sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Para Sarney, Lula perdeu ‘aura da invencibilidade’

Redação
quinta-feira 18/09/14

Senador indica em artigo que País estaria passando por grande momento de mudança e que nem o ex-presidente conseguiria garantir a reeleição de Dilma

Mateus Coutinho
http://politica.estadao.com.br/blogs/radar-politico/para-sarney-lula-perdeu-aura-da-invencibilidade/
Em artigo publicado no último sábado, 13, no jornal espanhol ‘El País’ o senador José Sarney afirma que o Brasil passa por um “tsunami político” que ameaça as chances do PT de continuar no poder, enfraquecendo até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo Sarney, parece ter perdido “a aura da invencibilidade”.
“Para fugir da ameaça de derrota, pensaram alguns líderes do PT até mesmo em fazer Lula candidato. Mas o ex-presidente parece também ter sido atingido pelo maremoto e ter perdido a aura da invencibilidade, embora mantenha seu carisma e ainda seja a maior liderança política do País”, afirma o senador no texto divulgado também  em seu blog pessoal.
Ele indica ainda que o ex-presidente, diante do cenário difícil para o PT, estaria se afastando da disputa. “O Brasil perdeu o otimismo, há um alto aquecimento do censo crítico, desapareceu a sacralidade das políticas sociais. O presidente Lula dá sinais de não desejar engajar-se num pacto de morte e se afasta de um duelo fatal”, diz o texto.
Mudança. Sarney relembra os episódios do suicido de Getúlio Vargas e da morte de Tancredo Neves para discutir o que para ele seria um momento de grandes mudanças com a possibilidade da vitória da ex-ministra Marina Silva (PSB) na eleição presidencial, após a morte de Eduardo Campos em um acidente de avião.
Ele cita o pessimismo com o cenário econômico do País e até um descontentamento dos partidos da base aliada que, segundo o senador, vivem a sensação de que os petistas “fizeram de tudo para massacrá-los nos Estados, criando confrontações e arestas, e que agora há oportunidade para reagir”. Até o seu partido, o PMDB, maior sigla da base aliada de Dilma, estaria dividido e só fechou com a presidente, segundo ele, devido à presença do vice-presidente Michel Temer na chapa.
“(O PMDB) só não vota contra Dilma por causa do vínculo de sua participação na chapa; de uma figura de simples adereço, Michel Temer passou a ser decisivo para a vitória”.
Críticas. Apesar de mencionar o complicado cenário para Dilma, Sarney não poupa críticas a Marina Silva, que para ele é uma incógnita e que “deixou uma marca de radicalismo” como senadora e ministra do Meio Ambiente na primeira gestão de Lula. “(Marina) deixou uma marca de radicalismo, como fundamentalista, de capacidade limitada, preferindo sempre a confrontação ao diálogo, e buscando não o entendimento, mas a conversão. Sua formação é das Comunidades Eclesiais de Base, mas agora é evangélica ortodoxa, considerando que o mundo se reparte entre os destinados à salvação e os condenados à perdição”, diz o artigo.

Criatura misteriosa aparece correndo em vídeo de bebê e imagens causam polêmica na internet

Um vídeo publicado na internet em abril de 2014 vem causando polêmica entre os internautas. Nele uma criatura, que se assemelha a um anão, aparece correndo enquanto um bebê protagonizava a filmagem.
O clipe, que foi filmado em 2011, foi publicado por um internauta na Argentina.
Nele é possível ver uma espécie de humano pequeno correndo de um lado a outro de uma sala. A filmagem ainda persegue o ser estranho, mas nada é visto posteriormente.
FONTE: http://www.gadoo.com.br/entretenimento/criatura-misteriosa-aparece-correndo-em-video-de-bebe-e-imagens-causam-polemica-na-internet/
Criatura misteriosa aparece correndo em vídeo de bebê
Estranha criatura pequena apareceu correndo ao fundo durante gravação de um vídeo de um bebê, e imagens causam polêmica na internet.
O mistério continua. E você, o que acha se tratar este estranho ser pequeno?

https://www.youtube.com/watch?v=rrnU0-Gsczs

Correios entregam panfletos de Dilma em São Paulo


Agência Estado
Publicação: 19/09/2014 08:01 Atualização: 19/09/2014 08:52


Os Correios abriram uma exceção para o PT e distribuíram em São Paulo panfletos da presidente Dilma Rousseff sem chancela ou comprovante de que houve postagem oficial. A estampa, prevista em norma da própria estatal, serve para demonstrar que houve pagamento para o envio, de forma regular, da propaganda eleitoral. Sem ela, é difícil atestar que a quantidade de material distribuído corresponde ao que foi contratado pelo partido. O número declarado de panfletos distribuídos sem chancela dos Correios foi de 4,8 milhões.
A exceção para os petistas foi aberta a partir de um comunicado interno dos Correios em São Paulo, no qual a empresa autoriza, em caráter “excepcional”, a postagem dos folders na modalidade de mala postal domiciliária (MPD). A Diretoria Regional Metropolitana, responsável pelo aval, atribui a medida a um problema na impressão dos quase 5 milhões de peças. O órgão é chefiado por Wilson Abadio de Oliveira, afilhado político do vice-presidente da República, o peemedebista Michel Temer.
“Está autorizada, em caráter excepcional, na AGF (agência franqueada) Santa Cruz, a postagem de 4.812.787 folders da candidata às eleições 2014 Dilma Vana Rousseff”, diz o documento “Correios Informa” do dia 3 de setembro. “Devido a erro de produção gráfica, não foi confeccionada a respectiva chancela”, acrescenta o comunicado. Documento dos próprios Correios determina, como “requisito mínimo”, que cada santinho enviado pela mala direta domiciliária deve ter a chancela, com a descrição do nome e do CNPJ do candidato. Também deve constar o ano das eleições e a origem da postagem, entre outras inscrições.
Os santinhos foram remetidos para a Grande São Paulo e cidades do interior até o dia 12 de setembro, com mensagens regionalizadas. “Ela já faz mais por Campinas”, dizem os folhetos distribuídos na cidade, apresentando uma sorridente Dilma, ao lado de Temer e Lula. O impresso destaca realizações em programas federais como o Mais Médicos e o Brasil Sorridente. “Mais cuidados, mais investimentos, mais futuro. Campinas pode sempre contar comigo”, diz Dilma na propaganda.
A presidente aparece em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o que levou o PT a determinar um reforço da campanha no Estado.
Justiça Eleitoral. A distribuição dos panfletos regionalizados sem estampa oficial fez parte dos carteiros se rebelar, ameaçando não entregá-los. Além disso, motivou denúncia das entidades que os representam à Justiça Eleitoral, que cobrou explicações à estatal.
Carteiros informaram que, ao questionarem seus chefes sobre os panfletos de Dilma, enviados em caixas aos setores dos Correios, foram orientados pelos gestores dos centros de distribuição a entregá-los como estavam.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-ACS) em Campinas enviou carta ao diretor regional dos Correios no interior paulista, Divinomar Oliveira da Silva, filiado ao PT, cobrando esclarecimentos e providências urgentes quanto à distribuição.
“Ao contrário do que acontece com outros candidatos nas campanhas eleitorais, esse material da candidata Dilma está sendo distribuído aos carteiros sem qualquer chancela ou anotação que demonstre o pagamento por sua postagem, levando-nos a crer numa irregularidade eleitoral”, reclamaram os carteiros por escrito, ameaçando enviar representação ao Tribunal Superior Eleitoral.
“No mínimo, é estranho o que ocorreu, por se tratar de uma candidata e do volume de material enviado. Os carteiros estão acostumados a fazer a entrega de material com chancela. Como você vai ter controle de que estão entregando 4 milhões ou dez milhões. É como entregar uma carta sem o selo”, disse o coordenador-geral da entidade, Luís Aparecido de Moraes. A estatal disse que o pagamento foi à vista, com a emissão de recibos, e que a autorização “excepcional” está prevista em suas normas.
Os Correios são controlados pelo PT desde dezembro de 2010, com a nomeação por Dilma do sindicalista Wagner Pinheiro para a presidência da empresa. Ex-presidente da Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, Pinheiro é filiado ao PT do Rio De Janeiro. O partido assumiu o controle da empresa após a crise postal daquele ano, tirando a cadeira do PMDB. Com Pinheiro no comando, a empresa virou feudo do PT.
Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/09/19/interna_politica,570627/correios-entregam-panfletos-de-dilma-em-sao-paulo.shtml
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Prévia da inflação sobe 0,39% em setembro e supera teto da meta

Com o resultado anunciado hoje, o índice acumula altas de 4,72% no ano e de 6,62% em 12 meses
Estado de Minas
Publicação: 19/09/2014 09:19 Atualização: 19/09/2014 09:42

Alta foi motivada principalmente pelas carnes, que ficaram 2,30% mais caras de um mês para o outro
Os alimentos voltaram a subir em setembro e influenciaram a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que registrou alta de 0,39%, após subir 0,14% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O período de coleta do IPCA-15 foi de 14 de agosto a 12 de setembro. Com o resultado anunciado hoje, o índice acumula altas de 4,72% no ano e de 6,62% em 12 meses.
O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,28%, após recuo de 0,32% em agosto. De acordo com o IBGE, a alta foi motivada principalmente pelas carnes, que ficaram 2,30% mais caras de um mês para o outro. Também influenciaram a refeição fora de casa (0,90%) e leite longa vida (1,47%).
Com a alta registrada neste mês, os alimentos deram uma contribuição de 0,07 ponto porcentual à inflação geral, que subiu 0,39%, segundo o IBGE.
Passagens aéreas
As passagens aéreas subiram 17,58% em setembro, informou o IBGE. O item contribuiu sozinho com 0,07 ponto porcentual na inflação geral, que avançou 0,39%. Com o resultado, o grupo Transportes acelerou de 0,20% para 0,45% na passagem do mês, informou o IBGE. O grupo respondeu por 0,08 ponto porcentual da taxa do IPCA-15.
Água e esgoto
A taxa de água e esgoto ficou 0,17% mais barata em setembro, informou IBGE. A variação ficou abaixo do observado em agosto (1 37%) e foi puxada pelo resultado obtido na região metropolitana de São Paulo, cujas contas ficaram 2,52% mais baratas, "levando em conta a maior intensidade do efeito do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, que bonifica com 30% de redução nas contas os usuários que reduzem em 20% o consumo mensal", segundo o instituto.
Além disso, a tarifa de energia elétrica perdeu força e subiu 1 52% em setembro. No IPCA-15 de agosto, a alta havia sido de 4 25%. A alta de condomínio também foi menor (1,36% para 0,35%). Já a mão de obra para pequenos reparos subiu 1,05%. O cálculo deste item foi adaptado, em função da indisponibilidade das informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de Salvador e de Porto Alegre com referência aos meses de maio, junho e julho. Para os dois locais, os valores foram estimados cinco meses à frente a partir de abril, em vez de dois como é a metodologia corrente adotada.
Com esses resultados, o grupo Habitação perdeu força e subiu 0 72%, metade da taxa de 1,44% do IPCA-15 de agosto. Mesmo assim, o grupo respondeu pela maior influência no mês de setembro, com 0,11 ponto porcentual da alta de 0,39% observada na inflação geral. (Com Agência Estado)

BA- Explosão de granada durante curso de formação da PM deixa 5 feridos

Cinco aspirantes a soldados ficaram feridos após a explosão de uma granada durante o curso de formação da Polícia Militar da Bahia, na sede do 13º Batalha do município de Teixeira de Freitas, extremo sul do estado. Segundo informações da PM, eles sofreram escoriações e queimaduras de 1º grau nos membros inferiores. O incidente ocorreu na quinta-feira (18).
Ainda de acordo com a PM, a granada foi lançada durante instrução de “Progressão de Patrulhas e Acuidade Visual”, disciplina do quadro curricular do Curso de Formação de Soldados. Na ocasião, 24 aspirantes a soldados participavam do treinamento. Os cinco alunos foram socorridos para hospitais da região, atendidos e liberados em seguida.
Não há detalhes sobre o que teria provocado a explosão. Em nota, a PM informou nesta sexta-feira (19) que vai apurar a responsabilidade do incidente.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pai vai a juri e mata assassinos do filho, veja a noticia!

Vingança ou justiça??

O que você acha que o júri decidiria?
vocês acham que este aposentado ex comerciante que matou os bandidos que assassinaram seu filho que segundo pessoas e amigos era uma excelente pessoa e muito trabalhador sem motivo qualquer merece ser punido ?
Obs. foi condenado a 7 anos de prisão, em regime semiaberto.

Av. PEDRO I (B.H) - Polícia Civil vai indiciar seis

Laudo da perícia dá base para inquérito denunciar membros de construtora, projetista e prefeitura

DESABAMENTO VIADUTO PEDRO I
Responsabilidade. Envolvidos ainda podem responder a processo por ferimentos em 23 pessoas
PUBLICADO EM 18/09/14 - 03h00
Seis nomes devem aparecer como culpados pelas mortes de Charlys Frederico Moreira do Nascimento, 25, e Hanna Cristina Santos, 25, no inquérito que apura a queda do viaduto Batalha dos Guararapes, no dia 3 de julho. O laudo oficial conclui que todos erraram: quem fez o projeto do viaduto, quem deveria fiscalizar e quem executou a obra. Segundo informações obtidas pela reportagem, a partir da análise da perícia, serão indiciados por homicídio culposo dois engenheiros da Consol (o projetista e o responsável técnico), dois da Cowan (o engenheiro da obra e o que fez as alterações estruturais) e dois fiscais da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap).

Em uma série de matérias publicadas entre 22 de agosto e 14 de setembro, O TEMPO detalhou, em primeira mão, as informações do laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil, que começou a circular nesta semana. Conforme a reportagem adiantou, as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que deveriam ser seguidas na obra do viaduto estão descritas no documento.

Entre elas, está a NBR 6.118, que determina que um profissional habilitado faça verificação detalhada do projeto, conhecida como Certificação de Qualidade de Projeto (CQP), justamente para identificar erros. A prefeitura não apresentou essa revisão à polícia, indicando que não a teria feito e que entregou o projeto com as falhas. “A contratante, através da Sudecap, também não teria promovido a referida revisão, por profissionais devidamente habilitados, pois o projeto foi encaminhado para ser executado com os mesmos parâmetros contidos na memória de cálculo efetuada pela Consol” (sic), conclui a polícia.

O laudo confirma que o maior erro do projeto está no bloco de sustentação da estrutura. O projetista fez uma conta considerando que o bloco tinha 7,3 m de comprimento, mas, na verdade, ele tinha 9,3 m. Em outra situação, na hora de transcrever os cálculos para os desenhos, onde era para pôr as ferragens mais grossas foram colocadas as mais finas.

As aberturas no tabuleiro do elevado, conforme adiantado por O TEMPO, também demonstram a falta de fiscalização. “Consultado o Diário de Obras, não foram encontradas observações referentes à autorização da execução dessas aberturas”, aponta o IC. “Para uma obra como essa somar tantos erros como os apontados no laudo, só pode não ter havido fiscalização nenhuma”, destacou o engenheiro de estruturas Nelson Lima. 

PMERJ expulsa nove militares condenados pela morte da juíza Patrícia Acioli


Agência Brasil



Reprodução
Começa no Rio julgamento de policial acusado de matar juíza Patrícia Acioli
Juíza Patrícia Acioli foi assassinada em uma emboscada com 21 tiros em 2011
O Comando da Polícia Militar (PM) determinou a exclusão de nove policiais militares condenados pela Justiça na morte da juíza Patrícia Acioli, crime ocorrido em agosto de 2011.
Ela foi vítima de emboscada e morreu com 21 tiros quando chegava em casa, em Piratininga, região oceânica de Niterói, na região metropolitana do Rio. A exclusão foi publicada no boletim interno da corporação.
Na lista de expulsos estão o terceiro-sargento Charles de Azevedo Tavares; os cabos Alex Ribeiro Pereira, Jeferson de Araújo Miranda, Sammy dos Santos Quintanilha, Sergio Costa Junior, Carlos Adílio Maciel Santos e Jovanis Falcão Junior e os soldados Júnior Cezar de Medeiros e Handerson Lents Henriques da Silva. Na decisão do comando da PM ficaram de fora o tenente-coronel Cláudio de Oliveira e o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes.
O 7° Batalhão da PM (São Gonçalo), onde os militares eram lotados, foi comandado, à época do crime, pelo tenente-coronel Cláudio Luiz Silva Oliveira, condenado em março deste ano a 36 anos de prisão pela morte da juíza. Patrícia Acioli trabalhava no Fórum Regional do município e já tinha condenado vários PMs por crimes na região.
Pelo mesmo crime, o Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Niterói condenou, em dezembro de 2013, o tenente da Polícia Militar Daniel Benitez a 36 anos de reclusão.
O réu foi condenado em regime inicialmente fechado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, assegurar a impunidade de outros crimes e emboscada) e por formação de quadrilha. Ele era considerado o braço direito do tenente-coronel Cláudio de Oliveira no batalhão.
A Secretaria de Segurança Pública informou que, no caso do tenente-coronel Cláudio de Oliveira e do tenente Daniel Benitez, em função de o processo de expulsão dos policiais ter sido anteriormente sobrestado (suspenso) pela Justiça, os oficiais permanecem como integrantes da corporação. No entanto, assim que o Tribunal de Justiça enviar a conclusão do processo com o pedido de perda do cargo público, a exclusão será confirmada.

Desigualdade no Brasil aumenta e vai ao nível de 2011

18/09/2014 11:33 - Atualizado em 18/09/2014 11:33

Estadão Conteúdo



A renda do trabalho emendou o nono ano seguido de alta real em 2013, mas a desigualdade parou de cair no País, mantendo-se no mesmo nível desde 2011, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Gini, que mede a concentração de renda, piorou para 0,498 (quanto mais perto de zero, menor a desigualdade) em 2013, ante 0,496, considerando o rendimento do trabalho. Embora a variação seja pequena, o índice voltou ao patamar de 2011, quando estava em 0,499. Para o IBGE, o quadro é de estagnação.

"Não afirmaria que há uma melhora ou uma piora na concentração de renda. Diria que a gente está na mesma condição de 2011", afirmou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.

25 Desigualdade social - Luiz Costa

Desde 2002, quando estava em 0,561, o Índice de Gini vinha recuando, tanto pelo rendimento do trabalho quanto por todas as formas de renda, mas o processo parou a partir de 2012. Pelo rendimento de todas as fontes, o índice ficou em 0,505, ante 0,504 em 2012 e 0,505 em 2011.

Segundo a economista Sônia Rocha, pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), a queda na desigualdade de renda vem de antes, de 1996 e 1997, e ocorreu sob condições macroeconômicas "bem diversas", alternando crises e baixo crescimento com períodos de mais dinamismo da atividade econômica.

Agora, o esgotamento do crescimento econômico desde 2011 torna mais difícil seguir distribuindo renda. Para piorar, as razões desse esgotamento - questões estruturais, como baixa qualificação da mão-de-obra, infraestrutura deficiente, burocracia, má regulação, custo fiscal, coisas difíceis de resolver rapidamente - atingem em cheio a distribuição da renda.

"O baixo crescimento atual não deixa espaço para dinamismo no mercado de trabalho, que também parou. Fica infinitamente mais difícil dar continuidade às melhorias distributivas sem crescimento e com o salário mínimo tendo atingido o nível atual, após uma forte valorização real nos últimos 15 anos", afirmou Sônia.

A Região Nordeste apresentou o maior nível de desigualdade, com Índice de Gini de 0,523. O Piauí (0,566) foi o destaque negativo, com a maior taxa do País. O menor grau de concentração de renda foi encontrado na Região Sul (0,457), onde Santa Catarina registrou o menor índice do País (0,436).

Dilma não perderia a eleição 'nem se a gente quisesse', diz Temer

Ouvir o texto
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Vice-presidente da República e mais uma vez na chapa da presidente Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB) disse nesta terça-feira (16) em Campinas (SP) que "o Brasil está crescendo fantasticamente" e que, "nem que a gente quisesse, a gente não tem condições de perder a eleição".
Temer visitou o sindicato dos frentistas pela manhã e discursou para empresários em um dos principais hotéis da cidade, onde foi homenageado como personalidade do ano por uma associação local.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país (com 22,4% de todos os eleitores), Marina tem 40% das intenções de voto, e Dilma, 26%, segundo a última pesquisa do Datafolha, na semana passada. Temer já havia estado ontem na Baixada Santista e na capital, e Dilma visitará Campinas nesta quarta (17).

Zanone Fraissat/Folhapress
O vice-presidente Michel Temer
O vice-presidente Michel Temer
"Quando eu vejo esse entusiasmo, mais do que esse entusiasmo, essa unidade absoluta que existe entre os frentistas e entre os diversos sindicalistas do país", disse o vice-presidente durante discurso no sindicato, antes de completar: "Quando eu vejo esse entusiasmo, eu digo: nem que a gente quisesse a gente não tem condições de perder a eleição. Nós vamos ganhar."
Entre as razões para a reeleição, segundo Temer, está o crescimento do país. "O Brasil está crescendo fantasticamente", afirmou o candidato à reeleição, que citou o setor de shoppings centers.
"Ontem [segunda-feira] à noite, depois de uma longa caminhada pela Baixada Santista, fui inaugurar uma exposição de shoppings centers em São Paulo", disse. "São cerca de 530 no Brasil, geradores de 900 mil empregos. Do ano passado para cá, inauguraram 95 shoppings centers. Você só instala shoppings centers, lojas, só investe, porque sabe que vai ganhar dinheiro."
"Por que pode abrir mais 95 shoppings no país? Porque 40 e tantos milhões de pessoas que nada consumiam passaram a consumir. Foram para a classe média, e foram para a classe média pela atuação dos governos Lula e Dilma", afirmou o peemedebista.
RETRAÇÃO
Apesar do otimismo do vice-presidente, o PIB do Brasil apresentou retração nos dois últimos semestres (queda de 0,2% entre janeiro e março e 0,6% entre abril e junho).
Na segunda-feira (15), o mercado reduziu a previsão de crescimento do PIB para 2014 para 0,33%, segundo pesquisa Focus do Banco Central. Foi a 16ª semana seguida de queda.
A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diminuiu sua projeção para este ano de 1,8%, anunciado em maio, para 0,3%, divulgado ontem.
"O Brasil caiu em recessão no primeiro semestre. O investimento tem sido particularmente fraco, minado pelas incertezas sobre a direção da política após as eleições e a necessidade de que a política monetária controle a inflação acima da meta", destacou a OCDE em relatório.
PRIVATIZAÇÕES
No discurso para empresários, Temer destacou o perfil "privatizador" do governo Dilma.
"De vez em quando se diz que o governo é estatizante. Mas nunca se fez tanta privatização como se fez nesse governo. Basta tomar o caso dos aeroportos: todos basicamente foram concedidos", afirmou, sobre os leilões de Guarulhos, Brasília, Viracopos, Galeão e Confins.
"Os portos, que eram públicos, agora, com a lei dos portos patrocinada pelo nosso governo, podem ser privados –e serão muitos", disse. "Nós privatizamos muitas coisas no nosso país." 

Desemprego sobe pela primeira vez desde a crise de 2009


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Atualizado: 18/09/2014 10:00 | Por Vinicius Neder, estadao.com.br

Desemprego sobe pela 1ª vez desde a criseTaxa foi de 6,5% em 2013, acima dos 6,1% registrados em 2012, segundo dados da Pnad
A taxa de desemprego nacional, medida anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 6,5% em 2013, acima dos 6,1% registrados em 2012, a primeira alta desde 2009, quando a economia ainda sofria os piores efeitos da crise mundial de 2008. O dado foi revelado nesta quinta-feira, com a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
Leia também:
Embora a taxa do ano passado ainda esteja abaixo da de 2011 (6,7%), foi quebrada a sequência de recordes de baixas, ainda mantida na taxa mensal de desemprego, calculada apenas nas seis principais regiões metropolitanas do País, mas cuja divulgação foi afetada pela greve no IBGE.
A última taxa mensal conhecida se refere a abril e foi de 4,9%, abaixo dos 5,8% de igual mês de 2013 e a mais baixa para meses de abril de toda a série histórica. Tradicionalmente, a taxa mensal fica abaixo da taxa anual medida pela Pnad. São duas as principais diferenças: a abrangência da taxa anual é muito maior e a taxa mensal é medida mês a mês, enquanto na Pnad a pesquisa é feita apenas em uma semana.
Como o IBGE não divulgou a taxa mensal fechada para as seis regiões metropolitanas de maio para cá, não se sabe se a sequência de recordes de baixa tem sido mantida. Em 2013, a média da taxa mensal ficou abaixo de 2012, mas a alta do desemprego em regiões não captadas pela pesquisa mensal poderia explicar as diferenças.
A taxa de desemprego anual subiu de 2012 para 2013 porque o número de desempregados avançou mais do que o número de empregados e mais do que o da população em idade ativa (PIA, o total de pessoas com mais de 15 anos).
"Embora tenha havido um aumento da população ocupada, com mais pessoas trabalhando, houve uma pressão no mercado de trabalho de pessoas se inserindo, procurando trabalho, que teve reflexo na taxa de desemprego", afirmou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.
O instituto calculou 95,9 milhões de pessoas trabalhando em 2013, 0,6% acima do ano anterior. O total de desempregados somou 6,7 milhões de pessoas, 450 mil a mais, ou 7,2% acima de 2012. Aí estão incluídas tanto pessoas que perderam seus empregos quanto gente que chegou ao mercado de trabalho e não encontrou o primeiro emprego.
Disparidades. A taxa de desemprego subiu mais na região Norte, de 6,3% em 2012 para 7,3% em 2013. Pará (de 5,8% para 7,3%), Acre (5,8% para 7,6%) e Amapá (9,9% para 12,1%) puxaram a alta. Nenhuma região metropolitana do Norte está incluída na taxa mensal calculada pelo IBGE.
No Nordeste, a taxa de desemprego avançou de 7,6% em 2012 para 8,0% em 2013, mas o Rio Grande do Norte viu um avanço bem maior, de 7,1% para 11,0%. No Sudeste, a taxa de desemprego subiu de 6,1% para 6,6% (São Paulo foi de 6,2% para 6,6%), com destaque para a piora no emprego na indústria. Segundo o IBGE, houve redução de 3,5% (ou 470 mil empregados) no contingente de trabalhadores da indústria.
Na contramão, a taxa de desemprego na região Sul passou 4,2% para 4,0%, com queda de 2,2% no contingente total de desocupados, para 637 mil pessoas.
Formalização. Se o desemprego subiu no ano passado, pelo menos o processo de formalização no mercado de trabalho foi retomado. O porcentual de empregados que possuíam carteira de trabalho assinada atingiu nível recorde em 2013, de 65,2% do total de empregados (sem contar trabalhadores domésticos).
Em 2012, tinha havido uma estagnação, com 64,1%, mas ano passado o processo de formalização, iniciado em 2003, foi retomado. A partir de 2003, houve crescimento do emprego com carteira de trabalho assinada, alcançando 65,2% em 2013, expansão de 9,9 pontos percentuais frente a 2001.
"Os empregados com carteira no setor privado vêm crescendo. A gente já acompanha isso desde 2004", comentou Maria Lucia.

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