sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O que esperar da equipe econômica de Marina Silva

29/08/2014 - 08:01

Eleições 2014

Candidata prevê aumento de gastos com a saúde e a educação, ao mesmo tempo em que prega o ajuste fiscal e a manutenção do tripé. Como fazer a mágica? Ao que parece, nem ela sabe

Luís Lima e Talita Fernandes - Veja
Para Marina, formação de equipe está condicionada ao programa de governo, que será apresentado nesta sexta-feira
Para Marina, formação de equipe está condicionada ao programa de governo, que será apresentado nesta sexta-feira (Felipe Cotrim/VEJA.com)
Reduzir gastos do governo, dar início à reforma tributária, zelar pela autonomia do Banco Central (BC) e manter o tripé macroeconômico (composto pelo sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e rigor fiscal) são algumas das tarefas que devem ser executadas com urgência pela equipe econômica do próximo governante do Brasil, caso tenha a intenção de recuperar o crescimento e a credibilidade do país. O mercado acredita que o candidato tucano Aécio Neves não deve ter dificuldades em empreender medidas necessárias, dado seu DNA político e a presença do ex-presidente do BC Armínio Fraga em seu governo. No caso da presidente Dilma, o sentimento é de que uma política de ajustes aconteça de forma mais lenta e frouxa. Já Marina Silva, que despontou rapidamente na corrida presidencial, é a candidata que suscita mais dúvidas nesse aspecto. Seu compromisso com a ortodoxia agrada o mercado. Porém, a falta de um time econômico que valide seu discurso provoca desconfiança. A pouco mais de um mês do primeiro turno, o coordenador da campanha de Marina, Walter Feldman, afirmou ao site de VEJA que não há perspectivas de divulgação de nomes nos próximos dias. “Ainda não há, na cabeça da candidata, esse tipo de discussão”, afirmou. Segundo o peessebista, a prioridade ainda é debater o programa de governo. "É um momento para o eleitorado conhecer os candidatos, que serão os protagonistas maiores do novo papel que o Brasil pode ter. Apresentar a equipe é um modelo de ação. Mas nossa prioridade é debater o programa", afirma. O programa de governo do PSB será apresentado na tarde desta sexta-feira em São Paulo. 
Sabe-se que há dois economistas de peso assessorando oficialmente a candidata: o acadêmico Eduardo Giannetti da Fonseca e o ex-presidente do BNDES André Lara Resende, que também foi um dos principais assessores econômicos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Alexandre Rands, sócio da consultoria Datamétrica e um dos membros da equipe que montou o programa da ex-senadora, considera que Giannetti passou a ter mais influência na campanha após a morte de Eduardo Campos. “Como Eduardo tinha experiência em gestão pública, acabava ouvindo mais pessoas e não relegava sua avaliação a apenas uma opinião. Suas ideias eram mais diluídas. Como Giannetti é mais próximo de Marina, que não é economista, sua figura sai fortalecida", afirma. Contudo, Giannetti já afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que não vai integrar a equipe de um eventual governo de Marina. Lara, por sua vez, tem circulado nos bastidores da campanha, sem assumir qualquer responsabilidade como porta-voz econômico. 
Outros nomes, como Marcos Lisboa, vice-presidente do Insper, Bernard Appy, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Loyo, ex-diretor do BC e Tiago Cavalcanti, professor de Cambridge, são apontados como consultores, mas negam ter vínculo direto com a campanha. Eles colaboraram com artigos e discussões em oficinas temáticas realizadas por Eduardo Campos e Marina em todas as regiões do Brasil, que ajudaram na composição do programa de governo. Neca Setúbal, uma das pessoas mais próximas de Marina atualmente, afirmou ao site de VEJA que a candidata já possui uma equipe gabaritada que dá respaldo ao seu projeto político, o que, segundo ela, é suficiente para o momento. "Não há necessidade em já apresentar ao mercado uma lista de futuros ministros", afirmou Neca, que é uma das herdeiras do Itaú.
O anúncio de um time concreto de economistas, tal como fez Aécio Neves, poderia dissipar grande parte das dúvidas que pairam sobre o discurso econômico da candidata. A necessidade se faz ainda mais presente porque Marina não é economista — e faz questão de criticar o comportamento de 'gerente' de certos governantes. É considerada uma liderança política, não técnica. Situação que colocaria em maior evidência, caso vença as eleições, a figura de seu ministro da Fazenda. “Nesse sentido, Marina se aproxima mais de Lula do que de Dilma e Aécio. Isso aumenta a responsabilidade de sua equipe, que terá um papel fundamental, pois gestores de perfil mais político tendem a delegar mais e interferir menos em temas econômicos”, explicou Bernard Appy, cujo mandato no Ministério da Fazenda ocorreu durante o governo Lula. 
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Segundo economistas ouvidos pelo site de VEJA, o que é possível inferir até o momento, tendo em conta o perfil de Giannetti e declarações recentes da candidata, é que um governo de Marina teria características liberais, com menos intervenção no câmbio e nos preços administrados, como no caso da gasolina e energia. Seu discurso sinaliza ainda uma preocupação com a política fiscal. “Uma defesa clara da Marina é o combate ao inchaço do Estado, que beneficia grupos privados específicos”, afirma Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting. Para Otto Nogami, professor do Insper, as bandeiras econômicas de Marina guardam bastante semelhança com o programa do PSDB. "Agora, já é hora de a Marina sinalizar, de forma clara e detalhada, como irá fazer para atingir esses fins", destaca.
Contudo, alguns dados de seu discurso exalam ambiguidade. Marina afirmou que uma de suas prioridades é aumentar de 6,9% para 10% do Orçamento da União a verba para a saúde pública. Segundo cálculos do economista Raul Velloso, tal mudança teria grande impacto fiscal. Especialista em contas públicas, Velloso afirma que, se tal elevação tivesse sido feita em 2013, por exemplo, os gastos extras com a saúde representariam nada menos que 29 bilhões de reais, ou 32% do superávit primário daquele ano. Para um governo que prega o rigor fiscal, tal postura acentua as incertezas. A escola em período integral, bandeira levantada por Campos e endossada por Marina, também precisará ser financiada com verba federal. Para tanto, o PSB afirma que não aumentará o orçamento da educação. Mas tampouco apresentou uma saída fiscal para acomodar tal gasto. Já o passe livre para estudantes, outro ponto defendido por Marina, exigirá desembolsos de 12 bilhões de reais ao ano do governo, segundo previsões do próprio partido. 
Junto com tais medidas, Marina promete criar um conselho fiscal sem vínculo com o governo para acompanhar e avaliar a qualidade dos gastos públicos. Na teoria, o plano é perfeito. Mas como empreender cortes para resolver a situação fiscal e, além disso, aumentar gastos em determinadas áreas? O caminho das pedras, dizem assessores da campanha, será apresentado nesta sexta-feira. Mas é fato que sem cortes de gastos profundos e apoio do Congresso, tais projetos tendem a permanecer no papel. "Se Marina quiser os melhores, tem de estar preparada para contar com o apoio de pessoas que hoje estão com Aécio”, afirma Sérgio Lazzarini, professor do Insper. Neste aspecto, Armínio Fraga, escolhido por Aécio, disse em entrevista a VEJA que não aceitará mudar de lado se seu candidato não for eleito.
Para se aproximar de setores da economia mais reticentes à candidatura da ex-senadora, a equipe de Marina tem recorrido a lideranças empresariais. Os coordenadores da campanha têm se dividido de acordo com os meios onde têm mais afinidade. Um deles é João Paulo Capobianco, que orbita o círculo do agronegócio, segmento onde a candidata tem alta rejeição. A intenção é acelerar o ritmo de integração da equipe de Marina à agenda que havia sido estabelecida por Campos para o setor. Nesta sexta-feira, será oferecido, em São Paulo, um jantar para a ex-senadora na casa de Plínio Nastari, presidente da Datagro, consultoria de açúcar e etanol. A agenda tem sido acompanhada também por Beto Albuquerque, o novo vice da chapa do PSB, que transita com facilidade entre os donos de terra. Dialogar com o agronegócio não será tarefa fácil. Se Marina conseguir converter o diálogo em apoio político, será um bom indício de traquejo — faceta até então pouco conhecida da candidata. 

Petrobras: mais um caso de polícia


Com disputa acirrada, Dilma, Marina e Aécio adotam discursos agressivos e trocam farpas

Marina se torna alvo e é chamada de inexperiente por petista e tucano
Juliana Cipriani -Estado de Minas
Publicação: 29/08/2014 06:00 Atualização: 29/08/2014 07:15

A nova configuração da disputa pela sucessão presidencial, com grandes chances de um segundo turno e a dúvida sobre quem estará nele, esquentou de vez a briga pela cadeira mais cobiçada do país. Com a entrada em cena da ex-senadora Marina Silva (PSB), com competitividade suficiente para abalar as outras duas campanhas e destilando acidez contra os adversários, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) passaram a adotar discursos mais agressivos, e as farpas se multiplicam.
O novo alvo comum de Dilma e Aécio passou a ser atacado com a pecha de inexperiente. É assim que os dois principais adversários vêm procurando pintar a imagem de Marina, alegando que ela atuou apenas no Legislativo e no Ministério do Meio Ambiente, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Ninguém quer a incerteza de uma aventura”, pregou ontem o locutor do programa de Dilma, sem deixar de dizer também que o mesmo ocorre em relação à “volta ao passado (nesse caso, se refere a um governo do PSDB)”. A propaganda exibiu ainda trecho do debate ocorrido na terça-feira na TV Bandeirantes no qual Dilma cutuca Marina e diz que presidente não governa “apenas discursando”, mas tem que lidar com os problemas do país.
Ontem, em evento da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Dilma alfinetou o discurso de Marina, que vem falando em governar com pessoas de bem ao seu lado. Segundo a petista, não se acham bons sem aferição. “Não é uma questão de a pessoa ser boa ou ser ruim, é uma questão de que compromisso ela tem. É melhor ter pessoas boas e compromissadas do que pessoas boas e sem compromisso”, afirmou. Também ao falar para agricultores e sindicalistas, Dilma fez uma crítica indireta à então senadora Marina Silva, dizendo que, durante a discussão do código florestal, havia uma posição de “extremismo absoluto”, mas seu governo conseguiu uma “coisa proporcional” em relação à legislação. A petista criticou ainda os adversários que, segundo ela, vêm baseando suas campanhas em mentiras.
Cobrança de coerência Já Aécio, que na quarta-feira havia dito que o Brasil “não é para amadores”, reforçou ontem a ideia. Em visita a trabalhadores da construção civil em São Paulo, o tucano afirmou que o Brasil enfrentará dificuldades daqui para a frente e, por isso, é melhor ter alguém experiente em seu comando. “Temos que desarmar várias bombas-relógios armadas por esse governo, e posso afirmar que o Brasil não é para principiantes”, discursou.
Também no primeiro debate entre os candidatos à Presidência, Aécio confrontou Marina em sua primeira oportunidade e cobrou coerência da adversária. Ele se referia ao fato de ela ter se negado a subir em palanques como o do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), enquanto era vice do primeiro candidato da chapa, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), falecido em 13 de agosto, e depois de se tornar a titular falar em governar com apoios do PT e PSDB. Disse ainda ter dificuldade de entender o que seria a “nova política” que Marina diz representar. Na visita a São Paulo, Aécio contou com as presenças do ex-governador de São Paulo José Serra e do atual, Geraldo Alckmin.
Apesar de adotar a crítica a Marina, o tucano não abandonou o discurso contra Dilma e o PT. Ao anunciar uma proposta de governo, Aécio fez referência a uma sertaneja que, via Ministério do Desenvolvimento Social, recebeu uma dentadura da prefeitura de sua cidade na véspera de gravar participação na propaganda da petista. O tucano prometeu dar uma bolsa de um salário mínimo para jovens com idades entre 18 e 29 anos que retomarem os estudos. “Isso não é dar um dente, isso é dar dignidade”, comparou. O presidenciável falou em levar o programa Poupança Jovem, que adotou em Minas Gerais, para o país, a começar pelo Nordeste.
Na propaganda eleitoral, a equipe de Dilma não perdeu tempo. Em tom de bate-papo, os personagens do programa de rádio da petista apresentaram uma notícia veiculada pela imprensa e questionaram a viabilidade da poupança do tucano. “Só fez em 1% das cidades mineiras? Que coisa, hein? E tem mais: alunos reclamando do atraso de até um ano para receber esse dinheiro. Agora ele diz que vai levar para todo o Brasil. Dá para acreditar?”, questiona.
Afagos e críticas
Em contraponto, Marina, que visitou nessa quinta-feira uma feira do setor sucroenergético em Sertãozinho (próximo de São Paulo), afirmou que vai corrigir as políticas “equivocadas” do atual governo. A candidata incorporou o discurso dos usineiros, que vêm criticando as políticas da gestão de Dilma para o setor. Ao falar para participantes da feira, Marina disse que, se a atual administração tivesse feito menos propaganda do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais governança, o setor sucroalcooleiro não estaria na situação de hoje. “Vocês fizeram o dever de casa, se ajustaram, acreditaram na propaganda do governo, assumiram compromissos para fornecer uma fonte de energia que deveria ser estimulada, apoiada. Mas os erros que foram praticados devem ser corrigidos, para ter o resultado que o Brasil precisa”, afirmou, juntando afagos aos usineiros e crítica ao governo.
A candidata citou o fechamento de usinas de álcool e disse que houve prejuízo para o equilíbrio ambiental. “O governo não tem que fazer propaganda, mas assumir o compromisso e torná-lo realidade reforçou, sem dizer quais são suas propostas para o setor. Esta semana, Marina vem procurando reforçar o discurso de que traz o novo ao acabar com a polarização entre PT e PSDB. Segundo a ex-senadora, os constantes enfrentamentos têm sido prejudiciais ao país.
“Estamos numa campanha baseada na mentira, assim como diziam que não iria ter Copa e teve. Eles continuam fazendo isso, é o processo deles. E falam, falam e falam”

“Ninguém quer a incerteza de uma aventura nem a volta ao passado”
Dilma Rousseff (PT)

“Os candidatos que têm tempo e dinheiro fazem na TV uma propaganda cinematográfica, mostram na TV um Brasil bem diferente do Brasil de verdade”

“O Brasil pode até precisar de um gerente, mas precisa mesmo é de quem tem visão estratégica”
Marina Silva (PSB)

“O Brasil enfrentará dificuldades de enorme complexidade pela frente, temos que desarmar várias bombas-relógios armadas por esse governo, e posso afirmar que o Brasil não é para principiantes”

“O brasileiro quer sorrir, mas sorrir de verdade, sem precisar botar dente de última hora”
Aécio Neves (PSDB)

O mineiro que animou Groot

CINEMA

Carlos Fraiha está por trás dos efeitos especiais de “Guardiões da Galáxia”


PUBLICADO EM 28/08/14 - 03h00
Maior bilheteria do verão nos EUA, com quase US$ 500 milhões arrecadados ao redor do mundo e uma continuação já confirmada, não é exatamente uma novidade dizer que “Guardiões da Galáxia” é uma das melhores produções da Marvel, um dos filmes mais divertidos do ano e um dos grandes sucessos de 2014. O que poucos brasileiros sabem é que por trás dos pixels da diversão raivosa do guaxinim Rocket, ou da ingenuidade tocante da árvore Groot, existe o trabalho árduo de um mineiro de Belo Horizonte.
“É muito bom poder ver o filme pronto depois de tantos meses trabalhando nele. Tenho muito orgulho de ter tido a chance de participar de um projeto desta qualidade e desta escala”, conta Carlos Fraiha, animador de 32 anos que vive em Londres desde 2007. Antes de ser contratado para trabalhar nos efeitos visuais da nova produção da grife que virou sinônimo de $$$ em Hollywood, ele já havia participado das séries de TV “Merlin” e “Primeval”, feito videoclipes e até trazido Bruce Lee de volta à vida em um comercial de uísque. 
Formado em publicidade e rádio e TV na UFMG e em design gráfico na Uemg, Fraiha trabalhou como designer durante três anos até ir para a Inglaterra fazer uma pós-graduação em animação de personagens na Central Saint Martins College of Art and Design. O que ele aprendeu ali foi a transformar o impossível em possível, construindo mundos que não existem fora do computador. Enquanto o animador em um desenho é responsável por todos os personagens, objetos e enquadramentos, o trabalho de profissionais como Fraiha envolve inserir elementos animados e criados no computador em cenas já filmadas com cenários, câmeras e atores reais, interagindo com eles como se estivessem ali desde o início. “Normalmente o estilo tende a ser mais realista, para que o público não questione se os humanos filmados e os personagens animados poderiam existir num mesmo universo”, explica.
Na pós, seu projeto de final de curso foi o curta-metragem “Ceci n’est Pas une Mouche”, dirigido e animado por ele e selecionado para festivais de mais de 30 países e premiado no Reino Unido, Canadá, Itália e Austrália. Logo depois, Fraiha já estava trabalhando em diferentes empresas em Londres até chegar à MPC (The Moving Picture Company), que tem no currículo os efeitos digitais de produções como “Malévola”, “O Espetacular Homem-Aranha 2”, “O Homem de Aço”, “Harry Potter” e “A Vida de Pi”, vencedor do Oscar na categoria.
Foi nela que o mineiro fez o trabalho de animação por computador em “Guardiões da Galáxia”. A MPC tinha quase 40 animadores trabalhando no filme em períodos diferentes. A animação foi dividida entre eles e a Framestore, que contava ainda com mais profissionais na sua equipe. “Em geral, um animador recebe uma cena e pode animar todos os personagens nela. Mas em algumas situações, um técnico trabalha em um personagem, enquanto um segundo anima o outro na mesma cena”, descreve.
Personagens animados. Fraiha é um dos responsáveis por um dos personagens de maior sucesso da produção, Groot, o gigantesco alienígena com corpo de árvore que tem voz do Vin Diesel e cujo diálogo monofrásico se tornou um dos memes do ano na internet. “Eu animei principalmente o Groot e Rocket Raccoon. Mais o Groot do que qualquer outro personagem”, revela. O brasileiro ainda trabalhou, em bem menor escala, na nave de Peter Quill (Chris Pratt), a Milano, e em outros detalhes, como o timing de montagem e desmontagem do capacete interativo do protagonista na sequência inicial. “Mas a maior parte do tempo foi dedicada à performance dos personagens”, ressalta.
Isso porque Fraiha revela um detalhe importante a respeito das feições dos personagens digitais do longa. Em vez da captura de movimentos – tecnologia que usa sensores no rosto dos atores e envia dados para o computador como molde digital, presente em sucessos como “O Senhor dos Anéis”, “Avatar” e “Planeta dos Macacos: O Confronto” –, “Guardiões da Galáxia” contou exclusivamente com o talento de seus animadores sem a referência das expressões de um ator. “Todas as expressões faciais foram criadas pelos animadores, o que foi não só um grande desafio como também uma grande realização, e todos temos muito orgulho de poder dizer que a performance vista nas telas foi criada por nós. Houve pessoas do público e na mídia imaginando que a atuação foi capturada de algum ator, mas não houve nenhuma captura de movimentos dos atores para as expressões faciais no filme”, revela Frahia.

Polícia Civil prende motociclista acusado de danificar radares

28/08/2014 18:48 - Atualizado em 28/08/2014 18:48

Hoje em Dia (*)



O motociclista Bernardo de Sales Salomão, de 20 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (28) suspeito de quebrar radares de trânsito e ameaçar funcionários da BHTrans, na avenida Cristiano Machado, no bairro Cidade Nova, região Nordeste de Belo Horizonte.
Segundo o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), uma equipe seguiu para o local, por volta das 10h, após ser informada de que um homem teria tentado quebrar um radar e fugido de moto, em alta velocidade. De acordo com o relato dos funcionários que foram ameaçados, o rapaz passava a bordo de uma moto Honda Biz pelos radares móveis na avenida Cristiano Machado e chutava o equipamento. 
A Polícia Civil (PC) informou que os levantamentos apontaram que Bernardo, quando não obtinha sucesso, retornava para ter certeza que deixaria o radar inoperante. A ação teria se repetido por quatro dias, deixando dois equipamentos danificados. O suspeito assumiu ter danificado o radar, avaliado em cerca de R$ 100 mil, e foi autuado por dano ao patrimônio qualificado, ameaça e direção perigosa.
 
Bernardo foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira e teve a  motocicleta e a habilitação apreendidas.
 
(*Com PC)

Policial Civil Acusado de matar jornalista Rodrigo Neto é condenado a 12 anos de prisão

28/08/2014 20:09 - Atualizado em 28/08/2014 20:09

Hoje em Dia
Reprodução/Facebook
Jornalista e radialista Rodrigo Neto foi executado a tiros
Jornalista e radialista Rodrigo Neto foi executado a tiros
O policial civil Lúcio Lírio Leal foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pela participação no assassinato do jornalista Rodrigo Neto. A sentença foi proferida na noite desta quinta-feira (28) pelo Tribunal do Júri de Ipatinga, no Vale do Aço. O homicídio ocorreu em 8 de março de 2013 e o réu está preso desde maio do ano passado. Além dele, Alessandro Neves Augusto, o "Pitote", também é acusado do assassinato, mas será julgado posteriormente já que o processo foi desmembrado.
O investigador da Polícia Civil e "Pitote" são suspeitos de integrar um grupo de extermínio, o que ainda está sendo apurado. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), Alessandro estava na garupa de uma moto pilotada por uma pessoa não identificada quando surpreendeu o jornalista e disparou várias vezes, atingindo-o na cabeça, no tórax e nas costas.
Os acusados também tentaram acertar outro homem, que estava com o repórter quando ele foi alvejado e conseguiu escapar. O itinerário de fuga teria sido traçado pelo investigador, que passou pelo local, minutos antes, viu o jornalista e o companheiro e avisou o comparsa de sua presença e posição. A motivação do crime, ainda de acordo com o MP, foram denúncias feitas por Rodrigo em emissora de rádio, contra crimes que ficaram impunes no Vale do Aço.
Já a razão para a tentativa de homicídio seria silenciar a pessoa que presenciou o assassinato.
O caso
O jornalista Rodrigo Neto foi executado a tiros quando estava em um bar do bairro Canaã, em Ipatinga, no Vale do Aço, em março do ano passado O repórter era especializado na cobertura de notícias policiais e durante sua carreira denunciou diversos crimes, inclusive envolvendo policiais militares e civis.
Segundo a Polícia Militar, ele saía de um churrasquinho na avenida Selim José de Sales, quando dois homens chegaram em uma motocicleta escura e atiraram em sua direção. A vítima chegou a ser socorrida com vida, mas morreu a caminho do Hospital Márcio Cunha. 

Polícia Civil identifica suspeitos de insultar jovem negra de Muriaé no Facebook

28/08/2014 19:12 - Atualizado em 28/08/2014 19:12

Hoje em Dia




Reprodução/Facebook
print caso de racismo em Muriaé facebook
O caso ganhou repercussão por meio do perfil "Pretinho do Poder" que publicou um print da imagem
Um inquérito foi instaurado para apurar o caso de uma jovem negra de 20 anos que foi vítima de racismo no Facebook após postar uma foto com o namorado branco de 18 anos, em Muriaé, na Zona da Mata. Segundo o delegado Eduardo Freitas, responsável pela investigação, alguns dos suspeitos de terem postado ofensas racistas na rede social da vítima já foram identificados. A jovem foi à delegacia nessa terça-feira (26) e o inquérito foi instaurado nessa quarta-feira (27). 
 
O delegado informou que a maioria dos suspeitos são da cidade de São Paulo e possuem entre 15 anos e 20 anos. “Alguns perfis são verdadeiros e outros 'fakes', de pessoas que criaram a página apenas com o propósito de insultar os usuários”, disse. 
 
Freitas disse ainda que vai pedir ao escritório do Facebook em São Paulo para enviar o registro dos suspeitos identificados. “Mesmo que eles deletem o perfil, o registro continua. Depois de receber o ofício do Facebook, devemos recorrer à Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos de Belo Horizonte e à Polícia Federal”.
 
Em depoimento, a jovem alegou que não conhece nenhuma das pessoas que postou comentários racistas em sua página. O namorado dela também foi ouvido e disse à polícia que tentou entrar em contato com os usuários que insultaram a sua namorada na rede social. “Ele pediu para que as pessoas não falassem mais aquelas coisas. Mas, como a foto postada estava aberta a todos os usuários do Facebook, pessoas de todo o Estado tiveram acesso ao perfil dela e ele não teve êxito. Já identificamos até uma outra página do Facebook que usa a foto da vítima. Essa página foi criada apenas para insultá-la”, afirmou.
 
 
Relembre o caso
 
A jovem negra de 20 anos que foi vítima de racismo no Facebook após postar uma foto com o namorado branco de 18 anos, decidiu registrar ocorrência na Polícia Civil de Muriaé, na Zona da Mata mineira.
 
Um dos perfis que teria insultado a jovem pelo Facebook, possivelmente fake, o Capivara Vuadora, postou comentários como: "Onde comprou essa escrava?", que chegou a ter quase 30 curtidas; "Me vende ela" e "Café com leite". A menina ainda foi alvo de outras mensagens preconceituosas como "Tipo assim.. eu acho que você roubou o branco pra tirar foto", "Um branco e uma negona", "Se 'meche' vira nescau" e "Parece até que estão na senzala".
 
O caso ganhou repercussão por meio de um perfil intitulado "Pretinho do Poder", que publicou um "print screen" da imagem e os comentários racistas pedindo por justiça. A publicação teve mais de 19 mil compartilhamentos e quase 150 mil curtidas, além de milhares de mensagens de apoio ao casal.

Marina tenta conter debandada de aliados em MS, MT e AL

Maquiavel

Beto Albuquerque diz que alianças do PSB nos Estados de Alagoas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ser fechadas até o fim de semana
Beto Albuquerque diz que alianças do PSB nos Estados de Alagoas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ser fechadas até o fim de semana (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/VEJA)
As estremecidas alianças do PSB nos Estados de Alagoas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ser fechadas até o fim de semana, de acordo com Beto Albuquerque, candidato a vice na chapa de Marina Silva. As coligações nesses Estados, dois deles com forte participação do agronegócio, ameaçaram ser rompidas após a morte de Eduardo Campos. Para tratar de uma das alianças-problema, Marina teve breve encontro com Nelsinho Trad (PMDB) no interior de São Paulo, onde cumpria agenda de campanha. De acordo com Albuquerque, na conversa, Trad apresentou seu plano de governo com propostas condicionantes para o apoio de Marina, como o compromisso de fortalecimento das fronteiras no Estado. Em AL, onde o PSB está com o PP, Marina apoia a candidatura de Heloísa Helena (PSOL) ao Senado. Já no Mato Grosso, os pessebistas estão com o senador Pedro Taques, que disputa o governo pelo PDT. De acordo com Albuquerque, o partido está mantendo conversas para definir a continuidade das alianças estaduais. (Talita Fernandes, de Sertãozinho)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Dilma critica propostas de adversários para cortar ministérios

28/08/2014 15:15 - Atualizado em 28/08/2014 15:15

Agência Estado


Antonio Cruz/ABr
Presidente Dilma

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, criticou nesta quinta-feira (28) a proposta dos oponentes Aécio Neves (PSB) e Marina Silva (PSB) de reduzir o número de ministérios. "Quando perguntei àqueles que querem fechar ministérios quais queriam fechar, me deram alguns nomes. O primeiro foi o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário)", disse. Dilma afirmou, na sequência, que pretende reformar órgãos ligados à agricultura familiar e à reforma agrária. "Nós iremos sempre fortalecer o MDA, o Incra", afirmou.

A presidente participa de ato de campanha na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília, onde destaca a política do PT para o campo. "Nos últimos 12 anos, no meu governo e no governo do presidente Lula, temos uma consciência: não construímos sozinhos a política do governo, da agricultura familiar", disse.

Dilma destacou a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica (Anater) como passo importante para estimular a agricultura familiar. Ela disse ainda que "muito falta a ser feito", reconhecendo que falta ampliar programas como o de formação de mão de obra técnica com o Pronacamp.

Minas Gerais é o segundo estado mais populoso do país, aponta levantamento do IBGE

28/08/2014 09:24 - Atualizado em 28/08/2014 09:24


Estadão Conteúdo


Arquivo/ABr
População_Arquivo_ABr
MG tem 20.734.097 habitantes. Primeiro lugar ficou com São Paulo, com 44.035.304 moradores

O Brasil tem 202.768.562 habitantes, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados específicos sobre cada município foram divulgados nesta quinta-feira (28), e estão presentes em resolução publicada no Diário Oficial da União.
Os números são aplicados nos cálculos de repasses de recursos aos municípios e são utilizados também pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A posição reflete a população no começo de julho deste ano.

O Estado mais populoso é São Paulo, com 44.035.304 habitantes. Roraima tem a menor população: 496.936 habitantes. Minas Gerais fica em segundo lugar, com 20.734.097 habitantes. O Estado do Rio de Janeiro tem a terceira maior população do País, com 16.461.173 habitantes.

O município de São Paulo é citado com 11.895.893 habitantes; o município do Rio de Janeiro, com 6.453.682 habitantes; Belo Horizonte, com 2.491.109 habitantes; Porto Alegre, com 1.472.482 habitantes; Recife, com 1.608.488 habitantes; e Manaus, com 2.020.301 habitantes.
As tabelas apresentadas hoje mostram, também, que o País tem municípios com pequena população, como Borá, em São Paulo, com 835 pessoas. A localidade fica a cerca de 500 quilômetros da capital paulista.

O IBGE explica que as "Estimativas da População para Estados e Municípios", com data de referência em 1º de julho de 2014, atende exigências estabelecidas pela Lei nº 8.443/1992 e pela Lei complementar nº 143/2013.
Essas leis estabelecem que a "entidade competente do poder executivo federal fará publicar no Diário Oficial da União, até o dia 31 de agosto de cada ano, a relação das populações dos municípios, e até 31 de dezembro, a relação das populações dos Estados e do Distrito Federal, para os fins previstos na Lei nº 8.443

Governo propõe salário mínimo de R$ 788 para 2015

28/8/2014 às 11h20 (Atualizado em 28/8/2014 às 12h22)

Caso o novo valor seja aprovado, reajuste da renda mínima do trabalhador será de 8,84%

    Bruno Lima, do R7, em Brasília*
Novo mínimo passará a valer a partir de 1º de janeiroItaci Batista/Estadão Conteúdo
O salário mínimo vai passar de R$ 724 para R$ 788,06 em 2015. A informação é da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que esteve no Congresso Nacional nesta quinta-feira (28) para entregar a previsão de gastos do governo para o ano que vem, o projeto Ploa (Lei Orçamentária Anual). Pela previsão anterior, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o valor estimado era de R$ 779,79.
A ministra entregou o projeto para o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), que precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor e, portanto, pode sofrer alterações.
Com o novo cálculo fixado pelo governo, o crescimento do mínimo será de 8,84% e leva em conta a fórmula em vigor desde 2011 para definir a renda do trabalhador.
O reajuste estabelece que o salário seja corrigido pela inflação oficial do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) — soma das riquezas do País — de dois anos atrás.
O novo mínimo passará a valer a partir de 1º de janeiro e cairá efetivamente na conta do trabalhador em fevereiro. O valor, no entanto, ainda pode ser revisado pelo governo.
A lei que regula o reajuste do mínimo vence no próximo ano e ainda não foi definido como será feito o novo cálculo. Economistas e centrais sindicais discordam de como deve ser o calculado o reajuste. Enquanto os representantes dos trabalhadores defendem as atuais regras, especialista preferem que o controle da inflação seja o principal indicador do aumento.
O OGU (Orçamento Geral da União) é formado pelo orçamento fiscal, da seguridade e pelo orçamento de investimento das empresas estatais federais. A Constituição determina que a proposta seja votada e aprovada até o dia 22 de dezembro.
No projeto de lei, também consta a estimativa para a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), em 5%, no próximo ano.
A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, ficou em 3% (R$ 5,756 trilhões).

Médicos chineses usam impressora 3D para reconstruir crânio de paciente

28/08/2014 07h21 - Atualizado em 28/08/2014 09h05

Hospital de Xi'an usou tela de titânio criada com impressora 3D. 
Homem ficou ferido depois que ele caiu do terceiro andar de prédio.

Do G1, em São Paulo
Médicos usaram uma impressora 3D para reconstruir o crânio de um paciente no hospital de Xi'an, na província de Shaanxi, na China. Segundo o jornal “South China Morning Post”, o homem de 46 anos teve seu crânio esmagado ao cair do terceiro andar de sua casa.
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Médicos usaram uma impressora 3D para reconstruir o crânio de um paciente (Foto: China Daily/Reuters)Médicos usaram uma impressora 3D para reconstruir o crânio de um paciente (Foto: China Daily/Reuters)
O hospital usou uma tela de titânio criada com uma impressora 3D para dar uma aparência normal ao homem, que teve apenas seu sobrenome, Hu, divulgado. 
No acidente, Hu perdeu parte de seu crânio, e ficou com a cabeça desfigurada. A cirurgia vai permitir que ele volte a ter uma cabeça normal. Nesta quarta-feira (27), ele passou por exames prévios à cirurgia.
Hospital usou tela de titânio criada com impressora 3D para dar aparência normal a Hu (Foto: China Daily/Reuters)Hospital usou tela de titânio criada com impressora 3D para dar aparência normal a Hu (Foto: China Daily/Reuters)
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Homem ficou ferido depois que ele caiu do terceiro andar de um prédio (Foto: China Daily/Reuters)Homem ficou ferido depois que ele caiu do terceiro andar de um prédio (Foto: China Daily/Reuters)

Menino de 10 anos guarda dinheiro e consegue comprar o primeiro carro

28/08/2014 07h30 - Atualizado em 28/08/2014 09h31

Thiago Morales Berce mora em Assis Chateubriand no oeste do Paraná.
Durante três anos o menino guardou no banco todas as economias.

Franciele JohnDo G1 PR
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Thiago, de 10 anos, juntou dinheiro durante três anos para comprar seu primeiro carro, em Assis Chateubriand, no Paraná (Foto: Andréia Morales Berce)Thiago, de 10 anos, juntou dinheiro durante três anos para comprar seu primeiro carro, em Assis Chateubriand, no Paraná (Foto: Andréia Morales Berce/Arquivo Pessoal)
Um menino de 10 anos, que mora em Assis Chateaubriand, na região oeste do Paraná, conseguiu guardar todas as economias e realizar o sonho de comprar o primeiro carro – um Fusca ano 1976, que custou R$ 2,5 mil. Para conseguir juntar o valor, Thiago Morales Berce conta que precisou economizar todo o dinheiro que ganhava do pai e dos parantes durante três anos. “Quando o meu pai tinha 13 anos comprou o primeiro Fusca dele. E eu sempre gostei de Fusca e falava para ele que também queria o meu, então ele falou assim: 'Se você juntar dinheiro, você vai conseguir comprar'. E eu comecei a poupar desde os meus sete anos”, acrescenta o garoto. Como ele ainda não idade para dirigir o veículo, relatou ao G1 que vai deixar aos cuidados do pai até completar 18 anos. "Eu e o meu pai vamos usar ele para ir pescar".
O pai – Valdir de Souza Berce, é empresário na cidade e diz que sempre incentivou o filho a economizar. “A gente sempre ensinou ele e a irmã que a gente só tem as coisas quando trabalha e guarda dinheiro. Faz parte da educação deles”, diz.
Agora Thiago vai guardar dinheiro para melhorar o carro (Foto: Kelly Cristina/ Potal Assis)Agora Thiago vai guardar dinheiro para melhorar o
carro (Foto: Kelly Cristina/ Potal Assis)
Valdir também abriu uma conta poupança no banco para que o filho guardasse o dinheiro. “Sempre que meu pai saía da loja, sobravam moedas no bolso ele me dava, meus primos, primas, todo mundo me ajudou. Minha avó me dava notas de R$ 10 ou R$ 20 e falava ‘compra o que você quiser’, mas eu colocava tudo no banco”, lembra o pai.
Quando Valdir descobriu que o valor do carro já era o suficiente para comprar o Fusca, decidiu fazer uma surpresa para o filho. "Meu pai pegou o dinheiro quando eu estava na escola e comprou o Fusca. Quando cheguei ele falou ‘olha que fusca bonito do outro lado da rua, vamos lá ver?’ Quando chegamos perto ele me entregou a chave e disse que era meu. Fiquei muito feliz”, recorda o menino.
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A gente sempre ensinou ele e a irmã que a gente só tem as coisas quando trabalha e guarda dinheiro. Faz parte da educação deles"
Valdir de Souza Bercer
"Para nós, conseguir juntar o dinheiro para o Fusca, não era um coisa tão visada porque a gente já sabia que era o sonho dele, mas a reação dele quando viu o carro, foi muito legal. Ele realmente se espelhou no pai", conta a mãe Andréia Morales Berce.
A primeira volta com o carro novo foi para mostrar o Fusca para a família toda, que o ajudou na conquista. “Fomos à casa da minha avó, minha mãe ficou tão feliz que nem foi para a academia, fomos todos juntos mostrar o fusca”.
Motorista particular
“Eu vou ser o motorista dele, ele está bem consciente de que tem ainda oito anos pela frente para poder fazer a carteira de motorista e dirigir”, explica o pai.
Thiago diz que vai continuar a guardar dinheiro e faz planos. “Vou continuar juntando porque agora eu quero fazer um jipe de trilha com o Fusca”, planeja. Para a mãe, o filho se tornou um exemplo. "Até a gente começa a se cuidar e a economizar um pouquinho mais", diz Andréia.

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