sábado, 4 de julho de 2015

Como o fascínio da humanidade com o 'rei dos animais' acabou com uma espécie

BBC
04/07/2015 09h16 - Atualizado em 04/07/2015 09h16

Leão-do-atlas chegou a ocupar jaulas na Torre de Londres e acabou extinto, mas há planos para ressuscitá-lo usando técnicas de clonagem.

Da BBC
 O fascínio causado pelos leões data de priscas eras  (Foto: Thinkstock)O fascínio causado pelos leões data de priscas eras (Foto: Thinkstock)
Leões abriram caminho pela história com a beleza e agilidade, inspirando medo e respeito.
Mas, apesar do fascínio gerado por estas criaturas, os humanos conseguiram acabar com um tipo de leão, segundo a jornalista da BBC Mary Colwell.
O tema do leão aparece em brasões de reis, carros, barras de chocolate e camisas de times. A famosa companhia cinematográfica MGM usou e ficou famosa com a imagem de um leão rugindo em seu logo, usada desde 1924.
Leões estão entre os assuntos mais populares dos filmes sobre história natural, nos quais cada nuance de suas vidas é explorada detalhadamente. Nunca nos cansamos da emoção de uma caçada ou de ver filhotes brincando em volta de um animal adulto e sonolento.
Há uma constelação de Leão e o animal é considerado a encarnação do poder e riqueza, um símbolo de beleza física, agilidade muscular e majestade.
 O famoso símbolo do cinema americano  (Foto: BBC)O famoso símbolo do cinema americano (Foto: BBC)
Historicamente, o leão-do-atlas (também conhecido como leão-bérbere), uma subespécie de leões da Savana africana, eram considerados mais valiosos pois o macho exibia uma longa juba preta. Os pelos se estendiam da cabeça até a barriga, dando ao animal um perfil magnífico. Todos os que queriam mostrar ao mundo que tinham poder, queriam este leão.
Imperadores romanos queriam o felino como animal de estimação e gladiadores frequentemente tinham que enfrentar este leão na arena. O público vibrava com a visão da coragem humana contra a elegância e força do animal. A selvageria do leão o transformou em um agente perfeito para a execução de criminosos e cristãos.
Leões da Torre de Londres
Na Inglaterra medieval estes leões eram mantidos na Torre de Londres. As jaulas ficavam tão prontas da entrada - o Portão do Leão - que nenhum visitante podia entrar nos domínios reais sem primeiro encarar os olhos cor de âmbar do leão. A mensagem era clara - este rei tem até o magnífico leão sob controle.
 Detalhe de um mosaico mostrando a história bíblica de Daniel na cova dos leões  (Foto: Thinkstock)Detalhe de um mosaico mostrando a história bíblica de Daniel na cova dos leões (Foto: Thinkstock)
Os crânios de dois leões-do-atlas machos foram encontrados por operários em um fosso da Torre em 1937. O método de datação por carbono determinou que os animais viveram entre 1280 e 1385, o que nos dá um vislumbre da condição física dos animais que viveram em Londres há cerca de 700 anos.
E o que foi descoberto é que os pobres animais morreram jovens, não tinham alimentação adequada e sofriam com problemas físicos.
Em um dos crânios, por exemplo, o buraco por onde entra a coluna é deformado.
"Deveria ter uma bela forma, subcircular", afirmou Richard Sabin, curador da área de mamíferos no Museu de História Natural de Londres.
"Mas você pode perceber que, no topo do buraco, há preenchimento de osso, e isto é, na verdade, uma patologia, uma reação potencial a algum tipo de estresse nutricional. Quando o osso cresceu, pode ter feito pressão na coluna e causado paralisia e cegueira", acrescentou.
Não que isto importava para os que iam olhar aquele leão. O que os visitantes da Torre de Londres viam naquela época era a epítome da majestade.
Cristianismo
Na mentalidade medieval o leão também tinha um significado cristão: representava Jesus Cristo e, na época, acreditava-se que filhotes de leão ficavam na toca durante três dias após o nascimento, sem forma ou identidade. Até que eles ouviam o rugido do pai e ganhavam vida e energia.
Era clara a referência a Jesus no útero esperando o Pai chamá-lo para uma nova vida.
 Caçadas ajudaram a dizimar o leão-do-atlas no século 20  (Foto: Getty Images)Caçadas ajudaram a dizimar o leão-do-atlas no século 20 (Foto: Getty Images)
O esplendor físico dos leões se fundia com o poder de Deus e a grandiosidade dos reis, dando aos leões medievais uma posição única.
Mas o desejo de ter um leão, principalmente os leões-do-atlas, significou que muitos deles foram tirados de seu habitat no norte da África e, durante séculos, os números da espécie sofreram quedas dramáticas.
A invenção da arma e a popularidade da caçada esportiva no século 19 reduziram ainda mais os números e os últimos leões-do-atlas selvagens foram mortos no meio do século 20.
O poder do leão, tão cobiçado pela elite da Europa, foi seu fim.
Recriando leões?
Pesquisas atuais sugerem que não existem leões-do-atlas puros em cativeiro, mas há discussões para trazer estes leões de volta à vida usando o DNA de parentes próximos na Índia, ou fazendo a reprodução seletiva de leões em cativeiro, leões que tenham os genes desta subespécie.
Mas qual seria a razão para se fazer isto? Mesmo se fosse tecnicamente possível ver um leão-do-atla puro novamente, ele seria apenas uma curiosidade e nunca poderia vagar pelo norte da África de novo.
"Podemos recriar o ambiente natural deles ou isto foi mudado para sempre? Ou eles vão ser apenas exemplos isolados de sua espécie em um zoológico, e as pessoas vão pagar para vê-los?", questionou Richard Sabin.
No presente, o mais próximo que as pessoas vão chegar de um leão-do-atlas é em Trafalgar Square, a praça no centro de Londres na qual quatro esculturas de bronze deste leão guardam os pés da Coluna de Nelson. Colocados no local em 1867, eles são um lembrete comovente de nosso poder de destruir o que mais admiramos.
Sabin, no Museu de História Natural de Londres, acredita que os restos dos leões-do-atlas ainda têm um papel importante a cumprir.
"Dizimamos estes leões e os empurramos para a extinção. O fato de termos os restos deles em nossa coleção no museu significa que os pesquisadores têm a oportunidade de extrair dados e colocá-los em um contexto moderno e analisar de perto as espécies relacionadas que podem estar a caminho da extinção e, potencialmente, parar e desacelerar estas extinções."

Transporte clandestino volta a agir no Terminal JK

04/07/2015 07:10 - Atualizado em 04/07/2015 07:10


Gabriela Sales - Hoje em DiaMauricio de Souza - 14.12.2012
Ações de fiscalização aos clandestinos caíram mais da metade em relação ao ano passado
Ações de fiscalização aos clandestinos caíram mais da metade em relação ao ano passado

Seis meses após o Hoje em Dia mostrar a prática de transporte clandestino intermunicipal sendo ofertado livremente em Belo Horizonte, empresas voltam a operar no Terminal JK, no bairro Barro Preto, região Centro-sul da capital. Além de mudar de local, o esquema contou com um período onde praticamente não houve fiscalização desse tipo de prática.
 
Nos seis primeiros meses deste ano, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) registrou 1.891 autos de infração, 58% a menos que nos seis primeiros meses de 2014, quando foram feitas 4.466 apreensões. Mas a diferença não significa redução do transporte clandestino intermunicipal. Segundo o departamento, por causa da aprovação tardia do orçamento, realizada somente em março deste ano, o DER-MG começou as fiscalizações somente no mês de abril.
 
Atração
 
As viagens regulares clandestinas são realizadas principalmente para as regiões mais pobres do Estado como o Norte de Minas, e vales do Jequitinhonha e do Mucuri. A forma de atrair passageiros é variada: em frente à rodoviária, pela internet, por telefone e até escritórios fora da capital são algumas das modalidades utilizadas.
 
Um dos motivos para o serviço ilegal ser atrativo é a diferença tarifária das passagens. Para a cidade de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, por exemplo, enquanto a passagem regular custa R$ 127, o bilhete pelos clandestinos podem chegar a R$ 80.
 
Empresa flagrada há mais de dois anos em reportagem se muda para interior
 
A empresa CVA Turismo e Viagens, que teve a garagem e o escritório interditados pelo DER-MG em 2012 e no ano passado, voltou a operar no transporte clandestino. Mas no lugar de um ponto na capital, a viação negocia a venda de passagens de um número do interior do estado.
 
Por telefone, é possível fazer reservas e escolher as poltronas. O pagamento é feito no momento do embarque. “Paramos onde o passageiro desejar para o desembarque nas cidades”, explicou um funcionário que ofertava o transporte à reportagem. Perguntado, ele disse que estava em Governador Valadares, na região do Rio Doce.
 
Para “orientar” os passageiros, a empresa têm como suporte uma loja no Edifício JK, no Barro Preto. O local, identificado pelo funcionários como “guichê 24”, é o ponto de referência dos clientes. As viagens são realizadas todos os dias com embarque sempre às 19h30.
 
Uma passageira de 27 anos, que pediu anonimato, disse que usa o serviço ilegal. “O valor da passagem é menor. Mesmo sabendo do risco de ficar parada na estrada, vale a pena”, disse
 
Em nota, o DER-MG informou que realiza operações de fiscalização mensalmente com base em apurações internas do órgão em conjunto com os demais órgãos de fiscalização. Quanto ao Terminal JK, o departamento esclarece que o local é área privada e aberta ao público, sendo utilizada por agências de viagens de um modo geral, o que dificulta a identificação de ilegais. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Lula diz que não se resolve violência 'colocando moleque na cadeia'

03/07/2015 12h51 - Atualizado em 03/07/2015 15h49

Ex-presidente criticou decisão da Câmara de reduzir maioridade penal.

Ele ainda aconselhou Dilma a 'encostar a cabeça no ombro do povo'.

Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (3), em Guararema (SP), a redução da maioridade penal aprovada pela Câmara dos Deputados. Ele disse que o Congresso joga “nas costas de meninos de 16 anos” o que o Estado não faz.
Lula participou da 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP).  Recebido ao som de “Olê, olê, olá, Lula, Lula”, o ex-presidente vestia um macacão laranja, idêntico aos dos sindicalistas, com o nome “Lula” bordado em branco no canto esquerdo.
“O Congresso quer jogar nas costas de meninos de 16 anos a responsabilidade do que governos não fazem”, afirmou.
Na madrugada desta quinta-feira (2), a Câmara aprovou, em primeiro turno, proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a idade penal para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.
“Será que o estado brasileiro cumpriu com as suas obrigações com os jovens de 16 e 17 anos?”, questionou Lula, para completar em seguida: “O estado que não cumpriu com as suas obrigações resolve acabar com a violência colocando moleque na cadeia”, declarou. Apesar da “dívida histórica” que apontou, do país com os jovens, ele afirmou que os governos petistas "avançaram muito".
Ele reconheceu, no entanto, que a redução tem o aval da maior parte da população. “Eu sei que é um tema que, se for para plebiscito, possivelmente ganha, assim como a pena de morte”, afirmou.
Conselhos para Dilma
Na parte final da fala para os metalúrgicos, Lula dirigiu alguns conselhos para a sua sucessora no cargo, a presidente Dilma Rousseff. Ele disse que Dilma tem que "andar pelo país" e "botar o pé na estrada".
"Eu penso que ela tem que priorizar andar por esse país. Ela tem que botar o pé na estrada. Ao invés de ficar na televisão ou na internet ouvindo os que falam mal dela, ela tem que ir para a rua conversar com o povo, que está torcendo e querendo que ela governe esse país da melhor maneira possível", afirmou Lula.
Para o ex-presidente, 2015 vai ser um ano difícil para o país. No entanto, ele avalia que Dilma vai ser motivo de orgulho até o final do mandato. Segundo Lula, "nas horas difíceis" , a alternativa é "encostar a cabeça no ombro do povo".
O Congresso quer jogar nas costas de meninos de 16 anos a responsabilidade do que governos não fazem"
Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente da República
"Nas horas mais difíceis não tem outra alternativa a não ser encostar a cabeça no ombro do povo e conversar com ele. Mostrar quais são as dificuldades e mostrar quais são as perspectivas. Eu acho que a gente vai ter um 2015 difícil. Todos os cenários apontam que vai ser difícil. Eu passei décadas difíceis nesse país. Quem viveu a década perdida sabe do que eu estou falando. Mas eu estou convencido que a presidenta Dilma vai ser motivo de orgulho até o final do mandato dela", completou Lula.
'Pequeno aperto'
Lula também saiu em defesa do governo Dilma Rousseff e listou uma série de medidas recentemente anunciadas da chamada “agenda positiva” do governo federal, como programas de investimento na agricultura.
O ex-presidente justificou o “pequeno aperto” na economia agora para garantir o crescimento e pediu tolerância com a petista. “Ser exigente não é xingar a presidente”, declarou, criticando quem se vale do anonimato nas redes sociais para falar mal do governo.
“Em 2003, não sei quantos de vocês me xingaram, mas, naquele tempo, a internet não tinha tanta força. Então, me xingaram em silêncio”, disse.
Lula apontou ainda um “mau humor” contra o governo e reiterou suas críticas à imprensa, que, para ele, só ressalta aspectos negativos.
“Acho que tem gente que dá a notícia a mais negativa possível para desestabilizar o governo e criminalizar o PT”, afirmou.
E completou: “É só ver a primeira página dos jornais, ver a TV, a internet: os adversários só tratando de mostrar apenas as coisas ruins, e as coisas boas não são mostradas. Queremos que mostrem a verdade, as coisas como elas são”, afirmou.
Lula reclamou da "agressão" que, segundo ele, a presidente Dilma Rousseff vem sofrendo.
“Nunca vi na vida agressividade à instituição do presidente da República como a gente está vendo agora. Eu achei que o problema era comigo, por eu ser nordestino e não ter diploma universitário, mas nunca vi tanta agressão quanto a companheira tem sofrido”, afirmou.
Ele não poupou ataques ao período tucano no governo federal, mas afirmou que a atual situação do país não é boa. No entanto, disse que, se comparada com o início do seu primeiro mandato, está bem melhor.
Ao invés de ficar na televisão ou na internet ouvindo os que falam mal dela, ela [Dilma] tem que ir para a rua conversar com o povo"
Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente da República
“Quando comparamos que a coisa não está boa, comparamos conosco, mas a gente tem que comparar com o país que nós herdamos”, afirmou. “Tenho muito orgulho de ter visto o povo brasileiro viver o seu melhor momento de autoestima. Nunca os brasileiros tiveram tanto orgulho de serem brasileiros.”
Segundo ele, a presidente Dilma tem a obsessão de trazer a inflação para o centro da meta.
“Vejo críticas e esquecem quanto era a inflação quando me entregaram o país, era de 12,5%”, disse, acrescentando que pede todo dia para que Dilma não perca a “tranquilidade”.
“Eu peço a Deus todo dia para a Dilma não perder a tranquilidade. É nessas horas que a gente tem que provar por que fomos eleitos”, disse.
Petrobras
Lula usou parte do seu discurso para enaltecer as conquistas da Petrobras e falar da descoberta do pré-sal. “Tenho muito orgulho da empresa, que representa praticamente quase 13% do PIB”, disse.
Sobre o escândalo de corrupção na estatal, Lula disse que, “se alguém de dentro da Petrobras ou de fora fez alguma sacanagem ou roubou, essa pessoa que pague”.

 

PT pode expulsar Weliton Prado

DO CONTRA

Deputado mineiro foi o único entre 59 correligionários a votar pela redução da maioridade penal

B-GVSSA
Infiel. Weliton Prado, 39, vem votando contra o governo desde o início do segundo mandato de Dilma
O deputado federal Weliton Prado (PT) corre o risco de ser expulso da legenda. Ele foi o único dos 59 petistas em plenário na madrugada desta quinta a votar pela redução da maioridade penal. Prado manteve o voto “sim”, mesmo contra a orientação da bancada. Por conta de seu posicionamento, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, em seu perfil no Twitter, disse que ele teria que se explicar. “Estão questionando sobre o deputado Weliton Prado (MG). O caso dele será avaliado pela Comissão de Ética do nosso partido”, postou Falcão, no início da tarde desta quinta, sem detalhar o processo.

A juventude petista engrossou o tom das críticas e exige a expulsão de Prado dos quadros da sigla. Em nota, as secretarias Nacional e Estadual de Juventude do PT pediram “imediata instalação de Comissão de Ética para expulsão do referido deputado dos quadros do Partido dos Trabalhadores.”
A posição divergente de Prado em relação ao PT não é novidade. Desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o segundo mandato, em praticamente metade da vezes ele votou contra a legenda. Foram 62 votos a favor dos projetos de interesse do governo, e 54 contra, incluindo votações importantes como a dos projetos do ajuste fiscal, o que causou ira dos parlamentares petistas.
O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), cortou relações com o mineiro. “Não vou procurá-lo. Me recuso a falar com ele, mas vou enviar minhas considerações ao presidente Rui Falcão de que a atitude do companheiro deixa a bancada numa posição desconfortável”, afirmou.
A reportagem entrou em contato e deixou recado no gabinete de Weliton Prado e foi informada de que ele estava em uma reunião e que poderia atender no fim da tarde, mas o deputado não retornou as ligações.
Divididos. Outras bancadas de Minas também “racharam” na votação desta quinta. No PSDB, dos sete parlamentares, apenas Eduardo Barbosa votou “não”. No PSB, Tenente Lúcio votou contra a redução; Stéfano Aguiar, a favor, e Julio Delgado se absteve. Já no PDT, Mário Heringer foi contra, e Subtenente Gonzaga, favorável, embora 24 horas antes tivesse votado “não”.
Mandato
Sem cargo. Caso seja expulso do PT, Weliton Prado corre o risco de perder seu mandato. Desde 2011, o Supremo Tribunal Federal tem o entendimento de que o mandato é do partido, não do deputado.

Dilma corre risco de sofrer impeachment, diz colunista do Financial Times

03/07/2015 14:12 - Atualizado em 03/07/2015 14:12


Agência Estado


O jornalista do britânico Financial Times no Brasil, Joe Leahy, assina coluna na edição impressa desta sexta-feira (3), em que afirma que a presidente Dilma Rousseff corre o risco de sofrer impeachment. "Com a popularidade tão baixa, Dilma está vulnerável ao impeachment particularmente se as investigações sobre a Petrobras encontrarem algo ligando ela ao problema", diz o jornalista na coluna "Global Insight". Leahy diz, porém, que a impopularidade de Dilma "não parece inteiramente merecida".

Ao relatar a forte queda de popularidade de Dilma Rousseff entre os eleitores, o jornalista diz que "a única esperança dela é que o ajuste fiscal de Joaquim Levy estabilize a fraca economia e ganhe tempo para restaurar o crescimento".

Apesar de mencionar o risco de impeachment, Leahy defende que a impopularidade de Dilma "não parece inteiramente merecida, já que outros presidentes presidiram o País em períodos piores, mas mantiveram números melhores nas pesquisas". "A maior economia da América Latina está caminhando para uma recessão e a taxa de desemprego subiu. A 6,75% em maio, o desemprego se aproxima níveis argentinos, mas certamente não é tão mau como na Grécia ou em outros lugares no sul da Europa", diz o texto.

"Analistas brasileiros falam livremente da 'crise', mas o País não está enfrentando a turbulência que caracteriza crise. Não há nenhuma crise de balanço de pagamentos, por exemplo. O Brasil ainda tem uma das mais altas reservas cambiais do mundo", exemplifica o jornalista.

Leahy reconhece que há motivos para que eleitores estejam insatisfeitos. Ele cita que a campanha para a reeleição de Dilma Rousseff negava problemas na economia, mas, logo após a vitória, o governo começou uma reviravolta com adoção de medidas austeras. O jornalista também cita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não tem ajudado" e lembra do cenário composto pelo escândalo de corrupção na Petrobras e por maior acesso à informação do eleitorado. "Talvez a principal razão para os eleitores estarem tão zangados é que as expectativas eram muito elevadas", diz.

A crise no País não é responsabilidade da Dilma, diz ex-presidente Lula

03/07/2015 14:09 - Atualizado em 03/07/2015 14:09


Estadão Conteúdo



Ricardo Stuckert/Instituto Lula
A crise no País não é responsabilidade da Dilma, diz ex-presidente Lula
Reunião com senadores e deputados do PT em Brasília

Diferente da postura crítica que vinha adotando em relação à administração da sucessora e afilhada política, Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu nesta sexta-feira (3), em defesa da presidente da República em discurso realizado na 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP). "A crise no País não é responsabilidade da Dilma", disse Lula, responsabilizando o cenário externo pelas dificuldades que o Brasil enfrenta na área econômica.
Ao falar sobre a economia brasileira, o ex-presidente disse que acompanha "certo pânico das pessoas com a perspectiva da inflação chegar à casa dos 9%" - a inflação corrente de doze meses, até o mês de maio, está em 8,47%, e a expectativa, segundo a última pesquisa Focus, é que o índice feche 2015 em 9%. Para Lula, apesar de muita gente ganhar com a elevação deste índice, a alta da inflação acaba prejudicando quem vive de salário. "Tem gente que ganha muito, mas o trabalhador, não." E, dirigindo-se à plateia formada por petroleiros, voltou a defender a afilhada política: "Tenho certeza que Dilma tem obsessão em trazer a inflação para o centro da meta, e ela está tomando as atitudes certas para isso." E lembrou que, quando assumiu o seu primeiro mandato, depois do governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, herdou uma inflação de 12%.
Lula disse que o mau humor que tomou conta do País não é gratuito. "Tem gente que dá a notícia mais negativa possível para tentar desestabilizar o governo e criminalizar o PT e as esquerdas", afirmou, questionando se no Brasil é mesmo tudo muito ruim. E culpou a oposição por não querer aceitar o resultado das urnas, nas eleições presidenciais de outubro do ano passado.
"Ganhamos as eleições numa disputa aguerrida e agressiva, a sociedade brasileira deu a vitória à presidenta Dilma e nossos adversários parecem que não querem aceitar o resultado até hoje. Ninguém perdeu mais eleição do que eu e todas as vezes acatei o resultado, eles resolveram não acatar. Nunca vi tanta agressividade à instituição Presidência da República como estou vendo agora", disse.
Ainda na defesa de Dilma, Lula frisou que jamais viu tanta agressividade dirigida a ela. "Achei sempre que o problema era comigo, por ser nordestino e sem diploma universitário. Nunca vi tanta agressão como a que a companheira Dilma tem sofrido. Peço a Deus para Dilma não perder a tranquilidade."
Lula reconheceu, em outra parte do discurso, que o País vive tempos difíceis, mas garantiu que Dilma irá arrumar o Brasil, citando a agenda positiva que a presidente da República vem adotando desde o mês passado, como o acordo com a China, a viagem aos Estados Unidos, os investimentos em infraestrutura. "Além de outras medidas que ela vai anunciar em breve, como mais três milhões de casas do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e o Pátria Educadora, um programa revolucionário para este País."
O ex-presidente insistiu que a presidente adote a estratégia de ir às ruas e disse que ele mesmo também prepara uma agenda, com ajuda da equipe de seu instituto, para viajar pelo País. Ele disse que ficar em gabinete em Brasília "esperando" serve apenas para ouvir reclamações e pedidos de políticos. "A Dilma, diante de todas as coisas que ela tem que fazer, tem que priorizar andar por esse País, tem que botar o pé na estrada, em vez de ficar na televisão e na internet ouvindo pessoas falando mal dela", afirmou.
Petrobras
Além de defender Dilma e conclamar os petroleiros a fazerem o mesmo, Lula disse também que é fundamental defender a própria estatal. "A Petrobras não é só corrupção, é uma empresa respeitada mundialmente e muito importante." Ele comparou a situação da Petrobras com times de futebol brasileiros. "Uma empresa desse tamanho é que nem o Flamengo, está ruim agora, mas tem recuperação. Ou que nem meu Vasco, que está ruim, mas pode melhorar", afirmou.
Lula disse ainda que uma empresa "do tamanho da Petrobras" não pode ser associada à palavra crise. "Uma empresa que tem o potencial que tem a Petrobras devia ter uma placa de 'proibido usar a palavra crise'. Essa empresa tem o futuro garantido."
Ele voltou a argumentar que o lucro da Petrobras cresceu muito durante a gestão petista, dele e de Dilma, no governo federal e exaltou o pré-sal. Lula ressaltou também a estratégia de construção de refinarias - uma das áreas mais investigadas por suspeita de corrupção na operação Lava Jato - como um caminho para o País se desenvolver na cadeia do petróleo.
Maioridade penal
E, falando da polêmica em torno da PEC que reduz a maioridade penal no País, Lula se posicionou contrário à medida, assim como o governo. "É uma irresponsabilidade querer jogar nas costas de meninos de 16 anos a responsabilidade de coisas que os governos estão deixando de fazer. Não se acaba com a violência colocando moleques na cadeia."
'Se alguém sacaneou ou roubou a Petrobras, que pague pelo roubo', diz Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os responsáveis pelos escândalos da Petrobras sejam punidos, mas que os trabalhadores sejam preservados. "Se alguém sacaneou ou roubou a Petrobras, que pague pelo roubo, e que os trabalhadores não sejam punidos. Que não sejam punidos aqueles que efetivamente são responsáveis pela construção dessa extraordinária empresa, motivo de orgulho para o nosso País", disse o petista, que participa nesta sexta-feira da 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O ex-presidente petista disse que aceitou participar do encontro dos petroleiros porque é preciso contar e recontar sua participação nas lutas e feitos deste país. "Tenho orgulho de ter sido o metalúrgico que levou o Jair Meneguelli (ex-sindicalista que militou ao lado de Lula no ABC) a ser cassado por fazer a primeira greve, em solidariedade aos petroleiros em 1983." E disse que também sente muito orgulho de ter sido o presidente que "capitalizou a estatal e ajudou a recuperar a indústria naval brasileira". Lula citou que ao assumir a Presidência da República, a estatal representava apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje representa 13%.

Lula disse que também sente muito orgulho de ter sido o presidente sem diploma universitário que mais criou universidades neste País, e repetiu um discurso usado durante a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff. "Tenho orgulho de pertencer a um partido e a um governo que em 12 anos construiu mais vagas nas universidades do que as elites em cem anos. Fizemos também mais escolas técnicas nesse período do que eles em cem anos. Nunca os brasileiros tiveram tanto orgulho do que tiveram nesses 12 anos."

Deputados alegam mudança de voto da maioridade por pressão de eleitores

03/07/2015 09:36 - Atualizado em 03/07/2015 09:36


Estadão Contéudo



Alegando abrandamento do texto e pressão de eleitores, 24 deputados mudaram de opinião em apenas 24 horas e decidiram votar a favor da redução da maioridade penal. Uma versão menos severa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171/93) foi aprovada na madrugada de quinta-feira, 2, por 323 votos.

O PSB foi o partido com o maior número de mudanças em favor da PEC, com quatro deputados passando a apoiá-la, seguido por PDT e PMDB, cada um com três.

O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) disse que trocou a abstenção da primeira votação por um "sim" na segunda por causa da retirada de crimes como tráfico de drogas. A mesma justificativa foi apresentada por seu correligionário Celso Maldaner (SC). "O primeiro projeto era muito abrangente", afirmou.

O deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) afirmou que decidiu mudar o voto após a pressão das redes sociais, apesar de pessoalmente continuar contrário à proposta. "A redução não é uma medida que tenha eficácia para responder ao que a sociedade quer, que é garantir que o menor infrator não fique impune", afirmou, ressaltando defender mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Depois de críticas nas redes sociais, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) divulgou em seu perfil no Facebook as razões que a levaram a mudar o voto. "Votei sim a esse projeto, que não reduz a maioridade penal, mantendo os menores de 18 anos penalmente inimputáveis, mas abrindo uma exceção que permite que jovens entre 16 e 18 anos sejam penalizados em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte", disse.


Justiça Federal nega pedido de habeas corpus a José Dirceu

03/07/2015 14:57 - Atualizado em 03/07/2015 14:57


Agência Brasil




Elza Fiúza/Abr
José Dirceu
Condenado no STF, José Dirceu participa de debate sobre o Mensalão na ABI

A Justiça Federal negou nesta sexta-feira (3) pedido de habeas corpus contra eventual prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na Operação 'Lava Jato', da Polícia Federal. Na decisão, o desembargador Nivaldo Brunoni entendeu que o receio de ser preso não comporta decisão preventiva do Judiciário.
Nesta quinta-feira (2), ao protocolar o pedido no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, o advogado de Dirceu, Roberto Podval, argumentou que, devido à dinâmica das investigações, “tudo leva a crer” que Dirceu está prestes a ser preso.
Ao rejeitar o pedido, o desembargador disse que o fato de o ex-ministro ter sido citado pelo empresário Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada, não significa que ele será preso. “No âmbito da Operação Lava Jato há investigados presos preventivamente e outros foram soltos mediante a fixação de condições pela autoridade ora apontada como coatora. Além destes, muitos foram conduzidos para prestar depoimento, mas sequer chegaram a ser presos”, disse Brunoni.
O ex-ministro cumpre prisão em regime aberto por ter sido condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Bandeira do Brasil é hasteada em área rebelde no leste da Ucrânia

03/07/2015 05h00 - Atualizado em 03/07/2015 09h51

Brasileiro que luta com separatistas diz que a hasteou com 2 companheiros.

Rafael Lusvarghi conta que ganhou bandeira de black bloc no ano passado.

Marina FrancoDo G1, em São Paulo

Vídeo mostra bandeira brasileira hasteada em prédio parcialmente destruído em área rebelde no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/Youtube/Ukraine War)Vídeo mostra bandeira brasileira hasteada em prédio parcialmente destruído em área rebelde no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/Youtube/Ukraine War)
Uma bandeira do Brasil foi hasteada em um prédio parcialmente destruído no leste da Ucrânia, região sob conflito entre o governo e rebeldes que querem a independência da região. Um vídeo da bandeira hasteada no edifício foi compartilhado nesta semana pelo brasileiro Rafael Marques Lusvarghi em seu perfil no Facebook. Rafael, que desde setembro do ano passado luta na guerra da Ucrânia, diz ter erguido a bandeira no local. Assista ao vídeo.
Rafael combate ao lado de outros estrangeiros, inclusive mais brasileiros, junto ao exército dos rebeldes que lutam pela separação do leste ucraniano. Eles ficam alojados em um quartel de Slaviansk, cidade a 100km de Donetsk, uma das cidades reduto dos separatistas e palco de combates com o exército ucraniano.
“Um francês, um russo e eu hasteamos a bandeira brasileira. Fomos até o prédio dos bombeiros (as ruínas dele), a 600 metros das posições ucranianas, do outro lado da pista. Subi e, enquanto a posicionava, eles me deram cobertura”, relatou ao G1 pela rede social.
Rafael Marques Lusvarghi, detido no protesto no dia 12 de junho e nesta segunda (23) na Avenida Paulista (Foto: Estadão Conteúdo)Rafael Marques Lusvarghi foi detido em duas ocasiões durante manifestações em São Paulo (Foto: Estadão Conteúdo)
A bandeira havia sido presente de um black bloc, durante as manifestações contra a Copa do Mundo em São Paulo. “Recebi [a bandeira] de presente de um black bloc, no segundo dia de protestos contra a Copa, por ter confrontado a PM no dia 12 [de junho] - foi o protesto em que depredaram os bancos e uma loja de carro em São Paulo, um dia antes da minha detenção. Essa bandeira ele tinha arrancado de um banco e iria queimar, imagino, mas ao me ver e reconhecer, me ofereceu de presente. Ele sendo black bloc, claro, não sei quem é, mas sou grato”, diz.
Rafael, que é ex-policial militar, ficou 45 dias preso em São Paulo, acusado de atos violentos durante a Copa do Mundo. A Justiça de São Paulo o absolveu na semana passada das acusações de incitação ao crime, associação criminosa, resistência, desobediência e porte de material explosivo. A decisão cabe recurso.
Rafael Lusvarghi aparece dando entrevista a uma emissora de TV num hospital (Foto: Reprodução / Youtube)Rafael Lusvarghi aparece dando entrevista a uma emissora de TV num hospital (Foto: Reprodução / Youtube)
Rafael explica por que decidiu expor a bandeira brasileira na área de confronto da Ucrânia: “para nos apresentarmos ao inimigo, para saberem quem eram seus adversários. Uma questão de cavalheirismo e, claro, uma homenagem ao Brasil, meu país, que amo muito”. O combatente deixa claro que o ato não busca o envolvimento político do país. “Isso não implica de forma alguma em um envolvimento do nosso país. É uma dedicatória, da mesma forma que um atleta olímpico carrega a bandeira da sua nação”.
Desde o início da guerra na Ucrânia, abril de 2014, mais de 6 mil pessoas morreram no leste do país, de acordo com a ONU. A Ucrânia e outros países do Ocidente acusam a Rússia de enviar tropas e apoio aos rebeldes, o que o presidente russo, Vladimir Putin, nega.
Rafael (acima à esquerda) segura bandeira brasileira ao lado de combatentes no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/ Facebook/ Rafael Lusvarghi)Rafael (acima à esquerda) segura bandeira brasileira ao lado de combatentes no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/ Facebook/ Rafael Lusvarghi)
A região está sob cessar-fogo, mas confrontos ocasionais tiram vidas dos dois lados quase diariamente perto da região de Donetsk, dominada pelos rebeldes. Monitores internacionais dizem temer uma escalada no combate.
Voluntários
O grupo de combate comandado por Rafael conta com voluntários estrangeiros: 5 brasileiros, um espanhol, 3 franceses e um norte-americano. Ele faz parte do Exército Regular da República Popular de Donetsk – autoproclamada pelos rebeldes após uma consulta pública à população local que foi considerada ilegítima pelas autoridades em Kiev e pela maioria da comunidade internacional. É o governo da região que oferece documentação, atendimento médico, alimentação e alojamento. Outros 12 brasileiros já passaram pelo grupo.
Em maio, Rafael postou outro vídeo em que ele e mais dois brasileiros explicam como os voluntários devem fazer para chegar até eles. Segundo ensinam, primeiro é preciso desembarcar em Moscou, onde haverá uma pessoa esperando os "recrutas". De lá, pega-se um trem até a cidade de Rostov, na fronteira entre Rússia e Ucrânia. De Rostov, os voluntários seguem para Donetsk de ônibus. Os que não sabem falar inglês terão a ajuda de um tradutor, segundo contam.
Rafael Lusvarghi em vilarejo na periferia da cidade de Debaltseve, no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/ Facebook/ Rafael Lusvarghi)Rafael Lusvarghi em vilarejo na periferia da cidade de Debaltseve, no leste da Ucrânia (Foto: Reprodução/ Facebook/ Rafael Lusvarghi)
“Recebo muitas mensagens de brasileiros querendo se alistar, mas eu encerrei de vez o voluntariado na minha unidade. Meus melhores homens estão indo lutar na Síria em breve, e isso cria dificuldades porque perco membros que já falam o russo bem, e especialistas, então estou substituindo quem sai por russos locais”, conta.
Funções do grupo
A principal tarefa do grupo é observar a movimentação do exército ucraniano e reportar ao comando do batalhão. Mas o brasileiro conta que às vezes acaba exercendo a função de atirador de precisão ou de suporte, e que gosta de se arriscar em outros serviços, como defesa em caso de avanço das tropas ucranianas, “pelo moral que isso gera entre os outros militares”.
“Esta semana mesmo explodimos uma torre de transmissão inimiga que também trazia eletricidade para nós. Foi engraçado, muitos ficaram furiosos comigo. Foi de iniciativa própria minha”, conta. “Mas no fim eles perderam a torre e já temos eletricidade de novo. Um blackoutzinho não faz mal a ninguém, não é mesmo?”.
Mulher anda por área destruída por combates em Donetsk neste domingo (1º)  (Foto: Vadim Ghirda/AP)Mulher anda por área destruída por combates em Donetsk, na Ucrânia (Foto: Vadim Ghirda/AP)
Membros das froças armadas dos rebeldes de Donetsk dirigem um tanque em Donetsk nesta quinta-feira (22) (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)Membros das froças armadas dos rebeldes dirigem um tanque em Donetsk (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)
Pessoas fazem fila para receber ajuda humanitária nesta sexta-feira (30) na cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (Foto: AFP PHOTO / DOMINIQUE FAGET)Pessoas fazem fila para receber ajuda humanitária na cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (Foto: AFP PHOTO / DOMINIQUE FAGET
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