar as redes sociais para fazer seu pronunciamento no Dia das Mães, no próximo domingo, dia 10. Alvo de panelaços em diversos Estados durante o Dia Internacional da Mulher, a presidente tem evitado discursar em cadeia nacional. Dois anos atrás, antes de sua popularidade despencar, Dilma optou por falar no rádio e na TV nas três datas. No ano passado, ela falou em cadeia nacional nos dias da Mulher e do Trabalhador, mas limitou-se a usar o Twitter no Dia das Mães. Para não se expor a protestos, Dilma decidiu este ano também não aparecer nesta terça-feira no programa partidário do PT na televisão, segundo o jornalFolha de S. Paulo - ainda não está definido se imagens da presidente serão exibidas, mas não haverá um depoimento dela. Movimentos de oposição à presidente organizam um novo panelaço durante a exibição do programa partidário do PT, a partir das 20 horas. (Victor Fernandes, de São Paulo)
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/dilma-nao-discursara-na-tv-no-dia-das-maes

10 vezes em que Dilma perdeu chance de ficar calada em 2015

'Fiz apenas o meu dever', diz ex-PM que derrubou mulher em banco

05/05/2015 06h30 - Atualizado em 05/05/2015 09h03

Para ele, quem cometeu crime foi a cliente que não queria sair da porta.

Caso ganhou notoriedade na semana passada ao cair nas redes sociais.

Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo
PM puxou com força a médica em agência na Vila Olímpia (Foto: Reprodução/YouTube)PM puxou com força a médica em agência na Vila Olímpia (Foto: Reprodução/YouTube)
O ex-policial militar Luiz Fabiano de Aquino, de 36 anos, disse não se arrepender de ter retirado à força uma mulher da porta de uma agência bancária na Vila Olímpia, bairro da Zona Sul de São Paulo. “Fiz apenas o meu dever”, afirmou ao G1 na noite desta segunda-feira (4).
O caso aconteceu em 1º de agosto do ano passado, mas ganhou notoriedade nesta semana apósum vídeo sobre a ocorrência cair nas redes sociais. As imagens mostram o então soldado conversando com a médica Claudia Moss na entrada da agência. Após discutir com a mulher, ele a puxa com as duas mãos. A médica perde o equilíbrio e cai no chão, mas se levanta e tenta novamente ir ao interior do banco. Em meio à gritaria de outros clientes, o policial impede sua entrada e ela é retirada de lá. “Senhora, eu posso usar de força para tirar. Eu te chamei dez vezes”, afirmou Aquino na gravação.
A mulher acionou a PM após a porta giratória do banco bloquear sua entrada. Claudia disse, no Facebook, que os armários na entrada estavam “lotados ou quebrados” e que seguiu a orientação do segurança. “Retornei três vezes à linha amarela. Despejei o conteúdo da bolsa no chão, expliquei o motivo de eu ter ido ao banco”, afirmou. “E, como me recusasse a sair do banco, fui arrastada e jogada com violência contra a parede de vidro, caindo ao chão. Enfim. Hematomas por todo lado e o brio no chão.”
Não bate arrependimento até hoje. Tenho a certeza de que cumpri o meu dever"
Luiz Fabiano de Aquino, ex-PM
Aquino afirma que agiu pelo bem dos outros clientes que estavam no banco. Ele diz que a médica cometeu um crime, já que, segundo seu relato, estava havia mais de meia-hora parada na porta. “No momento em que está na porta giratória, está impedindo o direito de ir e vir de quem estava dentro daquela agência.”
Com pouco mais de três minutos, o vídeo não mostra o começo da conversa, que, segundo o ex-PM, foi pacífico. “Eu chamei ela de senhora, tentei tirá-la da porta de forma educada, por mais de dez minutos.” Depois de ordenar que ela saísse, a mulher, segundo ele, cometeu um segundo crime: desobediência.
Aquino afirma que a maneira como ela caiu no chão foi acidental. Ele diz que Claudia resistia a ser retirada e, por isso, precisou puxá-la com força. “Ela efetuava força contrária à minha. Quando efetuei a força, ela ficou muito mais leve do que quando estava no interior da porta giratória. Minha mão direita perdeu o contato com a blusa dela.”
Ele acrescentou que todo PM deve utilizar os meios necessários para fazer com que a lei seja cumprida. “O policial deve escalonar a forma de atuar, da forma mais branda para a forma mais forte. Primeiro grau é a presença policial. O segundo grau é a verbalização. Já o terceiro grau é o contato físico. Foi até onde chegou.”
Exoneração
A PM, porém, disse discordar da forma como o então soldado agiu. “A conduta do policial militar é inadmissível”, disse em nota a corporação. “O policial militar que aparece na filmagem foi exonerado.”
O PM agressor de mulheres só parou quando os homens que se encontravam por lá vieram em minha defesa. É uma vergonha"
Claudia Moss, mulher que foi agredida
A exoneração ocorreu em 22 de outubro do ano passado, segundo o Diário Oficial do estado. Aquino acrescenta, porém, que a saída nada tem a ver com o que aconteceu em agosto passado.
“Aquela foi minha última ocorrência na PM. No dia seguinte, tirei licença prêmio de 90 dias e, depois, pedi para sair. Após 12 anos de polícia.” Ele atualmente trabalha em um ramo não ligado ao setor de segurança.
Ao ser questionado se arrepende-se de ter usado a força para retirar a mulher, respondeu: "Não bate arrependimento até hoje. Tenho a certeza de que cumpri o meu dever”.
G1 procurou Claudia para comentar o caso, mas ela não foi localizada. Parentes ouvidos pela equipe de reportagem disseram que a médica estava viajando. Em sua página no Facebook, porém, ela comentou que ficou revoltada. “O PM agressor de mulheres só parou quando os homens que se encontravam por lá vieram em minha defesa. É uma vergonha.”

Homem invade velório e atira contra caixão de jovem em João Pessoa

05/05/2015 07h54 - Atualizado em 05/05/2015 10h57

Rapaz havia sido baleado no domingo e morreu na segunda-feira.

Polícia acredita que havia rixa entre o jovem e o atirador.

Do G1 PB
Homem pediu para familiares se afastarem e atirou duas vezes contra o caixão do jovem (Foto: Walter Paparazzo/G1)Homem pediu para familiares se afastarem e atirou duas vezes contra o caixão do jovem (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Um homem armado invadiu um velório e atirou contra o caixão onde um jovem estava sendo velado na madrugada desta terça-feira (5), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. De acordo com a Polícia Militar, o jovem havia sido baleado no domingo (3), em Mangabeira, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, na segunda-feira (4).

Ainda de acordo com a PM, os policiais realizaram buscas pela região, mas o atirador não foi encontrado até as 7h15. A família não soube explicar aos policiais quem seria a pessoa que atirou, mas a polícia acredita que existia alguma rixa entre o jovem e o atirador.
A invasão do velório aconteceu por volta das 4h. Segundo a PM, o pai, a mãe e a irmã do jovem velavam o corpo em um saguão de uma central de velórios quando um homem chegou ao local, pediu para que a família se afastasse e atirou duas vezes contra o caixão.

Segundo o delegado Reinaldo Nóbrega, titular da delegacia de homicídios de João Pessoa, o jovem velado era investigado pela polícia pelo crime de homicídio, mas foi baleado e morreu no hospital antes da polícia concluir a investigação. O homicídio da vítima está sendo investigado pela Polícia Civil.

Passagens do trem que vai de Minas a Vitória poderão ser parceladas

NOVIDADE

Parcelamento pode ser feito nas compras com cartão de crédito, pela internet e nas bilheterias

CIDADES. BELO HORIZONTE, MG.

Vale apresenta novos trens que farao o trajeto entre Belo Horizonte (MG) e Vitoria (ES). Os vagoes se dividem entre as classes
Trem já fez o transporte de mais de 400 mil passageiros desde que começou a operar
PUBLICADO EM 04/05/15 - 19h52
Quem comprar passagem para embarcar no Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) vai poder parcelar o valor no cartão de crédito, a partir desta terça-feira (5).

O parcelamento poderá ser feito em até cinco vezes nas transações feitas pela internet (clique AQUI para acessar), e em até três vezes se a aquisição dos bilhetes for feita nas bilheterias ou nos pontos de venda ao longo da ferrovia Vitória a Minas.
Nos dois casos, as parcelas mínimas deverão ser de R$ 20. O preço dos bilhetes para o trecho completo é R$ 95 para a classe executiva e R$ 62 para a classe econômica.
A Vale, responsável pela operação do trem de passageiros, recomenda a compra antecipada dos bilhetes - que pode ser feita até 60 dias antes da data programada para o passeio - para evitar transtornos nas viagens.
Novo Trem
Lançado em agosto do ano passado, o novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) transportou cerca de 400 mil pessoas desde o início de sua operação até março deste ano.
O percurso completo do trem de passageiros tem 664 km, atendendo 42 municípios mineiros e capixabas.

Não aparecer é tiro pela culatra! Para especialistas, “esconde-esconde” passa ideia de covardia à população

ESTRATÉGIA



B-G
Internet. Em vez do tradicional pronunciamento na TV, Dilma preferiu as redes sociais no Dia do Trabalho
PUBLICADO EM 05/05/15 - 03h00 - O Tempo
Evitar a exposição é uma alternativa usada por políticos para fugirem de ambientes hostis, mas, na avaliação de especialistas, o tiro pode sair pela culatra. Buscando driblar os protestos, a presidente Dilma Rousseff (PT) cancelou o pronunciamento em cadeia de rádio e TV no dia 1º de Maio, Dia do Trabalho. O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), por sua vez, cancelou a participação na Expozebu – maior feira pecuária do país –, em Uberaba.

“Faz parte do político deixar claro os problemas. Se ele não gosta de vaias e de panelaço, ele não pode ser político”, avalia Paulo Victor Melo, professor substituto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrante do grupo de pesquisa sobre marketing político e comportamento eleitoral.

A avaliação é compartilhada pelo consultor em marketing político Marco Iten. Para ele, com o surgimento das redes sociais, “se esconder” da opinião pública perdeu o sentido. “Há uns dez anos, esse desaparecimento tinha uma sentido lógico e estratégico. Hoje, se configura como covardia do político. Tem um efeito mais negativo do que tinha antes”, explica.

A solução, de acordo com o consultor, seria enfrentar os problemas. “Qualquer político precisa dar satisfação ao povo e não se ausentar, porque ele está aí para trabalhar pelo bem comum. É um erro estratégico, além da falta de agenda positiva”, analisa, acrescentando que a estratégia deve passar por aparições em eventos de apelo popular, como inauguração de obras.

A decisão de Dilma de não se pronunciar pela televisão no Dia do Trabalho foi tomada após dois panelaços promovidos em vários Estados brasileiros enquanto ela aparecia na TV: nos dias 8 e 16 de março. Foi a primeira vez em que a presidente não foi à TV no dia 1º de Maio. Ela preferiu usar as redes sociais para o pronunciamento.

Na avaliação do professor Paulo Victor Melo, o discurso nos vídeos foi acertado e poderia ter alcançado efeito positivo se fosse veiculado em cadeia nacional de rádio e TV.

Minas. Já o governador Fernando Pimentel tem sido alvo de críticas e protestos contra a homenagem concedida ao líder do MST, João Pedro Stédile, com a Medalha da Inconfidência, em 21 de abril, em Ouro Preto.

Costa diz que Dilma é responsável por Pasadena

05/05/2015 07:57 - Atualizado em 05/05/2015 07:57
Imagem meramente ilustrativa - Google Images


Fábio Fabrini



Em defesa apresentada ao Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que depõe hoje à CPI que investiga esquema de corrupção na estatal, responsabilizou a presidente Dilma Rousseff pela compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006.

O documento entregue pelos advogados do ex-executivo, que é um dos delatores da Operação Lava Jato, lembrou que coube à então chefe da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da estatal assinar, em 2006, a aquisição da planta de refino. "É claro e evidente que a decisão de compra dos 50% da PRSI (Refinaria de Pasadena, na sigla em inglês) foi tomada pelo Conselho de Administração de 2006, da Petrobras, assinada pela então presidente do conselho, Dilma Vana Rousseff", afirma a defesa.

O TCU apontou prejuízo de US$ 792 milhões no negócio, feito em duas etapas, entre 2006 e 2012. A corte bloqueou bens de 10 dirigentes e ex-dirigentes da empresa, entre eles Costa.

O ex-diretor é responsabilizado por parte das perdas, no valor de US$ 580 milhões, por ter aprovado em valor superior ao que seria justo e desconsiderando riscos. Nos depoimentos prestados ao Ministério Público Federal, em regime de delação premiada, ele admitiu ter recebido propina para "não atrapalhar o negócio".

A indisponibilidade patrimonial determinada pelo TCU não alcança integrantes do Conselho de Administração, responsável por aprovar, em última instância, os investimentos da estatal. Mas o tribunal ressalvou que, a depender das provas apuradas no decorrer do processo, eles ainda podem ser implicados.

Dilma chefiou o colegiado de 2003 a 2010. Em março do ano passado, em nota ao Estado, ela disse que, ao aprovar a compra de Pasadena, se embasou em parecer "técnico e juridicamente falho" sobre o negócio, apresentado pelo então diretor Internacional da companhia, Nestor Cerveró, atualmente preso por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O documento omitia cláusulas do contrato consideradas prejudiciais à estatal.

Estratégia

A linha de culpar o Conselho de Administração por Pasadena é a mesma adotada por outros executivos com bens bloqueados, como Cerveró, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli e o ex-diretor de Serviços Renato Duque, também preso na Lava Jato. "O conselho era o único competente para aprovar a compra, com ou sem as cláusulas", afirma Costa na defesa entregue ao TCU.

Pesquisa mostra que 66% dos brasileiros não têm preferência por legenda

05/05/2015 06:19 - Atualizado em 05/05/2015 06:19


Giulia Mendes - Hoje em Dia




Editoria de Arte
Pesquisa mostra que 66% dos Brasileiros não tem preferência por legenda

Dois em cada três brasileiros não têm simpatia por nenhum partido político. É o que mostra pesquisa Ibope realizada em abril. De acordo com o levantamento, apenas 30% dos eleitores afirmaram ter uma sigla preferida. Foi o maior índice da série histórica, iniciada pelo instituto em 1988. O percentual mais alto havia sido registrado em 2013, quando 59% não aprovavam qualquer agremiação política.
A queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e o escândalo na Petrobras, descoberto na operação “Lava Jato”, podem ter afetado a relação da população com os partidos. Para a cientista política da Universidade Federal de Minas (UFMG), Helcimara Telles, a repercussão negativa da política brasileira refletiu na credibilidade das siglas. “Os escândalos de corrupção têm afetado a confiança nas instituições representativas”.
Segundo ela, a avaliação negativa da presidente da República também contamina a forma como a opinião pública vê o partido. Entre 2010 e 2013, o PT manteve uma média de preferência de 30%. Hoje, só 14% preferem a legenda. O PSDB vem em segundo lugar, com 6%.
O cientista político e professor da PUC Minas, Malco Camargos, avalia que falta capacidade aos partidos para atender os desejos dos eleitores. “No Brasil, temos muitos partidos e pouca separação ideológica entre eles, isso faz com que o eleitor veja todos como iguais”, afirma.
Na mesma pesquisa, 75% dos entrevistados afirmaram ter dúvidas de que o país esteja no rumo certo. “A suposta crise política é resultado do amadurecimento da população, que pode se expressar e se posicionar contra ou a favor do governo. O que deve haver é uma discussão em torno da tão falada reforma política”, defende o professor da Milton Campos, Camilo Machado.

Reportagens

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