sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Como as leis contra a corrupção nos EUA obrigaram a direção da Petrobras a se mexer; já não basta Graça Foster fechar a cara em depoimentos previamente ensaiados; agora, a coisa ficou feia!

Blogs e Colunistas
31/10/2014
 às 5:36

A Petrobras está numa encalacrada, e a questão, agora, deixou de ser local. Não dá mais para fingir que se investigam isso e aquilo. Já não basta mais à presidente da empresa, Graça Foster, ir ao Congresso e responder a perguntas a que teve acesso previamente, transformando o que deveria ser esclarecimento em pantomima. A seriedade da coisa subiu de patamar. O busílis é o seguinte: a PricewaterhouseCoopers, auditoria responsável por avaliar os balanços da estatal, resolveu pressionar a direção da empresa a aprofundar as investigações das roubalheiras na estatal, segundo critérios das leis anticorrupção dos EUA. Ou a gigante brasileira fazia isso, ou a Price deixaria de analisar seus balanços.
E que consequências isso teria? A auditoria informaria ao conselho da Petrobras a sua decisão; se, ainda assim, nada fosse feito, a Price informaria à SEC (órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) o rompimento do contrato. Seria um golpe gigantesco na credibilidade da estatal no mercado internacional, isso num momento delicado, em que a empresa depende vitalmente de financiamento externo. Sem a análise do balanço, a Petrobras estaria fora do mercado.
Parece piada, mas é assim: foi preciso que as leis americanas fossem evocadas para que a Petrobras se coçasse e decidisse investigar a sem-vergonhice. Dois escritórios especializados em leis americanas anticorrupção foram contratados: nos EUA, o escolhido foi o Gibson, Dunn & Crutcher. No Brasil, o Trench, Rossi e Watanabe, de São Paulo. Eles vão colaborar com a comissão interna criada pela Petrobras para investigar o caso.
Na mira da comissão interna da Petrobras, estão diretores nomeados por Lula. A comissão pediu ainda autorização à Justiça para ouvir Paulo Roberto Costa sobre a construção da refinaria de Abreu e Lima, informa a Folha:“A empresa pediu que Costa esclarecesse, entre outras coisas, o teor de reuniões com o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli e o ex-diretor de Serviços Renato Duque realizadas entre o fim de 2005 e o começo de 2006 sobre Abreu e Lima. A Petrobras quer saber por que, às vésperas da implantação de Abreu e Lima, Costa foi com Gabrielli e Renato Duque a reunião em Brasília. A estatal pede explicações sobre as revisões do valor da obra, que subiu de US$ 4 bilhões para US$ 13,4 bilhões entre 2006 e 2009”.
Essa informação é pública há muito tempo. Só agora o comando da Petrobras resolveu cobrar explicações. E só o fez porque a Price exigiu.
Que coisa, né? Quem sabe o fato de o mercado ser globalizado — e de as leis americanas serem bastante severas com corruptos — possa fazer bem ao Brasil. A Price obriga agora a Petrobras a fazer o que já deveria ter sido feito há muitos anos, não é, governanta? Que ironia! Quem sabe as leis contra a corrupção dos EUA ainda acabem fazendo bem aos brasileiros.
Por Reinaldo Azevedo

A Terra passará por 6 dias de escuridão?

por Cássio Barbosa - G1

Você recebeu um e-mail, viu um link compartilhado ou mesmo alguém te alertou.
- Cara, a Terra passará por um período de 6 dias de escuridão!
- Ah é? Esqueceram de pagar a conta?- É sério, cara! A NASA confirmou! É uma tempestade solar, tem um site falando sobre isso! A tempestade vai lançar uma grande nuvem de poeira sobre a Terra, causando uma escuridão que vai durar seis dias! Não vai ser o fim do mundo, mas vai causar medo, terror e o caos! A NASA falou, pode acreditar.- Hmmm, sei não. Deixa eu ver o quê o Observatório tem a dizer sobre isso...Opa, aqui estamos!Pois é, essa história está se alastrando pelas redes sociais principalmente e algumas pessoas já me procuraram para saber do que se trata. Em uma palavra: lixo!O tal "alerta" da NASA teria sido divulgado numa conferência ocorrida no meio de outubro. Nesse comunicado, cientistas da agência espacial americana estariam alertando para a ocorrência de uma tempestade solar violenta que lançaria uma gigantesca nuvem de poeira sobre a Terra. Com isso, entre os dias 16 e 22 de dezembro, a Terra estaria imersa em profunda escuridão.Primeiro aos fatos.Nenhuma tempestade solar causa a formação e muito menos o lançamento de poeira. Existem episódios de Ejeção de Massa Coronal (CME em inglês) quando o Sol libera uma pequena nuvem de gás para o espaço, mas o gás não tem poeira, não produz poeira e mesmo que atinja a Terra, não escurece o céu. Tanto a matéria ejetada pelo Sol numa CME, quanto a radiação emitida numa explosão solar são barradas pelo campo magnético da Terra ou pela alta atmosfera, que atuam como um escudo. Nada disso vai causar qualquer efeito na superfície, ou seja, nenhuma chance de um evento desses levantar a poeira do solo para produzir a escuridão citada.Outra coisa, para percorrer a distância entre o Sol e a Terra em 2 meses, de acordo com o alerta, a tal nuvem de poeira teria que se deslocar a uma velocidade de 28 km/s. Isso não é nada em termos do vento solar, que tem valores médios de 400 km/s. Com uma velocidade tão baixa é provável que essa nuvem nunca se desprendesse do Sol, seja ela composta de poeira, de gás ou de qualquer coisa. Para se libertar da atração gravitacional do Sol qualquer coisa precisa ter uma velocidade mínima de 618 km/s.De argumentos científicos já está bem explicado, mas se alguém tiver a curiosidade de fuçar mais um pouco e chegar no site que publicou o tal alerta vai ver coisas interessantes. Os caras se embananam na hora de converter o número de dias e as horas correspondentes que vai durar o período de escuridão. Fazendo as contas, dá 3 dias, depois dá 9 dias e o anúncio fala em 6. Perdido num cantinho tem uma nota dizendo que o site é "uma combinação de uma notícia chocante real e entretenimento satírico para manter os visitantes em estado de descrença." Sem falar no fato que esse "alerta" já foi dado em 2011, foi requentado para o fim do mundo em 2012 e voltou agora em 2014.Como eu havia dito, lixo!Talvez esse boato tenha sido re-requentado por causa de uma notícia, verdadeira, a respeito do Sol. Por esses dias, foi muito comentado o surgimento de uma gigantesca mancha solar. Chamada de AR 2192, a mancha tem aproximadamente o tamanho de Júpiter! Em condições favoráveis, seja com o uso de filtros apropriados, ou naquelas horas do por do Sol em que ele fica bem vermelho, já próximo do horizonte, a mancha podia ser vista a olho nu. Essa foi a maior mancha solar já registrada desde 1990!
Reprodução

O Sol tem um ciclo de atividade magnética bem conhecido com um período de mais ou menos 11 anos, alternando períodos de máximos e mínimos. Esse períodos podem ser verificados através do número de manchas solares, por exemplo. Mas os últimos ciclos têm sido muito esquisitos, o Sol parece que não está seguindo o roteiro.As manchas solares são região ativas do Sol e podem proporcionar eventos violentos, como eventos rápidos e violentos de alta energia e CMEs, mas em nenhum dos casos há formação ou ejeção de poeira. Uma região ativa como a AR 2192 poderia ter causado uma tempestade magnética e tanto, tivesse ela sofrido uma erupção violenta. Nas aqui na Terra não seríamos afetados diretamente, como eu já falei, o campo magnético terrestre e a atmosfera nos blindam desses eventos, mas certamente sentiríamos os efeitos dessa explosão de modo indireto.Nossa vida é profundamente dependente de equipamentos elétricos e eletrônicos. Uma tempestade magnética muito intensa colocaria em risco os satélites em órbita da Terra. Sempre que há algum risco em potencial, alguns satélites são colocados em hibernação, desligando todos os sistemas não vitais para tentar preservar a eletrônica. Os telescópios espaciais fazem isso sempre. Mas alguns satélites não podem se dar ao luxo disso, como os satélites de comunicação e os de GPS. Num evento muito energético, como uma explosão de classe X que esteja voltada diretamente para a Terra, correríamos o sério risco de ficar sem comunicação via satélite e perderíamos o posicionamento via GPS. Mais do que bagunçar a procura por aquele restaurante bacana escondido em uma ruazinha perdida na sua cidade, aviões e plataformas de petróleo ficariam literalmente à deriva. Até mesmo comunicações via rádio de alta frequência seriam afetadas, causando um blecaute em rádio. Estações e redes de transmissão de eletricidade em países muito ao norte ou ao sul do planeta poderiam ser danificadas.Muito catastróficas minhas previsões? Nem tanto, isso já ocorreu em menor escala no passado, tipo a década de 1990, quando nossa dependência desses sistemas era bem menor e por isso os efeitos não foram tão percebidos. Mas nós quase passamos por isso recentemente!Em julho de 2012 aconteceu uma super tempestade solar, a maior em 150 anos. A nuvem de matéria ejetada pela CME passou muito perto da Terra, mas não a atingiu. De acordo com um estudo publicado por Daniel Baker da Universidade do Colorado em dezembro de 2013, se essa CME tivesse atingido a Terra, estaríamos juntando os cacos até hoje! Muito provavelmente teríamos perdido uma boa pare dos satélites de comunicação e até mesmo a internet teria sido derrubada.Felizmente a AR 2192 já está fora da nossa linha de visada e já não oferece nenhum risco. Em poucos dias, por causa da rotação do Sol, ela vai para a parte de trás dele e deixará de ser vista. Como o período de rotação do Sol é de 25 dias, no final de novembro vamos ver se a AR 2192 ainda se mantém, mas o certo é que nem ela, nem outra mancha vai fazer a Terra imergir em um período de escuridão total. Avisa lá o seu colega que está espalhando o boato que ele pode ficar tranquilo!

B.H: Escolas de aviação serão fechadas no Carlos Prates

31/10/2014 08:25 - Atualizado em 31/10/2014 08:25

Alessandra Mendes - Hoje em Dia



LUCAS PRATES - 11/4/2014
Escolas de aviação serão fechadas no Carlos Prates
PAPELADA – Empresas notificadas pela prefeitura não têm documentação exigida
Duas escolas de aviação que atuam no Aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste da capital, serão fechadas pela fiscalização. Segundo a prefeitura, as empresas não têm documentação necessária para o funcionamento desse tipo de atividade econômica. Os responsáveis foram notificados para resolver o problema, mas não atenderam ao prazo para recurso.
Os nomes das escolas e a data em que será realizada a interdição não foram divulgados pela Secretaria de Administração Regional Municipal Noroeste, sob alegação de que as informações são sigilosas. O funcionamento das empresas sem alvará já havia sido denunciado pelo Hoje em Dia em junho. Na época, sete estabelecimentos estavam com problemas na documentação e respondiam a processos abertos em 2013.
Cinco escolas chegaram a ser notificadas sobre o possível encerramento das atividades, em caso de descumprimento da ordem de regularização. Três foram multadas em decorrência das irregularidades nos alvarás.
Além de inviabilizar a operação, a falta de regularização junto à prefeitura impede que o estabelecimento renove a autorização de funcionamento concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A reportagem do Hoje em Dia tentou falar com os responsáveis pelas escolas de aviação que serão interditadas, mas não foi possível localizá-los. Também não foi encontrada nenhuma organização que represente a categoria para falar sobre os problemas.
INCÔMODO
As empresas de pilotagem são alvo de reclamações constantes de moradores da região Noroeste, por causa do barulho provocado pelas aeronaves. No perfil “Inferno no céu – não ao aeroporto Carlos Prates”, criado no Facebook, diversos moradores relatam também temor de acidentes por causa de voos rasantes. Foi organizado um abaixo-assinado pedindo providências.
A prefeitura informou que, em 2013, fiscais constataram que o nível de ruído estava acima do permitido pela legislação – máximo de 70 decibéis em período diurno e 50 à noite. Às sextas-feiras, sábados e em vésperas de feriado, o nível permitido é o mesmo previsto para o período diurno.

Setor de bebidas têm alta histórica em setembro, mostra IPP

31/10/2014 14:15 - Atualizado em 31/10/2014 14:15

Agência Estado


Marcelo Camargo/ABr
Cerveja_Marcelo Camarg_ABr
A alta de 7,04% nos preços das bebidas na porta de fábrica fez o setor dar a maior contribuição para a alta de 0,94% na inflação da indústria da transformação em setembro (0,21 ponto porcentual), segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (31). Foi a maior alta registrada pelas bebidas dentro da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2010.
O IBGE observa que, desde 2012, o mês de setembro tem registrado os principais reajustes de preços no segmento, devido à proximidade do verão. No acumulado no ano, o setor de bebidas abandonou os resultados negativos que persistiam desde o início de 2014, com avanço de 6,26% até setembro. Em 12 meses, a variação acumulada foi de 8,59%.
Veículos
A atividade de veículos automotores registrou aumento de 0,64% em setembro, o segundo maior impacto para a taxa de 0,94% do IPP no mês, o equivalente a 0,19 ponto porcentual. Segundo o IBGE, a atividade começa, nesse período do ano, a transição de modelos de automóveis antigos pelos modelos do próximo ano. Portanto, o ingresso de modelos 2015 já aparece no indicador, contribuindo para o aumento de preços na atividade.
Ainda assim, o resultado foi o maior dos últimos seis meses, mas ainda ficou abaixo dos aumentos registrados este ano em janeiro (1,06%) e fevereiro (0,65%). No ano, a atividade de veículos automotores acumula alta de 4,53%. Em 12 meses, o aumento ficou em 4,77%.

Saiba o que comer antes e depois da academia

Atividade física

Alimentar-se adequadamente é fundamental para garantir bom desempenho durante o exercício e aumentar a massa muscular

Patricia Orlando
Recomenda-se que seja ingerido 20 gramas de proteína até uma hora depois do treino para melhorar a recuperação muscular
Recomenda-se que seja ingerido 20 gramas de proteína até uma hora depois do treino para melhorar a recuperação muscular (Thinkstock)
A alimentação é fundamental para garantir os benefícios da atividade física – e comer de forma indevida pode impedir que o tempo gasto em uma academia surta efeitos positivos, como o aumento da massa muscular, por exemplo. Alimentos consumidos antes e depois do exercício de força devem cumprir determinadas funções, como oferecer energia e ajudar a regenerar a musculatura. Itens ricos em carboidratos e proteínas, como frutas e ovos, são essenciais nesses momentos.
Durante o exercício de força, o corpo tem como fonte de energia o glicogênio, que são moléculas derivadas do carboidrato presentes no tecido muscular. Por isso, o músculo deve ter um estoque da substância para garantir um bom desempenho na atividade física e evitar a perda de massa magra. Esse estoque pode ser formado por meio do consumo de carboidratos antes do exercício, incluindo pães, massas, cereais e frutas. 
Segundo o nutricionista esportivo Rodrigo Macedo, especialista em fisiologia do exercício pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor da Faculdade Fatima, no Rio Grande do Sul, o ideal é que sejam consumidos carboidratos com baixo índice glicêmico, como pães e massas integrais, por exemplo. Isso porque a glicose presente nesses alimentos é absorvida pelo corpo mais lentamente, fazendo com que o açúcar demore para chegar às células. Com isso, o corpo recorre à queima de gordura para obter energia. Recomenda-se a ingestão desses alimentos pelo menos uma hora antes da atividade física, tempo suficiente para o organismo os digerir completamente e absorver todos os nutrientes.
Pós — Após o exercício, a musculatura precisa repor o estoque de energia, o que pode ser feito com o consumo de carboidrato, como um pão ou um suco de frutas. Além disso, para que a massa muscular de fato aumente, é necessário regenerar as lesões provocadas no músculo pelo exercício – processo que depende da ingestão de proteína, encontrada em carnes, ovos e leite, por exemplo. Especialistas recomendam o consumo de fonte de carboidrato e outra de proteína até 1 hora depois da atividade física.
“Quem treina precisa de 1,2 a 1,4 grama de proteína por quilo de seu peso total ao dia para que esse processo seja bem sucedido. Normalmente, recomendamos que, logo após o exercício, o indivíduo consuma 20 gramas de proteína, quantidade encontrada em dois filés de frango, por exemplo”, diz o educador físico Bruno Gualano, professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Laboratório de Nutrição e Metabolismo Aplicados à Atividade Motora da USP.

O que comer antes e depois da academia

1 de 6

Antes: Frutas

Frutas como a laranja e a maçã têm carboidratos de baixo índice glicêmico. Isto é, o açúcar presente nesses alimentos chega à corrente sanguínea lentamente e, por isso, não provoca picos de glicose no sangue. “Isso faz com que o corpo opte por utilizar gordura como fonte de energia na hora do exercício”, diz o nutricionista esportivo Rodrigo Macedo, especialista em fisiologia do exercício pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor da Faculdade Fatima, no Rio Grande do Sul. Além disso, as frutas aumentam o estoque de carboidrato no músculo, que é armazenado em forma de glicogênio, garantindo um bom desempenho na atividade física. O ideal é que a fruta seja consumida uma hora antes do exercício.

Só 'dilúvio' traz alívio ao sistema elétrico em 2015, dizem especialistas

30/10/2014 - 20:48

Setor elétrico

Com a expectativa de chuvas abaixo da média no ano que vem, risco de racionamento se torna cada vez mais real. Desaceleração da economia em 2014 “salvou” o país neste ano

Naiara Infante Bertão
Usina Hidrelétrica de Jupiá em Três Lagoas-MS
Usina Hidrelétrica de Jupiá em Três Lagoas-MS (Reinaldo Canato/VEJA)
As perspectivas ruins para a temporada de chuvas continuam preocupantes e acendem o alerta para a possibilidade de racionamento. Com a expectativa de chuvas abaixo da média, reservatórios das hidrelétricas em menor nível desde o final de 2000 e já com todas as térmicas ligadas, o risco de racionamento em 2015 é real. No cenário mais pessimista, que considera as mesmas precipitações deste ano – 80% da MLT (média de longo termo, que avalia as chuvas desde 1932) – a probabilidade de os brasileiros terem de represar seu consumo de energia é de 40%, segundo cálculo da Thymos Energia. No cenário mais otimista, em que as chuvas voltem à normalidade (100% da MLT) no ano que vem, pode ser que não seja decretado oficialmente o racionamento, mas a situação do setor continuará crítica. “A única variável que esperamos é chover no verão que está entrando. É preciso chover um dilúvio do tipo Arca de Noé para respirarmos aliviados”, diz João Carlos Mello, diretor-presidente da Thymos Energia. Ele lembra, porém, que somente após o período úmido, que termina no início de maio, é possível saber se será preciso decretar um racionamento de energia ou não.
A previsão dos climatologistas é de chuvas ligeiramente abaixo da média, impactando os preços. “Mesmo que chova um montante semelhante à média histórica, ainda não será motivo para respirarmos aliviados, pois a situação dos reservatórios está tão ruim que ao longo de 2015 as térmicas continuarão ligadas quase que em sua totalidade para recompor os níveis de tais reservatórios, independente do volume de chuvas durante o período úmido”, explicou o gerente de regulação da Safira Energia, Fábio Cuberos.
Diferentemente do período de racionamentos de 2001, o Brasil hoje dispõe de usinas térmicas, que usam combustíveis fósseis para gerar energia e poupam os reservatórios das hidrelétricas, que estão em níveis baixos — os menores desde 2000. O problema é que essas térmicas são muito mais custosas do que as hidrelétricas e, por isso, elevam o preço da energia no mercado à vista. Diante de chuvas escassas e previsões nada animadoras, desde o início do ano o Operador Nacional do Sistema (ONS) mantém quase todas essas usinas térmicas ligadas. Para quem já tinha contratos de energia firmados com geradoras, nada mudou. Mas, para grande parte das distribuidoras de energia que não conseguiram suprir, nos leilões de 2013, toda a demanda de energia prevista para as residências, o preço disparou. O chamado Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) é o preço que os consumidores (distribuidoras, empresas) precisam pagar caso usem mais energia do que tinham contratado. O mesmo vale para o caso de uma geradora produzir menos energia do que tinha vendido. A remuneração em ambos os casos é feita via PLD, que é determinado pelo ONS semanalmente.
O fato é que o PLD passou boa parte de 2014 em seu máximo, de 822,83 reais o megawatt, trazendo custos altíssimos para as distribuidoras descontratadas. O governo precisou intervir e um grupo de bancos financiou 11,2 bilhões de reais para que essas empresas não repassassem em 2014 todo o aumento de gastos para o consumidor, via reajuste tarifário. No segundo semestre, outro empréstimo, de 6,6 bilhões de reais, foi acertado. O interesse do governo em encontrar uma forma de capitalizar as distribuidoras é justamente o impacto dos reajustes na inflação, que está acima do teto da meta de 6,5% ao ano.
É importante notar, contudo, que os consumidores já tiveram um reajuste médio de 17,63% na conta de luz neste ano, maior do que o estimado pelo Banco Central (BC) em seu último Relatório Trimestral de Inflação, divulgado em setembro, que previa 16,8%. Segundo Cuberos, da Safira, o país vive hoje uma situação semelhante a 2008, quando também houve problemas com o período úmido, mas a crise internacional, que impactou na redução da produção industrial, “ajudou” a evitar um novo racionamento. A Thymos Energia projeta que, se o Brasil crescesse bem mais, na casa de 5,5%, o país já estaria em racionamento. “Estamos entrando em 2015 com os reservatórios piores do que entramos em 2001. Isso exigirá um monitoramento contínuo das condições de operação e uma tomada de decisão sem componente político”, Mello, da Thymos.
É difícil, porém, dissociar de intenções políticas a decisão da Aneel de colocar em discussão a diminuição do teto do PLD de 822,83 para 388,04 por MWh. Se aprovada, no mês que vem, a medida pode até  diminuir o rombo das distribuidoras, mas especialistas do setor já preveem mais custos para a conta de luz dos brasileiros. Raphael Gomes, do Demarest Advogados, explica que, hoje, parte do PLD é repassado para cobrir os gastos com geração, como a das térmicas. Se o PLD máximo diminuir, isso terá de ser pago por todos os agentes do sistema via aumento de encargos. Nos cálculos da Safira Energia, por exemplo, os encargos podem subir até dez vezes com um PLD máximo de 388,04/MWh. Se de janeiro a julho deste ano, com o PLD máximo atual, o montante de encargos pagos pelos consumidores foi de mais de 582 milhões de reais, ele subiria para 5,4 bilhões de reais. “Para resolver um problema pontual, quer-se mudar artificialmente o preço da energia no mercado de curto prazo, reduzir os incentivos de outros agentes e ainda deixar para o consumidor pagar essa conta”, aponto Gomes. Desse modo, quem seguiu a regra de contratações e não ficou exposto ao mercado à vista precisaria “dividir o bolo” com quem, descontratado, foi beneficiado com preços de energia menores. Em última instância, todo e qualquer aumento de custo acaba de algum modo indo para a conta de quem a presidente Dilma Rousseff tentou “proteger” em 2012: os contribuintes.

Na economia, Dilma terá de ser menos Dilma e mais Aécio

Pelo que a presidente mostrou de si própria desde que ganhou os holofotes, é difícil imaginar que, com o mesmo o cozinheiro, o cardápio será diferente

JOSÉ FUCS
29/10/2014 19h04 - Atualizado em 30/10/2014 19h19
 
Dilmécio (Foto: aa)
Se quiser realmente promover a retomada do crescimento e recuperar a confiança dos investidores e dos empresários aqui e lá fora, a presidente reeleita Dilma Rousseff terá de promover uma mudança radical na política econômica praticada em seu primeiro mandato. Dilma terá de se reinventar e ser menos Dilma, com sua gestão ideológica da economia, e mais Aécio, com suas propostas mais afinadas com o mercado, como uma maior transparência nas contas públicas, o combate implacável contra a inflação e o corte de impostos. A questão é: será que Dilma, com sua personalidade forte e seu ativismo, vai mesmo mudar o seu jeito de ser e as suas crenças, para permitir que o Brasil saia do limbo em que se encontra por causa da política econômica que ela implementou com mão de ferro até agora? É ver para crer. Só o teste São Tomé poderá nos dar a resposta definitiva.
De minha parte, mesmo correndo o risco de ser chamado de pessimista ou catastrofista, acredito que é pouco provável que isso aconteça, apesar do aumento inesperado de juros promovido nesta quarta-feira pelo Banco Central, para tentar (tardiamente) segurar a inflação. Sinceramente, espero estar errado. Mas, pelo que Dilma mostrou de si própria desde que ganhou os holofotes pelas mãos do ex-presidente Lula, é difícil imaginar que, com o mesmo o cozinheiro, o cardápio econômico será diferente a partir de agora. Se até no dia da vitória, ela passou pito nos petistas exaltados que celebravam o resultado do pleito, como os brasileiros acompanharam pela TV, por que devemos acreditar que ela irá mudar a sua essência daqui para frente?
Confira abaixo algumas das principais mudanças que Dilma terá de fazer para recuperar a confiança na política econômica e recolocar o país na trilha do desenvolvimento, e tire as suas próprias conclusões:
1) Novo ministro da Fazenda – No primeiro mandato, Dilma não deixou dúvidas de que ela era o ministro da Fazenda de fato. O ministro da Fazenda nomeado, Guido Mantega, já em aviso prévio, foi praticamente uma marionete do Palácio do Planalto, com pouca credibilidade no mundo dos negócios e a fama de ser um profícuo emissor de “balões de ensaio” para tentar avaliar a reação prévia dos agentes econômicos a medidas que estavam "em teste" no laboratório oficial. No segundo mandato, Dilma terá de aceitar um ministro forte, que tenha personalidade própria e um mínimo de credibilidade e de respeito do mercado.
2) Combate à inflação – Depois da posse, em 2011, Dilma demorou para acreditar que a inflação dava sinais de ebulição e segurou o quanto pode a subida dos juros, interferindo diretamente nas ações do Banco Central. Também não controlou a gastança do governo para amenizar a necessidade de apertar a política monetária. Resultado: a inflação subiu, o crescimento acabou despencando da mesma forma e, no final, os juros tiveram de subir de qualquer jeito. Agora, Dilma terá de mostrar que se converteu subitamente à ideia de que, para controlar a inflação, o governo terá de gastar menos e o Banco Central terá de ser livre para subir os juros (em maior ou menor grau, conforme o esforço fiscal). Dilma também terá de aumentar a confiança dos analistas na taxa de inflação, deixando de represar preços administrados, como o da gasolina.
3) Transparência nas contas públicas – Em seu governo, Dilma usou e abusou da “contabilidade criativa” para mascarar o efeito fiscal negativo provocado pela relação incestuosa mantida entre o Tesouro e os bancos públicos. Mais de uma vez, Dilma, por meio do ministério da Fazenda, disse que o governo não faria mais uso de manobras contábeis, mas não cumpriu a promessa. Isso contribuiu para deteriorar ainda mais a confiança em seu governo. No segundo mandato, Dilma terá de fazer o mercado acreditar que as contas públicas serão mais transparentes e a “contabilidade criativa” será mesmo coisa do passado. Também terá de reconhecer os “esqueletos” criados em seu primeiro mandato e guardados a sete chaves no armário do Tesouro.
4) Corte de gastos e cumprimento das metas fiscais –  Embora prometesse realizar um superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) robusto, Dilma não cumpriu suas promessas, como está acontecendo em 2014. Com isso, a dívida pública não apenas parou de cair, mas vem crescendo ano a ano, preocupando os analistas do Brasil e do exterior. Para reverter a percepção negativa, Dilma terá de conter a gastança do governo e realmente cumprir as metas de superávit que o próprio governo anuncia.
5) Menos intervencionismo na economia -  Desde a sua posse, Dilma meteu a mão em quase tudo. Acreditava que seria capaz de controlar as ações dos agentes econômicos. Dilma também concedeu benesses variadas para alguns setores sem qualquer transparência, estimulando a ação de lobbies corporativistas e a velha peregrinação de empresários com o “pires na mão” a Brasília. Isso acabou interferindo negativamente nos fatores de produção e no equilíbrio da economia. Agora, Dilma terá de  adotar medidas que sejam válidas para todos e deixar o mercado se acomodar com maior liberdade até encontrar um novo ponto de equilíbrio e conseguir superar as distorções criadas pela excessova intervenção do governo.
6) Respeito aos contratos – Em vez do ativismo e da mudança de regras no meio do jogo, que afetam de forma dramática os projetos das empresas, como aconteceu nas área energética, bancária e automotiva, Dilma terá de se comprometer a respeitar os contratos e os acordos firmados no país e no exterior. 
7) Redução e simplificação de tributos – Nos primeiros quatro anos de governo, Dilma apostou num estatismo anacrônico, que provoca uma drenagem cada vez maior de recursos da sociedade. Ela pouco fez para reduzir a carga tributária, uma das mais altas do mundo e a mais alta entre os países em desenvolvimento. Dilma nem sequer atualizou a tabela do imposto de renda, que suga o salário  dos trabalhadores, de acordo com a inflação do período. Também não tomou qualquer providência para cobrir a defasagem acumulada pela tabela do IR desde a posse de Lula. Agora, Dilma terá de aceitar um Estado menos obeso e promover uma reforma tributária que reduza e simplifique os tributos pagos pelos contribuintes.
8) Aumento dos investimentos – Nos últimos anos, os investimentos privados caíram de forma significativa, para algo em torno de 16% do Produto Interno Bruto (PIB) – uma marca deplorável para um país com tanto potencial como o Brasil. Dilma manteve os estímulos anticíclicos adotados por Lula no auge da crise global, apostando que os investimentos seriam puxados pelo consumo. Como isso não aconteceu, a fatura do diagnóstico equivocado teve de ser paga por todos os brasileiros. Se quiser que os empresários invistam mais na ampliação e na modernização do parque produtivo nacional, Dilma terá de mostrar, mais que qualquer outra coisa, que vai deixá-los trabalhar em paz, com regras estáveis, válidas para todos, sem colocar em risco a estabilidade tão duramente conquistada. 
9) Mais acordos comerciais e menos protecionismo -  Influenciada por um “bolivarianismo” não declarado, Dilma privilegiou as relações comerciais com parceiros latino-americanos, especialmente no âmbito do Mercosul, agora reforçado pela Venezuela, e paralisou as negociações bilaterais, que poderiam ter aberto novos mercados ao país e ajudado a melhorar o desempenho das nossas exportações.  Também neste caso, Dilma precisará deixar de lado a ideologia e adotar uma postura mais pragmática, que atenda aos interesses nacionais e não aos do PT, calcados no Foro de São Paulo. Para ampliar a inserção do país na economia global e reduzir o “custo Brasil”, Dilma também precisará abrir o país à concorrência externa e reduzir a exigência de conteúdo nacional. A reserva de mercado gera ineficiências e impede as empresas de ter acesso ao que há de mais moderno e de melhor qualidade, pelo menor preço, no mercado externo.
10) Retorno atraente nas privatizações – Ao contrário do que aconteceu até agora, Dilma terá de oferecer uma rentabilidade atraente para viabilizar a privatização de serviços públicos em ritmo acelerado. Só assim será possível ao país recuperar o tempo perdido por restrições ideológicas e agilizar os investimentos de que o país precisa na área de infra-estrutura, como estradas, portos e aeroportos. Se quiser limitar o lucro dos empresários e não entender que o capital privado só se interessa por investimentos que deem um retorno compatível com o risco, Dilma mais uma vez transformará o programa federal de concessões numa quimera. Deixará de aproveitar uma importante oportunidade para impulsionar o crescimento econômico e resolver os gargalos do país.
11) Profissionalização da gestão e eficiência do setor público – Se continuar a nomear os companheiros do PT para ocupar cargos de relevância na administração direta ou nas estatais, Dilma corre o sério risco de repetir o desempenho pífio da economia registrado em seu primeiro mandato. Isso sem falar da possibilidade de repetição das falctratuas perpetradas por petistas, como no caso do Petrolão. Para fazer a administração andar e ser eficiente, Dilma precisará privilegiar a nomeação de técnicos de reconhecido saber nas áreas em que atuam. Também terá de implementar  a meritocracia no governo federal, para privilegiar os servidores de melhor desempenho. Implementada com sucesso em alguns estados, como Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo, a meritocracia poderá ter um papel essencial para ajudar os projetos do governo, muitos dos quais não saem do papel, a transformarem-se em realidade. Os projetos devem ser chancelados pelos técnicos e não decididos por fatores políticos, como no caso da refinaria de Abreu e Lima em Pernambuco, implementada por decisão autocrática de Lula, para ajudar o companheiro bolivariano Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, morto em 2013, que prometeu arcar com parte dos investimentos, mas nunca o fez.
12) Condenação a Invasões de propriedades – Para realmente merecer a confiança dos investidores e de uma parcela mais ampla dos brasileiros, Dilma terá de demonstrar claramente que não apoia as invasões da propriedade alheia, tanto no campo, quanto na cidade. Se continuar a tratar os invasores como vítimas do capitalismo e premiá-los com dinheiro público, como tem acontecido, dificilmente Dilma terá o respeito de quem detém o capital necessário para alavancar os investimentos de que o Brasil precisa. Em vez de usar o dinheiro dos contribuintes para comprar terrenos invadidos por movimentos que nem são legalmente registrados, como aconteceu com uma área invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) , comprada pelo governo por R$ 30 milhões para cedê-la gratuitamente aos invasores, Dilma tem de garantir o respeito ao direito de propriedade previsto na Constituição nacional.
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Quadrilha usava carro adaptado para confrontos e arma que derruba avião

31/10/2014 08h06 - Atualizado em 31/10/2014 09h56

Ataque a dois carros-fortes terminou com a morte de policial em Aguaí, SP.
Veículo apreendido tinha buraco no vidro traseiro para utilização de armas.

Do G1 São Carlos e Araraquara
Carro usado pela quadrilha em Aguaí era adaptado para possíveis confrontos com a polícia (Foto: Paulo Chiari / EPTV) 
Carro usado pela quadrilha era adaptado para possíveis confrontos com a polícia (Foto: Paulo Chiari / EPTV)
Coletes e capacetes à prova de balas, carro blindado adaptado para atirar por vidro traseiro e arma com calibre ponto 50, que pode derrubar até um avião, são alguns dos indícios da alta especialização da quadrilha que tentou assaltar na quinta-feira (30) dois carros-fortes em Aguaí (SP) que seguiam para Poços de Caldas (MG), segundo a Polícia Civil. Um policial militar de 45 anos morreu após uma troca de tiros com os suspeitos. Um áudio divulgado pela PM mostra o pedido de socorro dos PMs para socorrer a vítima. O delegado seccional de São João da Boa Vista, Sebastião Antônio Mayriques, também vê semelhanças dos ataques com os ocorridos em Araras, em 2013, e em Itatiba, neste ano. Por enquanto, ninguém foi preso.
Segundo Mayriques, o ataque foi planejado e os suspeitos já tinham alternativas para o caso de não conseguirem levar o dinheiro. "Essa quadrilha estava com roupas camufladas, com coletes à prova de balas, capacetes, todo tipo de acessório necessário para dar segurança física. Houve um prévio planejamento dessa ação, em caso de fuga com ou sem sucesso", afirmou.
O armamento usado também chamou a atenção do delegado. "O armamento é de grosso calibre, de uso exclusivo do exército. A munição de calibre ponto 50, que tem poder de derrubar até aviões, munição de calibre 762, que acreditamos que tenha sido usada para matar o policial militar. Um armamento usado por quadrilhas de grande especialização", disse.
O carro abandonado pelos suspeitos, uma Mercedes preta, era blindado e adaptado para possíveis confrontos. "O buraco no vidro traseiro permite que o atirador tenha ampla visibilidade. Ele foi preparado para efetuar disparos  por pessoa que se encontre em seu interior. Preparada para atirar contra todas as pessoas que vierem em sua direção", explicou o delegado.
Munições de grosso calibre foram apreendidas pela
Polícia Civil em Aguaí (Foto: Paulo Chiari / EPTV)
Munições de grosso calibre foram apreendidas pela Polícia Civil em Aguaí (Foto: Paulo Chiari / EPTV) A Polícia Civil abriu inquérito e já começou a ouvir testemunhas. O delegado não descarta a relação entre outros crimes cometidos em São Paulo já que a ação foi semelhantes.

"O tipo de munição, a forma de agir, mas a investigação não partirá da premissa de que as mesmas pessoas que fizeram aquelas ações foram as que realizaram em Aguaí. Nós partimos do fato até os marginais, mas não podemos desprezar informações de fatos semelhantes que ocorreram em outros locais", explicou.
O crime
A tentativa de assalto a dois carros-fortes aconteceu no km 200 da Rodovia Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-340), entre Aguaí e Casa Branca (SP), na manhã desta quinta-feira (30).
Os veículos blindados seguiam de Campinas (SP) para Poços de Caldas (MG). Segundo a Polícia Rodoviária, pelo menos 12 suspeitos, em quatro carros, participaram da ação. Uma parte do grupo abordou um dos carros-fortes próximo ao trevo que de acesso a São João da Boa Vista.
Eles atiraram no veículo e feriram um funcionário da empresa de transporte de valores. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de São João da Boa Vista e o estado de saúde dele não foi divulgado.
Os suspeitos usaram explosivos de pedreiras para destruir o cofre. Apenas um detonou, mas o sistema de segurança bloqueou o acesso ao dinheiro e eles não conseguiram levar nada.
Troca de tiros
O motorista do segundo carro-forte voltou pela contramão e foi seguido por um veículo da quadrilha. Cerca de 2 quilômetros depois, parou na base da Polícia Rodoviária, onde os bandidos atiraram granadas e trocaram tiros com os seguranças da empresa e com o policial, que ficou ferido na região da cintura. Ele passa bem.
 Enquanto isso, quatro homens com fuzis, que estavam em um carro vigiando a estrada, atiraram contra 3 viaturas da PM que foram atender a ocorrência. O cabo Alaor Branco Júnior de 45 anos foi baleado na cabeça. Ele foi levado para o Pronto-Socorro de Aguaí, mas morreu. Outros policiais foram atingidos por estilhaços de vidro, mas não se feriram com gravidade.
O helicóptero Águia da Polícia Militar auxiliou nas buscas dos suspeitos, mas eles não foram encontrados. Antes de fugir, a quadrilha ateou fogo em um dos carros. Um carro usado na ação foi abandonado na Rodovia Deputado Ciro Albuquerque (SP-225), que liga Aguaí a Pirassununga. Foram encontradas muitas munições de fuzil de grosso calibre, capazes de furar até blindados.Também havia uma marreta, um pé de cabra, facão, alicate, carregadores e R$ 250 em moedas de 5 centavos.
Policial militar Alaor Branco Júnior morto em Aguaí (Foto: Reprodução/Facebook) O Esquadrão de Bombas veio de São Paulo para detonar cinco explosivos que ainda estavam do lado do primeiro carro-forte atingido. Um quilômetro da rodovia precisou ser interditado para que pudesse ser feita a detonação.
Policial militar Alaor Branco Júnior morto em
Aguaí (Foto: Reprodução/Facebook)
Comoção
A morte do policial militar Alaor Branco Júnior gerou comoção nas redes sociais em Aguaí (SP). Natural de Santos (SP), o cabo estava na corporação há 24 anos e 9 meses e deixou esposa e dois filhos, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
No seu perfil no Facebook, o policial recebeu diversas homenagens de amigos e parentes. "Guerreiro, sua alegria será inesquecível, sua determinação será um legado para aqueles que ficam, a lembrança de um herói na vida de cada um de seus familiares e amigos, companheiro", dizia uma postagem.
Dezenas de perfis mudaram as fotos com mensagens de luto. Amigos também postaram fotos do policial em momentos de descontração. "Não importa se estava fardado ou à paisana, sempre foi uma ótima pessoa para lidar, muito divertido, responsável, enfim, uma pessoa marcante! Uma amizade que surgiu no primeiro contato, e onde o respeito sempre prevaleceu", afirmava outra postagem.
A SSP divulgou uma nota lamentando a morte do policial. O corpo será velado na Câmara de Vereadores de Aguaí. Na sexta-feira (31), às 9h, ele será levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Municipal, onde será enterrado. Haverá ainda a última homenagem da corporação com as honras fúnebres. O G1 não conseguiu contato com a família do policial para comentar o assunto.
Ação contra carros-fortes aconteceu na SP-340 em Aguaí (Foto: Agalmo Mouro Filho/Correio de Aguaí) 
Ação contra carros-fortes aconteceu na SP-340 em Aguaí (Foto: Agalmo Mouro Filho/Correio de Aguaí)

Por dizer que "juiz não é Deus", agente de transito indenizará magistrado do RJ

Por tratar de forma irônica a condição de um juiz, uma agente de trânsito foi condenada a indenizar o magistrado por danos morais. Ele havia sido parado durante blitz da lei seca sem a carteira de habilitação e com o carro sem placa e sem documentos.
Ao julgar o processo, a 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro condenou a agente a indenizar em R$ 5 mil o juiz João Carlos de Souza Correa, do 18º Juizado Especial Criminal, zona oeste da capital do Estado. Os fatos ocorreram em 2011.
De acordo com o processo, a agente Lucian Silva Tamburini agiu de forma irônica e com falta de respeito ao dizer para os outros agentes “que pouco importava ser juiz; que ela cumpria ordens e que ele é só juiz não é Deus”. O magistrado deu voz de prisão à agente por desacato, mas ela desconsiderou e voltou à tenda da operação. O juiz apresentou queixa na delegacia. 
A agente processou o juiz por danos morais, alegando que ele queria receber tratamento diferenciado em função do cargo. Entretanto, a juíza Mirella Letízia considerou que a policial perdera a razão ao ironizar uma autoridade pública e determinou o pagamento de indenização.
A agente apelou da decisão em segunda instância. Entretanto, a 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio considerou a ação improcedente e manteve a decisão de primeira instância.
"Em defesa da própria função pública que desempenha, nada mais restou ao magistrado, a não ser determinar a prisão da recorrente, que desafiou a própria magistratura e tudo o que ela representa", disse o acórdão.
Processo 0176073-33.2011.8.19.0001
Clique aqui para ler o acórdão.

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