terça-feira, 14 de março de 2017

Lula diz acordar com medo de imprensa na porta esperando sua prisão

Estadão Conteúdo
14/03/2017 - 11h48 - Atualizado 12h44
Lula é acusado de tentar comprar o silêncio de Cerveró, ex-diretor da Petrobrás
Lula é acusado de tentar comprar o silêncio de Cerveró, ex-diretor da PetrobrásO ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, relatou nesta terça-feira (14) em depoimento à Justiça Federal, a pressão causada pelo assédio da imprensa diante da possibilidade de sua prisão. "O senhor não sabe como é acordar todos os dias com medo de a imprensa estar na porta da sua casa achando que você vai ser preso", afirmou o petista ao juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal.

O interrogatório de Lula começou por volta das 10h10. Esta é a primeira vez que o ex-presidente é questionado em juízo como réu em ação penal relacionada à Operação "Lava Jato". O petista é acusado de ser o mandante da tentativa de compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Segundo Lula, todos os dias são publicadas notícias de que ele será citado em novas delações premiadas, o que gera apreensão. "Nos últimos anos tenho sido vítima quase de um massacre", lamentou.

Leia mais:
Lula diz que Delcídio já tinha convivência com Cerveró antes do seu governo
Começa o 1º interrogatório de Lula como réu por suposta obstrução na 'Lava Jato'
Acusado de tentar obstruir 'Lava Jato', Lula depõe nesta terça-feira na Justiça Federal

ASSALTO A POSTO DE GASOLINA EM BANDEIRA-MG

Imagem Ilustrativa
EM 13/03/2017 às 13h30min os militares compareceram ao AUTO POSTO BANDEIRA, situado na Rua Milton Simões, N° 02, Bairro Tayana Park, Bandeira/MG, onde a vitima XXXXXXXXX, frentista do referido posto, relatou que estava trabalhando no local quando chegou dois indivíduos em uma motocicleta Yamaha XTZ, cor azul, sendo um de cor branca, estatura mediana e o outro moreno, auto, com uma mochila cor preta nas costas, estando ambos de capacete na cabeça e trajando roupas escuras. Segundo a vitima XXXXXXX os indivíduos perguntaram se tinha óleo de motor e quando ele adentrou no escritório do posto para mostrá-los o óleo, de repente o indivíduo moreno auto, sacou da cintura um revolver, cor cromado, e anunciou o assalto, roubando a quantia de R$ 627,50 (seiscentos e vinte sete reais e cinquenta centavos), 01 relógio, Marca Tecnos, cor dourado, uma corrente prata e 01 celular, marca Sansung, modelo J7, Imei XXXXXXXX, numero de chamada (33) XXXXXXXX, da vitima. Depois do roubo os indivíduos evadiram na LMG 630, sentido as cidade de Almenara/MG e Jordânia/MG. Foi feito contato com as frações vizinhas e realizado um cerco/bloqueio para tentar localizar os indivíduos. Do destacamento PM de Bandeira foi dividida duas equipes com intuito de localizar e prender os autores do crime,  Quando os militares estavam voltando da Comunidade Paraguai, depararam com dois indivíduos em uma motocicleta Yamaha XTZ, cor azul, com as mesmas características dos meliantes que haviam efetuado o roubo em Bandeira. Os militares então pararam o veiculo que estavam e deram ordem de parada para os suspeitos. Nesse momento os indivíduos avançaram com a motocicleta em direção aos militares e o garupeiro da moto sacou uma arma da cintura, aparentemente um revolver e realizou aproximadamente 04 disparos de arma de fogo em direção aos policiais. Diante a injusta agressão os militares revidaram. Os indivíduos seguiram com a motocicleta em direção a Comunidade são Domingos, município de Almenara/MG e posteriormente abandonaram o veiculo em um matagal e evadiram do local. Após rastreamento foi localizada a motocicleta Yamaha XTZ, cor azul, placa HBP 8447 (Almenara/MG) dentro do matagal. Em dialogo com a testemunha XXXXXXXX , morador da Comunidade São Domingos, este relatou que os indivíduos passaram na casa onde ele reside, pediram água e perguntaram se ele não tinha gasolina para arrumar para eles. Ao mostrar para XXXXXXX fotografias de alguns meliantes envolvidos com a criminalidade violenta na cidade de Almenara, XXXXX reconheceu os meliantes XXXXXXXXX, XXXXXXXX como sendo os indivíduos que atiraram contra a guarnição PM de BandX também reconheceu através de fotografias os meliantes XXXXXXXXX E XXXXXX como sendo os meliantes que o assaltaram no AUTO POSTO BANDEIRA. A motocicleta Yamaha XTZ, cor azul, placa HBP 8447 (Almenara/MG), foi apreendida e encaminhada para o Patio da Empresa Auto Reboque SQ3. Rastreamento continua com intuito de localizar e prender os indivíduos.
Fonte: Polícia Militar

quinta-feira, 9 de março de 2017

Professores da rede estadual decretam greve a partir do dia 15 - (Minas Gerais)

Em assembleia

Categoria exige que o governo cumpra com o acordo realizado em 2015, entre as promessas está o pagamento do piso salarial até 2018

PUBLICADO EM 08/03/17 - 16h58
Para tentar pressionar o governo do Estado a cumprir com o acordado feito em 2015, os professores da rede estadual decretaram greve a partir do dia 15 de março. Entre as promessas feitas pelo Estado, na ocasião, segundo os profissionais, está o pagamento do piso salarial até 2018.
Com a participação de 3.000 professores, a decisão foi tomada em assembleia geral da categoria realizada na tarde desta quarta-feira (8) na praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Revindicações
As reivindicações abrangem a reforma da previdência e o descumprimento de um acordo assinado com o Estado em 2015.
Segundo a categoria, em 12 de janeiro deste ano o MEC anunciou reajuste de 7,64% no piso. O reajuste não teria sido aplicado em Minas.
Em 2016, o reajuste de 11,36% também não teria sido pago retroativo até a data em que foi efetivado o aumento. Ainda conforme a denúncia, não teria sido pago também o adicional de valorização da Educação Básica, no valor correspondente a 5% da remuneração a cada 5 anos de efetivo exercício da carreira.
O acordo também previa o retorno das promoções e progressões na carreira, o que teria ocorrido no início, segundo os professore, mas com o tempo teve uma paralisação na concessão de promoções e progressões.  
Posicionamento do Estado
- O vencimento atual pago para Professor de Educação Básica com jornada de 24 horas semanais é R$ 1.620,62. Além do vencimento, os professores ativos e inativos com mesma jornada semanal de trabalho (24 horas) recebem mais dois abonos: R$ 211,58 e R$ 150,34, que serão incorporados integralmente ao vencimento em junho de 2017, que passará a ser de R$ 1.982,54.
- Em agosto desse ano, esses mesmos professores receberão um novo abono, de R$ R$ 153,10, que será incorporado integralmente aos vencimentos em julho de 2018. Com essas incorporações de abonos, os professores com 24 horas semanais receberão como vencimento R$ 2.135,64, valor vigente do piso do magistério até dezembro de 2016.
- O acordo do Governo Estadual com a categoria é que em julho de 2018 todos os professores (ativos e inativos), com carga horária de 24 horas semanais, tenham o valor como vencimento correspondente ao piso nacional (estabelecido para carga horária de 40 horas semanais).
- O governo está avaliando a forma de atingir o novo valor do piso, conforme disponibilidade de recursos, mas garante o cumprimento do acordo firmado. Uma das opções, em decorrência da situação orçamentária e com decreto de calamidade financeira em vigor, poderá haver complementação orçamentária por parte do Tesouro Nacional, como determina a Lei 11.738/2008, no art. 4º.
- O Governo de Minas Gerais considera de fundamental importância a valorização da categoria e tem buscado, não só através do piso, mas também a partir de outras medidas, remunerar melhor e reconhecer o trabalho dos profissionais da Educação Básica do Estado.
Atualizada às 18h20.

O campo magnético da Terra pode se inverter em cem anos

Espaço

Enfraquecimento dos polos pode deixar o planeta mais vulnerável às tempestades solares

PUBLICADO EM 09/03/17 - 03h00
As características de composição e movimentação da Terra permitem aos cientistas compararem o planeta a um grande ímã, que funciona como um escudo invisível nos protegendo das radiações vindas do universo. Mas novos estudos constataram que esse campo magnético natural da Terra está perdendo, aos poucos, sua estabilidade, de forma que as consequências poderiam ser devastadoras, interferindo não só na saúde, mas em todos os tipos de tecnologia utilizadas.
Depois de analisar os sedimentos de um antigo lago na bacia Sulmona dos Apeninos, na Itália, e estudar os vestígios que esses acontecimentos costumam deixar nas rochas, cientistas das Universidades da Califórnia e de Columbia foram capazes de cravar que a última inversão magnética aconteceu há 786 mil anos.
O professor de geologia e um dos coautores do estudo World Paul Renne disse em entrevista à BBC, em 2014, que a Terra está passando por um enfraquecimento de seu campo magnético, dez vezes mais rápido do que o habitual.
Os cientistas já sabiam que os polos magnéticos trocaram de posições 36 vezes em 23 milhões de anos ao longo da história terrestre e o farão outras vezes mais. Porém, esse processo não acontece da noite para o dia. E, enquanto se dá o processo, a Terra vive um período de instabilidade. Até então, acreditava-se que esse período durava de 2.000 a 5.000 anos, mas esses pesquisadores chegaram à conclusão de que esse evento durou apenas cem anos.
O diretor da Uber Trends, PhD em física, Aba Cohen, explica que é por meio da movimentação das ligas metálicas em diferentes estados, pastoso e líquido, que compõem o interior da Terra, e as correntes elétricas que esse movimento provoca, que surge esse campo magnético. Atualmente, é no norte geográfico que se encontra o sul magnético e vice-versa. Enquanto os polos geográficos são uma convenção humana, os polos magnéticos são consequência de um fenômeno natural.
Mudança. A Terra começou a se consolidar há cerca de cinco bilhões de anos, e os cientistas estimam que o campo magnético exista há pelo menos 3 bilhões de anos, sendo que ao longo do tempo ele mudou sua intensidade, sua orientação e sofreu variações de polaridade, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Geofísica, Jorge Hildebrand.
Ele não acredita que tal transformação aconteceria em tão pouco tempo, mas afirma que existe, sim preocupação. “A magnetosfera se enfraqueceu 6,4% em cem anos. Se essa redução continuar, em um prazo de 2.000 anos estaria zerado, ou seja, a Terra perderia seu escudo protetor, e o equilíbrio do planeta estaria ameaçado”, afirma.
Essa redução estaria diretamente associada ao processo de inversão dos polos. “À medida que perde intensidade, o campo magnético vai se desfazendo, e, depois da mudança de polaridade, começa um novo ciclo”, diz Hildebrand.
Segundo ele, nas regiões polares, a intensidade do campo pode chegar a 90 mil nT (nanotesla é a unidade usada para medir a densidade de fluxo magnético). No Brasil, Estados como Paraná e Santa Catarina registram 22 nT.
Por causa desse fenômeno conhecido por Anomalia Magnética do Atlântico Sul, nessas regiões os níveis de radiação são mais elevados, podendo ocorrer mais problemas na transmissão de energia elétrica e casos de câncer de pele.
Essa falta de proteção contra as ameaças do espaço, como explosões solares e radiações, poderia afetar também os animais, os oceanos, o clima, as usinas geradoras de energia, os centros de comunicação. Ou seja, com o mundo cada vez mais dependente da tecnologia e, consequentemente, da eletricidade, o caos seria inimaginável.
Em 1989, uma tempestade solar gerou correntes elétricas e paralisou completamente uma rede elétrica em Quebec, no Canadá. A pane deixou seis milhões de pessoas no escuro por 12 horas, e metrôs, aeroportos e abastecimentos ficaram comprometidos.
Aurora boreal
Entenda. As partículas que atingem o planeta são desviadas para os polos da Terra, dando origem ao bonito fenômeno das auroras boreais.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Aposentadoria de militares só será discutida após a reforma da Previdência

Estadão Conteúdo
16/02/2017 - 09h45 - Atualizado 12h01
A discussão sobre a aposentadoria dos militares só ocorrerá depois da aprovação da reforma da Previdência que já está em tramitação no Congresso Nacional, afirmou nesta quarta-feira (15) o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Se tudo ocorrer conforme a previsão do governo, o projeto que mudará as regras para Forças Armadas, PMs e bombeiros será enviado ao Legislativo somente no segundo semestre. Mas o jogo duro prometido pela oposição pode adiar ainda mais esse prazo.

O relator da reforma, deputado Arthur Maia, previu que o período até junho será suficiente apenas para aprovar o texto que trata das regras gerais no plenário da Câmara, sem incluir o Senado como projeta o Palácio do Planalto. O governo chegou a prometer o envio do texto sobre os militares até o fim de março, quando o debate sobre a reforma mais ampla ainda estará em curso na comissão especial.

Leia também
Padilha diz em comisssão que é preciso reformar para preservar a Previdência
Governo quer aprovar reformas trabalhista e da Previdência no primeiro semestre

"Não vai haver essa discussão concomitantemente. Estamos trabalhando para termos a reforma que vai se dirigir aos militares, ela sendo cunhada neste primeiro semestre. Portanto, vamos cuidar para que não haja congestionamento", disse Padilha, após participar da primeira audiência pública da comissão especial da reforma.

A mudança nas regras de aposentadoria para as Forças Armadas têm sido um dos principais focos de resistência. Os militares questionam números que o Executivo apresenta sobre o déficit desses servidores, que fechou em R$ 34 bilhões em 2016, de acordo com o Tesouro Nacional. Segundo técnicos, o debate com a categoria ainda está na fase de buscar conciliação em torno desse número - que o Ministério da Defesa diz ser bem menor ao excluir reservistas.

Padilha destacou que o objetivo do governo é colocar servidores, parlamentares e demais setores sob as mesmas premissas do regime geral. "A grande verdade que estamos buscando é fazer com que todos os brasileiros tenham as mesmas regras para a Previdência Social".

O discurso de Padilha na audiência pública durou cerca de 20 minutos e focou nos efeitos positivos que a reforma terá sobre a confiança e sobre os índices econômicos. Lembrou que a confiança já está sendo retomada e que mudanças que apontam para a sustentabilidade do sistema previdenciário poderão inclusive contribuir para que o País recupere o grau de investimento, selo de bom pagador conferido por agências de risco.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Em meio à crise nacional, PM mineira ameaça fazer greve

EXIGÊNCIAS

Militares exigem volta do pagamento integral no quinto dia útil e 20% de reajuste salarial; corporação descarta paralisação dos militares


1
Salários. A remuneração inicial da Polícia Militar mineira é de R$ 4.098, sétima maior do país
PUBLICADO EM 15/02/17 - 03h00
Em meio à tensão dos movimentos no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, os policiais militares mineiros agora ameaçam cruzar os braços em março caso o governo não ceda a suas reivindicações. Eles exigem a volta do pagamento integral dos salários no quinto dia útil (os vencimentos de todo o funcionalismo estão sendo parcelados desde janeiro de 2016) e 20% de reajuste para compensar perdas inflacionárias dos dois últimos anos.
O salário inicial dos PMs de Minas dobrou de 2011 para 2015, chegando a R$ 4.098, o sétimo maior do Brasil. Espírito Santo tem o pior vencimento (R$ 2.646), e o Rio de Janeiro tem valor próximo (R$ 2.992). Além disso, os militares de Minas aposentam com salário integral e recebem benefícios por tempo de serviço.
Nessa terça-feira (14), três deputados ligados à categoria e cinco entidades de classe se reuniram e lançaram uma agenda de mobilizações no Estado. A primeira ação prevista é a convocação das mulheres dos PMs para uma reunião na Assembleia Legislativa (ALMG), na sexta-feira. No Espírito Santo, foram elas que fecharam batalhões – já que, pela Constituição, eles não podem fazer greve, com pena inclusive de prisão. A programação inclui ainda o lançamento da campanha “A segurança pública de Minas vai parar porque o governo está descumprindo a lei”. O objetivo é obter o apoio da população em caso de paralisação.

VEJA TAMBÉM


A outra ação é uma assembleia da categoria em 7 de março. Se não houver acordo com o governo até lá, haverá greve, segundo o deputado estadual Sargento Rodrigues e o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), sargento Marco Antônio Bahia.

“Não vamos falar quais foram todas as estratégias deliberadas na reunião, mas vai ter paralisação”, disse o deputado. A reunião teve a presença dos deputados federal subtenente Gonzaga e o ex-vereador de Belo Horizonte Coronel Piccinini.
Coincidência. Embora o momento coincida com a crise nos Estados vizinhos, os mineiros dizem que não estão se aproveitando do cenário para pressionar o governo. Eles estariam apenas dando continuidade à pauta de reivindicações iniciada em outubro, data-base da categoria.
Segundo a Aspra, o governador Fernando Pimentel (PT) tem descumprido duas leis: o artigo 37 da Constituição, que assegura a revisão geral anual a todos os servidores públicos estaduais, e o artigo VII da Lei 19.973, de 2011, que determina a data-base em 1º de outubro. “O governo vem ainda reduzindo drasticamente os recursos da segurança pública, trazendo prejuízos logísticos para as condições de trabalho”, declararam as entidades, em nota.

Posição da Polícia Militar
Segundo o major Flávio Santiago, a Polícia Militar mantém canal aberto com a tropa e vem fazendo com que esse canal seja estendido ao governo do Estado, onde há manutenção dos direitos da família Polícia Militar, inclusive com vasta declaração do governo, por diversas ocasiões, em que menciona a importância da manutenção e do resguardo da classe militar. "Logo, entende a corporação não termos espaço para qualquer tipo de paralisação em Minas Gerais ou a aceitabilidade disso pela tropa policial militar. Não acreditamos nesse espaço (para paralisação) em Minas", destacou o major. 


SAIBA MAIS

Mobilizações. A Aspra informou que fez ao menos cinco mobilizações no ano passado para cobrar o reajuste e o pagamento integral, mas que não houve nenhum sinal de acordo com o governo.
Comparação. Sobre o salário dos PMs em Minas ser bem superior ao pago em Estados vizinhos, como o Espírito Santo, o presidente da Aspra, Marco Antônio Bahia, disse que não se pode comparar, pois “cada Estado tem sua economia e seu tamanho”.
Campanha. O deputado sargento Rodrigues disse que a campanha de apoio ao movimento dos policiais militares terá panfletos e divulgação também nas redes sociais e na mídia, a partir da próxima semana,


CRISE

Governo descarta reajuste

A Secretaria de Estado de Fazenda informou ontem que “não é possível, no momento, atender às reivindicações referentes às questões salariais”. O motivo é a crise financeira – o governo decretou estado de calamidade financeira – e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O órgão declarou ainda que a atual gestão fez reajustes mesmo sem previsão no orçamento, como os 15% no vencimento básico da PM em abril de 2015. No Sul de Minas, o governador Fernando Pimentel disse que repudia ajustes fiscais feitos às custas dos trabalhadores. “Jamais faremos qualquer ajuste fiscal que fira os direitos dos trabalhadores do setor público até porque, sem trabalhadores do serviço público, não tem serviço público”, destacou. (LC)
“Queremos diálogo com o governo, mas, se não houver, vamos até as últimas consequências, que é a greve. Não se deve duvidar de nossa capacidade de nos revoltarmos.” Marco Antônio Bahia, presidente da Aspra

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Prisão de Foragido da Justiça da Bahia, apreenção de arma e veículos roubados.

Fotos: Sgt Wellington
Prisão de foragido da justiça e apreensão de um caminhão, uma hilux roubados na Bahia, arma de fogo em fazenda na região de Divisopolis. Equipes Policiais de Divisopolis, Mata Verde e Bandeira participaram da operação. Veículos foram restituídos aos proprietários. O preso foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Almenara. (Dr. Irineu postou em outro grupo agora a pouco
Que esse Joao Paulo e sua turma são suspeitos de explosões de caixas eletrônicos em Itororó e
Em outras cidades Baianas. Possa ser que eles estejam cometendo explosões e depois se escondem nessa fazenda ai.)
Autor- JOAO PAULO DE OLIVEIRA LAGOAS, nascido no dia 02/11/1986, solteiro, desocupado, natural de Itapetinga/BA, filho de Marileide Soares de Oliveira Lagoas e Dernivaldo de Jesus Lagoas Residente a rua Jânio Alves mendes, 50, bairro Vila Riachão em Itapetinga/BA.
Síntese: Em 13 de Fevereiro de 2017, por voltas das 06h00min, a guarnição PM recebeu notícia crime, a qual informava que em um sítio localizado acerca 25 km do perímetro urbano encontrava-se um individuo oriundo da cidade de ITAPETINGA/BA conhecido por ROBERTO e no local havia um caminhão bob esponja, cor vermelha e uma caminhonete Hilux, cor preta. Os veículos estavam há aproximadamente 15 dias no local e também no local havia uma carga de batatinhas que havia sido descarregada e estava apodrecendo. No local foram encontrados o veículo marca Toyota, modelo Hilux de cor preta, placa HNK 6455 e um Caminhão marca VW, cor vermelha, placa ELW8030, com a carga de batatinhas. O imóvel foi cercado e o autor JOAO PAULO DE OLIVEIRA LAGOAS, 30 anos de idade, ao perceber a presença das guarnições PM tentou evadir embrenhando em meio ao cafezal, tirando da cintura uma arma de fogo que foi jogada ao solo, momento em que o Cb PM FÁBIO JÚNIOR COSTA PENHA, conseguiu acompanhá-lo e abordar o autor, que obedeceu às ordens do militar, sendo lhe dada voz de prisão. A autor identificou como CARLOS DANIEL MOREIRA. A arma deixada pelo autor trata-se de um revólver marca Táurus, calibre 38, com capacidade para seis 06 cartuchos. A arma estava com a numeração suprimida e carregado com 04 munições calibre 38 intactas. Em consulta aos veículos notou-se que as placas utilizadas condiziam com as marcas, modelos e cores porém pela numeração dos chassis dos veículos Hilux chassi número SAJFZ29G1760038905 e o Caminhão chassi de número 9534N8249AR049966, ambos apresentavam queixa de furto/roubo. A perícia técnica foi acionada porém o delegado de polícia, Filype Utsch Milhomen, disse que o perito estava impossibilitada de fazer-se presente no local. Através dos dados dos veículos foi realizado contato com a Polícia Militar do Estado da Bahia, que forneceu os dados dos proprietários dos veículos e foram realizados contato com os respectivos proprietários. A princípio o autor forneceu dados errados quanto a sua identificação e após contato com a PMBA ele foi identificado como JOÃO PAULO OLIVEIRA LAGOAS, individuo de alta periculosidade, foragido da cadeia de JEQUIE/BA, autor de homicídios e um dos cabeças do tráfico de drogas na região de Itapetinga/BA. Além da arma de fogo foram apreendidos dois aparelhos celulares e a quantia de cinquenta reais em uma única célula e quatro placas de identificação usadas nos veículos recuperados A Drª IZABELLA MENEGASSI DULTRA SANTANA Delegada de Polícia da Comarca, autorizou fazer a restituição dos veículos para os respectivos proprietários. O autor foi informado dos seus Direitos Constitucionais e conduzido a presença da autoridade de Polícia Judiciária, com os materiais apreendidos. Foi confeccionado o BOPM/REDS nº 192/2017-003262875-001. Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais.














sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Mulheres de PMs de Minas marcam manifestação nesta sexta por reajuste

O protesto é por reajuste salarial e tenta ganhar força com o momento vivido pelo Espírito Santo

postado em 10/02/2017 08:14 / atualizado em 10/02/2017 08:27
Mulheres de policiais militares de Minas Gerais marcaram para esta sexta-feira uma manifestação à frente do 5º Batalhão da corporação, no Bairro Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte.

O protesto é por reajuste salarial e tenta ganhar força com o momento vivido pelo Espírito Santo, onde desde a última sexta-feira, 3, mulheres de policiais militares acampam na portão dos batalhões, o que estaria impedindo a saída dos guardas para patrulhamento das ruas. Também no Espírito Santo, a manifestação é por aumento de salário.

O deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), ex-policial militar, afirma que a insatisfação das tropas é grande. "Amanhã vamos discutir o que será feito", afirmou o parlamentar, que faz oposição ao governador Fernando Pimentel (PT).

Já o deputado estadual Cabo Júlio (PMDB), que faz parte da base do governo, acredita que a manifestação será um fracasso. "São mulheres de policiais reformados, que já não estão nas ruas há muito tempo. Além disso, não irão nem dez pessoas a essa manifestação", disse. Saiba mais: Mulheres de PMs deixam reunião com governo do ES revoltadas.

No início do ano, o governador Fernando Pimentel trocou o comandante da Polícia Militar. O coronel Helbert Figueiró de Lourdes assumiu o cargo em substituição a Marco Antônio Badaró Bianchini que, conforme informações do governo de Minas, se licenciou da carreira.

Na terça-feira e na quarta, Pimentel esteve nas cidades de Ipatinga, no Vale do Aço, Governador Valadares, Vale do Rio Doce, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, entregando viaturas para batalhões da PM. As três cidades estão na porção leste de Minas, que faz divisa com o Espírito Santo. Na passagem pela região, fez fotos com policiais, que foram postadas nas redes sociais, e elogiou a corporação. Disse ainda não querer que a situação vivida pelo estado vizinho se repita em Minas.

"Nós temos a melhor Polícia Militar do Brasil. Isso é um patrimônio de Minas Gerais. Temos de manter assim. Uma polícia bem equipada, bem organizada, motivada e bem remunerada", disse. "Nós estamos assistindo em estado vizinho nosso, irmão nosso, que é o estado do Espírito Santo, cenas terríveis de violência, de colapso do serviço público de segurança. Não estamos aqui atribuindo culpa, mas é um quadro devastador, que não queremos que se repita em lugar nenhum, principalmente em Minas Gerais", disse.

PM desmente paralisação


Na manhã de quinta-feira, o major Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da Polícia Militar (PM), os boatos sobre uma paralisação dos policiais militares de Minas Gerais, assim como ocorre no Espírito Santo.

Segundo o major Santiago, os vídeos e fotos que circulam em redes sociais são de movimentos passados, como as paralisações contra a Projeto de Lei Complementar 257, ocorridas em dezembro de 2016. “Na verdade estes vídeos e fotos que estão circulando pelo Whatsapp, são de movimentos da história, de outras situações. Algumas, inclusive, são da movimentação da PLP 257, no ano passado. Não há nenhum vídeo de autoridades, de membros do legislativo ou de associações competentes que se associe ao presente,” afirmou.

No fim da tarde passada, a negativa foi reforçada por meio de uma nota divulgada pela Polícia Militar. “Não há, na atualidade, nenhum vídeo ou mensagens de autoridades, de membros do legislativo, de associações ou de policiais da PMMG que reverberem ou que se associem a situações ocorridas no estado vizinho”, diz o texto.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Prisão de Criminosos assaltantes da Lotérica de Jordânia-MG

Foto: Sgt Wellington - 09/02/2017
Durante patrulhamento fomos acionados via telefone celular de que acabara de ocorrer um assalto na casa lotérica neste município, de imediato deslocamos até o referido estabelecimento, onde em contato com a vitima senhora Flavia Mirian Vieira Costa, a qual meia que em estado de choque nos relatou que um indivíduo moreno, magro, utilizando calça jeans, jaqueta da "Adidas", calçado com botas de borracha e de posse de uma arma de fogo longa tipo garrucha, havia adentrado na lotérica agarrando-a pelo pescoço e coagindo-a a colocar o dinheiro e um malote em um saco de linhagem e logo depois evadiu do local em uma moto, aparentemente Honda XLR de cor vermelha sentido a Almenara/MG, informando ter sido levado algo em torno de vinte a vinte e cinco mil reais. De posse das informações acionamos o cerco e bloqueio e juntamente com uma guarnição da cidade de Bandeira, outra de Jacinto e do serviço de inteligência da Unidade, foi realizado intenso rastreamento nas imediações tendo sido localizado próximo à lotérica 01 (um) capacete de cor vermelha sem viseira e 01 (uma) arma de fogo do tipo "chumbeira" com coronha cerrada, devidamente carregada. Em seguida após obtermos as imagens do circuito interno (câmeras) da Lotérica e verificarmos que as características batiam com as de alguns infratores contumazes residentes no distrito do Avaí, município de Jacinto, as diversas guarnições PM deslocaram para aquele distrito, tendo recebido informações de que o indivíduo de prenome Isaque, conhecido por "Dal", residente em Avaí provavelmente estaria envolvido no crime, já que um rapaz com as características acima descritas havia sido visto na companhia de "Dal", assim como a motocicleta. Após localizamos "Dal", este diante das fotos e/ou imagens do autor do assalto à lotérica, nos relatou se tratar do indivíduo de prenome Bruno indicando-nos a residência deste. Localizamos Bruno em sua residência onde após contato com sua esposa e filha, esta última confirmou que seu pai possuía uma jaqueta "adidas", assim como após efetuarmos uma varredura pelo local, encontramos dentro de uma máquina de lavar, a calça ainda molhada (devido ao tempo chuvoso) utilizada pelo autor Bruno, além de localizarmos também um par de botas de borracha na varanda e nos fundos do quintal de sua residência a jaqueta "adidas" que ele utilizava. Após estas evidências, o autor Bruno acabou confessando a autoria do roubo, indicando-nos onde havia escondido o dinheiro, sendo encontrado R$ 4.055,00 (quatro mil e cinquenta e cinco reais) escondidos no interior de um "filtro de barro" no interior de uma casa abandonada situada nos fundos da sua residência. Bruno informou-nos que a motocicleta utilizada no crime tomou emprestada de "Ari" logo pela manhã e após o roubo a devolveu. Deslocamos até a residência de Ari, onde encontramos a motocicleta, tendo Ari confirmado o empréstimo do veículo, o qual não se encontra licenciado, em mau estado de conservação, além de ter sido conduzido por um condutor inabilitado, sendo lavrados os autos de infrações pertinentes e o veículo removido ao pátio credenciado. Retornamos à cidade de Jordânia onde em contato com as vítimas, estas reconheceram as vestes utilizadas pelo autor, assim como a arma e veículo utilizados, reiterando que a quantia roubada seria cerca de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais). De posse dessa nova informação voltamos a interrogar o autor Bruno, o qual relatou-nos que após chegar em casa e verificar que a Polícia Militar já estava em seu encalço, retirou o dinheiro do malote que havia subtraído da lotérica, tendo dispensado o malote dentro do riacho que corta o distrito do Avaí. Deslocamos com o autor Bruno até o local onde ele teria dispensado o referido malote, e após encontrar e recolhê-lo do fundo do riacho, já que foi colocado dentro de uma sacola plástica em meio a algumas pedras, encontramos em seu interior a quantia de R$ 5.812 ,00 ( cinco mil e oitocentos e doze reais), sendo então recuperado a quantia de R$ 9.867,00 (nove mil e oitocentos e sessenta e sete reais). O autor Bruno assumiu a autoria dos roubo e dizendo ter agido só, contudo entrou em contradição por várias vezes quanto ao modus operandi utilizado e de eventuais comparsas. Isaque, vulgo Dal, nega participação no crime, contudo, tentou se esconder da guarnição que estava à sua procura no distrito de Avaí, além de ser sido visto na companhia do autor Bruno, assim como de Ari sempre na motocicleta que segue apreendida. Todos autores foram conduzidos à Delegacia após terem sido examinados no Hospital de Jordânia, sendo também apreendidos a importância recuperada, arma de fogo, capacetes e vestes utilizadas. Sendo lavrado o REDS N°2017-002984675-001 . Fonte: Polícia Militar

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Presos por tráfico aumentam 480% após a Lei das Drogas

Um em cada três presos do país responde por tráfico de drogas

Dados inéditos se referem a 22 estados; 5 não possuem os números. Com a Lei de Drogas, percentual de presos pelo crime foi de 8,7% em 2005 para 32,6% agora.

Percentual de presos por tráfico cresce no Brasil (Foto: Arte/G1)Percentual de presos por tráfico cresce no Brasil (Foto: Arte/G1)
Percentual de presos por tráfico cresce no Brasil (Foto: Arte/G1)
Um em cada três presos no país responde hoje por tráfico de drogas. Os dados inéditos, obtidos pelo G1 junto aos governos estaduais e tribunais de Justiça e referentes a este ano, mostram uma mudança drástica no perfil dos presos brasileiros em pouco mais de uma década. Se antes as cadeias estavam lotadas de condenados por crimes contra o patrimônio, como roubo e furto, agora elas abrigam milhares de pessoas que respondem pelo crime de tráfico – parte delas ainda sem julgamento.
Levantamento divulgado pelo G1 em 2015 revelou que o aumento no número de presos por esse tipo de crime foi de 339% de 2005 a 2013, fruto de uma alteração na Lei de Drogas, em vigor desde 2006. A lei endureceu as penas para os traficantes, mas teve um efeito perverso para os usuários e pequenos traficantes. Nos últimos quatro anos, a situação só se agravou. Agora, o aumento chega a 480% em 12 anos – isso sem contar 5 dos 27 estados, que dizem não ter dados disponíveis.
O boom de presos por tráfico ajuda a explicar a superlotação dos presídios no país. Há hoje 668,2 mil presos para 394,8 mil vagas, como mostra outro levantamento do G1. Nesta quarta (1), o ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu a legalização das drogas como forma de frear o aumento da população carcerária.
“A crise no sistema penitenciário coloca agudamente na agenda brasileira a discussão da questão das drogas. Ela deve ser pensada de uma maneira mais profunda e abrangente do que a simples descriminalização do consumo pessoal, porque isso não resolve o problema. Um dos grandes problemas que as drogas têm gerado no Brasil é a prisão de milhares de jovens, com frequência primários e de bons antecedentes, que são jogados no sistema penitenciário. Pessoas que não são perigosas quando entram, mas que se tornam perigosas quando saem. Portanto, nós temos uma política de drogas que é contraproducente. Ela faz mal ao país”, afirmou Barroso.
O levantamento feito agora pelo G1 leva em conta os dados mais atualizados dos governos estaduais e dos tribunais de Justiça. São números exclusivos. Os últimos dados oficiais divulgados em 2016 pelo Ministério da Justiça são relativos apenas a dezembro de 2014. O órgão deve divulgar um novo balanço completo em breve – ainda assim, com dados defasados, de 2015.
Comparando o último levantamento, que tem dados de 2013, com o de agora, é possível perceber que:
  • O percentual de presos por tráfico subiu de 23,7% para 32,6% em 4 anos
  • O aumento no nº de presos pelo crime desde a Lei de Drogas passou de 339% para 480%
  • Nenhum estado agora tem menos de 15% de presos por tráfico
Em São Paulo, o aumento no percentual de presos por tráfico de drogas foi de 26,4%, em 2013, para 35,8% agora. Em Santa Catarina, 42% dos presos respondem por tráfico atualmente.
No Paraná, o percentual de presos por tráfico passou de 16,8% em 2013 para 59,3% neste ano. O estado possui o maior percentual do Brasil. O aumento, no entanto, não pode ser considerado “real”, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária. O órgão argumenta que havia dificuldade na alimentação dos dados, por causa da burocracia, mas que hoje “os sistemas estão sendo interligados e as informações são alimentadas de maneira mais ágil e precisa”.
A vice-presidente institucional da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Renata Gil, diz que os números precisam ser avaliados de acordo com as características prisionais de cada estado, "com a implantação do crime no território". "No Rio, por exemplo, antes de 2007, havia cerca de 38 mil policiais. Em 2016, eram 50 mil. Com mais policiamento ostensivo, conclui-se que há mais prisões."
Presos por tráfico ao longo dos anos (Foto: Arte/G1)Presos por tráfico ao longo dos anos (Foto: Arte/G1)
Presos por tráfico ao longo dos anos (Foto: Arte/G1)

Dados

A equipe de reportagem do G1 teve dificuldade para obter os dados em boa parte dos estados. Sete governos (Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro) não forneceram a estatística. Alguns alegaram falta de pessoal para fazer o levantamento e outros disseram simplesmente não possuir os números. Em Pernambuco, o governo alegou "questão de segurança" para não fornecer o contingente. No caso da Paraíba, o G1 conseguiu obter o dado apenas com o Tribunal de Justiça. O TJ do RN também forneceu dados, mas parciais. O órgão passou os dados de presos provisórios respondendo por tráfico, mas não conseguiu as informações sobre os condenados. Procurados, os outros cinco tribunais de Justiça também não conseguiram o dado.
No Tocantins, assessores da Secretaria de Justiça tiveram de pedir o número por meio de um memorando e/ou ligando para cada uma das 41 penitenciárias do estado, que, por sua vez, fizeram uma consulta a ofícios em papel. Parte dos estados demorou três semanas para conseguir enviar o dado, caso de São Paulo, que também teve de fazer um levantamento em cada coordenadoria regional. São cinco no estado.
Perfil dos presos tem mudado após a Lei de Drogas, em vigor desde 2006 (Foto: Wilson Dias/Abr/Arquivo)Perfil dos presos tem mudado após a Lei de Drogas, em vigor desde 2006 (Foto: Wilson Dias/Abr/Arquivo)
Perfil dos presos tem mudado após a Lei de Drogas, em vigor desde 2006 (Foto: Wilson Dias/Abr/Arquivo)

Aumento após a Lei de Drogas

Em 2006, quando a lei 11.343 começou a valer, eram 31.520 presos por tráfico nos presídios brasileiros. Em 2013, esse número passou para 138.366. Agora, são ao menos 182.779.
O padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, afirma que a mudança no perfil dos presidiários do país é bastante perceptível. “O perfil mudou e vem mudando cada vez mais. São usuários de drogas e pequenos traficantes, ou mesmo pessoas que foram presas por pequenos delitos, mas que a causa é droga. Além disso, por causa das questões sociais, os presos são cada vez mais pobres e mais jovens”, diz.
Como consequência da Lei de Drogas, o padre afirma que não só aumentou a superlotação nos presídios, mas também o desespero. “É bem comum que os presos já cheguem com crise de abstinência, o que causa tumultos, pois eles ficam muito agitados. Já presenciei tentativas de suicídio”, diz.
O defensor público Vitore André Zílio Maximiano, que já foi secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, afirma que alguns fatores contribuíram para o aumento vertiginoso dos presos por tráfico. Segundo ele, os casos não são investigados como deviam ser. E, na falta de um critério objetivo para definir quem é usuário e quem é traficante, fica a cargo do policial que fez a ocorrência e do juiz esse papel, diz.
O defensor, que atua no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros cotidianamente, diz que hoje é notória a grande quantidade de presos por tráfico nas cadeias. “Estamos falando de um jovem, pobre, facilmente preso pela polícia. Às vezes um jovem chega perto de mim no presídio, eu vejo o perfil e ele nem precisa dizer do que é acusado.”
Maximiano afirma que o Supremo Tribunal Federal já entendeu que, no caso do tráfico em pequenas quantidades, quando a pessoa é “primária” (sem antecedentes), sem envolvimento com facção, é possível a redução e substituição por penas alternativas. “Mas, infelizmente, o Judiciário brasileiro não está seguindo essa decisão. Essa é a principal causa do aumento de prisões, colocando esses jovens como uma presa fácil das organizações criminosas”, diz.
“O Brasil, de Norte a Sul, tem prendido mal, de forma excessiva e, sobretudo, pessoas primárias, que estão envolvidas com um delito que não envolve violência. Elas são o elo mais frágil dessa cadeia”, afirma. “As pessoas precisam entender que a prisão não é a única resposta. Tem um rol de medidas cautelares que significam a existência de um processo justo. Assistindo às cenas dantescas de rebeliões, de decapitações, estamos descobrindo, um pouco tarde, que esse excesso de pessoas presas tem contribuído para aumentar ainda mais a violência.”
A vice-presidente institucional da AMB, Renata Gil, também credita à Lei de Drogas o aumento de presos no país, mas discorda que o Judiciário seja um dos responsáveis por superlotar as cadeias. "A rigidez não é do juiz nem do policial. A rigidez é da lei. A lei diz que qualquer pessoa presa em condição de traficante é traficante, não importa a quantidade. E há a questão de analisar como o tráfico está implantado nos territórios. No Rio, com as UPPs, o traficante passou a vender em pequenas quantidades, com um papelote, dois. Aí ele busca na fonte e fica nesse trabalho de formiguinha. Então não é porque ele porta uma pequena quantidade que ele é um usuário apenas. E uma outra coisa que as pastorais não consideram é que, em geral, pelas características de pobreza do país, quase todo usuário trafica para manter seu vício. E isso é algo que ninguém enfrenta."
Renata, que é juíza criminal no Rio, diz que é reticente também quanto à descriminalização, defendida por Barroso. "Essa é uma questão que não pode ser pensada apenas no campo jurídico. É preciso uma estrutura de saúde pública. É um debate que é muito mais amplo que apenas pensar em descriminalizar. O exemplo dos países que fizeram isso não são muito positivos. Basta ver a Holanda retrocedendo no seu posicionamento. Eu tenho muito receio de que no Brasil a gente não tenha condição de tratar o usuário com a descriminalização. Pois se passa a ser permitido, há um aumento de usuários. A gente tem que trabalhar melhor a conscientização das famílias quanto ao uso. Eu não vejo nenhuma política pública que se preocupe em explicar quais as consequências do uso das drogas, como elas estão implantadas na sociedade, todo o crime por trás desse comércio ilegal, quantas pessoas morrem e quantas crianças são cooptadas. Quando você aceita o incremento do uso, é preciso pensar nas consequências disso. Se o Estado não está presente hoje, imagina quando for permitido."
Para a juíza, é o Estado "que tem que tomar pé do problema". “A política de segurança hoje é colocar policiamento na rua para combater o crime, sem o que a gente vem conversando há tempos, que é a necessidade da presença do Estado, com assistência social, com educação. Sem políticas estruturantes, eu não vejo nenhuma salvação por nenhum diploma legal nem nenhum entendimento jurisprudencial.”

Investimentos

O coordenador nacional da Pastoral Carcerária afirma que a falta de investimentos dos estados também deteriorou as condições dos presos. “Sabonete, papel higiênico, roupa de cama, tudo piorou. Isso exige que as famílias façam a manutenção das pessoas presas, mas são pessoas pobres, muitas vezes desempregadas. Gente que não consegue comer para levar a comida para o filho na prisão. Aí vai buscar trabalho onde? No tráfico de drogas. É um ciclo vicioso.”


Para o padre Valdir João Silveira, uma das principais medidas que precisam ser tomadas para melhorar a situação dos presídios é reconhecer que muitos desses “novos presos” são dependentes químicos e que, por isso, necessitam de tratamento. “Presídio não é hospital. Pelo contrário, presídio tem droga. Tem que ter alternativas à prisão para tratar essas pessoas, como programas sociais para tratar os dependentes.”
Loading...

Arquivo do blog