segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Medida educativa bane dos estádios torcidas organizadas de Cruzeiro e Atlético.

Ministério Público

FONTE: http://www.fmfnet.com.br/novoportal/menu-central-ultimas-noticias/7412-ministerio-publico-2014-09-29t21-54-53-592z
Criado em Segunda, 29 Setembro 2014 18:54

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Após mais de 7h, sequestrador se entrega e liberta refém em hotel no DF

29/09/2014 16h28 - Atualizado em 29/09/2014 18h55

Ele foi levado à 5ª DP; refém foi para casa e não precisou de atendimento.
Sequestro começou antes das 9h; homem teve medo de morrer, diz polícia.

Raquel Morais e Mateus RodriguesDo G1 DF
O sequestrador que invadiu o hotel Saint Peter no centro de Brasília e manteve um funcionário como refém por mais de sete horas nesta segunda-feira (29) se entregou por volta das 16h, segundo a polícia. Ele foi levado à 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte.
O refém deixou o hotel em um carro de polícia e passou despercebido por hóspedes e curiosos que acompanhavam o caso na rua em frente. Segundo a corporação, o funcionário foi direto para casa acompanhado da esposa. Ele estava calmo e não precisou de atendimento médico.

De acordo com a polícia, a arma e os cilindros amarrados à cintura do refém não continham material explosivo.
Segundo o comandante do Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Distrito Federal, capitão Lúcio Flávio Teixeira Júnior, o material era composto por canos de PVC recheados com massa epoxi, serragem e terra.

"Medida desenfreada"
O advogado do autor do sequestro, Carlos André Nascimento, chegou à delegacia por volta das 18h30. Segundo ele, o cliente classificou o ato como uma "medida desenfreada" para "chamar a atenção da imprensa".
Nascimento disse que o sequestrador tem problemas psicológicos e que, segundo a família, tentou suicídio há poucos dias. O advogado acompanha o caso desde as 12h desta segunda-feira (29), acionado por familiares do autor.
Ainda segundo Nascimento, o preso será transferido para o Departamento de Polícia Especializada (DPE) porque a polícia teme nova tentativa de suicídio. Até as 18h40, a polícia não tinha se pronunciado sobre a transferência.

Um helicóptero da Polícia Civil sobrevoava o hotel no momento em que as negociações terminaram. Segundo o delegado Paulo Henrique Almeida, da Divisão de Comunicação da Polícia Civil, o homem solicitou uma bandeira do Brasil para usar sobre os ombros no momento da rendição, mas se entregou com medo de ser alvejado pelos policiais. "Ele percebeu que a única saída era a rendição. Graças a Deus a vítima está bem", diz Almeida
sequestrador tira colete de refém em hotel em Brasília (Foto: Reprodução/GloboNews)sequestrador tira colete de refém em hotel em
Brasília (Foto: Reprodução/GloboNews)
O homem pode responder por cárcere privado, cuja pena é de um a três anos de reclusão. Dependendo do resultado da perícia, ele pode ser indiciado por outros crimes.
Minutos antes de se entregar, o homem apareceu na sacada do prédio com um dos punhos unido por algemas ao braço do refém. O funcionário já aparecia sem o colete com a suposta carga de dinamite, que havia sido amarrado ainda no início da manhã. A esposa do refém e uma madrinha do sequestrador acompanhavam as negociações no espaço em frente à entrada do hotel.
Atiradores de elite da Polícia Civil foram posicionados em áreas estratégicas no início da tarde e aguardavam autorização para atirar. Na ocasião, a polícia ainda não sabia se os explosivos eram verdadeiros. O volume de dinamite teria capacidade para danificar a estrutura do hotel, segundo a polícia.
O autor do sequestro tinha expressado exigências políticas – renúncia de Dilma Rousseff, extradição de Cesare Battisti e o que chamou de "aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa", sob ameaça de detonar os explosivos. O delegado Almeida manteve sigilo sobre o prazo dado pelo sequestrador, mas informou que seria inferior a seis horas.
FIM SEQUESTRO 2 (Foto: Evaristo Sa/AFP, José Cruz/Agência Brasil e Reprodução/Globo News)Imagens mostram o sequestrador ameaçando
refém, a fachada do hotel e policiais no quarto a
rendição do homem  (Fotos: Evaristo Sa/AFP, José
Cruz/Agência Brasil e Reprodução/Globo News)
'Do bem' e cartas
Amiga da família e chamada de tia pelo sequestrador, a dona de casa Alaídes Alves Góis, de 50 anos, disse não ter entendido o que aconteceu. Segundo ela, que soube do caso pela TV, a ação não combina com a postura do sequestrador.
"Ele é como se fosse um filho para mim, foi criado junto com meu filho. Ele me chama de tia", disse. "A atitude dele é muito desesperadora. Não acredito que vá acontecer, que ele vá fazer nenhuma desgraça. Não acho que ele faria isso a alguém. Falei com a mãe dele por telefone. Ela me pediu, pelo amor de Deus, para interceder. Ele me escuta mais que à mãe."
Alaídes conta que conheceu a família quando comprou uma fazenda no interior de Tocantins e se tornou vizinha deles. O contato, iniciado em 1987, prossegue até hoje. A dona de casa disse que todos se consideram como sendo "do mesmo sangue".

Na casa do suspeito, em Combinado, no Tocantins, a polícia encontrou três cartas de despedida escritas pelo sequestrador. De acordo com o delegado Paulo Henrique Almeida, nos textos ele pedia desculpa à mãe e aos tios, se dizia "desesperado" com o atual "cenário político" e falava que "essa tempestade vai passar".
As cartas teriam sido escritas no dia 26. O homem foi para Brasília no próprio carro, e o automóvel foi apreendido para perícia.
O lutador de MMA Minotauro, que estava hospedado no hotel e teve de deixar o quarto às pressas (Foto: Dayane Oliveira/G1)O lutador de MMA Minotauro, que estava hospedado
no hotel e teve de deixar o quarto às pressas
(Foto: Dayane Oliveira/G1)
Hóspedes desalojados
Por causa do sequestro e ameçada de explosão do hotel, os hópedes do Saint Peter tiveram de deixar o prédio logo cedo. Entre os hóspédes etava o lutador de MMA Rodrigo Nogueira, o Minotauro. Ele e o irmão participaram neste final de semana de um evento esportivo em Brasília.
Minotauro disse ao G1 que foi informado que teria de deixar o hotel por causa de um vazamento de gás. "A gente desceu pelo elevador. Lá dentro não ficamos sabendo de nada. A primeira informação foi que estava tendo um vazamento de gás, que era para a gente sair o mais rápido possível."
O lutador disse que ainda demorou a deixar o Saint Peter porque estava tomando café na hora em que os funcionários estavam indo de quarto em quarto avisar os hóspedes para deixar o hotel. "Quando chegaram ao meu quarto eu tinha saído para tomar café, então quando voltei os quartos já estavam todos abertos, ninguém tinha nenhuma informação."
A médica Larissa Dourado, que veio para Brasília para participar de um congresso de cardiologia, disse que estava no quarto quando os bombeiros bateram à porta, por volta de 9h30 da manhã, e disseram que era para ela deixar o hotel.

"Começaram a bater nas portas dos quartos, chamando a gente, eles se identificaram como bombeiros e disseram que era pra evacuar os quartos. Foi supertranquilo, desci de elevador. Não trouxe nada além do meu celular, até meus documentos estão lá dentro", disse.

Há exatos 26 anos, homem tomou avião e ameaçou jogar sobre Planalto

29/09/2014 17h15 - Atualizado em 29/09/2014 17h33

Também em um 29 de setembro, desempregado tomou um avião da Vasp.
Sequestrador matou copiloto que respondeu a chamado da torre de controle.

Do G1, em São Paulo
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comandante murilo avião sequestro (Foto: José Paulo/AE)Comandante do voo da Vasp Fernando Murilo de Lima
e Silva foi baleado na perna durante o sequestro
(Foto: José Paulo/AE)
Exatos 26 anos antes do caso do sequestrador do hotel de Brasília, um desempregado maranhense tomou um voo da Vasp e ameaçou jogar o avião sobre o Palácio do Planalto. Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos, armado com um revólver calibre 32, tomou no dia 29 de setembro de 1988 uma aeronave com 135 passageiros e oito tripulantes que ia de Belo Horizonte para o Rio. A intenção era que o voo fosse redirecionado para Brasília.
Nesta segunda-feira (29), Jac Souza dos Santos manteve refém um funcionário do Hotel Saint Peter e exigiu a saída da presidente Dilma, a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa. Ele se entregou após sete horas.
Raimundo Nonato havia perdido o emprego em uma construtora devido à crise econômica que o país enfrentava e acreditava que a culpa era do presidente, na época José Sarney (PMDB), que governou o país entre 1985 e 1990.
Como o combustível da aeronave estava acabando devido à mudança de rota para Brasília, o comandante conseguiu convencer o sequestrador a pousar o Boeing em Goiânia.
Durante o voo, o sequestrador matou o copiloto Salvador Evangelista. "Ele levou um tiro na cabeça quando pegou o rádio para responder a um chamado da torre de controle de Brasília", afirma o comandante Fernando Murilo de Lima e Silva, em entrevista ao G1 em 2011. Outro copiloto, que estava na aeronave como passageiro, foi ferido ao tentar impedir a ação do criminoso.
“A ação começou quando já estávamos sobrevoando os céus do Rio de Janeiro. Ele gritava: ‘eu quero matar o Sarney. Quero jogar o avião no Planalto!'", disse Lima e Silva.
“Podíamos despencar a qualquer momento. Mas ele não estava nem aí. Era doente, estava para o que desse”, acrescenta. Ao pousar em Goiânia, o avião foi cercado pela Polícia Federal. O sequestrador decidiu seguir para Brasília em uma aeronave de menor porte, levando o comandante como refém.
“Ele tentou subir em um Bandeirante que estava estacionado próximo ao Boeing para fugir. Foi nessa hora que eu corri. Um agente da PF conseguiu lhe acertar no quadril, mas o sequestrador ainda teve tempo de atirar, e me acertou na perna”, relembra. O sequestrador foi baleado no quadril pelos agentes da PF e morreu no hospital de infecção, dias depois.

Fã transforma Celta em batmóvel em Valadares

 

FOTO: Eduardo Lima
O ENGENHEIRO civil Dione transformou o sonho de infância em realidade e criou seu próprio batmóvel e batmoto
GOVERNADOR VALADARES -
Imagine você caminhar pela cidade e dar de cara com o batmóvel. Parece bizarro, mas quem mora no bairro Santa Rita já deve ter se acostumado a ver uma réplica do carro mais famoso dos filmes de Hollywood circulando pelas ruas de Valadares. Quem teve a ideia de recriar o carro do Homem-Morcego foi o engenheiro civil Dione Cuker, 35 anos, que transformou o sonho de infância em realidade. Não satisfeito só com o batmóvel, o engenheiro também recriou a batmoto.
O brasileiro sempre foi apaixonado por carros. Sejam eles de última geração, antigos; grandes, pequenos; possantes ou até mesmo esportivos. Mas nos últimos anos a tendência mudou. A moda agora é modificar os veículos. Ou melhor, customizar. O que para muitos seria uma loucura se tornou um hobby.
O engenheiro explica que todo o processo de restauração deu muito trabalho, afinal, deixar um Celta idêntico ao batmóvel não é uma tarefa fácil, principalmente na parte de personalização. “Foram três anos de personalização. A ideia surgiu na oficina de um amigo que sempre customizou carros. Decidimos fazer algo diferente de todos os carros customizados. Queríamos fazer uma carro de super-herói. O Batman foi o primeiro nome que veio à cabeça. Colocamos a ideia no papel e decidimos fazer o batmóvel”, contou o engenheiro.
Após todo o trabalho de modificação o Celta de Dione ficou irreconhecível. “A primeira modificação foi o aplique do morcego do Batman no capô do carro. Em seguida, colocamos os acessórios no lado. Passei o carro para preto fosco e adicionei o neon por baixo. Troquei as portas, personalizei o volante, coloquei aerofólio e finalizamos com os bancos de couro adaptados com o morcego do Batman”, relatou.
O customizador de veículos Robson Ferreira foi o responsável pela personalização do Celta do Dione. Ele explica que no início foi difícil a aceitação popular. “Quando comecei a modificar e cortar o carro do Dione, todo mundo disse: ‘você é louco’. Mas eu trabalho com isso há 10 anos e gosto de satisfazer o cliente. A ideia de criar o carro do Batman foi dele. Às vezes o cliente chega aqui sem recursos financeiros mas a gente dá um jeitinho e cria condições, porque você querer fazer alguma coisa e não poder fazer é a maior frustração que existe”, apontou.
Por onde passa o batmóvel chama a atenção. Todos querem tirar fotos e entrar no veículo. Para Dione, andar no batmóvel é mais do que um hobby, é a realização de um sonho. “O carro chama a atenção por onde passa, principalmente das crianças, que querem tirar foto e entrar no carro. Sempre participo de competições de som automotivo e a recepção é a mesma. Quando paro no trânsito todos olham e perguntam onde eu comprei ou quanto gastei para modificá-lo. Não gosto de falar em valores, só falo que ter o carro customizado é um sonho de infância, e eu estou realizado”, concluiu.
Não satisfeito com o batmóvel, Dione decidiu personalizar uma CB-450, que virou uma batmoto. “O carro já estava fazendo sucesso no bairro, mas as pessoas perguntavam se eu tinha a batmoto. Não tive escolha e acabei comprando uma CB-450 preta modificada. Só adicionei alguns acessórios no painel. O que já gastei no carro e na moto dava para comprar outro veículo”, conta.
Com a batmoto e o batmóvel em mãos, Dione resolveu completar o pacote criando  sua própria roupa de super-herói. Com capa e máscara, o Batman valadarense já participou de diversos eventos fantasiado de Homem-Morcego. “Era a última parte do sonho que faltava. Comprar a roupa do Batman. Usei a roupa na Festa da Fantasia do ano passado. Quase não consegui entrar na Açucareira de tanto tirar fotos. Fui fantasiado de Batman e minha esposa de Coringa; depois viajei fantasiado de Valadares até Tarumirim para outra festa”, afirma.
Tem sido cada vez mais comum a customização de veículos. Seja moto ou carro, a tendência é customizar. Mas para a prática ser considerada correta devem ser atendidas regras específicas da legislação de trânsito, que estabelece, inclusive, proibições, dependendo das alterações pretendidas no veículo, principalmente quando se trata de som automotivo, sistema de iluminação e sinalização, suspensão e cor.


Leia mais em: http://www.drd.com.br/news.asp?id=50098100065840040445#ixzz3EkCBltg1

Sequestro em Brasília - Arma de sequestrador no DF era de brinquedo, diz polícia

O delegado disse ainda que a escolha do 13º andar pelo sequestrador não foi aleatória, mas teria conotação política

PUBLICADO EM 29/09/14 - 17h11
A Polícia Civil informou na tarde desta segunda-feira, 29, que a arma do sequestrador que fez um homem refém por cerca de sete horas em um hotel em Brasília era de brinquedo. As bombas que estavam em um colete preso na cintura do refém ainda serão analisadas, mas a polícia mantém a análise inicial feita pelos peritos de que é quase 100% de certeza de que os explosivos eram verdadeiros. No entanto, ainda precisa de uma perícia do material.
O sequestrador Jac Souza dos Santos se hospedou pela manhã no hotel e, em seguida, rendeu o mensageiro, mantendo-o refém no 13º andar do estabelecimento. Ao ser libertado, o refém chorou e foi encaminhado para exames em um hospital.
A polícia relatou que, em determinado momento do sequestro, o criminoso entregou um CD com um arquivo de áudio em que pedia desculpas para a sua família, para a polícia e imprensa, e dizia que era "hora de o gigante acordar", segundo relato do delegado Paulo Henrique Almeida.
O delegado disse ainda que a escolha do 13º andar pelo sequestrador não foi aleatória, mas teria conotação política. O número é o mesmo da legenda do PT. Já a escolha do hotel Saint Peter, que ofereceu emprego ao ex-ministro José Dirceu em 2013, não foi mencionada pelo criminoso. Neste momento, Jac Souza dos Santos está sendo levado para a 5ª DP.
Agência Estado

OS 5 ALIMENTOS QUE VOCÊ NÃO COMERIA SE SOUBESSE COMO SÃO FEITOS

Fonte: http://www.portaljm.com/2014/09/os-5-alimentos-que-voce-nao-comeria-se.html

Nós do Portal JM dia a dia resolvemos separar uma lista com os alimentos mais nojentos que você provavelmente não comeria depois de saber como são criados... 

1 - Queijo de Porco

Pois é , mas ai que você se engana , o queijo também pode ser fabricado a partir de outros ingredientes , no caso do queijo do porco , ele é fabricado com caldo da cabeça do porco.

2 - Gelatina



A gelatina é fabricada de proteína derivada de 90% de colágeno, que vem de cabeças de bois e peles cruas.

3 - Morcela


É fabricada a partir de sangue coagulado do porco. 

4 - Patê

Quem nunca comeu pão com patê? O patê é criado com partes de vísceras de carne de vários animais.

5 - Kanikama


É uma pasta feita a partir de peixe que inclui alguns aromatizantes e corantes para deixar o gosto próximo ao de um carangueijo.

Polícia posiciona atiradores de elite em cerco a sequestrador em Brasília

29/09/2014 13h53 - Atualizado em 29/09/2014 14h08

Homem armado algemou funcionário e ameaça explodir hotel Saint Peter.
Hotel foi esvaziado; negociadores tentam fazer com que homem se renda.

Raquel MoraisDo G1 DF
Polícia Civil armado em frente ao hotel Saint Peter, em Brasília, onde homem faz um funcionário refém (Foto: Raquel Morais/G1)Polícia Civil armado em frente ao hotel Saint Peter, em Brasília, onde homem faz um funcionário refém (Foto: Raquel Morais/G1)
A Polícia Civil informou que atiradores de elite foram posicionados e aguardam autorização para disparar contra o homem que invadiu o hotel Saint Peter no centro de Brasília na manhã desta segunda-feira (28) e fez um mensageiro de refém. A corporação não quis informar o número de atiradores ou o total de policiais envolvidos na operação.
Ele nos deu um prazo para atender as exigências dele – saída da Dilma, extradição de Cesare Battisti e aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa – e esse prazo está acabando. Ele disse que vai explodir, caso não o atendamos"
Paulo Henrique Almeida, delegado
O  funcionário teve um colete supostamente com dinamite envolvido ao corpo. "Temos 98% de certeza de que são explosivos", disse o delegado Paulo Henrique Almeida. Nas imagens do refém, é possível ver que o colete tem uma fileira de objetos cilíndricos. Se for mesmo dinamite, a carga tem capacidade para danificar a estrutura do hotel, segundo a polícia.

"Ele nos deu um prazo para atender as exigências dele – saída da Dilma, extradição de Cesare Battisti e aplicação efetiva da Lei da Ficha Limpa – e esse prazo está acabando. Ele disse que vai explodir, caso não o atendamos." Almeida afirmou que não vai dizer qual é o prazo dado pelo sequestrador, mas informou que é inferior a seis horas.
De acordo com testemunhas, o sequestrador fez o check-in por volta das 8h30. Às 8h40, subiu para o 13º andar e bateu de quarto em quarto mandando os hóspedes descerem e informando que se tratava de uma ação terrorista.

Um publicitário de Ribeirão Preto (SP) que está no DF a trabalho conta que foi abordado pelo homem às 8h40. "Ele bateu na porta do meu quarto e mandou juntar todas as coisas e descer. Estava armado e com o mensageiro já algemado, cheio de bombas no corpo", diz.
Segundo o publicitário, que não quis se identificar, o homem passou em todos os quartos mandandos os hóspedes descerem. O publicitário desconfiou que fosse um assalto. "Depois, enquanto eu terminava de juntar as coisas, ele voltou no meu quarto e disse que não era roubo nem nada, era terrorismo. Que ele não estava brincando."
'Vazamento de gás'
Os lutadores de MMA e irmãos Minotauro e Minotouro, que estavam hospedados no hotel, tiveram de deixar o quarto às pressas após serem informados de que havia um vazamento de gás. Eles participaram em Brasíla do Capital Fitness, realizados no final de semana.
Hotel Saint Peter, em Brasília (Foto: Editoria de arte G1)
Minotauro disse que eles estavam hospedados no quarto andar do hotel e não ficaram sabendo de nada sobre o sequestro. "A gente desceu pelo elevador. Lá dentro não ficamos sabendo de nada. A primeira informação foi que estava tendo um vazamento de gás, que era para a gente sair o mais rápido possível."
O lutador disse que demorou a deixar o hotel porque estava tomando café da manhã. "Quando chegaram ao meu quarto eu tinha saído para tomar café, então quando voltei os quartos já estavam todos abertos, ninguém tinha nenhuma informação."

O hotel Sain Peter é o mesmo onde o ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão, iria trabalhar ganhando R$ 20 mil mensais. Dirceu acabou desistindo do trabalho devido à repercussão negativa do caso. O imóvel está localizado no Setor Hoteleiro Sul, às margens do Eixo Monumental, e possui 400 quartos distribuídos em 15 andares.

A reação à reação de Dilma e o cenário do dia seguinte

"Eu quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa."
http://politica.estadao.com.br/blogs/carlos-melo/a-reacao-a-reacao-de-dilma-e-cenario-do-dia-seguinte/
29.09.2014 | 09:00     
Leitores de Blog têm pressa e este artigo é um tanto comprido. Acontece que o quadro é complexo e exige detalhes e minúcias. O crescimento de Dilma Rousseff desperta euforia nos aliados e mau humor em adversários. É importante compreender o processo e suas implicações. Igualmente necessário entender o que vem a ser essa dinâmica chamada “mercado”. Esclarecimento, eis a pretensão e a ilusão deste artigo.
Tão precipitado quanto quem, há um mês, afirmava que Marina Silva venceria a eleição, é quem, agora, feliz ou desolado, garante que Dilma Rousseff pode desde já vestir, mais uma vez, a faixa presidencial. Eleição é coisa mais complicada; se define no dia a dia; é sensível aos fatos e àquilo que o engenho humano – seja no marketing ou na política — souber criar ao longo do processo. Ninguém poderá assegurar o que o futuro nos reserva. Então, sem bolas de cristal, o importante é compreender o que ocorreu, o que se passa e quais cenários tendem a se delinear à nossa frente.
Dilma pode ganhar; desde sempre pôde: tem a centralidade da presidência e — para o bem e para o mal — a especial atenção da mídia; o cargo, a máquina, a iniciativa; políticas públicas eficientes, uma coligação poderosa, tempo de TV, Lula e um staff experiente e capaz de utilizar os recursos de que dispõe, partindo do princípio de que “em política, o feio é perder”. Pode também contar com extraordinário batalhão de apoiadores aguerridos, dispostos a intervir energicamente em sua defesa, nas ruas, na rede, em todo lugar; seu piso é, desde sempre, alto. Sua força não deveria ser surpresa.
Mas se há bônus, há também o ônus de um governo incapaz de produzir notícias boas desde a abertura da Copa do Mundo, em junho. A luta no front econômico tem sido muito difícil e de resultados escassos — o país não cresce, a inflação assombra agentes econômicos; há inegável crise de expectativas. Na política, escândalos que sempre abraçam seus aliados e também pressionam. Como candidata, Dilma mostra-se menos hábil do que há 4 anos — em 2010, favorecida pelos 7,5% de crescimento, sentia-se mais segura; deu um baile eleitoral em José Serra.
Evidente que, há um mês, a tarefa mais importante para Dilma era mesmo barrar Marina; explorar sua fragilidade e expor suas contradições. Não teve refresco; tempo de televisão tem, afinal, serventia. Dilma cresceu, Marina encolheu — ainda que não a ponto de se inviabilizar. O segundo turno está em aberto, mas neste momento é a presidente quem tem o protagonismo e o favoritismo retomados de Marina.
Dilma é forte, mas não pode baixar a guarda, expondo o queixo-de-vidro; ganchos bem aplicados podem fazer a diferença. A igualdade no tempo de TV, o alinhamento dos adversários, além do foco da mídia — tendencialmente mais agressivo e centrado em Dilma –, tendem a colocar em risco a reeleição que hoje muitos, ao contrário de anteontem, dão como certa.
Mas, não me parece que sejam apenas esses pontos que tirarão o sono do PT e de sua tropa. Justo e até razoável é considerar que será a questão econômica também estará no centro do debate, no eventual segundo turno quem quer que seja o adversário de Dilma. Cabe, então, explorar as implicações do discurso petista, as decorrências da radicalização a que Dilma foi levada para combater Marina e seus efeitos na dinâmica do mercado; a consolidação de expectativas e a construção de cenários negativos que estarão no ar nos próximos dias, talvez nos próximos anos.
Em 2014, a eleição se desenrola num clima dramático – a começar pela morte de  Eduardo Campos e pelo caminho que campanha de Dilma, a partir da entrada de Marina Silva em cena, teve que trilhar. Para combater o que parecia ser um fenômeno, Dilma se lançou de modo agressivo contra a adversária; deu certo momentaneamente, mas, como tudo, tem seu preço.
Do engenho e da arte de queimar pontes
O problema do excesso de vontade é a pouca atenção que se dá às consequências. Eleitores passam, mas a política segue; haverá sempre um governo com problemas esperando equação. A eleição deixa saldo nos compromissos assumidos e, inevitável, em portas fechadas pela brutalidade das disputas. Diz a experiência que não se deve queimar pontes e obstruir caminhos de volta. O dia seguinte é incerto, depende menos da vontade que das circunstâncias. Governantes são sujeitos à articulação com o mundo político e econômico que os rodeia. E, inadvertidamente até, Dilma tem queimado suas pontes.
A ameaça à reeleição levou Dilma e sua tropa à radicalização; acusar Marina de tudo: mancomunada com banqueiros, inimiga do Pré-Sal, contrária ao Bolsa Família (influenciadas pelo clima, na escola do meu filho, as crianças diziam que Marina acabaria “com os salgadinhos”). Ok, a propaganda agressiva faz parte. Mas cria uma espécie de Path Dependence: escolhas anteriores levam à novas escolhas no presente e, de certo modo, comprometem escolhas no futuro. Dilma jogou Marina para a direita, demonizando as propostas da adversária. Todavia, nem tudo o que Marina diz pode ser descartado. O país precisa de ajustes.
As condições econômicas e políticas de um eventual segundo mandato exigirão mudanças mais profundas que o governo admite — na politica econômica e na política em geral. Inevitável que sejam impopulares e atinjam interesses da base social e aliada de Dilma. Todavia, este cenário tem sido bloqueado por Dilma e suas alternativas vetadas politicamente pelo discurso da campanha e pelos compromissos assumidos por uma retórica de riscos pouco calculados. Pontes  queimadas, caminhos tortos… Que Dilma não se veja perdida no centro do labirinto, onde mora o Minotauro. Não haverá Teseu capaz de evitar que seja devorada.
Dinâmicas
Há certa tendência em acreditar em teorias conspiratórias; em tudo haveria uma ação orquestrada: aviões que caem, escândalos que se revelam, governos que não se sustentam seriam obra de grupos e forças ocultas. Mas, quase nunca é assim; quase sempre os fatos se sucedem em virtude de escolhas que se articulam, despertando expectativas e reações à essas expectativas. Tanto o “mercado” como a “política” funcionam independentes da vontade individual dos atores.
O mercado — ou, mais amplamente os agentes econômicos — não pode ser entendido como uma pessoa ou grupo definido e organizado de pessoas em assembleia permanente. Antes, são centenas de milhares de indivíduos que agem de acordo com interesses concretos. Não há comitê central que o articule, embora, é claro, seus agentes se conheçam, se frequentem e compartilhem da mesma lógica. Em qualquer lugar do mundo é assim.
Tão legítimo quanto o trabalhador que defende seus direitos é o pobre que se preocupa com a permanência de política pública que o favoreça; e tão natural quanto é o poupador que protege seus recursos ou o investidor atento aos risco de portfólio. Numa democracia, grupos de interesse agem e reagem naturalmente e, nos limites da lei, isto será legítimo. Cabe aos governos conduzir o processo, antecipando-se e persuadindo vontades. No limite de suas forças, deter processos ruinosos.
A esquerdização da campanha de Dilma desperta expectativas entre agentes econômicos; medos de toda ordem: inflação, intervenção, aumento de impostos, incapacidade de conduzir o desenvolvimento; o fantasma exagerado — infundado ou não — do que chamam  “argentinização do Brasil”.  Mal comparando, trata-se do mesmo processo de medo que o programa de Dilma desperta quando insinua o fim de empregos e de políticas de distribuição de renda; apenas atinge um número menor de pessoas, mas o mecanismo é semelhante.
O mundo funciona em torno de expectativas: o garoto penteia o cabelo na expectativa de encontrar a mulher de sua vida; a mulher recorre ao batom, à espera do príncipe. É assim. Os agentes econômicos – não importa o tamanho — se antecipam, se protegem diante  de expectativas do que acreditam ou temem. Às vezes, esse comportamento ajuda a construir a realidade que se teme.
Quando, por exemplo, migram para o dólar, com medo da inflação, os agentes econômicos comprometem o combate à inflação, o consumo e o emprego; elevam custos e desorganizam ainda mais a economia. Fugindo do “estouro da manada” transformam-se em igualmente animais desembestados e agravam o processo. No jargão do meio, constroem “profecias autorrealizáveis”, consolidadas menos pelo desejo dos protagonistas do que pela incapacidade de conter a reação ao medo, lá atrás, despertado. Trata-se de uma dinâmica social vinculada ao tipo de credibilidade que um governo desperta.
Governos precisam, portanto, conquistar a confiança dos indivíduos: um sujeito que nunca bebeu possui maior credibilidade quanto ao risco de alcoolismo do que aquele que já tomou um porre; o que o fez apenas uma vez despertará pouca desconfiança; o que o faz com frequência talvez a perca e não consiga reconquistá-la jamais. O esforço e custos para fazê-lo serão muito maiores e, às vezes, inúteis. Igualmente, na vida econômica e na política: governos criam reputação e despertam expectativas, que levam à ações que colocam à prova suas reputações.
Esta questão está colocada para Dilma. FHC e Lula construíram reputações capazes de conquistar credibilidade. Já Dilma não foi feliz em fazê-lo. Não cabe aqui remontar as causas – abalos internacionais ou escolhas domésticas –, mas o fato é que agentes econômicos questionam a capacidade e a disposição de a presidente e seu governo se reinventarem. O confronto travado com Marina realça essa situação. Vista como avessa a ajustes, Dilma desperta a crença de que “dobrará a aposta” num processo que não apenas não tem dado resultados, como também agrava a situação do país — pelo menos de acordo com os índices econômicos.
Justo ou injusto, não interessa. Pode-se mudar a realidade, mas não substituí-la. No jargão financeiro, a avaliação negativa do segundo mandato de Dilma está sendo “precificada”, definindo o comportamento futuro da economia. Foi uma espécie de cilada que Dilma armou para si própria. Com o aumento das chances de sua eventual eleição, os agentes econômicos tendem a se antecipar; pelo menos num primeiro momento, a economia pressionará de modo mais agudo.
Neste quadro, o governo precisará ainda mais do Congresso Nacional — seja para aprovar medidas, seja se proteger dos dias difíceis no front econômico; seja para evitar que escândalos e delações atinjam o governo. No Legislativo, a curva dos preços de sua proteção é ascendente; os partidos percebem isso; sobretudo, o PMDB sabe disto. As condições fiscais para atender novas demandas e fechar novos pactos não são, no entanto, favoráveis e chegam próximo do esgotamento, o que aprofunda o quadro. Dilma pode ter-se metido num círculo vicioso com o qual setores do próprio PT já se preocupam — está nos jornais. Trata-se de uma questão apenas enganosamente simples: o que pode ser feito para garantir a reeleição e, ao mesmo tempo, deter esse processo? Ninguém ainda é capaz de responder.

Carlos Melo, cientista político. Professor do Insper.

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